
Advertise on podcast: Expresso Ilustrada
Rating
4.8from
This podcast has
162 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
Folha de S.PauloExplicit
No
Date created
2019/05/03
Latest episode
2022/06/23
Average duration
23 min.
Release period
9 days
Description
No fim das tardes de quinta-feira, sempre às 16h, você vai escutar um programa com as principais histórias e notícias do mundo das artes. O Expresso Ilustrada, podcast de cultura da Folha, vai falar de filmes, discos, livros, séries de TV, peças de teatro e de moda. O programa está disponível em todas as plataformas
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Por que 'Pantanal' é sucesso entre jovens
2022/06/23
Desde que entrou no ar no fim de março deste ano, "Pantanal" virou uma febre. O remake da obra, que teve a primeira versão exibida mais de 30 anos atrás, é um dos assuntos mais comentados das redes sociais.
O sucesso digital do remake reflete a repercussão da novela entre o público jovem. O cenário chama a atenção —nos últimos anos, assistir a novelas é uma prática que vem se tornando cada vez menos comum entre essa faixa etária.
Isso porque a disputa da TV aberta pela atenção dos jovens ficou mais acirrada conforme as alternativas de streaming e de redes sociais proliferaram. Basta pensar que hoje a internet está dentro do bolso da maioria dos brasileiros, o que não era verdade meros 15 anos atrás.
Mesmo nesse contexto, "Pantanal" tem conquistado um público jovem, de 15 a 29 anos. Essa parcela da chamada geração Z é 25% maior do que a do público da novela antecessora dessa faixa horária, "Um Lugar ao Sol".
O episódio dessa semana discute como esse remake se tornou um fenômeno da TV brasileira, qual a relação disso com as redes sociais e por que a novela desperta tanto interesse em jovens do país.
Para isso, o Expresso Ilustrada conversa com o Walter Porto, repórter da Folha que escreveu sobre esse fenômeno de audiência, e Márcio Sampaio, designer do jornal que analisou por que a novela erotiza os homens.
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L7nnon, Poze do Rodo e a fusão do trap com funk
2022/06/09
Logo depois do Carnaval fora de época no feriado de Tiradentes, o rapper Orochi subiu ao palco num grande evento na Sapucaí, templo do samba carioca, para cantar a música "Lobo".
O artista não faz exatamente o tipo de música mais identificada com o Carnaval, mas essa música sintética e viajada era parte da trilha sonora da cidade, dos sons automotivos às caixinhas de som que são febre nas praias.
Além de alavancar a carreira do próprio Orochi, a faixa teve uma importância extra —marcou a transição de MC Poze do Rodo, expoente do funk em 150 BPM, que estava no auge do sucesso em 2019, para o trap, espelhando uma movimentação do próprio Rio.
A Mainstreet, selo do Orochi com o sócio dele, o Lang, é casa de vários artistas que têm seguido esse caminho —caso do próprio Poze do Rodo, do Borges, do Bielzin, do Chefin, entre outros.
Os artistas da Mainstreet não foram os primeiros e nem os únicos a fazer trap no Rio. Mas até o ano passado, o gênero feito na capital fluminense ainda não tinha tido os números no streaming e a penetração nacional que tem hoje, pulverizado na voz de artistas como MD Chefe, TZ da Coronel, Filipe Ret, Xamã, Maneirinho e L7nnon.
Agora, esses artistas estão emplacando um hit atrás do outro e tentam trazer a "cultura de favela" para o trap, segundo o Lang, sócio do selo. Isso porque, para ele, esse movimento chegou mais elitizado ao Brasil, através de pessoas que ouviam música estrangeira. Agora, quem tá fazendo e ouvindo esse gênero, é uma camada social do Rio que sempre esteve bem mais ligada ao funk.
No episódio desta semana, a gente conversa com o Lucas Brêda, repórter de música da Folha, que escreveu sobre o assunto, sobre quais são os principais artistas do trap carioca e como essas músicas abordam temas como ostentação, racismo e violência policial nesses hits.
