
Advertise on podcast: Balada musical
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24 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
RFI BrasilExplicit
No
Date created
2021/10/18
Latest episode
2026/09/19
Average duration
9 min.
Release period
14 days
Description
Todos os sábados, o programa Balada Musical destaca os sucessos da Programação Musical da RFI. A cada edição, a jornalista Daniella Franco e o programador musical Hugo Casalinho apresentam faixas recém lançadas por artistas e grupos célebres na cena cultural e outros que começam a despontar. Aumente o som!
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Lenda do reggae, Tiken Jah Fakoly realiza sua primeira turnê sul-americana, com dois shows no Brasil
2026/09/19
Um dos maiores nomes do reggae, o costa-marfinense Tiken Jah Fakoly iniciou nesta semana sua primeira turnê pela América do Sul, com duas apresentações no Brasil, em uma iniciativa que conta com o apoio da RFI. Em entrevista ao Balada Musical, o artista falou sobre as lutas que aproximam povos africanos e sul-americanos e sobre o atual cenário político mundial, que considera preocupante.
Daniella Franco, da RFI
Há 26 anos Tiken Jah Fakoly vencia, na RFI, o Prêmio Descobertas, uma das maiores plataformas de promoção na França de novos nomes da música africana. Mas muito mais que um reggaeman, o costa-marfinense se tornou, ao longo das décadas, um defensor da justiça internacional e o porta-voz dos povos oprimidos.
Sobre esta que será a sua primeira turnê na América do Sul, Tiken contou ao Balada Musical ter grandes expectativas. "Espero que os fãs marquem presença e que possamos cantar juntos, dançar juntos, falar de paz, de união, de justiça, de igualdade, porque esses são temas essenciais", diz.
Para o artista, latinos e africanos têm muito a compartilhar, como a luta contra a colonização e o combate pela liberdade. "Enfrentamos os mesmos problemas até hoje, com desafios em comum diante dos todo‑poderosos. Por isso, tenho certeza de que minha mensagem se adapta à realidade do público da turnê."
Nos últimos tempos, Tiken Jah Fakoly estreitou os laços com a América do Sul, resultando em parcerias com músicos da região. Há dois anos, uma versão acústica de seu famoso hit "African à Paris" ganhou a participação de Chico César.
Mais recentemente, em junho, o costa-marfinense gravou a canção “Forola”, com Carlinhos Brown, cantada no idioma dioula e em português. A faixa faz parte do repertório dos dois shows de Tiken no Brasil: neste sábado (19), no Rio, e no próximo dia 27, em Olinda, duas apresentações dentro da grade do Mimo Festival.
A passagem do reggaeman pelo Brasil ocorre a poucos dias do primeiro turno das eleições, um momento de forte polarização no país. Por isso, Tiken pretende transmitir uma mensagem conciliadora ao público: "Hoje, o diagnóstico é claro no mundo inteiro: o nacionalismo está crescendo, assim como a rejeição do outro e o egoísmo. Não é isso que devemos fazer. Precisamos nos reunir, agir juntos, encontrar soluções para que a humanidade possa ser uma família".
*** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.
Primeiro álbum da britânica Alewya celebra raízes africanas e a força da diáspora
2026/08/29
Após singles e um EP vibrantes, a cantora e compositora britânica Alewya acaba de lançar seu primeiro álbum. Misturando eletrônica, R&B, dancehall e ritmos africanos, ela conquista a crítica com uma música instintiva, guiada por uma voz hipnótica, texturizada e profundamente marcada por suas origens africanas e árabes.
Daniella Franco, da RFI
Alewya Demmisse nasceu na Arábia Saudita, filha de mãe etíope e pai egípcio. Depois de passar os primeiros anos da infância no Sudão, mudou-se com a família para Londres como refugiada — uma trajetória que marca a sua arte.
