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MIT Sloan Review Brasil

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This podcast has
158 episodes
Explicit
No
Date created
2020/03/31
Latest episode
2026/10/22
Average duration
47 min.
Release period
4 days

Description

O podcast da revista MIT Sloan Review Brasil traz assuntos obrigatórios para os líderes de negócios que querem protagonizar a quarta revolução industrial no Brasil e no mundo, o que só é possível de fazer imaginando o futuro e trazendo-o para que seja construído no presente. Conheça mais sobre nós em mitsloanreview.com.br

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EP 35 | Liliane Nogueira, Act Digital: 13 países, 9 pessoas, nenhuma agência — a IA executa, o time pensa
2026/10/22
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Liliane Nogueira, da act digital, sobre mais de 20 anos de marketing: do varejo de moda, quando 90% da verba ia para a mídia televisiva, passando pela mala direta, pelo CRM e pela automação, até a operação atual, em que ela comanda, do Brasil, o marketing de uma consultoria com atuação em 13 países. A conversa gira em torno de uma ideia que Liliane repete para o próprio time: a IA vem para executar, e o humano vem para pensar. A partir dela, o episódio discute o que muda na avaliação de um profissional, por que um texto produzido sem crítica perde valor e como a empresa diagnostica a própria maturidade antes de tentar escalar. No ângulo de liderança, Liliane fala da responsabilidade de quem cobra adoção sem usar a tecnologia, do FOMO que marcou a fase de muita experimentação e pouco resultado e do forward deployed engineer, perfil que entra no cliente para conectar negócio, pessoas e tecnologia. Ela também conta como um time de nove pessoas, sem agência, sustenta uma operação global. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - O novo perfil profissional quando a execução é automatizada - Times híbridos entre pessoas e agentes de IA - Senso crítico, padrões e diferenciação de marca - Os quatro pilares de maturidade em IA - O forward deployed engineer na adoção de IA - Fundação de dados e integração de ferramentas no marketing Uma conversa para quem lidera times e precisa decidir onde a IA entra, onde não entra e o que fazer com o tempo que ela libera.
EP 34 | Daniel Avancini, Indicium AI: Governança é top 3 nas prioridades — e 20º no orçamento
2026/10/20
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Daniel Avancini, da Indicium AI, sobre o caminho que leva uma empresa dos dados à decisão. Economista de formação e cofundador de uma consultoria que nasceu para apoiar a tomada de decisão, Daniel conta como a empresa foi puxada para a tecnologia, construiu plataformas e governança de dados para grandes bancos e agora volta ao negócio com a inteligência artificial. A conversa organiza um debate que muitas empresas ainda fazem pela metade. A IA já está em todo lugar, mas o resultado continua difícil de provar, porque a transformação mexe em estrutura, cargos, processos e incentivos. Daniel explica por que dados continuam sendo a base, por que contexto virou a nova palavra para dados e como classificar decisões pelo raio de impacto antes de entregá-las a um agente. O ângulo de liderança fica claro no fim. Com orçamentos e planejamentos estratégicos sendo fechados, ele defende que cada líder escolha uma estratégia, entre liderar, ficar na média ou esperar com menos risco, e que governança, dados e cyber saiam da lista de prioridades e entrem no orçamento. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - Qualidade de dados e o risco de tratar dados para sempre - A pirâmide de dados, informação, conhecimento e sabedoria na era da IA - Contexto e memória para agentes - Raio de impacto e julgamento humano - Adoção sem controle, da educação aos slides que ninguém revisa - O alfa de cada empresa e o que não delegar à IA Para líderes que vão decidir em breve quanto, onde e como investir em IA.
