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5from
This podcast has
339 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
Eliaquim SousaExplicit
No
Date created
2019/10/31
Latest episode
2026/10/22
Average duration
42 min.
Release period
22 days
Description
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Episode 278: Picking Fights
2026/10/22
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O caso relatado a seguir aconteceu na quarta-feira desta semana.
José Lima, 32 anos, saiu do escritório onde trabalhava e se dirigiu para um bar vizinho com alguns colegas. Fernando Capacho, 46, acompanhou o grupo. Segundo consta no boletim de ocorrência, Fernando e José trocaram farpas no trabalho e não tinham um bom relacionamento.
No bar, Fernando ficou encarando José, e este perguntou: “Perdeu alguma coisa, otário?” Fernando então revidou, dizendo: “Não, é que não é todo dia que se vê um idiota assim solto na rua.” Testemunhas disseram que, nessa hora, José se levantou da cadeira dizendo “Como é que é?” e Fernando retrucou “É isso mesmo”. Então José perguntou “Tá querendo levar uma, né?” e Fernando incitou José, dizendo “Vem pra cima que eu te mostro o que é bom pra tosse”. Nesse momento, José disse “ah, é? É tu e mais quantos?” E a confusão começou.
Segundo relato de colegas de trabalho de ambos os envolvidos, Fernando é do tipo que encrenca com todo mundo. Já recebeu diversas advertências de seu chefe e por pouco não foi demitido na semana passada. Aparentemente, ele importuna colegas de trabalho com perguntas indecentes e aborrece todo mundo com seus comentários inadequados para o ambiente de trabalho.
Por que não foi demitido ainda? De acordo com seu chefe, ele faz um bom trabalho.
A confusão no bar acabou assim: um colega jogou uma cadeira em Fernando e o atingiu de raspão. Fernando sofreu escoriações por conta da cadeirada. José avisou: “baixe sua bola, seu fela da mãe. Você pode falar grosso lá na sua casa, mas aqui você vai respeitar todo mundo.” Fernando ‘colocou o rabo entre as pernas’ e saiu de fininho, vendo que ele era só um, contra oito de seus colegas.
Mas, antes de sair, ainda ameaçou: “o que é de vocês está guardado”.
Agora só resta saber se ele vai mesmo atacar ou se é só da boca para fora.
Episode 277: Deciding to Move in Together
2026/10/15
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Mal vejo a hora de alugar meu próprio cantinho para morar com minha cara metade.
Conheci a Sarajane há dois meses. A gente engatou um namoro logo de cara e, em coisa de duas semanas, o rolo já estava sério, era para casar mesmo. Meus pais dizem que sou muito precoce, mas é que sou muito intenso: para mim, ou vai ou racha.
Perguntei se a Sara estava dentro e ela disse que estava comigo e não abria. Agora só faltava o dinheiro.
Fui falar com o Abreu, um amigo querido de longa data. Desembuchei logo tudo. Ponderoso, ele me mandou pensar duas vezes antes de dar esse passo. Isso porque ele mesmo já tinha tido uma experiência parecida. Decidiu juntar as escovas com uma garota da faculdade. No começo, ela era um anjo, simpática e compreensiva. Mas uma vez dentro de casa, ela mostrou as garras. Não importava o que o Abreu dissesse, ela rebatia. Ele pedia algo, ela dava uma patada. Ele sorria, ela rosnava. O convívio foi azedando a relação, até que um dia ele resolveu pular fora e sumiu.
Que barra! Mas comigo ia ser diferente. Cogitei falar com a Sarajane sobre esse receio que o Abreu me apresentou, mas, melhor não. Já tenho uma noção do que é necessário para fazer um relacionamento dar certo: sei que vou ser esposo, mas também vamos ter de ralar muito para nos sustentarmos. O importante é saber conciliar os papéis. E eu já sou bem maduro. Isso vai ser fichinha.
Episode 276: Going out of Business
2026/10/11
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Faz um tempo que venho pensando em fechar as portas.
