
Advertise on podcast: Balada musical
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24 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
RFI BrasilExplicit
No
Date created
2021/10/18
Latest episode
2026/01/31
Average duration
10 min.
Release period
13 days
Description
Todos os sábados, o programa Balada Musical destaca os sucessos da Programação Musical da RFI. A cada edição, a jornalista Daniella Franco e o programador musical Hugo Casalinho apresentam faixas recém lançadas por artistas e grupos célebres na cena cultural e outros que começam a despontar. Aumente o som!
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O cold wave hipnotizante de La Mverte e seu novo álbum, “Media Nocte”
2026/01/31
La Mverte, ou Alexandre Berly, é um jovem músico, compositor e DJ francês da cena eletrônica parisiense. Ele começou a se destacar dentro do particular universo musical da cold wave e do synth pop há pouco mais de dez anos e acaba de lançar seu segundo álbum, o hipnotizante “Media Nocte”.
Berly lançou seu primeiro EP em 2014, "Through the Circles", e deslanchou três anos depois com seu primeiro álbum em 2017, "The Inner Out". Habitué das pistas obscuras parisienses, La Mverte também confere uma dimensão cinematográfica a seu trabalho, como se suas composições fossem pensadas para serem trilhas sonoras de filmes.
Essa característica se torna ainda mais evidente em “Media Nocte”, disco lançado em janeiro pelo selo Canto V. Faixas como “Another Vampire Story” são verdadeiras viagens sonoras que levam o ouvinte a transitar entre o sonho, o mistério e a melancolia noturna.
*** O Balada Musical vai ao ar todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também pode ser ouvido no Spotify e no Deezer.
Em novo álbum, Melody’s Echo Chamber renova o pop psicodélico e amplia seus horizontes sonoros
2026/01/24
Projeto da francesa Melody Prochet, Melody’s Echo Chamber acaba de lançar seu novo álbum, "Unclouded". No trabalho, a artista apresenta 12 belas faixas em que mostra ter superado um início de carreira difícil e inaugurado uma fase promissora.
Melody’s Echo Chamber foi concebido em 2010, quando Melody Prochet liderava a banda My Bee’s Garden e abria os shows do Tame Impala. A parceria na música e no amor com Kevin Parker, vocalista deste icônico grupo australiano, rendeu um belo primeiro disco. No entanto, boatos apontam que a ruptura foi traumática para ambos, seguida por uma série de percalços na vida da francesa.
Recuperada da decepção amorosa, mais madura e com a criatividade à toda potência, o novo trabalho de Melody’s Echo Chamber promete alcançar o espaço que a artista sempre mereceu. Pop psicodélico, guitarras flutuantes, sintetizadores vintage e a voz etérea de Prochet que conduzem o público por um universo sonoro íntimo, luminoso e profundamente renovado.
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O rapper franco-senegalês Abou Tall: entre a saudade do Brasil e a paixão pela bossa nova
2026/01/17
Na estrada há 20 anos, o franco-senegalês Abou Tall se tornou um dos grandes representantes de um movimento de artistas no rap e no r&b francês apaixonados por ritmos brasileiros. Desde sua primeira viagem ao Brasil, em 2017, o músico desenvolveu uma profunda paixão pela bossa nova.
Abou Tall lançou em dezembro de 2025 seu terceiro álbum solo, "Monsieur Saudade II", em que segue explorando esse sentimento definido por uma palavra sem tradução em outras línguas, ou "uma nostalgia sem sofrimento", como explicou em entrevista à RFI. Em algumas faixas do disco, como "Baby Girl", também é possível ouvir Abou Tall se aventurando a cantar algumas frases em português.
Já a canção "Ronaldinho", interpretada junto ao músico francês Warren Saada, virou um videoclipe, gravado no Rio de Janeiro. A faixa, que nada tem a ver com futebol, fala de uma história de amor e de uma misteriosa brasileira que “driblou” Abou Tall. Tudo isso regado a um sample do clássico "Mas Que Nada", de Jorge Ben Jor. Para ouvir o podcast na íntegra, dê o play e aumente o som!
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Após deixar L’Impératrice, Flore Benguigui retorna às suas raízes do jazz
2026/01/03
Nesta primeira edição do Balada Musical de 2026, celebramos o talento e a trajetória de Flore Benguigui, cantora e compositora francesa que marcou uma geração de fãs como a voz da banda L’Impératrice ao longo de nove anos. Após encerrar esse ciclo marcado por violências psicológicas, a artista inicia uma nova fase, resgatando sua essência e abrindo caminhos para uma história renovada na música.