EP 33 | Olivier Devaux, Serasa Experian: Ninguém escala IA sem repensar o processo antes — e a maioria está tentando
2026/10/15
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Olivier Devaux, diretor do DataLab e do AI Office da Serasa Experian. Belga, formado em administração e há mais de 15 anos no Brasil, Olivier passou pela consultoria e por uma startup de inteligência artificial antes de ajudar a organizar a adoção de IA numa empresa que reúne score de crédito, antifraude, agronegócio e marketing services. A conversa segue a ordem em que as coisas aconteceram por lá. Primeiro, deixar as áreas experimentarem, mesmo sabendo que algumas vão reinventar a roda. Depois, escolher o que merece escala e decidir quem aprova cada tipo de caso. Por último, a etapa que ainda está em curso: repensar o trabalho em vez de apenas acelerá-lo. É nesse ponto que Olivier usa a pergunta da sua primeira dissertação no colégio, se é mais importante melhorar a vela ou inventar a lâmpada. O ângulo de liderança atravessa o episódio. Com a conta dos tokens chegando, o gestor precisa definir o kit mínimo de IA de cada função, testar as ferramentas para saber o que pode cobrar e aceitar que o jeito de trabalhar de 2025 já não serve em 2026. Ao mesmo tempo, Olivier lembra que algumas coisas não mudam, e que a estratégia deve se apoiar nelas. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - A experimentação espontânea nas unidades de negócio - Os critérios para levar um caso de IA do piloto à escala - O ROI diluído dos casos internos de produtividade - Dado proprietário e confiança como vantagem competitiva - Acurácia e latência em aplicações de risco e fraude - O hábito de ler, testar e observar como rotina de liderança Uma conversa para executivos que já passaram da fase do entusiasmo e agora precisam decidir onde a IA vale o investimento.
EP 32 | Federico Grosso, ServiceNow: Menos de 15% dos projetos de IA funcionam, e o problema não é o motor
2026/10/13
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Federico Grosso, da ServiceNow, sobre o que três décadas de ondas tecnológicas ensinam a quem lidera a adoção de IA hoje. Italiano, no Brasil há quase 20 anos, ele viu a internet comercial nascer de dentro do Yahoo, acompanhou nuvem, mobilidade e redes sociais, e hoje responde pela operação da ServiceNow na América Latina. A conversa organiza um debate que costuma ficar disperso. Federico parte de uma constatação incômoda: o que derruba as estratégias de IA nas grandes empresas não é a falta de atenção à tecnologia, e sim o excesso. Quando todo o esforço vai para o motor, ficam de lado o carro, o piloto e a equipe, ou seja, a estrutura, os silos, a governança de dados e a segurança que fazem um projeto sair do piloto e chegar à escala. No fim, o tema volta para a liderança. Com agentes de IA trabalhando ao lado de pessoas, governança que não acompanha a velocidade da tecnologia e uma geração de profissionais que pode perder a porta de entrada nas empresas, Federico defende coragem, comunicação sem ambiguidade, curiosidade como forma de humildade e uma responsabilidade sobre tecnologia dividida por todo o C-level, do RH à segurança. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - O darwinismo tecnológico e a vantagem de quem se adapta - A analogia da Fórmula 1 aplicada à estratégia de IA - Agentes de IA tratados como funcionários - O descompasso entre governança e tecnologia - A crise das vagas de entrada e a formação de talentos - Segurança com IA no ataque e na defesa Uma escuta para executivos que já passaram do encanto com a IA e agora precisam provar que ela escala.
