
Advertise on podcast: Obra Fechada
This podcast has
75 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
Marcelo FonsecaExplicit
No
Date created
2021/02/01
Latest episode
2026/09/08
Average duration
91 min.
Release period
87 days
Description
Um podcast sobre pessoas, discos, livros e audiovisuais com pessoas falando de discos, livros e audiovisuais. Vem com a gente, pois esse é local para isso. Como seu host pretendo fazer a ligação entre fãs e entusiastas, entendendo o que faz essas obras serem incríveis. Nada melhor que papear, sobre algo que gostamos não é mesmo? Marcelo Fonseca
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T008 - OF#074 - A vida não é útil de Ailton Krenak com Rafael Dias
2026/09/08
"Quando deixamos de viver para apenas sobreviver?"
Essa pergunta, lida em um fanzine no começo dos anos 2000, atravessa este episódio inteiro. Ele nasceu de uma reflexão que comecei surgiu na pandemia — no meio do desemprego, da análise semanal e das caminhadas sem hora para voltar — e que amadureceu anos depois, com a leitura de "A Vida Não É Útil", de Ailton Krenak.
Este não é um episódio sobre o livro apenas: é uma tentativa de colocar Krenak em diálogo com outros pensadores que também questionaram a ideia de que a vida — ou o corpo, ou o tempo, ou a natureza — só valem alguma coisa quando produz, quando lhe atribuem uma "utilidade".
Passamos por André Gorz e a crítica à centralidade do trabalho, por Walter Benjamin e o Anjo da História, por John Bellamy Foster e Jason W. Moore no debate sobre a fratura entre capitalismo e natureza, por Aníbal Quijano e a colonialidade do poder, e por Rosa Luxemburgo e Ruy Mauro Marini na crítica ao imperialismo e à superexploração do trabalho no Sul Global.
Como já é tradição na temporada, o episódio conta novamente com a participação do professor e doutor em história social Rafael Dias, que já esteve no Obra Fechada nos episódios 19 (Ensaio sobre a Cegueira, de José Saramago) e 56 (Torto Arado, de Itamar Vieira Jr.). Desta vez ele traz o olhar de quem discute o livro de Krenak em sala de aula com adolescentes.
Na edição foram utilizados trechos de entrevistas de Ailton Krenak (Projeto Preserva) e de André Gorz, um fragmento do episódio 4 de Chernobyl (HBO), um recorte de Matrix (dirigido pelas irmãs Wachowski), um trecho de fala de Aníbal Quijano no Terceiro Congresso Latino-Americano e Caribenho de Ciências Sociais (FLACSO Equador), um fragmento de "Every Day Is Exactly the Same", do Nine Inch Nails, além de faixas de Everything Is Dead e Siarhei Korbut, do Pixabay. Todo o material foi usado para fins de estudo, comentário e análise cultural, sem finalidade comercial, e os direitos pertencem aos seus respectivos autores.
Referências essenciais
KRENAK, Ailton. A vida não é útil. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.GORZ, André. Adeus ao proletariado: para além do socialismo — trad. Angela Ramalho Vianna e Sérgio Góes de Paula. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1987.GORZ, André. Metamorfoses do trabalho: crítica da razão econômica — São Paulo: Annablume, 2003 (2ª ed. 2007).BENJAMIN, Walter. Sobre o conceito de história (1940). Em: LÖWY, Michael. Walter Benjamin: aviso de incêndio. São Paulo: Boitempo, 2005.MARX, Karl; ENGELS, Friedrich. A ideologia alemã. São Paulo: Boitempo, 2007.FOSTER, John Bellamy. Marx's Ecology: Materialism and Nature. New York: Monthly Review Press, 2000.MOORE, Jason W. Capitalism in the Web of Life: Ecology and the Accumulation of Capital. London/New York: Verso, 2015.QUIJANO, Aníbal. Colonialidade do poder, eurocentrismo e América Latina. Em: LANDER, Edgardo (org.). A colonialidade do saber. Buenos Aires: CLACSO, 2005.LUXEMBURGO, Rosa. A acumulação do capital. 1913.DIAS, Rafael. Entrevista concedida a Marcelo Fonseca. São Paulo, jul. 2026.Capítulos
00:00:00 – Abertura00:14:31 – Parte 1 | A utilidade da vida00:33:49 – Parte 2 | Progresso: para onde e para quem?00:47:38 – Parte 3 | O Antropoceno e os devoradores da natureza01:02:33 – Parte 4 | Existir e resistir01:16:57 – Parte 5 | Qual é o lugar da esperança?01:24:29 – Encerramento
T008 - OF#073 - Meantime de Helmet com Luiz Mazetto
2026/08/03
Este é um episódio muito especial para mim. Para escrevê-lo, precisei voltar às minhas próprias origens e revisitar lembranças que estavam guardadas havia décadas. Lembrei de ouvir Meantime em fita cassete enquanto atravessava São Paulo de ônibus, caminhando pelo centro da cidade e tentando entender o mundo ao meu redor. Foi uma oportunidade de recuperar ideias que me acompanhavam desde a adolescência e revisitá-las hoje com o olhar que o tempo, a pesquisa e a maturidade me permitiram construir.
Como já aconteceu em outros episódios do Obra Fechada, este não é um programa sobre letras ou uma análise faixa a faixa do disco. Meu interesse foi compreender Meantime dentro de seu contexto social, econômico e cultural, investigando as relações entre trabalho, música, indústria cultural e experiência cotidiana no início dos anos 1990.
A principal hipótese desenvolvida aqui é uma interpretação pessoal. Nenhum integrante do Helmet afirmou que Meantime seja um disco sobre o mundo do trabalho. Essa leitura nasce das entrevistas de Page Hamilton, de sua trajetória e das conexões que estabeleço entre sua biografia, a sonoridade da banda e o período histórico em que o álbum foi produzido. Como toda obra de arte, um disco também passa a pertencer a quem o escuta e pode adquirir novos significados com o tempo.