Primeiramente atraída pela pintura e pelo desenho, a música entra quase por acaso em sua vida, ao criar uma trilha sonora para uma animação que produziu. O experimento traçou seu caminho: apoiada por nomes influentes da cena londrina, lançou o single “Sweating” em 2020 e, no ano seguinte, o EP “Panther in Mode”, que a apresentou como artista multidisciplinar e com uma estética própria.
Cinco anos depois, chega “Zero”, seu primeiro álbum, pelo selo LDN Records: com 15 faixas que foram acolhidas de forma calorosa pela imprensa especializada dentro e fora do Reino Unido.
O disco é descrito como “impressionante”, um trabalho que confirma o talento de uma artista capaz de concentrar múltiplas emoções em um mesmo impulso criativo.
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‘Sunshine’: o luminoso quinto álbum do trio britânico de electrofunk Jungle
2026/08/15
O trio britânico Jungle acaba de lançar “Sunshine”, seu quinto álbum, reafirmando uma trajetória brilhante no electrofunk. Embora muita coisa tenha mudado desde a explosão da faixa “The Heat”, em 2013, a banda segue evoluindo sem abrir mão da própria essência.
Bem recebido pela crítica, “Sunshine” reúne 11 faixas menos complexas que os trabalhos anteriores, porém mais luminosas e ancoradas no groove característico do grupo. O disco revela também uma escolha clara da banda de se desviar da estética de pista de dança, enquanto resgata influências dos anos 1960 e 1970 para criar uma atmosfera nostálgica.
O lançamento marca um capítulo importante na história do Jungle, que chegou a ter sete integrantes nos primeiros anos. Hoje, o grupo se concentra na dupla fundadora — Josh Lloyd Watson e Tom McFarland — e, desde o início dos anos 2020, conta com a vocalista e multi-instrumentista britânica Lydia Kitto, que se consolida como parte essencial da assinatura sonora da banda. A presença dela é especialmente notável em “The Wave”, faixa escolhida para integrar a playlist da Programação Musical da RFI.
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O electro‑folk de Bongeziwe Mabandla: tradição xhosa e sonoridades contemporâneas da África do Sul
2026/08/08
Bongeziwe Mabandla é um cantor e compositor natural de Tsolo, pequena cidade no sudeste da África do Sul. Célebre figura da cena electro-folk sul-africana ele se tornou conhecido por propor uma mistura das tradições culturais do leste do país com sonoridades eletrônicas contemporâneas e letras cantadas na língua isiXhosa.
Daniella Franco, da RFI
A música sempre esteve presente na vida de Bongeziwe Mabandla. Na infância, ele cantava no coral da igreja, experiência que moldou tanto sua técnica vocal quanto sua relação emocional com o canto e a composição. Mais tarde, mudou‑se para Joanesburgo e ingressou na AFDA, renomada universidade dedicada às artes, ao cinema e às indústrias criativas. Foi ali que consolidou sua linguagem artística — intimista, espiritual e profundamente ligada à cultura xhosa — e começou a subir nos palcos, revelando ao público suas primeiras composições.
O primeiro álbum de estúdio de Bongeziwe Mabandla, “Umlilo”, foi lançado em 2012, mesmo ano em que foi um dos dez finalistas do Prêmio Descobertas RFI. Cinco anos depois, chega “Mangaliso”, que será fundamental pra impulsionar sua carreira: concorreu como melhor álbum no South African Music Awards, rendeu a premiação do videoclipe de "Bawo Bam" e abriu caminho para que Mabandla entrasse para a programação de grandes festivais de música.
Em junho, o músico lançou pelo selo Black Major seu sexto álbum, "Ndingubani", cujo título significa “Quem sou eu” em isiXhosa. O disco conta com 18 faixas que transitam entre o folk, a eletrônica minimalista, com nuances de indie, sempre em uma atmosfera imersiva e cinematográfica – quase como trilhas sonoras de um filme. Esse é, aliás, um traço muito forte nas composições do Mabandla: uma música de narrativa, com um storytelling que nos envolve e conduz o ouvinte ao singular universo do artista.