EP 31 | Samanta Pillar, Vale: Ninguém perdeu o emprego para o caminhão autônomo — e agora chega um agente chamado Mina
2026/10/08
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Samanta Pillar, da Vale, sobre trinta anos acompanhando empresas em transformação a partir da área de pessoas. A história começa numa startup de telecom no fim dos anos 1990, quando clientes levavam antenas no ônibus achando que o sinal viria junto, passa por óleo e gás e pela construção de uma mineradora do zero, e chega à agenda de transformação cultural que ela conduz hoje. A conversa organiza um debate que costuma ficar restrito à tecnologia. Samanta descreve minas operadas por caminhões autônomos e uma sala de controle levada para um digital twin, e conta o que aconteceu com quem trabalhava ali: as pessoas continuaram na operação, em outro lugar e com outro tipo de trabalho. O que decide se isso dá certo é a forma como a liderança conduz a mudança. Num momento em que muitas empresas tentam tirar seus pilotos de IA do papel, o episódio traz o ângulo de quem prepara as pessoas para essa virada: agentes de IA no atendimento ao funcionário e no apoio ao líder, contratação pelo que a empresa vai precisar daqui a um ano e segurança da informação explicada pelo motivo, e não pela proibição. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - Transformação tecnológica e transformação cultural - Os perfis que lançam e os perfis que operam uma empresa - Automação, segurança e capacitação na mineração - A parceria entre a área de pessoas e a área de tecnologia - Contratação por skills e curiosidade como competência - Inovação que nasce da operação Para líderes que precisam levar a IA da apresentação para a rotina das equipes.
EP 30 | Leandro Esposito, Google (Gemini): Você está discutindo governança de uma coisa que nunca viu — e o time já está usando
2026/10/06
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Leandro Esposito, diretor de parcerias de Busca e Gemini para a América Latina no Google. Depois de passar pela SAP, ele chegou ao Google em 2010, no time de vendas de publicidade, liderou por quatro anos a operação do Waze no Brasil e hoje faz a ponte entre as equipes de produto do Google e empresas de todos os tamanhos na região.   A conversa se organiza em torno de uma ideia simples: a liderança que quer entender a IA precisa usá-la antes de regulá-la. A partir dela, Esposito descreve as três reações que observa nos líderes diante de cada nova onda tecnológica, explica por que a inovação não pode mais esperar meses numa fila de TI e mostra como a decisão entre construir e trazer de fora depende, antes de tudo, do propósito da empresa.   O olhar para o Brasil reforça o ângulo de liderança. Da história do Google em Belo Horizonte ao novo centro de engenharia em São Paulo, passando pelo programa Negócio em Dia com o Sebrae e pela adoção rápida de recursos como a busca por voz, o episódio mostra por que o mercado brasileiro virou campo de teste para produtos de IA.   Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - Experimentação como ponto de partida da liderança em IA - As três reações do líder diante de uma nova onda tecnológica - Governança construída a partir do uso real - A busca multimodal e a nova relação com o conhecimento - Construir ou trazer de fora a partir do propósito - A abertura da empresa para startups e parceiros   Para executivos que precisam decidir como a empresa vai usar IA nos próximos meses e querem começar pela própria experiência.
EP 29 | Bruno Porto, PwC: 600 milhões de vidas, dados fragmentados: o maior obstáculo da IA na saúde
2026/10/01
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Bruno Porto, da PwC Brasil, sobre o que muda quando alguém que passou duas décadas na área tributária decide entender a saúde a partir de quem está no hospital todos os dias. Bruno conta como trocou as reuniões com finanças por conversas com diretores médicos e enfermeiras-chefes, e como isso o levou a missões no Chile, em Israel e na China. A conversa se organiza em torno de um diagnóstico: a saúde ainda não passou pelo ganho de escala que varejo e serviços financeiros viveram na última década. Os dados do paciente estão espalhados entre operadoras, hospitais, laboratórios e startups, e a IA aplicada sobre esse cenário gera melhorias pontuais, sem mudar o acesso nem o custo para quem usa o sistema. No ângulo de liderança, Bruno separa o que a IA já entrega, como o apoio à radiologia e à análise de exames, do que continua dependendo de gente: julgamento, responsabilidade e empatia. Ele defende que o erro cresce quando a empresa troca pessoas por ferramenta sem redesenhar o processo, num momento em que wearables e big techs começam a disputar os dados que o setor ainda não organizou. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - Modelos de financiamento da saúde no Chile, na Inglaterra e na China - Tomografia portátil e a esteira entre universidade e startup em Israel - Gestão de fila e agendamento como primeiro uso de tecnologia - As 60 startups que somavam 600 milhões de vidas em suas bases - Wearables, prevenção e a disputa pelos dados do paciente Três decisões para líderes que querem começar agora Uma conversa para executivos de saúde e para líderes de qualquer setor que precisam decidir onde a IA entra antes de decidir qual ferramenta comprar.