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Anitta, sertanejos e verba pública no Brasil
2022/06/02
Depois de mais de um ano da viralização do vídeo em que a cantora Anitta aparece tatuando seu ânus, o assunto voltou a ficar entre os mais comentados das redes sociais. Mas desta vez é por outro motivo.
"Nós somos artistas que não dependem de Lei Rouanet. Nós não precisamos fazer tatuagem no 'toba' para mostrar se a gente está bem ou não. A gente simplesmente vem aqui e canta", disse o sertanejo Zé Neto, em referência à tatuagem íntima da cantora, num show recente.
Foi daí que surgiram uma onda de críticas ao músico, que, no evento em que debochou de Anitta e da Lei Rouanet, recebeu um cachê de R$ 400 mil da prefeitura de Sorriso, apesar do ataque que fez ao incentivo público cultural.
Desde então, o episódio tem levado a importantes revelações sobre o uso de verba pública em megaeventos de sertanejos.
O Expresso Ilustrada desta semana discute a chamada "CPI do sertanejo" —nome popular dado à essa onda de acontecimentos—, as acusações contra Gusttavo Lima, o funcionamento da Lei Rouanet e a legalidade do incentivo público à cultura.
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O que há por trás de roupas esquisitas
2022/05/26
Não é difícil entender por que os Paris Sneakers, da Balenciaga, chamaram tanta atenção. Chacota na internet, os tênis aparecem caindo aos pedaços, com rabiscos e tecido rasgado, num visual que remete à sujeira e chega a custar mais de R$ 9.000.
Bolsas em formato de saco de lixo, casacos furados e botas com respingos de tinta são outros itens de grifes famosas que também causaram polêmica e uma enxurrada de memes quando foram divulgados, tempos atrás. Isso porque não é todo dia que vemos roupas e acessórios capengas ganharem o status de luxo e, principalmente, custarem milhares de dólares.
Mas algumas perguntas surgem no rastro desse burburinho. Por que uma grife lança peças que nada parecem ter a ver com elegância? Quem as compra? E por quê?
Isso é a discussão desta semana no Expresso Ilustrada, que entrevista a influenciadora Malu Borges e a antropóloga especializada em consumo Hilaine Yaccoub.
"Vivemos a era do causar", diz a antropóloga. "As pessoas querem comprar algo que será transformado em conteúdo e, com isso, ganhar a chance de aparecer e se destacar."
Com novos episódios todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som é de Raphael Concli. A apresentação é de Marina Lourenço e Carolina Moraes, que também assinam o roteiro.
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A obra de Lygia Clark em centro psiquiátrico
2022/05/19
Desde os anos 1970, o terapeuta e artista Lula Wanderley faz adaptações dos "Objetos Relacionais", de Lygia Clark, para realizar da "Estruturação do Self", terapia também criada por ela, que ficou consagrada como uma das maiores artistas brasileiras do século 20.
"Ouso dizer que o percurso de Lygia foi a procura de um público", diz Wanderley, fundador do Espaço Aberto ao Tempo é um Centro de Atenção Psicossocial, também conhecido como Caps, da prefeitura do Rio de Janeiro. Para ele, as pessoas da periferia e com transtornos psíquicos que ele atende no Engenho de Dentro que mais entenderam a proposta de Clark.
Numa recém-visita ao espaço, a repórter Carolina Moraes, da Folha, entrevistou Wanderley e viu de perto como funcionam as sessões da "Estruturação do Self", nas quais elementos como conchas de mar, almofadas feitas de areia, água e pedrinhas que servem de ferramentas para a terapia.
O método foi desenvolvido por Clark quando a mineira passou a negar seu título de artista e se aproximar da terapia, numa série de experiências que até hoje são estudadas. O Expresso Ilustrada desta semana explica a migração de Lygia, das artes plásticas à terapia, seu legado e como a encruzilhada entre arte e loucura é vista nos dias de hoje dentro e fora do Brasil.
