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Cafezinho

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Rating
★★★★★
5
from
16 reviews
This podcast has
750 episodes
Date created
2017/09/10
Latest episode
2026/10/02
Average duration
8 min.
Release period
7 days

Description

Uma pausa para o café com média de 2 minutos e meio de Iscas Intelectuais sobre comportamento, sociedade, política, economia, educação… tudo aquilo que envolve a complexidade de ser humano.

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Cafezinho 747 - A história que contamos antes de votar
2026/10/02
No domingo, milhões de brasileiros vão entrar numa cabine, ficar diante de uma urna e tomar uma decisão que parece individual, mas produz consequências coletivas. E uma das perguntas mais importantes antes de apertar o botão verde é: estou votando na pessoa que existe ou no personagem que construí (ou construíram) sobre ela? See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cafezinho 746 - Ouse saber
2026/09/25
Quem assistiu à série Columbo talvez se lembre daquele detetive de capa de chuva amarrotada, cabelo desgrenhado e jeito meio desajeitado. Ele fazia perguntas banais, parecia não entender direito o que estava acontecendo e deixava o suspeito relaxar. Até que, já perto da porta, vinha o famoso “só mais uma coisinha...” e aparecia a pergunta que mostrava que Columbo estava prestando atenção em tudo. Sempre gostei desse personagem porque ele tinha uma relação muito particular com aquilo que não sabia: queria descobrir. Sua ignorância não fechava a investigação. Mantinha a investigação aberta. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cafezinho 745 - O relógio de ouro
2026/09/18
Warren Schmidt encerra décadas de trabalho numa companhia de seguros, recebe seu relógio de ouro e descobre que a empresa continua perfeitamente sem ele. A cena de As Confissões de Schmidt abre uma investigação sobre algo menos evidente do que a velha oposição entre carreira e liberdade: quanto das escolhas que fazemos realmente reconhecemos como nossas? Do roteiro profissional herdado das gerações anteriores aos desejos sugeridos hoje pelas redes sociais, este Cafezinho examina como expectativas podem se transformar em decisões sem que percebamos. O problema talvez não seja seguir caminhos convencionais, mas chegar ao fim deles sem saber quem segurava a caneta. Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br Takeaways • Uma trajetória convencional não é necessariamente uma prisão; o problema aparece quando seguimos um caminho sem compreender por que o escolhemos. • As pressões contemporâneas nem sempre chegam como ordens: a repetição de estilos de vida, padrões de sucesso e possibilidades também pode produzir desejos. • Ser influenciado é inevitável, mas autoria exige reconhecer quais escolhas carregam nossas próprias digitais. Capítulos O último dia de Warren SchmidtO relógio de ouroQuando a empresa continua sem vocêEscolha ou roteiro?Das ordens às possibilidadesQuando a repetição produz desejosLiberdade não é a mesma coisa que autoriaQuem está segurando a caneta? Links relevantes • Mundo Café Brasil: https://mundocafebrasil.com• Livraria Café Brasil: https://livrariacafebrasil.com.br   See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cafezinho 744 - Só tô cumprindo ordens
2026/09/11
Tá uma bagunça o Brasil... você já se incomodou com os funcionários públicos que cumprem ordens ilegais, moralmente questionáveis ou flagrantemente truculentas? Prendendo gente na praia ou na praça durante a covid, fazendo buscas ilegais ou tirando a liberdade de alguém sem qualquer base jurídica? E dizendo “só tô cumprindo ordens”? Uma reflexão sobre a dificuldade de tomar uma posição.  See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cafezinho 743 - Judiciário de coalizão
2026/09/04