Comecei meu negócio há cinco anos. Na época, investir numa açaiteria parecia uma boa ideia. Com o calorão, as pessoas queriam algo para se refrescar, e um açaí geladinho dava conta do recado. Além disso, os marombas da região vinham direto para minha loja depois do treino.
As coisas iam de vento em popa até que comecei a reparar num declínio nas vendas. De repente, era um marombeiro que deixava de vir, outra hora era uma açaiteria abrindo bem do lado da minha... As coisas foram desandando, as dívidas foram se acumulando e agora fico pensando em como tirar a empresa do buraco.
Tenho muitas dívidas fiscais em aberto. Mesmo se declarasse falência hoje, ainda teria de pagar tudo: multas, encargos trabalhistas, taxas... e, como não teria dinheiro, os cobradores ficariam no meu pé, e se tem uma coisa que não aguento é esse tipo de amolação.
Bem que eu devia ter ouvido meu irmão. Ele tinha me sugerido uma franquia no ramo de educação. Era um negócio muito lucrativo, pelo que ele me contou, e podia até mesmo arrendar uma franquia se não quisesse começar do zero. Era só arranjar um fiador e pegar um empréstimo no banco e estava feito. Era um caminho certo a ser trilhado.
Na época, pensei: todo mundo precisa comer, mas ninguém realmente precisa estudar. Agora vejo que eu estava redondamente enganado.
Episode 275: Skin Care
2026/08/28
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E lá se vão mais trezentos contos nesse potinho mixuruca de creme facial. Mas, pra te ser sincero, vale a pena. Afinal, o rosto é a nossa vitrine.
Pelo menos é a minha.
Sou representante comercial. Visito clientes empresariais o tempo todo. Por isso, minha aparência tem que estar impecável. Mas não adianta de nada ter lindas roupas e um ótimo visual, se os cuidados com a pele não estiverem em dia.
Minha pele é oleosa e tende a criar espinhas e cravos. Na minha adolescência, espremia tudo sem piedade e ficava cutucando o tempo todo, mas hoje me arrependo disso. Ficaram algumas cicatrizes daquele tempo.
Para resolver esse problema, inicialmente, me valia de cosméticos mais baratinhos. Tinha gel de limpeza, hidratante com fator de proteção solar 30 e um esfoliante simples. Era realmente o basicão. No começo, tudo foi indo de vento em popa, mas aí vieram as consequências. Uma crise de urticária, depois uma secura e muita descamação. Minha camisa ficava como se tivesse nevado.
Parei com isso por um tempo até procurar um dermato. O médico observou que eu tinha umas manchinhas no rosto e uns sinais no braço. Perguntou se eu tomava sol (um pouco) e se havia histórico de câncer de pele na minha família (não havia). Mesmo assim, como tinha a pele muito clara e sardas, precisava cuidar para não me expor tanto ao sol. Se percebesse alguma alteração, voltasse logo para fazer o check-up.
Se na parte da saúde ia bem, não podia dizer o mesmo da aparência.
Chegando na casa dos 40, me dei conta de umas ruguinhas na testa e de linhas de expressão. Ao sorrir, via os pés de galinha nos meus olhos, e ao passar a mão nos cabelos, sentia o couro cabeludo extremamente oleoso. Passei a me preocupar mais. Minha pele não reluzia como antes, nem parecia tão macia.
Aflito, procurei uma solução... e a encontrei nos cosméticos hipoalergênicos. São bem mais caros, mas não causam vermelhidão e ainda me deixam com um aspecto jovem e saudável.
Hoje, minha rotina de cuidados é longa: leva cerca de meia hora de cabo a rabo, mas os resultados falam por si. Quando tentam adivinhar a minha idade, nunca me dão os anos que realmente tenho. Não sou lá muito vaidoso, mas confesso que fico muito orgulhoso quando ouço que pareço mais jovem.
Episode 274: Superstitions throughout the Years (Essay)
2026/08/21
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Superstições ao longo do tempo e os brasileiros nisso
Os brasileiros são um povo supersticioso. Mesmo que não acredita nessas crendices, tende a respeitá-las. Por isso, diz-se má sorte EM VEZ DE azar. Por quê? Por que falar azar traz má sorte.