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Young Miko: a nova potência do trap e do reggaeton latino
2026/07/25
A rapper porto-riquenha Young Miko é um dos novos talentos do trap, R&B e reggaeton latino. Aos 28 anos, ela tem dois álbuns de estúdio lançados e a versão deluxe de seu último disco conquistou as paradas com hits como “BNB” e “BIAF”, em destaque nesta edição do Balada Musical.
Young Miko ou María Victoria Ramírez de Arellano Cardona – seu verdadeiro nome – é uma cantora e compositora, originária de Porto Rico. Aos 28 anos, ela desponta como uma das vozes mais empoderadas da cena urbana atual e uma das principais representantes da comunidade queer da América Latina na música.
Young Miko começou a compor em 2018 e estourou em 2023 com o hit “Classy 101” em parceria com o músico colombiano Feid, que a projetou internacionalmente. A partir daí, para seu primeiro álbum “ATT”, foi um pulo! No entanto, apenas um ano depois, a rapper lançou seu segundo disco, “Do Not Disturb”, um trabalho sólido mas que acabou sendo ofuscado pelo ritmo acelerado dos lançamentos.
A reviravolta veio neste primeiro semestre, quando a gravadora The Wave Music Group lançou a versão deluxe "Do Not Disturb: Late Check Out." O álbum duplo, com faixas inéditas e uma produção renovada, recolocou o projeto sob os holofotes. O resultado é uma coleção de músicas mais coesa, mais ousada e que finalmente faz justiça ao talento de Young Miko.
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O retorno vibrante da Ibibio Sound Machine com o novo álbum 'Chopping Mountain'
2026/07/18
A Ibibio Sound Machine, banda britânica de afro‑funk eletrônico, entra na contagem regressiva para o lançamento de seu sexto álbum, previsto para 11 de setembro. Enquanto o novo trabalho não chega, o grupo já deu uma amostra do que vem pela frente, com duas faixas recém‑lançadas do disco.
Liderada pela vocalista Eno Williams, a Ibibio Sound Machine está na estrada desde 2013 e acumula cinco álbuns, com hits como “The Talking Fish”, “All That You Want” e “Pull The Rope”. Ao longo dos anos, o grupo manteve uma assinatura sonora vibrante, inspirada na era dourada do funk e da disco music da África Ocidental, sempre misturando essa base com elementos modernos de pós‑punk e electro.
O próximo álbum, “Chopping Mountain”, pelo selo Merge Records, reúne 10 faixas e é descrito como um trabalho expansivo e profundamente enraizado, combinando texturas de highlife, afrobeat, soul e música eletrônica. A RFI já entrou no clima e colocou na sua playlist o single “Concept of Love”, uma faixa cheia de energia, irresistivelmente dançante e que antecipa o espírito do novo disco. Para ouvir o podcast na íntegra, aumente o som!
*** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.
Aâma: o quinteto de jazz que faz a ponte entre a França e a África
2026/07/04
Aâma é um grupo que transita entre o jazz contemporâneo e sonoridades tradicionais da África e do Mediterrâneo. Baseado em Lille, no norte da França, o quinteto desponta como uma das pepitas da nova cena musical do país.
A banda surgiu em 2023, a partir do encontro entre a cantora francesa Emma Prat e o guitarrista Bertrand Maïlar, natural do Chade. Depois, o projeto ganhou corpo com a chegada do pianista Julien Girard, do contrabaixista Sami Foukani‑Descamps e do baterista Xavier Pernet.
O primeiro álbum, "Le Jour où tout ira bien" (O dia em que tudo estará bem), lançado em março deste ano pelo selo Ba Zique, reúne treze faixas que convidam o público a atravessar um universo onírico e hipnotizante. O disco entrelaça percussões tradicionais do Chade a práticas musicais como o gnaoua, do Marrocos, e o diwan, da Argélia, criando uma paisagem sonora de rara delicadeza.