Talvez por isso este seja também o episódio mais autobiográfico do Obra Fechada. Ao contar a história de Meantime, acabei contando um pouco da minha própria história: a do office boy que atravessava São Paulo, ensaiava à noite, comprava fitas na Galeria do Rock e tentava compreender o mundo através da música.
Este episódio conta novamente com a participação de Luiz Mazetto, jornalista, escritor e pesquisador da cena hardcore brasileira, cujas contribuições enriqueceram decisivamente esta reflexão.
Na edição deste episódio foram utilizados trechos de músicas do Helmet (Meantime) e do Nirvana ("Smells Like Teen Spirit"), áudios de I'm Going To Kill You e Textures, de Chop Ghost (Pixabay), além de trechos do Blairing Out Show, Beavis and Butt-Head e da entrevista concedida por Luiz Mazetto em julho de 2026. Todo o material foi empregado exclusivamente para fins de pesquisa, comentário, crítica e análise cultural, sem finalidade comercial ou qualquer intenção de violar direitos autorais.
Espero que você goste de ouvir este episódio tanto quanto eu gostei de pesquisá-lo, escrevê-lo, gravá-lo e editá-lo.
Referências essenciais
MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos: o declínio do individualismo nas sociedades de massa. 4. ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2014.
MAZETTO, Luiz. Entrevista concedida a Marcelo Fonseca. São Paulo, jul. 2026.
HELMET. Meantime. New York: Interscope Records, 1992.
HELMET. Strap It On. Minneapolis: Amphetamine Reptile Records, 1990.
PAGE HAMILTON Interview – Helmet Frontman. YouTube, 25 maio 2021. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=_faPfA-1u5U. Acesso em: 2 ago. 2026.
ROLLING STONE. AZERRAD, Michael. Big Boom in Industrial Metal: Helmet Signs Million-Dollar Deal with Interscope. Rolling Stone, 20 ago. 1992. Disponível em: https://www.bluecricket.com/helmet/interviews/stone892.html. Acesso em: 2 ago. 2026.
ROLLING STONE. DIEHL, Matt. Helmet. Rolling Stone, 25 ago. 1994. Disponível em: https://www.bluecricket.com/helmet/interviews/stone894.html. Acesso em: 2 ago. 2026.
GUITAR WORLD. Head Case. Guitar World, ago. 1992. Disponível em: https://www.bluecricket.com/helmet/interviews/gw892.html. Acesso em: 2 ago. 2026.
SPIN. GOLD, Jonathan. Helmet. Spin Magazine, set. 1994. Reproduzido pela Folha de S.Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/fsp/1994/9/05/folhateen/20.html. Acesso em: 2 ago. 2026.
Capítulos
00:00:00 – Abertura
00:11:41 – Parte 1 | O tempo do meio
00:28:08 – Parte 2 | Quem trabalha, toca
00:41:02 – Parte 3 | O laboratório do trabalho
00:48:12 – Parte 4 | A fábrica do som
01:02:02 – Encerramento
T008 - OF#072 - O Ódio de Mathieu Kassovitz com Davi Correia
2026/06/22
Nesta temporada, me comprometi a me desafiar técnica e teoricamente. A mudança de formato trouxe uma série de novos desafios, mas também me fez perceber algo que considero interessante: que cada temporada possa ter uma linha temática própria. Não como uma camisa de força, mas como um caminho para aprofundar determinados assuntos, oferecer diferentes perspectivas e ampliar o leque de conversas de um episódio para outro.
Acho que este episódio conseguiu alcançar um pouco desse objetivo. De certa forma, ele acabou se tornando uma continuação espiritual — ainda que não formal — dos episódios sobre Pele Negra, Máscaras Brancas, Nada Como um Dia Após o Outro Dia e Sobrevivendo no Inferno.
Reforço meu agradecimento ao querido amigo Davi Correia e aproveito para deixar suas redes sociais:
InstagramTik Tok
O programa utilizou áudios de SlimeyFox, Into the Crowd, Ieberch, Dajit Kundi e Mattyt121, disponibilizados no Pixabay, além de trechos do documentário Notas de uma Guerra Particular, disponíveis no YouTube. Também foram utilizados excertos das músicas Police, do Suprême NTM, e Connexion, do Assassin.
A utilização desses materiais tem como objetivo contribuir para a pesquisa e a contextualização dos temas abordados, bem como divulgar as obras e seus autores, sem qualquer intenção de apropriação indevida ou obtenção de lucro a partir de direitos pertencentes a terceiros.
Referências citadas
ANDRADE, Catarina. As fronteiras da representação: experiências periféricas e cinema francês contemporâneo. In: BRANDÃO, Alessandra Soares; CORSEUIL, Anelise Reich; LIRA, Ramayana (org.). Cinema, globalização e transculturalidade. Florianópolis: Insular, 2010. p. 162-176. Disponível em: https://d1wqtxts1xzle7.cloudfront.net/43638173/cinemaglobalizacao-libre.pdf. Acesso em: 14 jun. 2026.ASSASSIN. Conexion. In: L'Homicide volontaire. Paris: Assassin Productions, 1995. Faixa musical.BOGO, Rodrigo Sartori; CORRÊA, Renata Schramm. Periferização e desigualdades na (re)produção do espaço urbano: interpretações a partir do cinema. Revista Geografia em Atos, Presidente Prudente, v. 7, n. 1, 2023. Disponível em: https://www.researchgate.net/profile/Rodrigo-Sartori-Bogo/publication/369618561_Periferizacao_e_desigualdades_na_reproducao_do_espaco_urbano_Interpretacoes_a_partir_do_cinema. Acesso em: 14 jun. 2026.CESARI, Jocelyne. Ethnicity, Islam and les banlieues: confusing the issues. Social Science Research Council (SSRC), New York, 2005. Disponível em: https://items.ssrc.org/riots-in-france/ethnicity-islam-and-les-banlieues-confusing-the-issues/. Acesso em: 14 jun. 2026.FERNANDES, Afonso Machado da Silva. Tangências urbanas: retrospetiva cinematográfica da realidade suburbana. 2017. Dissertação (Mestrado Integrado em Arquitetura) – Universidade da Beira Interior, Covilhã, 2017.KASSOVITZ, Mathieu (dir.). La Haine. França: Canal+, Les Productions Lazennec, StudioCanal, 1995. 1 filme (98 min.), son., preto e branco.LUND, Kátia; SALLES, João Moreira (dir.). Notícias de uma guerra particular. Rio de Janeiro: Videofilmes, 1999. 1 documentário (57 min.). Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=M4WpHG2h09k. Acesso em: 14 jun. 2026.SANT'ANNA, Maria Josefina Gabriel; FREIRE-MEDEIROS, Bianca. Metrópole e segregação residencial: juventudes em risco no cinema contemporâneo. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS EM SAÚDE, 5., 2011, São Paulo. Anais [...]. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2011. Disponível em: https://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/gdihs/arquivos/CBC180D21EEC075A70A89A05A7E13A93.pdf. Acesso em: 14 jun. 2026.