Temos várias outras superstições. NADA DE comer e tomar banho, SENÃO vai passar mal. E AI DE QUEM deixar na porta os calçados emborcados: quem paga por esse deslize é a mãe, que HÁ DE sofrer um acidente ou até mesmo ter um piripaque e morrer.
Muitas superstições vêm e vão. Algumas, porém, perduram séculos e se transformam ao longo do tempo.
VEJA SÓ. Antigamente, casar-se em maio era desaconselhado. Por quê? Porque foi nesse mês que Remo, um dos fundadores mitológicos de Roma, foi assassinado pelo irmão, Rômulo. Para aplacar os maus espíritos (incluindo o espírito de Remo), os romanos faziam oferendas nos dias 9, 11 e 13 de maio, num festival que ficou conhecido como “Lemúrias”. Acreditava-se que as oferendas acalmavam os espíritos.
E o que acontecia a quem DESOBEDECESSE ao conselho? Sua vida era encurtada. Não sabemos se é verdade, mas, de todos os reis portugueses, os três que se casaram em maio sofreram destinos terríveis: Um viveu com problemas, outro enviuvou em 14 meses e o último foi assassinado... 22 anos depois de se casar.
E agora, OLHE QUE LEGAL. Essa antiga superstição FOI DESAPARECENDO e desaparecendo... e hoje, maio é o mês das noivas. QUE INESPERADO, não é?
Episode 273: Simple Investment Advice
2026/07/27
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Sou do tipo que paga para não entrar numa briga, mas quando entro, pago para não sair. E a briga que recentemente tive foi com um colega de trabalho que me disse que eu não ia ficar rico nessa encarnação.
Calma, antes, me deixa te explicar o que aconteceu.
Sempre tive tino para negócios. Meu primeiro investimento foi numa barraquinha de importados. Era jovem e, na época, meio verde: por isso o negócio foi por água abaixo. Eu não tinha feito nenhuma pesquisa de mercado para descobrir se havia mesmo demanda para aquela tralha toda, essa é que é a verdade. Por isso, quando tive de me ausentar dos negócios, não me surpreendi nada, nada.
Mas o tempo foi passando e eu fui aprendendo.
Primeiro, frequentei um seminário que mudou minha maneira de enxergar o assunto. Era uma apresentação de um sujeito que tinha enriquecido às custas de muito trabalho. Sujeito honrado, dos meus. E, no seminário, aprendi uns macetes que agora pretendo usar para encher os bolsos de grana.
A coisa mais importante é observar as tendências de mercado. Por exemplo, quando a febre do Labubu estava dando os primeiros passos, comprei alguns para vender quando estivesse no auge. Empaquei com alguns dos bonecos? Sim, mas vendi alguns. Saí no empate... ou seja, pelo menos não tive prejuízo.
Outra lição que aprendi foi a entrar no negócio quando tudo estivesse começando. Passarinho que chega cedo bebe água limpa. Por que é que hoje investir em propriedade é difícil? Porque já tem gente adoidado, não tem mais espaço para quem quer entrar. O negócio agora é pegar a propriedade que se tem e adaptar para alugar no AirBNB, é aí onde está todo o dinheiro.
Mas, claro, sou realista e sei que existem dificuldades. Se eu tivesse observado os sinais de alerta quando investi em importados, teria me poupado uma grana federal. E a taxa de retorno era baixíssima, fui palerma de investir tanto. Mas são águas passadas. O que vejo no mercado imobiliário promete... e também no ramo de tecnologia.
Meu colega diz que eu não tenho foco, que deveria me concentrar numa coisa só, mas ele é míope. Diversificar é importantíssimo: apostar todas as fichas num só investimento é pedir para ir à falência. Por isso que eu vou investir em imóveis, em ações na bolsa e montar um negócio para mim. Assim, corro menos risco de sair com as mãos abanando.
Agora só falta arranjar o capital para começar.