EP 28 | Juliana Velozo, Thoughtworks: Da praia ao apocalipse dos empregos: por que as narrativas sobre IA não são dados
2026/09/29
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Juliana Velozo, vice-presidente sênior da Thoughtworks para a América Latina, sobre uma carreira construída no encontro entre negócios e tecnologia. Juliana começou a trabalhar antes dos 14 anos, entrou numa multinacional aos 16 e, depois de passar pela Philips Healthcare, pela consultoria estratégica e pela Salesforce, decidiu de forma planejada levar a experiência em vendas, negociação e estratégia para o mundo da tecnologia.   A conversa organiza um debate que costuma ficar confuso: a diferença entre implementar IA e aplicar IA. Para Juliana, o modelo é uma variável da equação. O valor aparece quando a empresa escolhe um processo, define antes do piloto o que considera sucesso e percorre as etapas de experimentação, escala e transformação, cada uma com seus indicadores. Sem isso, a fatura de tokens chega antes do resultado.   A liderança atravessa o episódio inteiro. Juliana fala da ansiedade que escuta de conselhos e C-levels diante de narrativas extremas sobre IA, da média liderança que precisa de novos incentivos para experimentar e do cuidado com o senso crítico num momento em que qualquer ferramenta entrega uma resposta pronta em segundos.   Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - IA aplicada e implementação de IA - Experimentação, escala e transformação - Métricas de sucesso e custo de token - Eficiência como abundância - Incentivos e o papel da média liderança - Narrativas de mercado, senso crítico e atrofia cognitiva   Uma conversa para executivos que querem decidir sobre IA com base em evidência e contexto.
EP 27 | Andre Nadjarian, Engine Brasil: Sua IA é uma Ferrari. Seu processo é uma estrada de terra esburacada
2026/09/24
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com André Nadjarian, da Engine Brasil, sobre uma carreira construída na fronteira entre tecnologia e gestão: os 15 anos na Unisys, a experiência de empreender ao lado de ex-colegas, a passagem pela área de inteligência de uma multinacional, as visitas a Israel e a chegada à Engine, onde hoje cuida da estratégia e da agenda de inovação. A conversa segue uma ordem de trabalho que André trouxe da consultoria de gestão: primeiro o problema, depois a solução. Ele recorre a A Meta, de Eliyahu Goldratt, para falar de gargalos, e a Moneyball para discutir que posições cabem à IA e quais cabem às pessoas. Daí vem a imagem que atravessa o episódio, a de comprar uma Ferrari e colocá-la numa estrada de terra, que é o que acontece quando a tecnologia chega antes de processos bem escritos e de pessoas treinadas. No ângulo de liderança, André separa planejamento estratégico de estratégia e defende que estratégia, orçamento e acompanhamento contínuo funcionem como um único sistema. Ele também comenta o que os estudos de futuro indicam sobre natalidade, robótica e trabalho, e por que o líder não pode esperar que a empresa faça sozinha a sua atualização. A recomendação final é prática: não é preciso ter pressa, é preciso ter ritmo. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - O hábito de comprar a solução antes de entender o problema - Gargalos, teoria das restrições e o papel de cada peça no time - A relação entre pessoas, agentes e gestão de mudança - A diferença entre fazer planejamento estratégico e ter estratégia - A qualidade dos dados como pré-condição para a IA - A priorização por impacto e esforço e o valor dos ganhos rápidos Uma conversa para executivos e fundadores que querem colocar a IA a serviço da estratégia, e não o contrário.