00:00:00 Abertura
00:06:12 Parte 1 - Quem tem voz e quem é cenário em São Paulo
00:19:26 Parte 2 - Paris em chamas
00:39:24 Parte 3 - O racismo nosso de todo dia ou O ódio que gera o ódio
00:57:27 Parte 4 - Quem conta a história
01:02:47 - Encerramento
T008 - OF#071 - Pele Negra, Máscaras Brancas de Frantz Fanon com Victor Garofano
2026/05/28
Todos os episódios do Obra Fechada foram prazerosos de fazer. Carrego cada conversa gravada com muito carinho. Com a mudança de formato, surgiram novos desafios: tempo, escrita, narrativa, leitura, preparo, edição e um cuidado técnico no qual ainda derrapo às vezes.
Talvez por isso esse tenha sido um dos episódios mais trabalhosos que já fiz. Porque ler Fanon nesta altura da vida traz cobrança. Ela vem da parte mais oculta da minha personalidade. E ao ouvir o resultado final percebi o quanto de mim foi colocado nesse roteiro e nesse áudio. Existem outros eus, de muitos tempos, atravessando minhas falas e memórias.
Nunca fui muito bom em vender nada. O episódio ficou longo, e o algoritmo provavelmente já me condenou ao ostracismo. Mas, antes da tragédia, vem a festa. Porque essa gravação acabou se tornando também um monumento ao menino que eu fui e à minha amizade de muitos anos com o Victor Garofano.
Nos deem mais essa chance.
Ouçam aos poucos. Curtam, apreciem, reflitam. Escutem numa viagem de ônibus, num dia de trânsito ruim, trabalhando, pedalando, caminhando ou simplesmente deixando as ideias atravessarem vocês.
Eu agradeço desde já.
Boa audição.
Referências citadas
ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000.BALDWIN, James. Notas de um filho nativo. Tradução de Paulo Henriques Britto. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.BALDWIN, James. A stranger in the village | James Baldwin | 1962 Documentary. YouTube, 2013. Disponível em: YouTube - A Stranger in the Village. Acesso em: 20 maio 2026.BRANDÃO, João Lucas França Franco. O Novo Cinema Negro importa: cultura e política nas imagens de Os Donos da Rua (John Singleton, 1991) e Febre da Selva (Spike Lee, 1991). Disponível em: Repositório UFU. Acesso em: 20 maio 2026.CÉSAIRE, Aimé. Discurso sobre o colonialismo. Tradução de Eduardo Brandão. São Paulo: Casa da Palavra, 2003.CULTNE. Entrevista de Lélia Gonzalez. YouTube, [s.d.]. Disponível em: YouTube - Entrevista de Lélia Gonzalez. Acesso em: 20 maio 2026.EMICIDA. Entrevista ao programa Entrelinhas. YouTube, 2023. Disponível em: YouTube - Emicida no Entrelinhas. Acesso em: 20 maio 2026.FANON, Frantz. Carta ao ministro residente. Disponível em: Marxists Internet Archive. Acesso em: 20 maio 2026.FANON, Frantz. Os condenados da terra. Tradução de Fábio Honorato. São Paulo: Ubu Editora, 2022.FANON, Frantz. Pele negra, máscaras brancas. Tradução de Sebastião Nascimento, com colaboração de Raquel Camargo. Prefácio de Grada Kilomba. Posfácio de Deivison Faustino. São Paulo: Ubu Editora, 2020. ISBN 978-65-86497-20-5.GAROFANO, Victor. Entrevista concedida a Marcelo Fonseca em 2026. Rio de Janeiro/São Paulo.IRMÃOS de Sangue: Malcolm X e Muhammad Ali. Direção: Marcus A. Clarke. Produção: Kenya Barris, Jason Perez. Estados Unidos: Netflix, 2021. 1 vídeo (96 min). LEE, Spike (Dir.). Febre da selva (Jungle Fever). Estados Unidos: Universal Pictures, 1991.LENIN, Vladimir Ilitch. Imperialismo, etapa superior do capitalismo. Tradução de Leila Prado. São Paulo: Boitempo, 2021.MALCOLM X. Quem te ensinou a odiar a si mesmo?. YouTube Shorts, [s.d.]. Disponível em: YouTube Shorts - Malcolm X. Acesso em: 20 maio 2026.MOURA, Clóvis. Sociologia do negro brasileiro. São Paulo: Perspectiva, 2019.PONTECORVO, Gillo (Dir.). A batalha de Argel. Itália/Argélia: Igor Film, 1966.1994 : AIMÉ CÉSAIRE "La Négritude" | Archive INA. YouTube, 2018. Disponível em: YouTube - Aimé Césaire La Négritude. Acesso em: 20 maio 2026.
