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Com Ciência

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Country
United States
This podcast has
30 episodes
Explicit
No
Date created
2021/06/16
Latest episode
2024/01/03
Average duration
4 min.
Release period
72 days

Description

Quinzenalmente o professor e biólogo Renan Santos traz análises sobre os mistérios da vida e da ciência

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Você sabia que cerca de 8 mil pessoas parecidas com você podem destravar seu celular olhando para ele?
2024/01/03
Confira o comentário do professor Renan Santos, no segundo programa da série sobre sósias. Imagem: Canva
Sósias: é possível existirem duas pessoas completamente idênticas?
2023/12/15
Por que determinadas pessoas que mal se conhecem são tão idênticas na aparência? Confira o comentário deste Com Ciência!
Mancha branca na unha: o que é isso?
2023/12/15
Saiba também a função dessa parte do corpo. Foto: Reprodução / pxhere
O filtro de barro é eficaz?
2023/12/08
“O quão perigoso é tomar água da torneira passando ela só pelo filtro de barro?”. A pergunta de hoje veio da Mari, de Belo Horizonte. Foto: gov.br
O mundo vai acabar?
2023/12/01
Com as recentes ondas de calor, muitos se perguntam se caminhamos para o fim do mundo. É cada vez mais comum ver amigos desesperançosos com o cenário atual das mudanças climáticas. Com o que devemos exatamente nos preocupar? Foto: Mídia Ninja
Minoxidil: o produto que promete fazer crescer barba e cabelo
2023/07/28
Se você frequenta barbearias já deve ter visto por lá produtos à venda que prometem uma barba mais cheia. Sempre me perguntava se eles realmente funcionam. Assim, fui procurar saber o que as pesquisas científicas dizem a respeito. A substância mais utilizada para esse fim é o minoxidil. Ele está presente em loções, xampus e comprimidos de uso oral que prometem aumentar o crescimento da barba e corrigir falhas na mesma. Também é vendido como promessa de cura para a calvície, ao barrar a queda dos fios. O minoxidil era usado originalmente no tratamento de pressão alta, nos anos 1970. Pessoas que tomavam esse medicamento relataram um aumento no crescimento de pelos, principalmente na face e em mulheres. Assim, esse efeito inesperado da substância passou a ser estudado. Diversas pesquisas de lá para cá confirmaram a eficácia do minoxidil. De fato, a substância apresenta um efeito positivo sobre os pelos. O mecanismo por trás disso ainda não é completamente entendido. Mas, ao que tudo indica, a substância induz um aumento no calibre e no número dos vasos sanguíneos próximos à raiz dos pelos. E isso faz com que os pelos cresçam e durem mais tempo. Portanto, o uso do Minoxidil para aumentar o crescimento de pelos na barba é eficaz. Há um aumento considerável no número de pelos, e um leve espessamento. Sobre contribuir no combate à calvície, as pesquisas também apontam resultados satisfatórios. O uso tópico, na forma de loção, e o uso por via oral contribuíram para diminuir a queda de cabelo e aumentar o crescimento de novos fios. O tratamento com a substância demora alguns meses para surtir efeito e não apresenta efeitos colaterais graves. A má notícia é que o efeito só dura enquanto a substância é utilizada. Ou seja, ao interromper o tratamento, tanto a barba quanto o cabelo voltarão a ser como eram antes. E o minoxidil também não é capaz de fazer pelos crescerem em áreas onde antes não estavam presentes. O que limita os resultados para algumas pessoas. Isso representa uma cura para a calvície? Infelizmente, não. A calvície é uma condição genética que afeta mais comumente os homens, devido aos maiores níveis de testosterona. O que a substância consegue fazer é retardar e atenuar os efeitos da calvície. Um abraço e até a próxima! Renan Santos é professor de biologia da rede estadual de ensino de Minas Gerais.