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Música é novo front na Guerra da Ucrânia
2022/05/12
Não é de hoje que conflitos entre Ucrânia e Rússia atravessam a produção cultural dos territórios. Pesquisas mostram que, ainda no século 17, músicas ucranianas criticavam o imperialismo russo.
Acontece que a atual Guerra da Ucrânia parece ter mobilizado uma onda de músicas cantadas na língua do país —antes preterida pela russa por artistas que queriam estourar num mercado financeiramente mais atrativo do lado de lá da fronteira.
Agora, o russo virou a "língua do inimigo", como dizem os integrantes do grupo de hip-hop Kalush, um dos mais populares no país —e que representa a Ucrânia no Eurovision deste ano.
Na busca por uma essência nacional, os artistas que têm cantado a Ucrânia contemporânea e a guerra acabam buscando o que veio antes deles. É um resgate que não se reduz ao Kalush —Tymofiy Muzychu, integrante da banda, é versado na música folk e em instrumentos nativos, e atuou no campo de batalha—, e respinga na música mainstream do país, de gente como Alina Pash, TNMK, Verka Serduchka e Jamala.
O Expresso Ilustrada desta semana debate como a Ucrânia fez da música um novo front da guerra contra a Rússia com sons nativos ancestrais e o uso do idioma oficial e posturas de protesto em apresentações de música. Para isso, o episódio tem a participação dos repórteres da Folha Lucas Brêda e Laura Lewer, que também produziram reportagem sobre o tema.
Com novos episódios todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som desta semana é de Raphael Concli. A apresentação é de Carolina Moraes e Marina Lourenço, que também assina o roteiro.
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O psicodélico é pop
2022/05/05
Três anos depois de os Beatles lançarem "Lucy In The Sky With Diamonds", o LSD, que foi o grande motivador da canção e uma das marcas da contracultura, foi proibido nos Estados Unidos. Só um ano depois, em 1971, uma convenção da ONU proibiu o uso de psicodélico em todos os países membros da instituição. Era o início da chamada guerra às drogas.
Mas antes mesmo do proibicionismo vir à tona, os psicodélicos já ganhavam um destaque negativo em boa parte da mídia e produções culturais. Filmes como "Força Diabólica", de 1959, associavam esse tipo de substância a alucinações típicas de quadros de esquizofrenia, o que, anos depois, se mostrou equivocado.
Nas últimas décadas, esses alteradores de consciência voltaram aos holofotes da ciência para o tratamento de transtornos mentais e várias normas estão sendo flexibilizadas, o que tem influenciado vários filmes, séries, livros e músicas.
O mercado editorial, por exemplo, está atento ao assunto, e traz livros como "História Social do LSD no Brasil", de Júlio Delmanto, "Como Mudar Sua Mente", de Michael Pollan, e "A Experiência Psicodélica", de Timothy Leary. Nas telas, os psicodélicos também têm feito sucesso com séries como "Nove Desconhecidos" e "Ratched".
O Expresso Ilustrada desta semana discute a representação dos psicodélicos na cultura pop e explica por que a ciência também está cada vez mais debruçada sobre eles. Para isso, Nathan Fernandes, pesquisador do tema, e Marcelo Leite, jornalista, autor do livro "Psiconautas - Viagens com a Ciência Psicodélica Brasileira" e do blog "Vida Psicodélica", da Folha, comentam o assunto.
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Dira Paes: Governo Bolsonaro não é humano
2022/04/28
Fazia poucos dias que o governo Fernando Collor tinha confiscado o dinheiro da caderneta de poupança dos brasileiros quando uma das novelas mais marcantes da dramaturgia nacional estreou na TV Manchete, em 27 de março de 1990.
Numa imersão na identidade rural do país, "Pantanal" resgatava imagens de paisagens exuberantes, sons de pássaros, pôr do sol e muito verde. A novela conquistou o coração do brasileiro e, aos poucos, virou um clássico da TV.