00:00:00 Abertura
00:18:56 Parte 1 - O oceano entre nós
00:35:24 Parte 2 - A voz e a máscara
01:00:34 Parte 3 - O corpo desejado e o corpo negado
01:19:44 Parte 4 - Vigilância, suspeita e performance
01:38:30 Parte 5 - Um novo humanismo
02:05:20 - Encerramento
T008 - OF#070 - The Shape of Punk to Come de Refused com Eduardo Ribeiro e André Mesquita
2026/03/30
Este episódio retoma um gesto antigo do Obra Fechada: usar a obra-tema como ponto de partida para desdobrar outras discussões.
Não se trata de uma análise técnica ou definitiva de The Shape of Punk to Come.
O episódio propõe um cruzamento entre experiências: a cena hardcore brasileira em diálogo com o que acontecia em outros contextos, a partir de suas práticas, estéticas e posicionamentos políticos.
Mais do que explicar um disco, a ideia aqui é refletir sobre como certas referências circularam, foram apropriadas e transformadas.
O que significa, por exemplo, o impacto de correntes como o situacionismo ou o zapatismo dentro do punk?
E o que ainda pode ser mobilizado dessas experiências hoje — para além do clichê de “não repetir os erros do passado”?
Nesse episódio eu recebi o jornalista e escritor Eduardo Ribeiro e o curador e pesquisador André Mesquita, ambos amigos de muitos anos, e de muitos momentos na cena hardcore, que permanecem na minha vida.
Boa escuta!
Referências citadas
ANDRADE, Oswald de. Manifesto antropófago. São Paulo: Revista de Antropofagia, 1928.BAY, Hakim. TAZ: Zona Autônoma Temporária. São Paulo: Conrad, 2001.COLEMAN, Ornette. The Shape of Jazz to Come. New York: Atlantic Records, 1959.COLLIGERE. Sobre determinação e desespero.COPPOLA, Francis Ford (Dir.). Apocalypse Now. [Filme]. Estados Unidos: Zoetrope Studios, 1979.DEBORD, Guy. A sociedade do espetáculo. Rio de Janeiro: Contraponto, 1997.DERIVA, DESVIO OU DETURPAÇÃO. Acabe. [Música].DESPERATE FIGHT RECORDS. Straight Edge as F**k Vol. 1 e Vol. 2. [Coletânea]. [s.l.]: Desperate Fight Records.FISHER, Mark. Realismo capitalista. São Paulo: Autonomia Literária, 2020.GINSBERG, Allen. Howl and other poems. San Francisco: City Lights Books, 1956.HALL, Stuart. Cultura. Rio de Janeiro: Zahar, 2016.INTERNACIONAL SITUACIONISTA. Situacionista: teoria e prática da revolução. São Paulo: Conrad, 2002.LÉVI-STRAUSS, Claude. O pensamento selvagem. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 1976.LIBERTINAGEM. Ato 1. [Música].MESQUITA, André. Entrevista concedida a Marcelo Fonseca. [Gravação], 2026.MILLER, Henry. Trópico de Câncer. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.MORBID ANGEL. Covenant. Tampa: Earache Records, 1989.OBITUARY. Cause of Death. Tampa: Roadrunner Records, 1990.PIXABAY. Biblioteca de áudios e efeitos sonoros. Disponível em: https://pixabay.com.PROVOS. Provos. São Paulo: Baderna, [s.d.].REFUSED. Songs to Fan the Flames of Discontent. Chicago: Victory Records, 1996.REFUSED. The Shape of Punk to Come. Umeå: Burning Heart Records, 1998.RIBEIRO, Eduardo. Entrevista concedida a Marcelo Fonseca. [Gravação], 2026.RYE COALITION. Teen-Age Dance Session. United States: Gern Blandsten Records, 1994.STRAVINSKY, Igor. A sagração da primavera. Paris: Éditions Russes de Musique, 1913.TERRY, Dan. Teen-Age Dance Session. United States: RCA Victor, 1954.TRASH THEORY. The Shape of Punk to Come – Refused (análise). Disponível em: https://www.youtube.com.VANEIGEM, Raoul. A arte de viver para as novas gerações. São Paulo: Conrad, 2002.
00:00:00 Abertura
00:09:05 Parte 1 - Jabaquara e Umeå na mesma frequência
00:35:24 Parte 2 - A forma que o punk tinha
00:42:04 Parte 3 - Manifesto, crítica, estética e ação revolucionária
00:58:15 Parte 4 - Bricolagem e Antropofagia
01:20:25 - Encerramento
T008 - OF#069 - A voz de Hind Rajab de Kaouther Ben Hania
2026/03/09
Obra Fechada continua explorando o formato de ensaio sonoro — cruzando cinema, memória, política e experiência pessoal.
Neste episódio, partimos do filme A Voz de Hind Rajab, da diretora tunisiana Kaouther Ben Hania.
A narrativa acompanha uma ligação telefônica de Hind Rajab, uma menina palestina de cinco anos que, cercada por tiros e blindados, liga para a central do Crescente Vermelho pedindo ajuda.
O filme reconstrói essa história a partir de um elemento radical: o som.
A obra nos obriga a escutar — e a confrontar o que a guerra produz quando o outro deixa de ser visto como humano.
Ao longo do episódio, cruzamos essa experiência com reflexões sobre representação, colonialismo e desumanização, dialogando com autores como Edward Said e Ilan Pappé.
Entre memórias pessoais, cinema e política, este é um episódio sobre escuta, responsabilidade e sobre o que fazemos com uma voz depois que ela silencia.
Boa escuta.