A gente aprendeu na escola que existem três Poderes. Um governa, outro faz as leis e o terceiro vigia para que ninguém saia das quatro linhas da Constituição. É uma boa explicação para a escola, mas para entender o Brasil, começa a ficar insuficiente. Como nenhum presidente consegue governar sozinho, ele tem de montar maioria no Congresso. Para isso, negocia com partidos, distribui espaços e dinheiro e acomoda interesses. Chamamos isso de “presidencialismo de coalizão.” Coalizão é uma aliança entre grupos diferentes, que mantêm suas próprias identidades e interesses, mas se unem temporariamente para alcançar um objetivo comum. Agora começa a circular o termo “judiciário de coalizão”. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cafezinho 742 - Independência no seu bolso
2026/08/28
A Caxirola nasceu cercada de tudo o que costuma dar aparência de sucesso a uma ideia: Copa do Mundo, celebridade, governo, FIFA, sustentabilidade e uma projeção de 50 milhões de unidades vendidas. Faltou descobrir se alguém realmente queria comprar aquilo. A partir desse fracasso, o episódio mergulha na Lei de Say para separar produção de criação de valor, mostra por que “a oferta cria sua própria demanda” é uma simplificação enganosa e acompanha a discussão até Hayek e Keynes. No fim, a Caxirola ajuda a revelar quem dá a palavra final numa economia: o consumidor.Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br Takeaways• Produzir alguma coisa não significa necessariamente criar riqueza: valor depende de alguém considerar útil aquilo que foi produzido.• A Lei de Say não afirma que qualquer produto encontrará compradores, mas que a capacidade de consumir nasce, em última instância, da produção.• Say e Keynes observam lados diferentes do problema: um mostra a origem do poder de compra; o outro explica como uma economia pode travar quando renda, confiança e investimento recuam. CapítulosA Caxirola e o sucesso que parecia inevitávelO que Jean-Baptiste Say realmente queria dizerProduzir não é apenas fabricarO consumidor entra na reuniãoQuando o mercado diz nãoMalthus, Marx e a dúvida sobre a demandaKeynes e a economia que pode travarÀs vezes você fabrica uma CaxirolaLinks relevantes• Mundo Café Brasil: https://mundocafebrasil.com• Livraria Café Brasil: https://livrariacafebrasil.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cafezinho 741 - Quanto vale sua hora de trabalho?
2026/08/21
Dois profissionais podem ter idade, formação, experiência e profissão semelhantes e, ainda assim, receber valores muito diferentes pelo mesmo tipo de trabalho simplesmente porque atuam em lugares diferentes. A partir do estudo de Michael Clemens, Claudio Montenegro e Lant Pritchett sobre o place premium, este Cafezinho investiga quanto do valor produzido por uma pessoa depende dela própria e quanto depende do ambiente em que trabalha. Infraestrutura, organização, regras e desperdícios ajudam a entender por que trabalhar muitas horas não significa necessariamente produzir muito — e por que essa questão deveria entrar na discussão brasileira sobre jornada de trabalho. Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br Takeaways • O valor de uma hora de trabalho não depende apenas da capacidade individual, mas também das condições oferecidas pelo ambiente em que o trabalho acontece. • Produtividade não significa trabalhar mais depressa ou por mais tempo, mas conseguir produzir mais valor com a mesma quantidade de horas. • Antes de discutir apenas a duração da jornada de trabalho, é preciso observar quanto tempo é desperdiçado com infraestrutura deficiente, burocracia, falhas de organização e obstáculos que não geram valor. Capítulos O prêmio do lugar O mesmo profissional, outro valor Quando o ambiente interfere no trabalho O que produtividade realmente significa O tempo perdido lutando contra o sistema A discussão sobre a escala 6x1 Quanto vale cada hora trabalhada? Links relevantes • Mundo Café Brasil: https://mundocafebrasil.com • Livraria Café Brasil: https://livrariacafebrasil.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cafezinho 740 - Cadê o sonho pra sonhar juntos?