Agora, novamente no ar com uma nova versão que repagina sua história, "Pantanal" repete o sucesso de décadas atrás e já é considerada um marco de audiência na Rede Globo. A estreia do remake teve o maior público —da faixa horária nobre do canal— desde o fim de "Império", em 2014.
No Expresso Ilustrada desta semana, a atriz Dira Paes, que na novela faz o papel de Filó, comenta as atualizações de "Pantanal", a influência da novela na defesa deste bioma, o retrato de conflitos agrários no remake e como isso funciona diante da gestão ambiental do governo Bolsonaro.
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Como Anitta chegou ao topo
2022/04/14
"Checkmate". Foi com esse projeto de quatro músicas e quatro clipes, lançado em 2017, que Anitta fez com que o grande assunto do pop nacional se tornasse as tentativas da cantora de estabelecer uma carreira fora do Brasil.
Na época, ela lançou músicas com parcerias estrangeiras para tentar emplacar sucessos no exterior, como "Downtown" e "Vai Malandra". A cantora também arriscou o primeiro single em inglês, "Will I See You".
Enquanto Anitta pavimentava essa carreira estrangeira, a música brasileira que tinha estourado tanto aqui quanto fora era "Bum Bum Tam Tam", do MC Fioti. Se esse sucesso estrondoso foi um tanto improvável, já que não foi moldado para virar um hit internacional exatamente, a gente não pode dizer o mesmo das músicas da Anitta, que, no mês passado, chegou ao topo das músicas mais ouvidas do mundo no Spotify com "Envolver".
Há anos a cantora estuda o mercado da música internacional e sabia que ele ficou mais propício para a ascensão de uma estrela brasileira que dialogue com a chamada "música urbana", com batidas eletrônicas dançantes.
No episódio dessa semana, a gente discute como a Anitta chegou no topo das paradas. Para isso, voltamos a 2017 para entender as influências de "Bum Bum Tam Tam" e da ascensão das plataformas de streaming a partir daquele ano na carreira da Anitta.
O Expresso Ilustrada também comenta o lançamento de "Versions of Me" e o que os números de plays nas canções mais recentes que estão no álbum apontam sobre a trajetória dela. Participa do episódio Lucas Brêda, repórter de música da Ilustrada que escreveu uma análise sobre como Anitta chegou ao topo.
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O legado de Lygia Fagundes Telles
2022/04/07
"Anotem este nome: Lygia Fagundes. Será o de uma grande novelista." Foi isso que anunciou o crítico do jornal Folha da Manhã, em novembro de 1938, pouco após a publicação de “Porão e Sobrado”, o primeiro do livro da escritora, morta semana, aos 103 anos.
A previsão do sucesso de Lygia feita pelo crítico estava correta. A escritora é uma das autoras mais reconhecidas da língua portuguesa e uma das imortais da Academia Brasileira de Letras, a ABL, instituição da qual ela era exclusiva desde 1985.
Autora de sucessos como "Ciranda de Pedra e "As Meninas", Lygia foi celebrada em vida com quatro Jabutis, o principal prêmio literário do Brasil, e com um Camões, o maior da língua portuguesa. ficção no Brasil.
O Expresso Ilustrada desta semana relembra a vida e a carreira da escritora, além de explicar a importância de suas obras para a literatura nacional.
O programa ouviu Luisa Destri, especialista em literatura brasileira e coautora de "Eu e Não Outra - A Vida Intensa de Hilda Hilst", Lúcia Telles, neta da escritora, e Júliãn Fuks, fã de Lygia e autora do premiado "A Resistência".
"Existe uma grande precisão vocabular, uma construção de sentido muito específico e rica [nas obras de Lygia]", disse Fuks. "Ela deixa livros magníficos, particularmente os contos, algo que tem muita força, uma qualidade. Em tempos recentes, os contos perdidos têm um espaço muito mais interessado em romances, narrativas grandes, mas Lygia é uma grande expoente dos contos fantásticos nacionais."
Com novos problemas todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som desta semana é de Laila Mouallem. A apresentação é da Marina Lourenço, que também assina o roteiro com Carolina Moraes.