Referências citadas
BEN HANIA, Kaouther (Dir.). A voz de Hind Rajab. Tunísia, 2024.BINUR, Yoram. Meu inimigo, sou eu. São Paulo: Scriptta, 1995.BOLADO, Carlos; GOLDBERG, B. Z.; SHAPIRO, Justine (Dir.). Promessas de um mundo novo (Promises). Estados Unidos, 2001.FINKELSTEIN, Norman G. The Holocaust Industry: Reflections on the Exploitation of Jewish Suffering. London: Verso, 2000.HUMAN RIGHTS WATCH. A Threshold Crossed: Israeli Authorities and the Crimes of Apartheid and Persecution. New York: HRW, 2021.INTERNATIONAL COURT OF JUSTICE (ICJ). Application of the Convention on the Prevention and Punishment of the Crime of Genocide in the Gaza Strip (South Africa v. Israel). Provisional measures order, 2024.PAPPÉ, Ilan. The Ethnic Cleansing of Palestine. Oxford: Oneworld Publications, 2006.SAID, Edward W. Orientalismo. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.SAID, Edward W. A questão da Palestina. São Paulo: Companhia das Letras, 2012.AMNESTY INTERNATIONAL. Israel’s Apartheid Against Palestinians. London: Amnesty International, 2022.B’TSELEM. A regime of Jewish supremacy from the Jordan River to the Mediterranean Sea: This is apartheid. Jerusalem: B’Tselem, 2021.JEWISH VOICE FOR PEACE. Declarações públicas sobre políticas israelenses e direitos palestinos.
00:00:00 Abertura
00:02:39 Parte 1 - Paus, pedras e narrativas
00:18:05 Parte 2 - O telefone
00:27:47 Parte 3 - Ecos
00:34:23 Encerramento
T008 - OF#068 - Realismo Capitalista de Mark Fisher com Fábio Fernandes e Felipe Jacó
2026/02/23
Obra Fechada está de volta.
Depois de um hiato, o podcast retorna em um formato mais narrativo e experimental — um ensaio sonoro que cruza livros, discos e imagens, atravessado por vozes, citações e conversas.
Neste episódio, partimos de Realismo Capitalista, de Mark Fisher, e da pergunta que insiste em nos acompanhar:
é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo?
Ao longo de uma hora, atravessamos ideias, fantasmas e impasses do presente, em diálogo com Fábio Fernandes e Felipe Silva (Jacó).
Este é um episódio sobre imaginação política, cultura e os limites do que conseguimos desejar.
Boa escuta.
Referências citadas
FISHER, Mark. Realismo Capitalista: é mais fácil imaginar o fim do mundo do que o fim do capitalismo? Trad. Fernando Scheibe. São Paulo: Autonomia Literária, 2020.
FISHER, Mark. Fantasmas da Minha Vida. Trad. Fernando Scheibe. São Paulo: Autonomia Literária, 2021.
GUATTARI, Félix. Revolução Molecular. São Paulo: Brasiliense, 1987.
JAMESON, Fredric. Pós-modernismo: a lógica cultural do capitalismo tardio. São Paulo: Ática, 1996.
BLOCH, Ernst. O Princípio Esperança. Rio de Janeiro: EdUERJ / Contraponto, 2005.
PLANT, Sadie. Zeros and Ones. London: Fourth Estate, 1997.
ŽIŽEK, Slavoj. O Sublime Objeto da Ideologia. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1991.
00:00:00 Abertura
00:00:45 Parte 1 - Respostas para um mundo em chamas
00:03:54 Parte 2 - Um representante do precariado
00:19:31 Parte 3 - O sequestro dos nossos sonhos
00:40:30 Parte 4 - Realizar outras possibilidades, buscar outros mundos
00:59:30 Encerramento
T007 - OF#067 - Um fio de vida no círculo da morte de Constrito com Gabriel Castanho & Pierre Kerchove
2023/11/14
Olá você que chegou aqui. Sinta-se à vontade aqui no Obra Fechada, um podcast sobre livros, discos e audiovisuais e de discussão sobre essas peças tão presentes em nossas vidas.
O episódio de hoje me é muito especial. Primeiro porque fiz parte do tema do programa. Segundo porque dois de meus grandes amigos estão aqui hoje para relembrar não só o contexto, mas como foi gravar esse disco.
O tema de hoje é "Um fio de vida no círculo da morte", álbum da banda Constrito, lançado em 2001.
E para relembrar tantos momentos especiais, estão comigo aqui hoje, Gabriel Castanho e Pierre Kerchove.
Programa gravado em 20/fev./2023.
Contribua com nosso financiamento coletivo para lançar a versão em vinil!
#obrafechada #podcast #disco #cd #hardcorepunk #metal #umfiodevidanocírculodamorte #constrito
T007 - OF#066 - Você não estava aqui de Ken Loach com Danilo Amorim
2023/07/07
Olá todos e todas. Eu sou Marcelo Fonseca e esse é o Obra Fechada. Um podcast dedicado à conversa, leve e às vezes um pouco mais aprofundada sobre os produtos culturais, seu contexto de produção e o que eles nos dizem no mudo em que vivemos.
No programa de hoje falaremos de um filme atualíssimo. Uma obra audiovisual que vai no âmago da exploração do trabalho, mediada por aplicativos. Como fica o novo trabalhador, cada vez mais alienado? Como se organizar politicamente em mundo cada vez mais incerto e guiado por amarras neoliberais? Como sobreviver e se humanizar em um mundo que cada vez mais nos desumaniza?
O tema do episódio de hoje é "Você não estava aqui", longa metragem de 2018 do diretor inglês Ken Loach.
E para fazer a outra ponta da mesa comigo, eu convidei o meu amigo de muitos anos, sociólogo e professor - Danilo Amorim.
Programa gravado em 12/mar./2023.