Já a vocalista Emma Prat navega por influências búlgaras, gregas, turcas e francesas, moldando a voz a cerca de quinze línguas – mesmo sem falar todas elas. Outra fascinante particularidade: em algumas faixas, ela canta em uma língua imaginária, composta por palavras que inventa. Esse conjunto de referências e experimentações resulta em composições singulares, que combinam sensibilidade e ousadia e transcendem gêneros e fronteiras.
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'Jeune & laide': o belo primeiro álbum da belgo-congolesa Camille Yembe
2026/06/20
Pouco mais de um ano após lançar seu primeiro EP, Camille Yembe retorna à cena musical com seu álbum de estreia. "Jeune & laide" é um trabalho intimista e poderoso, no qual a artista belgo‑congolesa aborda as dificuldades e o racismo vividos pela juventude periférica ao ritmo de um cativante techno‑pop.
Daniella Franco, da RFI
"Jeune et laide" — jovem e feia, em português — traduz um sentimento que Camille Yembé desenvolveu ainda na infância, em Molenbeek, na periferia de Bruxelas, onde nasceu e cresceu. Filha de mãe belga e pai congolês, a artista tinha dificuldade em valorizar seus traços e se reconhecer em uma sociedade em que a branquitude dita os padrões de beleza.
Mas as composições de Camille Yembé não se limitam aos traumas físicos: elas se expandem para o coletivo e abordam também o lado mais sombrio da juventude periférica. As dificuldades financeiras, a falta de perspectiva e a estigmatização dos jovens dos bairros populares também estão no centro de seu trabalho — tudo isso embalado por sua voz aveludada e por um envolvente pop eletrônico.
A Programação Musical da RFI escolheu para sua playlist a canção "Rien à Fêter" (Nada a festejar). A faixa, que pode ser ouvida nesta edição do Balada Musical, é um manifesto poderoso que traz à tona injustiças silenciadas e a necessidade urgente de soluções. Aumente o som!
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Trio Bakir e seu 1° EP: música eletrônica magrebina de denúncia e resistência
2026/06/13
Bakir é um trio de música eletrônica formado em 2023 por Hicham Id Saïd, Alexandre Bellando e Yoan Guéraud. Baseados entre Marselha, Itália e Marrocos, eles combinam ritmos do Norte da África com batidas eletrônicas e letras de forte teor político. O grupo lançou recentemente seu primeiro EP, “All’Alba”.
“All’Alba” (“Ao amanhecer”, em italiano), do selo francês Gros Oeuvre Records, reúne sete faixas que misturam texturas eletrônicas a instrumentos tradicionais marroquinos, cantadas em árabe, francês e italiano. Além de mergulhar na cultura do Magrebe, o EP aborda de maneira contundente alguns dos grandes desafios humanos contemporâneos: migrações, guerras, exílios e as lutas pela liberdade.
Desde os primeiros segundos, a mensagem do Bakir se impõe. A faixa de abertura, “Printemps” (Primavera, em francês), traz o célebre slogan entoado pelos manifestantes da Primavera Árabe em 2011: “o povo quer a queda do regime”. Já “Tahia Palestine” denuncia as injustiças sofridas pelo povo palestino e a inação de parte da comunidade internacional ao longo de décadas.
No conjunto, “All’Alba” é um trabalho que merece atenção tanto dos fãs de música eletrônica quanto de quem acompanha a produção cultural árabe contemporânea. Original e politicamente vibrante, o EP convida à consciência e ao engajamento por meio da música – lembrando que a cultura também é um espaço de memória, reflexão e mobilização.