Episode 272: Going to the Gas Station - part 2
2026/06/22
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Tive uma experiência engraçada no posto de gasolina, e tenho certeza de que você vai extrair uma lição disso.
Ando de carro sempre que posso. Dirijo muito por conta do trabalho, para levar a esposa para lá e para cá, buscar os filhos na escola e para chegar ao trabalho. Tudo muito bonito e tal, mas também meu carro bebe gasolina que é uma beleza, e por isso tenho que abastecer dia sim, dia não.
Naquele dia, fui a um posto conhecido. Costumava comprar coisas na loja de conveniência lá. Eu já era freguês: sabia o nome dos frentistas de cor e salteado, e eles sabiam que eu sempre mandava completar. Mas, naquele dia, o frentista era novo.
— O que o senhor manda, chefe? — Ele perguntou, indo para a bomba de gasolina. Com um aperto no coração, e esses preços subindo em disparada, pedi: “complete com gasolina, por favor.”
O frentista ficou me encarando. Dei a ele a chave. Ele foi para a traseira do carro, tirou a tampa do bocal do tanque, pegou a mangueira da bomba e começou a abastecer.
— Quer que eu limpe o para-brisa?
Ele já estava com o rodo na mão enquanto abastecia. Fazia tudo isso e não parava de me encarar.
— Por favor — eu disse, meio constrangido. Achava que ele não tinha ido com a minha cara, para me encarar tanto.
Quando ele acabou, peguei minha carteira que estava no assoalho. O frentista não tirava os olhos de mim.
— Qual a forma de pagamento?
Mesmo espantado com o valor, paguei no débito.
Quando ia manobrando o carro para sair, o frentista olhou para mim e disse:
— Elson, não está me reconhecendo?
Respondi com um sorriso amarelo que não tinha certeza.
— Sério? Sou o Pedro, o Pedroca, do Liceu Estadual, não lembra?
Fiz que não com a cabeça.
— Sério? — ele disse mais uma vez, incrédulo. Muito sem jeito, dei a partida no carro e pisei fundo.
Se eu tinha me esquecido dele? Que nada! Lembrava muito bem do Pedroca e sabia que ele era um chato grudento.
Episode 271: Talking about Fame and Being Famous or Not
2026/03/20
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A melhor coisa do mundo é acordar-se e saber que se tem fãs fervorosos em várias cidades do Brasil. Você não sabe a sensação indescritível que dá ver aquele enxame de gente reconhecer a pessoa na rua.
Vou te contar. Quando se é um Zé Ninguém, ninguém te respeita. Você chega numa loja e tem que ficar esperando um vendedor vir te atender. E quando o vendedor vem, é de muito mau grado. A gente até desanima. Depois de ficar batendo perna num shopping levando patada de um e de outro, ainda tem que encarar um ônibus apinhado de gente grossa.
Mas basta uma aparição na TV, de preferência num programa de entrevistas, e a gente vira celebridade.
De repente, você se torna um ator consagrado. Todos os programas de fofoca querem te entrevistar. E você, claro, vai para todas as entrevistas, como manda o figurino. Não se pode viver sob os holofotes e ser uma pessoa antipaticíssima. Você tem que fazer sala para jornalista, entreter os apresentadores, mostrar um pouco da sua intimidade para o grande público, dar autógrafos para as tietes que te reconhecem mesmo sob disfarce.
Não gosto muito da ideia de ver a minha vida íntima devassada, mas a privacidade é superestimada, a meu ver. Além do mais, quando se tem dinheiro e fama, ninguém precisa agir na surdina e tentar despistar as pessoas das coisas que você faz. Na verdade, você quer é o contrário. A crítica vai descer a lenha na sua cabeça, os seus fãs vão inflar direto seu ego, vai ser o maior bafafá sobre você. Mas como se diz por aí, que falem bem ou mal, mas que falem de você.
Bom, agora você me dê licença, porque tenho de voltar ao trabalho. Depois de sair daqui do caixa do supermercado, vou direto gravar meus vídeos no TikTok.