EP 26 | Carlos Augusto, Intel: O que o mercado gamer sabe sobre adoção de tecnologia antes de todo mundo
2026/09/22
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Carlos Augusto Buarque de Almeida, da Intel, sobre uma carreira que começou desmontando brinquedos para ver como funcionavam e passou pela engenharia de computação na Unicamp, por uma empresa montada com colegas de faculdade, pela Oracle, pela Telefônica e pela Dell até chegar aos 13 anos que ele já soma na Intel, hoje à frente do marketing no Brasil. A conversa organiza um debate que costuma ficar solto. Quando uma empresa fala em inteligência artificial, fala de modelo, de dado e de caso de uso. Carlos puxa a discussão para a camada que quase nunca entra na pauta: onde aquilo vai rodar, quanto vai custar quando deixar de ser um teste e o que acontece com o processo que existia antes. É dessa camada, e não da escolha do modelo, que vem boa parte dos projetos presos no piloto. O ângulo de liderança aparece na forma como ele descreve a mesa de decisão. Negócio, tecnologia, financeiro e, dependendo da empresa, a área de privacidade precisam construir a recomendação juntos, com um dono definido e uma métrica combinada. E a capacitação do time, na leitura dele, não se resolve com um treinamento de prompt: precisa ser tratada como plataforma contínua, do mesmo jeito que a empresa trata infraestrutura. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - Infraestrutura como condição para escalar inteligência artificial - A decisão entre nuvem, processamento local e modelo híbrido - Consumo de token como métrica errada de produtividade - A chegada da NPU e dos AI PCs ao computador pessoal - O mercado gamer como laboratório de adoção de tecnologia - Literacia, repertório e a diferença entre treinar e habilitar um time Um episódio para quem responde por orçamento, arquitetura e prioridade de inteligência artificial dentro da empresa.
EP 25 | Milena Leal, Google Cloud: Ele mandou a empresa toda usar IA. Perguntei se ele usava — e veio o silêncio
2026/09/17
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Milena Leal, do Google Cloud, sobre uma carreira de mais de 30 anos que começou vendendo componentes de informática e COBOL, atravessou o mainframe, a chegada do mobile, a migração para a nuvem e desembocou na IA generativa. Formada em administração e direito, ela entrou na tecnologia por necessidade e construiu a carreira inteira olhando para o problema de negócio antes de olhar para o produto.   A conversa organiza o debate sobre adoção de IA a partir de uma pergunta simples: quem é o dono do resultado. Milena descreve o que tem ouvido nas reuniões com executivos brasileiros, o desconforto de quem exige o uso da tecnologia sem nunca ter aberto a ferramenta, o que acontece quando a empresa tenta proibir um uso que já está acontecendo e o que muda quando a companhia sai da lógica do teste e passa a tratar cada iniciativa como projeto com retorno esperado.   O ângulo de liderança aparece o tempo todo. Ela defende que a tecnologia habilita, estrutura e protege, mas que a decisão e a cobrança ficam com o executivo de negócio, porque é dele o número que será apresentado ao presidente. E lembra que o mercado está se movendo rápido demais para que uma empresa espere o framework perfeito antes de começar: pesquisa de um ano atrás já descreve outro cenário.   Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - A trajetória de quem vendeu COBOL e hoje lidera uma operação de nuvem - O fim da fase de prova de conceito e a cobrança por retorno financeiro - Shadow AI e a decisão de liberar acesso corporativo com segurança - A responsabilidade pelo resultado da IA dentro das áreas de negócio - Critérios de sucesso definidos antes do investimento - A diferença entre velocidade e pressa na transformação   Um episódio para executivos que precisam transformar iniciativa de IA em resultado visível dentro do próprio orçamento. #FuturoVemDoFuturo #inteligenciaartificial #googlecloud #liderança #governança #governançacorporativa
EP 24 | Bruno Junqueira, Petlove: Motor de Fórmula 1 num Fusca: o erro mais comum ao adotar IA
2026/09/15