2026/08/15
Em 1969, a chegada do homem à Lua mostrou o que acontece quando uma sociedade escolhe um objetivo grande o bastante para organizar esforços, desenvolver capacidades e aceitar dificuldades. Sete anos antes, Kennedy havia transformado uma ambição quase absurda em destino coletivo. O episódio parte dessa história para investigar o que acontece quando o desejo de conquistar dá lugar ao esforço de preservar o que já temos, e como líderes, empresas e pessoas podem voltar a enxergar futuros capazes de justificar trabalho, risco e desenvolvimento. Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br Takeaways• Grandes capacidades muitas vezes são desenvolvidas depois que escolhemos objetivos que exigem de nós mais do que já sabemos fazer.• Pessoas e organizações podem perder impulso não por falta de recursos, mas porque passam a dedicar mais energia à proteção do que conquistaram.• Liderança não fabrica vontade, mas pode oferecer desafios e futuros que deem às pessoas uma razão para fazer esforço. CapítulosO sonho de chegar à LuaQuando a dificuldade vira parte do objetivoPrimeiro vem o desejoA força de um destino compartilhadoQuando preservar substitui conquistarO papel do líder diante da vontadeO que ainda vale a pena querer Links relevantes• Mundo Café Brasil: https://mundocafebrasil.com• Livraria Café Brasil: https://livrariacafebrasil.com.br   See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cafezinho 739 - O que não se vê
2026/08/08
Políticas públicas costumam nascer de uma intenção clara, mas começam a mudar no instante em que encontram pessoas reais, capazes de perceber e explorar os incentivos criados por uma regra. Partindo da história das cobras de Délhi, este episódio acompanha o caminho que leva do chamado Efeito Cobra à ideia de Frédéric Bastiat sobre aquilo que se vê e aquilo que permanece invisível. No percurso, aparece um problema maior: quando governos medem resultados por números fáceis de exibir, benefícios ganham remetente e custos se espalham sem assinatura, tornando muito mais difícil perceber quem realmente produziu cada consequência. Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br Takeaways • Uma política pode estimular exatamente o comportamento que pretendia combater quando as pessoas descobrem como transformar sua regra em vantagem. • Indicadores deixam de representar bem a realidade quando passam a ser tratados como metas e começam a orientar o comportamento de quem será avaliado por eles. • Benefícios públicos são facilmente identificados por quem os recebe, enquanto custos indiretos, investimentos perdidos e oportunidades que deixaram de existir permanecem muito menos visíveis. Capítulos A armadilha escondida numa boa intenção As cobras de Délhi Quando o incentivo muda o comportamento O Efeito Cobra Quando a medida vira a meta O benefício que tem remetente Bastiat e aquilo que não se vê O problema também pode estar na solução Links relevantes • Mundo Café Brasil: https://mundocafebrasil.com • Livraria Café Brasil: https://livrariacafebrasil.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cafezinho 738 - A economia da dependência
2026/08/01
Uma plataforma vendeu filmes digitais como compra definitiva, mas depois os retirou da biblioteca dos clientes sem reembolso. O episódio parte desse caso para investigar como a propriedade está sendo substituída por licenças, assinaturas e permissões revogáveis. Bancos de automóveis, impressoras, câmeras, relógios e outros produtos continuam sob o controle de seus fabricantes mesmo depois da venda. Aos poucos, a receita recorrente transforma objetos em serviços e o consumidor descobre que pagou para ter algo que continua pertencendo, em parte, a quem vendeu. Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br Takeaways • A palavra “comprar” perdeu parte de seu significado quando o acesso ao produto continua condicionado a contratos, servidores e decisões do fabricante. • A receita recorrente incentiva empresas a transformar funções já instaladas em cobranças permanentes, mesmo quando não existe uma nova entrega ao consumidor. • O principal custo desse modelo não está apenas nas mensalidades, mas na perda de controle sobre objetos que permanecem fisicamente com seus proprietários. Capítulos O filme que deixou de ser seu Quando comprar significava possuir O vendedor que continua dentro do produto A assinatura que apenas evita o bloqueio O condomínio invisível das pequenas cobranças O preço do controle Cercados de coisas, dependentes de permissões Links relevantes • Mundo Café Brasil: https://mundocafebrasil.com • Livraria Café Brasil: https://livrariacafebrasil.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cafezinho 737 - Eu já sabia
2026/07/24