Experimentos científicos e a astrologia
2023/07/22
No último texto, vimos que os fundamentos da astrologia, apesar de históricos, não fazem sentido sob o ponto de vista da ciência atual. A força gravitacional que os astros exercem sobre nossos corpos é praticamente nula. E não é plausível crer que a organização do céu determina mais a personalidade de alguém do que sua história de vida e as pressões genéticas, ambientais e sociais a que está submetida. Mas, deixemos isso de lado. Vamos considerar que há algum mecanismo desconhecido pela ciência que relaciona a disposição do céu com acontecimentos aqui da Terra. Diversos estudos científicos partiram desse pressuposto e testaram se as afirmações astrológicas se verificam experimentalmente. Vamos a alguns exemplos.  França, 1978. Estudo científico testa a relação entre o zodíaco e o sucesso profissional de 15 mil europeus. Não foi observada nenhuma correlação estatística entre o signo das pessoas e o sucesso profissional. África do Sul, 2011. Pesquisa analisa a correlação entre o perfil psicológico de 65 mil sul-africanos e os signos solares. Conclui-se que a configuração planetária não afeta a personalidade das pessoas analisadas.  Holanda, 2013. Publicação analisa 27 anos de pesquisa científica sobre astrologia. A partir de dados estatísticos, vê-se que a taxa de acerto de astrólogos ao analisar mapas astrais e relacionar com indivíduos ou fatos é igual a de pessoas comuns. Suécia, 2020. Análise sobre a compatibilidade astrológica de casais e o número de casamentos e divórcios entre 1968 e 2001. Os padrões astrológicos não se confirmam a partir da análise dos dados.Espanha, 2023. Estudo conclui que não há qualquer relação entre os eventos de guerras ocorridos no século 20 e a posição dos planetas em relação às constelações zodiacais.  A lista de exemplos poderia seguir por páginas e páginas... Algo interessante que alguns desses estudos apontam é que a crença em astrologia faz com que fatores de personalidade compatíveis com os signos sejam reforçados. É a chamada autoatribuição. Quem acredita que a agressividade é um traço característica do seu signo de Áries, por exemplo, acaba por reforçar essa característica em si mesmo. Ou seja. A observação de padrões que reforcem os pressupostos astrológicos provavelmente se deve ao viés de confirmação, aquele mecanismo psicológico já descrito pela ciência que nos faz prestar mais atenção naquilo que reforça nossas crenças, e menos no que as enfraquece. Um abraço e até a próxima! Renan Santos é professor de biologia da rede estadual de ensino de Minas Gerais. Foto: Canva
Será que a posição dos astros no céu influencia quem somos?
2023/07/14
Sabe quem supera com folga o número de evangélicos e de flamenguistas no Brasil? O das pessoas que acreditam em astrologia. Segundo estimativas, cerca de 42% dos brasileiros se encaixam nesse grupo. Será que elas creem em algo que faz sentido hoje do ponto de vista científico? A astrologia é um sistema de crenças bem antigo. Estima-se que exista há pelo menos 5 mil anos e que tenha surgido em diferentes civilizações. Baseia-se na ideia de que a posição de certos astros no céu é capaz de influenciar eventos da vida cotidiana em nosso planeta. A humanidade sempre olhou para os astros e buscou conhecê-los. Isso nos foi útil, como na navegação e na contagem do tempo. Em algum momento, passamos a relacionar a forma como o céu estava com quando determinado evento se deu, por exemplo, uma praga devastou a lavoura e Marte se alinhava com a constelação de Áries. Será que não deveríamos nos preocupar quando esse alinhamento voltasse a ocorrer? Daí foi um pulo para que se fizesse a relação entre a posição dos astros na hora do nascimento de uma pessoa, as características e a vida dela. Surgia assim todo um sistema de signos do zodíaco, mapas astrais e horóscopos. Com o desenvolvimento da ciência moderna, os cientistas passaram a se perguntar se a astrologia fazia sentido a