Episode 270: Talking about How Business Is Doing
2026/03/12
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Todo ano nossa família combina de passar o São João numa casa de praia alugada. A gente prefere passar numa casa de praia porque a cidade fica vazia e não tem muito o que fazer. E dez pessoas alugarem a casa por três ou quatro dias barateia bastante. Mas sempre tem um que choraminga.
E dessa vez esse foi meu cunhado.
Meu cunhado deu para se julgar empresário. Inicialmente, montou uma barraca para vender importados no centro. Ninguém botava muita fé naquele negócio, mas, por incrível que parecesse, as coisas foram de vento em popa. Pelo menos, era a versão que ele contava. Disse que tinha encontrado um filão de mercado: vender reprodutores de MP3 para professores da Educação Infantil. Assim, os professores iam ter uma ferramenta que os ajudava a poupar as cordas vocais.
Na semana em que o negócio estreou, o estoque esgotou rapidinho. Ninguém acreditava que ia chover gente atrás daquele negócio, mas o fluxo de pessoas foi contínuo. Na verdade, os aparelhos de som estavam super em alta. O estoque que meu cunhado tinha comprado mal supria a demanda. Eu mesmo fui cliente e comprei um sonzinho na mão dele. Não era o melhor produto, mas chegava para o que eu precisava. No dia que fui lá tinha poucos aparelhos. Alguns clientes quase saíam no tapa para garantir o seu rádio MP3.
Mas como diz o ditado, não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe.
O que meu cunhado não contava para ninguém era que a mercadoria era contrabandeada. E contrabando é uma contravenção punida por lei. Daí, pouco antes do São João, houve uma batida da fiscalização. Meu cunhado meteu sebo nas canelas e deixou todo o estoque para trás.
Agora, contava essa história com cara de coitadinho da coitadolândia. Chorava as pitangas para quem quisesse ouvir sua história. E dizia que não podia pagar sua parte do aluguel, e que ficaria muito sentido se não fosse para a casa.
Eu bem que queria que ele não fosse. Mas acho que vou dar uma contribuiçãozinha, para ver se ele pelo menos para de chorar
Episode 269: People's Reactions
2026/03/05
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Desde que eu me entendo por gente, quis trabalhar como escritor. Infelizmente, não virei daqueles que trabalham com romances e poesias. Passaria fome se tivesse feito isso. Mas, depois de muito esforço, finalmente arranjei um emprego na editoria de entretenimento de uma revista voltada para o público adulto.
Eu sei, não é nada glamouroso, mas, para quem está se afogando, jacaré é tronco.
Agora me sobrava dar a notícia para as pessoas importantes na minha vida. Elas me dariam apoio e me ajudariam a ver se minha decisão tinha sido acertada.
A primeira pessoa a quem contei foi o meu pai. Apesar de ele ser muito sério e machão, sempre foi muito acolhedor. Fiquei completamente sem jeito de falar com ele, então resolvi desembuchar logo. “Pai, arranjei um emprego de redator numa revista de entretenimento adulto.” Meu pai ficou em choque. Disse que isso não era trabalho de gente. Não sabia que ele torceria o nariz para isso, mas fazia sentido. No fim das contas, ele disse que não sabia o que pensar, mas também não ia falar mais nada, porque eu era bem grandinho para me virar por conta própria.
Entendi isso como uma aprovação.
O primeiro desafio estava superado.
Agora tinha de falar com a minha mãe.
Com ela a barra não ia ser tão pesada. Minha mãe sempre viveu livre, leve e solta, especialmente depois que se divorciou do meu pai. Mas, ainda assim, não acho que ela fosse querer ver um filho se embrenhando nessas áreas tão questionáveis para algumas pessoas. Pensei que ela fosse fazer cara feia para a minha escolha profissional, sendo pega de surpresa com essa bomba que eu ia largar no colo dela. Mas, no final das contas, ela só sorriu de orelha a orelha e me perguntou se eu estava contente. Claro que estava! Eu ia finalmente conseguir parar de depender do salário da minha esposa. Então minha mãe me abraçou e me desejou boa sorte.