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O tapa e a crise do Oscar
2022/03/31
Sem dúvidas um dos assuntos mais comentados desta semana é o tapa que Will Smith deu em Chris Rock na 94ª edição do Oscar, que aconteceu no último domingo (27). O momento entrou para a história do prêmio, rendeu discussões dentro e fora da internet e tem gerado vários desdobramentos.
A agressão foi tão surpreendente que, pouco após o ocorrido, a audiência televisiva da cerimônia aumentou. A ABC, a transmissora oficial do Oscar nos Estados Unidos, alcançou 510 mil espectadores novos só nos quinze minutos seguintes ao tapa. Depois, houve outro pico —dessa vez, com um aumento de 614 mil— quando Smith recebeu o prêmio de melhor ator por "King Richard: Criando Campeãs".
Esse aumento grandioso choca porque, os números de audiência do Oscar na TV vêm caindo vertiginosamente ano a ano e, em 2021, alcançaram uma baixa histórica.
O Expresso Ilustrada desta semana debate a crise de audiência e de imagem do Oscar, assim como suas novas estratégias para atrair o público, e explica os impactos do tapa de Smith na Academia de Hollywood.
"É inegável que esse tapa trouxe um bom retorno para Academia. Talvez tenha ajudado a ressuscitar a audiência televisiva, que cresceu cerca de 60% em relação ao ano passado", diz o repórter de cinema Leonardo Sanchez, que, assim como o jornalista Tony Goes, foi entrevistado para o episódio. "Com certeza, acabou sendo positivo em termos de engajamento, mas é uma pena que, na verdade, eclipsou o que realmente importa, que é o cinema. Todo mundo está falando da agressão, não de quem ganhou a estatueta."
Com novos episódios todas as quintas, às 16h, o Expresso Ilustrada discute música, cinema, literatura, moda, teatro, artes plásticas e televisão. A edição de som desta semana é de Laila Mouallem. A apresentação e roteiro são de Marina Lourenço e Carolina Moraes.
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O boom de artistas drags, trans e travestis, com Pabllo e Linn
2022/03/24
Antes de vir para o Lollapalooza no Brasil, que começa neste final de semana, a Pabllo Vittar levou hits do seu último disco, "Batidão Tropical", para a edição argentina do festival. E pelo jeito que o público reagiu à sua presença da cantora, não é só por aqui que ela é muito ouvida.
A cantora dos hits "Rajadão", "Problema Seu" e "Amor de Que" se tornou um marco da cena musical LGBTQIA+, mas não é a única drag a fazer hits pelo Brasil. Gloria Groove, por exemplo, é uma das artistas mais tocadas do momento, com seu hit "Vermelho", do disco recém-lançado "Lady Leste".
Se antes drags ficavam numa caixa restrita da cena musical, agora têm estourado a bolha da indústria fonográfica e aparecem em outros tipos de produções culturais, como o reality comandado por Vittar que chega à HBO Max, o "Queen Stars", que traz batalhas de performances entre drags queens brasileiras.
O mesmo tem acontecido com artistas trans e travestis, como as cantoras Liniker e Lina, conhecida como Linn da Quebrada, que protagonizam, respectivamente, a série "Manhãs de Setembro", do Amazon Prime Video, e o filme "Vale Night", em cartaz nos cinemas.
O Expresso Ilustrada desta semana mostra como Vittar abriu uma série de portas na cultura e as dificuldades ainda enfrentadas por performers drags, trans e travestis no mercado de entretenimento do Brasil.
O episódio traz entrevistas com Vittar, a cantora Urias e o pesquisador Wellthon Leal, que estuda a formação da identidade gay a partir da música. Todos foram entrevistados pelos jornalistas Pedro Martins e Leonardo Sanchez, que escreveram reportagem para a Folha sobre o assunto.
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Podcast reviews
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Red hot Morgan007 2019/05/18
Muito bom
Como Folha de São Paulo é bom! Quero escutar muito mais podcasts desse jornal.
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