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Bruno Junqueira, da Petlove, sobre uma trajetória que começa numa cidade de doze mil habitantes no sul de Minas, passa pela publicidade, pelo Banco Real e por cinco anos de Natura, atravessa uma formação de três anos em psicanálise e chega à cadeira de CHRO de uma empresa brasileira de tecnologia com três mil colaboradores. É esse repertório misturado que explica a forma como ele está conduzindo a adoção de inteligência artificial na Petlove.   A conversa organiza o debate porque não começa pela ferramenta. Começa pelo contexto. Bruno descreve o projeto Janus, batizado em homenagem ao deus romano das transições, que tem uma face olhando para trás e outra para a frente, e cuja primeira fase é o trabalho pouco glamouroso de mapear cem por cento dos processos, das etapas e das ferramentas da operação, inclusive aquilo que só existe de forma tácita na cabeça das pessoas. A partir daí vem a priorização, que escolhe deliberadamente o processo mais desgastado, e não o mais fácil, para que a iniciativa não seja a primeira a cair quando o orçamento aperta.   O ângulo de liderança aparece quando Bruno explica por que a área de People assumiu essa frente antes da área de tecnologia, conta o episódio em que construiu sozinho, num fim de semana, uma aplicação que vinha pedindo ao time havia seis meses, e defende que o papel do líder migra de gestor de pessoas para orquestrador de geração de valor, num arranjo que passa a misturar agentes, processos e gente. No caminho, ele cunha uma expressão que dá o tom da conversa: desautomatizar o humano.   Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - A decisão de colocar a área de People à frente da agenda de inteligência artificial - O mapeamento de processos como pré-condição de qualquer ganho com agentes - O conhecimento tácito como limitador silencioso de contexto - A priorização por dor real em vez de projeto periférico - O comportamento do payback em investimentos de curva exponencial - A passagem do líder de gestor de pessoas a orquestrador de valor   Um episódio para líderes de pessoas, tecnologia e transformação que precisam sair do discurso de adoção e chegar a um critério de decisão defensável.
EP 23 | Roberto Arruda, Skyone: O que a tecnologia não substitui?
2026/09/10
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Roberto Arruda, da Skyone, sobre uma trajetória que começou com um anúncio de curso técnico de telecomunicações visto num jornal do Rio de Janeiro e chegou, quatro décadas depois, à cadeira de CRO de uma empresa brasileira de tecnologia presente em 35 países. No caminho, Arruda viu a rede evoluir do cabo azul ao 5G, e usa essa bagagem para dizer que a inteligência artificial não pertence à mesma família de acontecimentos. A conversa organiza o debate a partir de uma distinção simples. Evolução tecnológica melhora o que já existia. Ruptura muda a arquitetura de como o trabalho acontece, como aconteceu quando a eletricidade chegou à fábrica. Se a IA é uma ruptura, o assunto central deixa de ser qual ferramenta comprar e passa a ser como a organização conduz a mudança: quem tem letramento, quem aprende com quem, onde estão os dados, quem pode acessar o quê. O ângulo de liderança aparece na assimetria de velocidade que Arruda descreve. Tecnologia evolui em curva exponencial, empresa evolui mais devagar e pessoa, mais devagar ainda. É nesse intervalo que se decide se a adoção gera vantagem ou gera custo. Ele conta como a Skyone montou a jornada de nuvem, integração, motor de dados e agentes, mostra dois casos de cliente com problemas bem diferentes e explica por que a tecnologia só chega ao seu melhor quando fica invisível, como ficou o Wi-Fi cuja senha ninguém mais pede. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - A diferença prática entre evolução tecnológica e ruptura - Gestão de mudança como o tema ausente da conversa sobre IA - O descompasso de velocidade entre tecnologia, empresa e pessoas - Dado organizado como pré-condição de qualquer agente - Vibe coding e a construção de sistemas pelas áreas de negócio - Letramento, comunidade, arquitetura e governança como sequência de decisão Um episódio para quem lidera negócio ou tecnologia e precisa separar o que é sinal do que é ruído na adoção de inteligência artificial.
EP 22 | Ana Paula Peres, Creditas: O que só quem fica aprende?