REFERÊNCIAS
Ken Loach: Keir Starmer Is Mr Bean Trying to Act Like Stalin
At Age 83, Ken Loach Is Still Dangerous
Você não estava aqui, e jamais estará - Paloma Franca Amorim
“Devemos atacar as próprias bases do livre mercado”. Entrevista com Ken Loach
O fetiche da tecno-produtividade digital em Ken Loach: a uberização do trabalho no filme Você não estava aqui - Cintia Medina e Adriano Parra
(Des) subjetivaçãopelo trabalho na era da uberização em Você não estava aqui, de Ken Loach
“VOCÊ NÃO ESTAVA AQUI”: AS CONSEQUÊNCIAS DO ESVAZIAMENTO DOS
POSTOS DE TRABALHO FORMAL NA INGLATERRA - Lucas Barroso
UMA DÉCADA DE CRISE: DIÁLOGOS ENTRE A PRECARIZAÇÃO DO TRABALHADOR E O RETRATO DE DETERIORAÇÃO SOCIAL NO FILME "VOCÊ NÃO ESTAVA AQUI" (2019) Lucas Eduardo Silveira de Souza, Luis Otávio Silveira de Souza e Raphael Salatino Palomares
Precariedade, precarização e precariado no sistema capital do século XXI – “Você não estava aqui” Iael de Souza
Da alienação em Marx à sociedade do cansaço em Han: fantasia e realidade dos trabalhadores precarizados (uff.br)
Devemos atacar as bases do livre mercado - Entrevista Instituto Humanitas UnisinosAt Age 83, Ken Loach Still Dangerous - Jacobin - Dawn Foster#obrafechada #podcast #filme #movie #socialismo #trabalhismo #uberização #precariado #marxismo #sorrywemissedyou #vocênãoestavaaqui #kenloach
T007 - OF#065 - O Reino deste Mundo de Alejo Carpentier com Fábio Sousa & Victor Garofano
2023/06/30
Olá todos e todas, eu sou Marcelo Fonseca e esse é o Obra Fechada. Um podcast sobre livros, discos e audiovisuais, que tenta entender esses itens,através de seus autores, em seu contexto de criação e também os sentidos que podem ser transmitidos.
No episódio de hoje voltamos a falar de literatura. Falando de uma obra fundamental para a literatura latino americana, e que mistura o mágico com o histórico. Que discute a importância da luta e da liberdade em um contexto de escravidao e negritude.
O tema de hoje é "O reino deste mundo", romance de Alejo Carpentier, publicado em 1949.
E hoje, eu não tenho apenas um convidado, mas dois!
Sejam bem vindos Fábio Souza e Victor Garofano!
Programa gravado em 14/mai./2023.
REFERÊNCIAS
Os lugares preenchidos pela imaginação: a cena literária como desafio aos historiadores – Carpentier e O reino deste mundo
Entre desastres e transgressões, a chegada dos imigrantes haitianos no “reino deste mundo amazônico”
O REINO DESTE MUNDO - A história do ponto de vista dos oprimidos
O REINO DESTE MUNDO: REVOLUÇÃO E RELIGIOSIDADE ESCRAVA ENTRE REPRESENTAÇÕES E CONSTRUÇÃO DE MEMÓRIAS
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T006 - OF#064 - El Derecho de Vivir en Paz de Victor Jara com Daniel Villaverde
2023/06/26
Olá a todos e todas! Eu sou Marcelo Fonseca e esse é o Obra Fechada!
Avançamos aqui no ano de 2023, falando de discos, livros e audiovisuais, mas principalmente conversando. Acreditando na construção do diálogo e buscando significado nesses construtos culturais que tanto gostamos.
No episódio de hoje voltamos nossos olhos para o Chile, um vizinho que passou por uma ditadura sangrenta, opressiva e assassina tanto quanto o Brasil, só que diferente de nós, soube lidar, exigir seus direitos e fazer as reivindicações das ruas se tornarem leis.
E para pensar sobre a história recente de nosso país irmão do outro lado da cordilheira, o tema de hoje é um clássico chileno e latino americano: El Derecho de Vivir en Paz, sexto álbum do músico, poeta, professor, dramaturgo e mártir revolucionário, Victor Jara, lançado em 1971.
E para pensar a importância dessa obra magnífica da música latinoamericana, eu trouxe de volta ao Obra Fechada, o meu amigo e apresentador dos programas Ako Bah Ho & Sonidos Latinos, pesquisador da música e vocalista do Ornitorrincos - Daniel Villaverde
Programa gravado em 13/abr./2023.
#obrafechada #podcast #disco #vinyl #nuevacancionchilena #novacançãochilena #vinilo #vinil #victorjara #elderechodevivirenpaz
REFERÊNCIAS
CANTO PORQUE LA GUITARRA / TIENE SENTIDO Y RAZÓN”: FOLKLORE AND POLITICS IN THE MUSIC OF VÍCTOR JARA (1966-1973) - Natália Ayo SCHMIEDECKE
Canto que ha sido valiente siempre será canción nueva : o cancioneiro de Víctor Jara e o golpe civil-militar no Chile - Silvia Sônia Simões
Victor Jara: El derecho de vivir en paz | Documental en Español
“INVADINDO A INVASÃO CULTURAL”: VÍCTOR JARA E O USO DA GUITARRA ELÉTRICA NA NUEVA CANCIÓN CHILENA - Letícia Porto Ribeiro e Marcello Messina
Quem matou Victor Jara? - Paul Cantor
HISTÓRICO DA DITADURA CIVIL-MILITAR DO CHILE
Victor Jara: El derecho de vivir en paz | Documental en Español
T006 - OF#063 - Entre os Muros da Escola de Laurent Cantet com Marcela Rufato
2023/06/20
Olá todos e todas! Eu sou Marcelo Fonseca e eu estou mais uma vez aqui à frente do Obra Fechada, para falar de filmes. Como vocês sabem, o projeto tem o foco de falar também de livros e discos, buscando entender o contexto de criação destas obras da cultura e também o que elas têm a nos dizer.