E agora tinha de contar para minha esposa.
Aqui eu estava receoso. Escrever para uma revista desse tipo significa que, com frequência, ia ver fotos de modelos em poses inusitadas. Isso não influenciaria em nada o meu casamento, mas tinha medo da reação de minha esposa. Se ela me olhasse atravessado ou fizesse a mínima careta que fosse, eu provavelmente agradeceria a oportunidade na revista e declinaria da oferta.
Então resolvi contar a ela, mas antes precisava preparar o terreno. Disse para ela que tinha conseguido um emprego e que iríamos jantar fora para discutir o assunto. Mas ela não se aguentou e pediu para eu adiantar o assunto, porque estava muito curiosa para saber mais detalhes. Quando abri o jogo, ela fez a maior cara de paisagem e perguntou se podia ver também um exemplar da revista para a qual eu ia escrever. Claro. Eu lhe mostrei uma edição e ela olhou lentamente cada página e cada foto, demorando-se em cada uma, e disse que era um trabalho honesto como qualquer outro. O que importava era se eu gostava.
Eu gostava, mas eu acho que ela tinha gostado da novidade mais do que eu.
Study with Eli: Join Our Conversations in the Academy
2026/02/05
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Episode 268: Love Message Services
2026/01/29
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Para quem pensa que os negócios agora andam devagar, estão muito enganados, meus caros. As telemensagens continuam bombando.
Tá encalhado? Faz como um dos meus clientes, Josenildo. Zenildo tinha tentado de tudo para conquistar a Fernanda: fez galanteio em seresta, mandou cesta de café-da-manhã em dia de domingo, poema, prosa, poesia, tudo o que conseguia imaginar... até mesmo rascunhou um melô tão piegas e sentimentalóide que a gente não sabia se ria ou se chorava. Ainda bem que ele só fez mesmo o rascunho, porque, se tivesse gravado e enviado, a Fernanda ia ter achado que ele era um doido varrido.
(e, cá entre nós, talvez ele fosse mesmo.)
Mas o fato é que ele falou com a mamãezinha aqui e eu dei um jeito. Preparei uma mensagem daquelas e aprontei meu melhor locutor para a tarefa; até chupou bala de gengibre. Na hora marcada, ligamos para a Fernanda e demos o recado. Combinamos também com o entregador para que ele chegasse naquele exato momento com a caixa de chocolates. Não dava para ver, mas sabíamos que Fernanda estava se derretendo todinha do outro lado da linha. Foi tiro e queda. Hoje ela e Zenildo estão casados.
Quer fazer as pazes? A gente também ajuda na conciliação. Roberto e Janaína andavam tendo seus desentendimentos, como é de lei com todo casal. Até aí tudo bem. Mas Roberto fez uma bobagem grande (ele ameaçou ela) e ela logo lhe deu um chega-pra-lá e ele ficou pianinho. Daí, percebendo a burrada que tinha feito, ele me procurou. Estava sucumbindo à culpa de seu ato e queria se redimir com sua namorada. A parada era dura, mas tinha jeito.
A gente separou o carro de som, enfeitou tudo com balões e letras bonitas, e, depois, eu mesma escrevi o pedido de desculpas. Escrevi: “Ai, o amor! Mesmo nos terrenos mais insalubres, a flor do amor desabrocha. A flor do seu amor vingou no deserto que era minha vida, Janaína. Me perdoa.”
Na hora marcada, lá estávamos nós: eu no volante, meu locutor na leitura, e o Roberto no carona. A rua estava lotada. Gente curiosa vinha de toda parte. Quando o locutor começou a leitura, Janaína apareceu no portão, impávida e impassível. Durante toda a leitura, Janaína parada estava, parada ficou. Ao terminar a leitura, ela disse:
“Acabou? Pois pegue seu pedido de desculpas e enfie lá onde o sol não bate.”
E, assim, os dois permaneceram separados. Eu disse que a gente ajuda na conciliação, não que a gente garante ela. Eu, hein?