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Juste Shani consolida ascensão no rap francês com técnica e feminismo
2026/05/30
Juste Shani é uma jovem musicista, compositora e intérprete, considerada uma das novas representantes do rap na França. A artista ganhou notoriedade ao ancorar suas composições em um rap técnico, com influências afro-urbanas e letras feministas — algo que ela descreve como “natural” em um meio por muito tempo dominado por homens.
Daniella Franco, da RFI
Nascida em uma cidade da periferia de Paris, de origem congolesa e senegalesa, Juste Shani descobriu a música ainda na infância e mergulhou no universo do R’n’B antes de se apaixonar pelo rap. Paralelamente, se aventurou nos esportes, chegando a jogar por alguns anos em um pequeno clube parisiense.
Muito distante do estereótipo do rapper, Juste Shani também investiu nos estudos de comércio e marketing, assumindo cargos executivos durante alguns anos, ao mesmo tempo em que participava de concursos musicais. Depois de abrir o show do célebre grupo IAM no Olympia, em Paris, em 2021, sua carreira deslanchou.
Hoje, com dois EPs lançados, cresce a expectativa por seu primeiro álbum. Seu novo single, “Tout Schuss”, é um sinal de que o disco pode estar prestes a sair do forno.
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Balu, a nova voz da rumba congolesa que mistura tradição e modernidade
2026/05/09
Jocelyn Balu ou simplesmente Balu – seu nome artístico – é um compositor e cantor natural de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo. O artista é um dos novos representantes da rumba congolesa, e propõe uma mistura deste gênero com afrobeat, jazz e rock, criando uma sonoridade que a imprensa especializada já apelidou de “folk da rua”.
A preservação da tradição musical congolesa é, para Balu, uma missão pessoal. A paixão pela rumba surgiu ainda na infância. Aos 14 anos, enviado para um internato, ele iniciou os estudos de canto e passou a integrar um coral gospel. Mais tarde, fundou a banda Les Aigles de la Révolte, experiência que abriu caminho para sua entrada na histórica Bakolo Music International, um dos grupos mais importantes e tradicionais da rumba no país.
Em 2020, Balu se radicou em Montpellier, no sul da França, onde começou a desenvolver seu primeiro projeto solo. Seis anos depois, o artista lança “Borumba”, um trabalho recém-saído do forno. A Programação Musical da RFI selecionou para sua playlist a faixa “Borumba Song”, que abre o disco e que pode ser conferida nesta edição do Balada Musical.
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'So Samba': o segundo álbum da dupla Vicente e Marianna que une chanson française e MPB
2026/04/25
Vicente e Marianna é a dupla formada pelo compositor e multi‑instrumentista Vincent Muller e pela compositora e cantora Marianne Feder. Juntos, eles propõem uma fusão elegante e ensolarada entre a chanson française e ritmos brasileiros – bossa nova, samba, forró –, sempre inspirados pela velha guarda da MPB. Ao lado dos músicos brasileiros Julio Gonçalves e Ricardo Feijão, acabam de lançar seu segundo álbum, “So Samba”, destaque do Balada Musical.
Daniella Franco, da RFI em Paris
Vincent e Marianne se conheceram há cerca de 20 anos e, desde então, criaram diversos projetos em parceria, mas a ideia de formar uma dupla só ganhou forma em 2017. O primeiro álbum, Vicente e Marianna, lançado em 2021, nasceu com a proposta de construir uma ponte entre os ritmos do Brasil e da França, brincando de forma poética com as duas línguas.
Cinco anos depois, o novo trabalho da dupla, “So Samba”, apresenta 11 faixas. Entre elas estão “Avant de partir”, adaptação em francês de “Eu te amo”, de Chico Buarque, e um cover de “Eu não tenho ninguém”, de Baden Powell, gravado ao vivo no Studio Gobelins, em Paris. A faixa que dá nome e abre o álbum é descrita por Vincent e Marianne como “uma receita secreta, ao mesmo tempo apimentada, suave e açucarada”.