Link para o À Mesa;  https://www.lucianopires.com.br/amesa/a-mesa-instagram?utm_source=Podcast&utm_medium=Cafezinho&utm_campaign=Amesa A eliminação do Brasil na Copa do Mundo parecia pedir indignação, mas a reação mais comum veio em forma de resignação: “eu já sabia”. A frase, que soa como prova de lucidez, revela um mecanismo mais profundo. Depois de sucessivas frustrações, aprendemos a não esperar, a não confiar e, por fim, a não agir. Partindo do futebol, Luciano Pires investiga como a impotência aprendida se espalha pela vida pública, alimenta a procura por salvadores e enfraquece a responsabilidade individual. A saída não está em fabricar otimismo, mas em reconstruir uma esperança adulta, sustentada por instituições que funcionem e por resultados que devolvam sentido ao esforço. Host: Luciano Pires - @lucianopires – lucianopires.com.br Takeaways • A descrença pode parecer uma proteção contra a frustração, mas se torna perigosa quando nos convence de que nenhum esforço produzirá resultado. • A busca recorrente por salvadores revela uma sociedade que transfere responsabilidades e abandona o jogo quando seus heróis fracassam. • A esperança coletiva não nasce de discursos, mas de experiências concretas que comprovem a relação entre participação, responsabilidade e mudança. Capítulos A derrota que ninguém estranhouA inteligência aparente do “eu já sabia”Como se aprende a desistirQuarenta anos de esperanças frustradasA procura por novos salvadoresO espaço deixado por quem cruza os braçosA esperança precisa de provasQuem entra derrotado já começou a perder Links relevantes • Mundo Café Brasil: https://mundocafebrasil.com• Livraria Café Brasil: https://livrariacafebrasil.com.br See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cafezinho 736 - Desnutrição intelectual
2026/07/17
Você provavelmente já ouviu que o Brasil sofre com a desigualdade de renda. Mas e se a desigualdade mais perigosa for outra? Uma pesquisa da Globo e da Quaest traz um dado que desmonta várias certezas e levanta uma pergunta incômoda: por que algumas pessoas conseguem construir um enorme repertório mesmo com pouco dinheiro, enquanto outras, cercadas de informação, permanecem intelectualmente pobres? Talvez o problema não seja falta de acesso. Talvez seja aquilo a que escolhemos prestar atenção. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cafezinho 735 - A senha será você
2026/07/11
Link para À Mesa: https://www.lucianopires.com.br/amesa/a-mesa-instagram?utm_source=Podcast&utm_medium=Cafezinho&utm_campaign=Amesa Em Minority Report, a cidade reconhece John Anderton pela íris e oferece o que ele talvez deseje. Em 2002, parecia ficção científica. Hoje, celulares, bancos, aplicativos e plataformas já transformam nosso corpo e nossos hábitos em chaves de acesso. Neste Cafezinho, Luciano Pires investiga a troca silenciosa entre conveniência e autonomia: quando tudo funciona perfeitamente, estamos mais livres ou apenas mais dependentes do sistema? See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cafezinho 734 - Para quem você aponta o dedo?
2026/07/03
Link para À Mesa: https://www.lucianopires.com.br/amesa/a-mesa-instagram?utm_source=Podcast&utm_medium=Cafezinho&utm_campaign=Amesa Quando uma sociedade está tensa, cansada ou com medo, quase sempre procura alguém para carregar a culpa. Foi assim com Jean Valjean, foi assim tantas vezes na política, no futebol, nas empresas e agora nas redes sociais. A pessoa erra, mas o erro vira identidade. Neste Cafezinho, parto de René Girard e da ideia do bode expiatório para perguntar: quando apontamos o dedo, estamos buscando justiça ou apenas alívio? Um convite para ouvir o Café Brasil 1036 – O Bode Expiatório, e desconfiar das certezas fáceis da multidão.  See omnystudio.com/listener for privacy information.
Cafezinho 733 - O advogado do diabo
2026/06/26
Discordar nem sempre significa ser contra. Às vezes, é justamente uma forma de proteger uma ideia contra a fragilidade de quem só conversa com pessoas que pensam igual. O chamado “advogado do diabo” assume o papel incômodo de procurar falhas, levantar objeções e testar aquilo que parece evidente. Neste Cafezinho, mostro por que esse exercício, quando feito com inteligência e honestidade, pode melhorar decisões, evitar erros e impedir que a unanimidade nos conduza alegremente para o abismo. See omnystudio.com/listener for privacy information.

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5 out of 5
16 reviews
★★★★★
José PG 2019/10/22
Learning Portuguese
I love this podcast because it helps my journey to learning Portuguese in different ways. The fact that Luciano transcribes every episode in its websi...
★★★★★
twigajoe 2019/03/13
ms
love this podast.
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