partir dos novos conhecimentos adiquiridos sobre o cosmos. A Terra deixou de ser o centro do universo e muita coisa mudou. O que aprendemos nos últimos séculos sobre genética, psicologia, sociologia e educação nos mostra que a formação da personalidade de alguém é um processo complexo. Somos como somos pela síntese dos genes que herdamos com toda a nossa história de vida, pressões ambientais e sociais que a influenciam. Não faz sentido mais crer que a posição de corpos celestes no momento do parto exerça uma força maior do que todo o resto na determinação de nossa personalidade. Nas aulas de física da escola, aprendemos sobre a lei da gravitação universal de Newton. Com cálculos simples, vemos que a força que a lua, os planetas do sistema solar e outras estrelas exercem sobre nós aqui na Terra é praticamente nula. Matematicamente, sabemos que a força gravitacional que o corpo do médico exerce sobre o do bebê no momento do parto é maior do que a de qualquer coisa que vemos no céu. Defensores da astrologia argumentam que ela não se baseia na gravidade, e sim em alguma energia desconhecida até hoje pela ciência. Complicado, né? Mas vamos assumir que isso é possível e continuar essa prosa em nosso próximo encontro. Um abraço e até a próxima! Foto: Canva
O que define a sexualidade de uma pessoa?
2023/07/07
28 de junho é o Dia Internacional do Orgulho LGBT, marca da luta pela igualdade na diversidade sexual e de gênero. Ter orgulho de ser LGBT é algo novo nesta sociedade, uma vez que a mesma historicamente marginalizou esses sujeitos, ao afirmar a heterossexualidade como norma. Ao olhar para a História, é possível perceber que os seres humanos sempre fizeram sexo e se relacionaram das mais diversas formas. E que tal prática não se restringe à reprodução. O mesmo é evidente por todo o reino animal. A biologia está repleta de exemplos de comportamento homossexual em outras espécies. Então, a pergunta óbvia que a ciência tenta responder é: o que define que uma pessoa seja hétero, homo ou bissexual? Ou, em outras palavras, porque nossa sexualidade é tão diversa? Os primeiros estudos nessa área datam do início do século 20. Em resumo, há três rumos básicos que tais pesquisas apontam. Há aquelas que defendem a hipótese de que o comportamento sexual de uma pessoa é socialmente e culturalmente definido. Alguém sentirá atração pelo sexo oposto ou se abrirá para experiências homoafetivas de acordo com a sua história de vida, das pressões a que estiver exposto pela sociedade. Uma segunda vertente afirma que a sexualidade seja algo inato. A pessoa já nasceria com certas tendências de acordo com seus genes. E uma terceira, mais recente, tem se dedicado a compreender o papel que estímulos ambientais (principalmente os hormonais) têm ao longo da gestação e da infância na determinação da sexualidade dos indivíduos. Você já se perguntou porque sente atração pelas pessoas por quem se atrai? Ou porque gosta de fazer sexo do jeito x ou y? Difícil responder, não é mesmo? A sensação que temos é que somos como somos e ponto.  Se tentarmos explicar porque alguém é tímido ou porque tem mais facilidade para música do que para matemática, teremos a mesma dificuldade em obter uma resposta. O comportamento humano e a construção da nossa personalidade é algo muito complexos. E fenômenos complexos possuem múltiplas causas. Assim, provavelmente, a resposta está numa combinação disso tudo. A sexualidade de alguém se define por uma síntese de fatores genéticos, hormonais, sociais e culturais. E está em constante construção. É o que os estudos mais recentes têm demonstrado. Com o avanço da luta LGBT, é possível que a sociedade perceba e aceite que nossa sexualidade e nosso desejo são diversos. Sentimos atração e amamos de múltiplas formas. E não há nada de errado nisso.  Um abraço e até a próxima! Renan Santos é professor de biologia da Rede Estadual de Educação de Minas Gerais
O que a portaria do prédio e a conta do bar têm em comum?