Hoje em especial eu resolvi pensar um pouco sobre educação, revendo um de meus filmes prediletos lançado ali na primeira década dos anos 2000. Um filme que fala de violência, do ofício do professor, das relações de poder, de preconceito e principalmente direitos humanos e formação de futuro.
O tema de hoje Entre les Murs, ou em bom português “Entre os muros da escola”, longa metragem lançado em 2008, do diretor francês Laurent Cantet E que apesar de ser um filme francês traz assustadoras similaridades com os problemas enfrentados pelos professores no Brasil
E para fazer a conversa comigo, retorna ao Obra Fechada, a minha amiga, socióloga, mestre em sociologia e professora: Marcela Rufato.
Programa gravado em 10/mar./2023.
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REFERÊNCIAS
Para Falar de Disciplina, Corpos e Conhecimentos Entre os Muros da Escola - José Claudio Del Pino e Bruno dos Santos Pastoriza
VIOLÊNCIA SIMBÓLICA EM CONTEXTOS ESCOLARES: O DISCURSO DE AUTORIDADE NO FILME “ENTRE OS MUROS DA ESCOLA” de Tatiane Kelly Pinto de Carvalho
O polêmico espaço da argumentação inscrito no filme “Entre os muros da escola” Jonathan Raphael Bertassi da Silva, Soraya Maria Romano Pacífico, Lucília Maria Abrahão e Sousa e Maria Beatriz Ribeiro Prandi
Entre os muros da escola: Possibilidades para rever as noções de disciplina e avaliação - Tereza Maria Trindade da Silva, Henrique Melo Ribeiro e
Frederico Rodrigues Campos
Escola, cultura e diferença: uma análise do filme Entre os muros da escola - Mariana da Costa Schorn e Inês Hennigen
O cinema que pensa a pedagogia: autonomia e emancipação das práticas pedagógicas nos filmes o contador de histórias e entre os muros da escola José Carlos dos Santos Debus
Fracasso escolar: Uma interpretação a partir do filme “Entre os muros da escola” - Ana Rita da Silva e Elianda Figueiredo Arantes Tiballi
A ROSTIDADE DA FIGURA DO PROFESSOR E DO ALUNO POR ENTRE OS MUROS DA ESCOLA: docência e práticas curriculares - Janete Magalhães e Carlos Eduardo Ferraço
Interculturalidade e o papel da escola na atualidade: reflexões a partir do filme Entre os muros da escola - Flaviana Gasparotti Nunes
T006 - OF#062 - Quarto de Despejo de Carolina Maria de Jesus com Lucas Lutero
2023/06/07
Olá você que chegou e você que voltou para ouvir mais um episódio do Obra Fechada. Eu sou Marcelo Fonseca, autor, host e faz tudo nesse espaço.
Esse é o meu podcast dedicado a livros, discos e audiovisuais e que chega ao seu terceiro ano de atividade.
No episódio de hoje retornaremos a cidade de São Paulo, especificamente no começo do século XX. Uma cidade menor, que estava em franco processo de crescimento e já era expert em excluir e expulsar os despossuídos. Relegando-os a uma existência subalternizada mas ao mesmo tempo de resistência.
É nesse contexto duro da selva de concreto e aço, que falo junto do meu amigo e convidado Lucas Lutero, que retorna ao programa, sobre Quarto de Despejo, leitura obrigatória para se entender o Brasil, escrito pela grandiosa Carolina Maria de Jesus e publicado em 1960.
Programa gravado em 14/mar./2023.
#obrafechada #podcast #livro #diário #autobiografia #quartodedespejo #carolinamariadejesus #literatura #literaturabrasileira #literaturamarginal #diariodeumafavelada
REFERÊNCIAS
Quarto de despejo: A escrita como arma e conforto à fome - Silvana José Benevenuto
Apropriação da informação, empoderamento e protagonismo social: uma análise da obra quarto de despejo - Daysene de Araújo Costa
ENTRE O “QUARTO DE DESPEJO” E A “SALA DE VISITA”: A trajetória de Carolina de Jesus no meio intelectual brasileiro - Taice Andrade da Luz
Quarto de Despejo: uma análise acerca do racismo e da branquitude - Jorge Luis Felizardo dos Santos
Pesquisa Fapesp - Poética da diáspora
QUARTO DE DESPEJO: FATO E FICÇÃO NO ESPAÇO AUTOBIOGRÁFICO - Letícia Pereira de Andrade
A centralidade da linguagem e do trabalho em Quarto de Despejo - Carla Prado Vilela
QUARTO DE DESPEJO: ESCRITA E AUTORA MARGINALIZADAS - Cleideni Alves do Nascimento, Marly Catarina Soares
O CÂNONE E A LITERATURA MARGINAL DE CAROLINA MARIA DE JESUS: UMA ANÁLISE DE QUARTO DE DESPEJO - Rebeca Mendes Garcia e Larissa Cardoso Beltrão
O direito à cidade em dois cenários literários brasileiros: Quarto de Despejo e Becos da Memória - Clovis Ultramari, Manoela Massuchetto Jazar
PRODUÇÃO E RECEPÇÃO DE QUARTO DE DESPEJO, DE CAROLINA MARIA DE JESUS: RELAÇÕES PUBLICITÁRIAS, CONTEXTUAIS E EDITORIAIS - Elzira Divina Perpétua
A censura ao direito de sonhar em Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus - Luciana Paiva Coronel
Carolina Maria de Jesus: análise identitária em Quarto de despejo - Diário de uma favelada - Borges, Valdeci Rezende
VOZES DISSONANTES NA PROCESSUALIDADE DA REINVENÇÃO DO EU EM QUARTO DE DESPEJO - Raffaella Andréa Fernandez
REVISITANDO A CINDERELA NEGRA: LITERATURA E HISTÓRIA EM QUARTO DE DESPEJO, DE CAROLINA MARIA DE JESUS - Mariângela Alonso e José Pedro Toniosso
QUARTO DE DESPEJO: CAROLINA DE JESUS E O SURGIMENTO DA CULTURA POPULAR MODIFICADA - Rodrigo Cazes Costa
Análise sociológica literária da fome na obra Quarto de Despejo (1960) de Carolina de Jesus - Maryelle Ferreira Pinheiro
A obra QRevisitando a Cinderela Negra: Literatura e História em Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesusuarto de Despejo: diário de uma favelada de Carolina Maria de Jesus como caminho para abordar o tema Racismo Ambiental na Educação em Ciências - Araújo, Bruna Elisa
Educação e invisibilidade social na obra Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus - Simone Cabral Marinho dos Santos, Nadia Farias Santos e Bruna Karine de Oliveira
T006 - OF#061 - The Queen is Dead de The Smiths com Loly
2023/06/02
Olá todos e todas, eu sou Marcelo Fonseca e este é o Obra Fechada, um podcast semanal, que discute as obras culturais (ou contra culturais) como uma grande desculpa para reunir amigos, fãs e entusiastas a falarem de discos, livros e filmes.