Cultural Portuguese 026: Tanto, mas taaaanto amor
2026/01/09
For the full transcript and additional information, go to: https://buymeacoffee.com/elisousa/portugus-cultural-026-tanto-mas-tanto-amor
For students and supporters, there is a complete guide for you with extra exercises, glossary, and grammar points that are interesting for you to learn at this point. If you are a student, check your student area or get in touch with me. If you are a supporter, send me a message.
Get your trial lesson this week! Go to https://portuguesewitheli.com/gtc
Shall we meet? Follow this link: https://social.portuguesewitheli.com/meetngreet
Hey, wise person! Not everybody wants to read the whole description up to this point. And since you have, I've got a small gift for you to show my appreciation. It's a special report that will help you get rid of all frustrations you might have related to the Portuguese verb tenses.
To grab it today, follow this link: https://social.portuguesewitheli.com/confidence
But do it soon. One day without that is one day you'll still get angry at yourself because you don't know how to use the verb tenses in Portuguese.
Do you want to understand grammar but don't have time to spend an hour with the teacher right now? Check our free Brazilian Portuguese grammar section with articles on a wide range of topics. To visit it please follow this link: https://social.portuguesewitheli.com/grammar
Do you want to understand more of what Brazilians say in Portuguese? Do you consider yourself at the intermediate level? Then grab one of our learning guides for free and see for yourself how much more you can understand after just one week. The grab your guide today, please follow this link: https://social.portuguesewitheli.com/understand
Episode 267: Talking about Carjacking
2026/01/02
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A gente pensa que nunca vai acontecer com a gente, mas um dia acontece, e, quando acontece, deixa a gente atônito.
Eu estava descendo a Castro e Silva depois de sair do Mercado Central, isso ali perto de seis e meia. A rua estava até movimentada para um sábado, mas estava um tanto escura. Parei no sinal e dois meliantes se aproximaram do meu carro. Pensei: são pedintes. Mas foi ligeiro. Foram logo mostrando o revólver que tinham.
— Perdeu, perdeu! — o do revólver disse. O outro fez menção para eu sair do carro e eu obedeci. Manda quem pode, obedece quem tem juízo. Eles pegaram e saíram dirigindo rápido e eu fiquei na rua só olhando.
Depois foi que senti o que tinha acontecido. Minhas pernas começaram a tremer, o sangue a gelar, eu estava que não conseguia ficar de pé. Uma moça que ia passando foi que deu fé de mim e me acudiu. Foi um alívio. Contei para ela do ocorrido e ela disse: coitadinho! E me perguntou se precisava de ajuda, que podia ligar para a polícia para mim se eu arranjasse o celular. Obrigado, eu disse e entreguei o celular na mão dela. Menino, foi ligeiro. Mal ela pegou meu telefone, disparou e sumiu na esquina. Eu não tive reação. Quando processei que tinha sido assaltado duas vezes, uma depois da outra, foi demais. Comecei a chorar.
Uma viatura que passava parou perto e o policial me abordou. — O que aconteceu? — ele perguntou. Relatei o que tinha acontecido e o policial me ajudou a registrar o B.O.
Qual era o modelo do carro? Palio, da marca Fiat. Ótimo, e qual era a placa? Informei o número da placa, sabia de memória. Foi roubo ou furto? Foi roubo mesmo, tive de entregar o carro mediante ameaça, o cara estava armado. Fui então para a delegacia para completar os trâmites do boletim.
O delegado disse que eu ainda tive foi sorte. Ali naquele lugar era danado para acontecer sequestro-relâmpago. Não se podia dar mole em fim de semana naquelas redondezas. O que eu devia fazer agora? Agora iam fazer os procedimentos para impedir a circulação do veículo, mas eu podia ir dando tchau pro meu Fiatzinho, porque provavelmente iam depenar o carro em algum desmanche e o resto do carro ia para a sucata.
Que dia!
Cultural Portuguese 025: Português correto e norma culta
2025/12/22
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Homayoun1234 2026/04/29
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JakeC89 2025/03/26
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JimboBrazil 2024/08/01
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susanwired 2021/09/22
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