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O beninense Opa: jovem talento vencedor da 45ª edição do Prêmio Descobertas RFI
2026/04/18
O voto do público e do júri — presidido neste ano pelo rapper francês MC Solaar — consagrou Opa como o vencedor do Prêmio Descobertas RFI de 2026. Esta edição do Balada Musical é inteiramente dedicada a esse jovem talento que renova a cena cultural do Benim.
Daniella Franco, da RFI
Opa ou Toussou Paoli, seu verdadeiro nome, tem apenas 24 anos e fez história sendo o primeiro artista do Benin a vencer o Prêmio Descobertas RFI, uma conquista que o deixou "submerso pela emoção", segundo suas palavras. Para MC Solaar "Opa tem algo a mais", qualidade que o destacou em praticamente todos os critérios de seleção.
Natural de Bohicon, no Benim, Opa canta em fongbe, francês e inglês. O romantismo ocupa um lugar central em seu repertório, onde retrata relações amorosas, inspira-se em histórias reais e nas próprias experiências para compor canções que combinam sensibilidade e autenticidade. Depois de "Afrocharm", seu segundo EP lançado em 2025, o beninense se prepara para apresentar seu primeiro álbum: um trabalho que o Balada Musical espera destacar muito em breve!
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A 'boss lady' Theodora: um furacão na música pop que domina a França
2026/03/14
Lili Theodora Mbangayo Mujinga tem apenas 22 anos e é um verdadeiro furacão da música pop francesa. Em fevereiro, a "boss lady" se tornou a grande vencedora do Victoires de la Musique 2026 — o mais importante prêmio da indústria musical na França — ao ser indicada em cinco categorias e conquistar quatro delas.
De origem congolesa, Theodora nasceu na Suíça e, com a família, transitou durante a infância por países africanos e europeus até se basear na França, onde é radicada. Essa trajetória marcada por deslocamentos não moldou apenas sua história pessoal, mas também sua estética musical: a pluralidade é uma das marcas mais fortes de suas dançantes composições.
Theodora grava seu primeiro single aos 15 anos e seu primeiro EP, "Neptune", aos 17. Dois anos depois, estourou com o hit "Kongolese sous BBL" e lançou seu primeiro álbum, "Bad Boy LoveStory". O segundo disco, Mega BBL, foi o álbum feminino mais vendido na França em 2025, impulsionado por faixas como "Des Mithos", em destaque na Programação Musical da RFI. Para ouvir o podcast, aumente o som!
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Altin Gün renova o Anatolian rock em "Garip", seu sexto álbum
2026/03/07
Baseado em Amsterdã, o grupo Altin Gün (“Era de Ouro”, em turco) mistura rock psicodélico e folk da Turquia para renovar um gênero conhecido como Anatolian rock. Dessa fusão, nasce um som hipnótico e dançante, uma miscelânea de timbres que mergulha o ouvinte em um irresistível “groove oriental”.
Daniella Franco, da RFI
A história do Altin Gün começou em 2016, quando o baixista holandês Jasper Verhulst fez uma turnê na Turquia e conheceu alguns músicos da formação inicial da banda. Entre eles, Erdinç Ecevit Yıldız e Merve Daşdemir, que deixou o grupo há dois anos. O sexteto estreiou com o álbum, “On”, em 2018, causando um furor na cena indie.
Após a indicação ao Grammy em 2019 na categoria melhor álbum de world music, o Altin Gün investiu em imensas turnês mundiais. Em 2023, a banda contabilizou quase 100 shows pelo pelo planeta na divulgação do álbum "Aşk". A turnê acabou resultando na saída de Merve Daşdemir do grupo.
No fim de fevereiro, o Altin Gün lançou seu sexto álbum, "Garip", um trabalho mais maduro e lapidado, composto por dez faixas que alternam momentos dançantes e passagens mais introspectivas. Deste disco, a Programação Musical da RFI escolheu para a sua playlist a faixa "Neredesin Sen". Aumente o som!
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