A gravação de cada episódio deste projeto, exige preparo, pesquisa, e organização para que tudo dê certo. De qualquer maneira, a desculpa da conversa, é também um ponto comum entre eu e os convidados.
E por pensar nessas coisas, que chego a conclusão deste episódio me é tão importante.
Em 1986 eu era um pré adolescente de 12 anos e estudava num colégio público da periferia de São Paulo. Eu ouvia o que aparecia no rádio e as músicas que meus pais gostavam em casa. Alguns amigos no colégio gostavam de Michael Jackson, Madonna, e outros de Iron Maiden.
Um ano antes, o Rock in Rio tinha acontecido e toda juventude brasileira, que via a ditadura militar ser desfeita, vislumbrava um mundo de possibilidades novas, com visual, estilo e música que fossem suas. Eram os anos de estouro do que ficou conhecido posteriormente como B-ROCK. E mau sabia eu, que naquele ano de 1986, sairia um disco que mudaria a minha vida.
O tema de hoje é “The Queen is Dead”, disco da banda inglesa “The Smiths”. E para fazer a conversa, eu trouxe um amigo, que eu sei que tem um apego emocional tão grande quanto o meu, em relação a esta banda e esta obra - como vocês o meu amigo Francisco, ou para os mais íntimos - Loly.
Programa gravado em 15/mar./2023.
#obrafechada #podcast #disco #musica #album #postpunk #vinil #vinyl #thequeenisdead #thesmiths #mikejoyce #andyrourke #morrissey #johnnymarr #manchester
REFERÊNCIAS
The Untold Truth Of The Smiths (grunge.com)
There_is_a_Light_That_Never_Goes_Out__o_dandismo_como_inspiracao_para_a_performance_de_Morrissey_e_os_Smiths
But don´t forget the songs that saved your life: The Smiths, YouTube e a nostalgia no pop contemporâneo
http://www3.ufrb.edu.br/seer/index.php/reconcavos/article/download/1107/674
Um conto de três cidades: música e sensibilidades culturais urbanas | E-Compós
As controvérsias de Morrissey e a cultura do cancelamento: Uma batalha nas guerras culturais da música pop | Revista Eco-Pós
Além-da-estereotipia-o-modelo-de-fã-criativo-a-partir-do-percurso-de-Morrissey
DIÁLOGOS ENTRE A REBELDIA E A ANDROGINIA | Diversidade e Educação
A estética da melancolia nas letras do The Smiths
T006 - OF#060 - Hamlet - A tragédia do príncipe da Dinamarca de William Shakespeare com Leandro Tibiriçá Bastos
2023/05/22
Olá a todos e todas. Eu sou Marcelo Fonseca e esse é o Obra Fechada, um podcast sobre livros, discos e audiovisuais e principalmente pessoas. Pessoas que fazem as obras da cultura e também as pessoas que se interessam e pensam sobre essas obras.
Como já é costume eu agradeço você que chegou aqui no programa e que tem se mantido presente através das audições que já foram disponibilizadas. Reforço que, caso você seja novo por aqui, navegue pela nossa playlist, pois muita gente boa passou por aqui falando de coisas legais.
E hoje falaremos sobre uma obra importantíssima para a construção e percepção de uma ideia de humanidade em um determinado tempo. Uma peça de teatro que já foi encenada um incontável número de veze e que mesmo que não tenhamos lido ou assistido, conhecemos frases tiradas de seu texto. Uma peça do século XVII, que vem permanecendo, intrigando, tanto por seu conteúdo, quanto por seu autor, que sabemos muito pouco.
O tema de hoje é Hamlet, a tragédia do príncipe da Dinamarca, escrita por William Shakespeare e datada de 1600.
E para me ajudar nessa conversa, pensando junto sobre essa Obra que diz tanto, eu trouxe o meu amigo e professor Leandro Tibiriçá Bastos.
Programa gravado em 26/mar./2023.
REFERÊNCIAS
“DIÁLOGOS QUE PERPASSAM O TEMPO E O ESPAÇO: SHAKESPEARE E SUASSUNA” - PATRÍCIA BARTH RADAELLI DE OLIVEIRA
ESPECTRALIZAÇÕES DE HAMLET: APROXIMAÇÕES ENTRE A TEORIA DA TRADUÇÃO E A APROPRIAÇÃO LITERÁRIA - Erika Viviane Costa Vieira
A MALDIÇÃO PRIMEIRA E OUTROS INTERTEXTOS BÍBLICOS EM HAMLET, DE SHAKESPEARE - Ana Claudia de Souza de Oliveira
A GÊNESE DE UM CLÁSSICO: POR QUE A PEÇA HAMLET DE SHAKESPEARE REVOLUCIONOU O TEATRO - Gabriela Guidi TrovóO Bazar do renascimento: da rota da seda a Michelangelo - Jerry Brotton
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