2023/06/16
O condomínio onde moro abandonou as chaves e as substituiu por um sistema eletrônico baseado em tags. São pequenos círculos de plástico, do tamanho de uma moeda, que ao se aproximarem do interfone da portaria abrem suas portas, quase como por um toque de mágica. Após alguns meses de uso, percebi que a tal tag não possui qualquer pilha ou bateria que precise ser trocada. Fiquei curioso em saber como esse mecanismo funciona. A mesma tecnologia está presente em diversos setores da nossa vida atual. Os cartões e tags de aproximação estão no para-brisa do carro, para acelerar o pagamento do pedágio; no cartão de consumo da balada e em vários outros lugares. Você sabe como funciona essa tecnologia? Foto: Pixabay
The last of us: será que o que aconteceu na série pode acontecer conosco?
2023/06/07
Um fungo parasita pessoas e as transforma em zumbis assassinos. Os inspiradores do jogo e da série do momento se inspiraram em um fungo real, que parasita insetos. Mas será que a manipulação do comportamento do hospedeiro, uma hipótese trabalhada pela ciência, deve se motivo de preocupação para seres humanos?  Foto: Daniel Newman / Adobe Stock
Velas de Citronela repelem mosquitos?
2021/11/09
Picada de mosquito está na minha lista de 10 Coisas Mais Irritantes do Mundo. Provavelmente na sua também, né? Ali entre os “defensores de presidente genocida” e os “antivacinas”. Outro dia, perdi uma noite de sono porque alguns desses infelizes (os mosquitos, no caso) não cansavam de zunir em meus ouvidos. Na manhã seguinte, um amigo sugeriu o uso de velas de citronela. Fiquei curioso sobre o que a ciência diz da eficácia delas como repelente. Citronela é o nome popular de uma erva bastante comum, parente do capim-limão. Dela é extraído um óleo que contém, entre outras substâncias, o citronelal e o citronelol, compostos que supostamente apresentam ação repelente. Passa-se o óleo diretamente na pele ou libera-se ele na forma de vapor no ambiente, por meio de difusores e velas. É bastante óbvio que plantas produzam substâncias em suas folhas que apresentem ação inseticida. É uma estratégia que usam para evitar serem comidas. Retiramos várias dessas substâncias das plantas e as usamos em nossa luta particular contra os insetos parasitas. Diversos estudos científicos já testaram a eficácia dessas substâncias em repelir e eliminar diferentes tipos de insetos. Nesses testes, é sempre importante medir a concentração das substâncias, as formas como as aplicamos e o tempo que conferem de proteção. De maneira geral, os estudos realizados até hoje demonstram que a citronela possui sim algum efeito repelente para algumas espécies de mosquito, ligeiramente superior a não se usar repelente algum. Porém, em comparação com outras substâncias (como o DEET, principal repelente sintético; e o PMD, presente no óleo de Eucalipto) a eficiência da Citronela se mostrou baixa. A aplicação do óleo de citronela na pele diminuirá as picadas de mosquito, mas não as impedirá por completo. E esse efeito diminui drasticamente após uma hora da aplicação. Já as velas poderão afastar alguns mosquitos do seu entorno, desde que em ambientes pequenos e pouco ventilados. Mas nenhuma das formas de uso será completamente eficaz em eliminar os pequenos demônios da sua vida. Assim, se você está realmente preocupado com as picadas de insetos (principalmente ao considerar que elas podem transmitir doenças como dengue e malária) saiba que há formas mais eficientes do que o uso das velas de citronela para isso. O uso de repelentes sintéticos com base no DEET ou na icaridina, uso de telas e o controle do nascedouro das larvas (o bom e velho combate à água parada!). Um abraço e até a próxima! Renan Santos é professor de biologia da rede estadual de Minas Gerais.

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