2026/09/08
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Ana Paula Peres, da Creditas, sobre uma trajetória que começou na administração, passou por agência e multinacionais e chegou a uma fintech onde ela entrou para cuidar de mídia paga e acabou reunindo growth, performance, branding e MarTech sob a mesma liderança. Ana conta como esse escopo foi crescendo sem convite formal e o que aprendeu ao permanecer mais de sete anos no mesmo lugar, acompanhando produtos que deram certo e apostas que deixaram de existir. A conversa organiza um debate que costuma ficar solto quando o assunto é inteligência artificial no marketing. Antes de discutir ferramenta, Ana volta à infraestrutura: a camada de dados que captura os sinais, o contexto que precisa ser escrito com o mesmo cuidado com que se explica um processo para uma pessoa nova e os modelos de atribuição que substituem a lógica do último clique. É esse conjunto que determina se a IA vai acelerar a operação ou apenas produzir resposta rápida e pouco confiável. O ângulo de liderança aparece nos dois sentidos. De um lado, o líder que usa IA para atravessar barreira técnica e chegar ao time com hipótese pronta em vez de demanda vaga. De outro, o líder que precisa sustentar clareza de objetivo em um mercado que muda de regra a cada semana, num momento em que parte das equipes ainda associa automação a perda de emprego. Ana descreve como a Creditas fez essa passagem, incluindo uma campanha publicitária produzida inteiramente com IA e os casos em que o agente simplesmente não valeu o tempo de ajuste. Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre: - MarTech como ponte entre arquitetura de dados e plataformas de mídia - O fim do último clique como métrica de sucesso - A mudança do comportamento de busca com LLMs e redes sociais - Agentes que diagnosticam e aplicam mudanças em mídia paga - O critério para decidir quando a IA não compensa - Carreira, permanência e liderança como serviço Um episódio para quem lidera marketing, growth ou transformação digital e precisa transformar volume de dado em decisão de negócio.
Do piloto para a estratégia com sucesso
2026/09/03
Neste episódio de O Futuro Vem do Futuro, Leandro Costa conversa com Daniel Hoe, da Salesforce, sobre  uma jornada que começou na engenharia eletrônica, no auge do boom das telecomunicações, passou por  anos de vendas e chegou à liderança de marketing da companhia na América Latina. Daniel conta que  entrou na empresa atraído pela computação em nuvem, numa época em que o mercado ainda não entendia  nem o modelo de assinatura, e usa aquela decisão como espelho do momento atual.  A conversa organiza o debate sobre inteligência artificial em torno de uma distinção simples. Existe o que  o mercado discute em voz alta, que são modelos e semicondutores, e existe o que decide se um projeto vai  para produção, que são dados acionáveis, processos remapeados e a escolha de quais respostas do agente  precisam ser previsíveis. Daniel descreve clientes que ficaram desesperados quando o agente respondia  coisas diferentes para a mesma pergunta e explica por que, em preço e política, previsibilidade vale mais  do que criatividade.  O ângulo de liderança aparece com força na parte final. Daniel fala sobre times latino-americanos menores  que seus pares globais e sobre o momento de pânico do próprio time, que estava atolado em execução e  sem tempo para estudar. A saída não foi um programa de treinamento, foi começar a mexer nas  ferramentas e ver o que sai do outro lado. E fala do papel de quem lidera, que sai da gestão de pessoas para  a orquestração de trabalho entre pessoas e agentes.  Ao longo do episódio, você vai ouvir reflexões sobre:  - O padrão que se repete em cada revolução tecnológica desde a máquina a vapor  - A diferença entre resposta determinística e resposta probabilística em um agente  - Dados investidos que não estão acionáveis nas empresas brasileiras  - O custo de automação que superou o custo do processo humano  - Responsabilidade compartilhada quando o agente de IA erra  - A mudança de carreira de gestor de pessoas para construtor e orquestrador  Um episódio para líderes de marketing, tecnologia e operação que precisam decidir onde a IA entra  primeiro e como provar que valeu.

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