Flore Benguigui iniciou sua formação musical ainda criança, estudando violoncelo e piano. Na adolescência, descobriu o jazz e se apaixonou por Chet Baker e Nat King Cole. Esse encanto a levou ao conservatório e, em seguida, aos palcos de clubes parisienses. Mesmo durante os nove anos em que foi vocalista da banda L’Impératrice, Flore nunca abandonou sua profunda ligação com o jazz.
No último mês de dezembro, a cantora lançou um single em parceria com o coletivo The Sensible Notes, marcando o início de uma nova fase em sua carreira. Como cartão de visitas desse projeto, duas releituras: “Dis, quand reviendras-tu?”, de Barbara, e “More Understanding Than a Man”, de Margo Guryan, escolhida pela Programação Musical da RFI para integrar sua playlist.
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Do flamenco de Rosalía ao ícone do rap latino Bad Bunny: os dez melhores álbuns de 2025
2025/12/27
Nesta edição especial do Balada Musical, apresentamos os dez melhores álbuns de 2025 — alguns deles já em destaque na Programação Musical da RFI. Da ousadia de Rosalía ao rap latino irresistível de Bad Bunny, passando pela energia excêntrica do Wet Leg e pelo afro‑rock vibrante do Baiana System, embarque numa viagem pelos sons que marcaram o ano.
Daniella Franco, da RFI
2025 teve protagonismo feminino no pop e a volta do rock à cena musical. Já em janeiro, um dos álbuns mais aclamados pela crítica, "Eusexua", da britânica FKA Twigs, dava o tom da temporada. Mas foi "Lux", de Rosalía, que conquistou definitivamente a crítica, ao combinar música clássica, eletrônica e flamenco em um dos discos mais provocativos do ano.
No rap, “Debí Tirar Más Fotos” consolidou o portorriquenho Bad Bunny como um ícone mundial da música latina. Ele divide o pódio com “Lotus”, o sexto álbum da brilhante artista britânica Little Simz. Do Reino Unido também vêm o melhor disco de indie do ano, “Moisturizer”, do Wet Leg, mas também “Who Let The Dogs Out”, das rainhas do punk Lambrini Girls.
A crítica internacional não deixou de destacar dois dos melhores lançamentos brasileiros: "Um Mar Para Cada Um", de Luedji Luna, e "O Mundo Dá Voltas", da Baiana System. Para conferir a lista completa dos discos que marcaram 2025, aperte o play e aumente o som!
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Trio francês LEJ celebra dez anos de carreira com novo álbum sobre o amor
2025/12/13
O trio francês LEJ volta aos holofotes, dez anos após conquistar o público com o remix “Summer 2015”, que ultrapassou a marca de quase 100 milhões de visualizações no YouTube graças à releitura vibrante de “Lean On”, de Major Lazer, MØ e DJ Snake. Mais maduras e com total liberdade criativa, Lucie, Elisa e Juliette acabam de lançar seu quinto álbum e se preparam para uma extensa turnê pela França em 2026.
Formado ainda na pré-escola, em Saint-Denis, na periferia de Paris, LEJ é antes de tudo uma história de três décadas de amizade que se transformou em música. Essa cumplicidade se reflete em uma trajetória marcada pela ousadia: o trio mistura pop, chanson française e R&B com música clássica e eletrônica, criando uma sonoridade única que conquistou fãs dentro e fora da França.
O novo trabalho, “S’aimer, c’est une galère” (“amar-se é uma luta”, em tradução livre), é descrito pelas artistas como um disco íntimo e geracional. As faixas abordam tanto a relação de Lucie, Elisa e Juliette com o mundo quanto experiências comuns entre os jovens adultos franceses.
Um exemplo é “Tic-Tac”, escolhida pela Programação Musical da RFI para integrar sua playlist. O título transforma em humor e leveza os desafios financeiros do dia a dia, reafirmando a capacidade do trio de transformar dificuldades em uma música contagiante.
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Entre herança paterna e busca de identidade: o dream pop de Lulu Gainsbourg
2025/11/01
Filho caçula de Serge Gainsbourg e da cantora e modelo Bambou, Lulu Gainsbourg é um frequentador da cena musical desde criança. Ao contrário de muitos “nepo babies” da chanson française, o artista não apenas reconhece o rótulo, como também o incorpora — buscando, no entanto, trilhar um caminho próprio, por meio de um dream pop poético e criativo.
Daniella Franco, da RFI em Paris
Lucien ou Lulu Gainsbourg, é menos conhecido que sua meia-irmã Charlotte, mas cresceu sob os holofotes. Sua estreia nos palcos aconteceu aos dois anos de idade, durante um show de Serge Gainsbourg no Zénith de Paris, em 1988 — uma cena que permanece viva na memória dos fãs da música francesa. Hoje, aos 39 anos, ele não rejeita a herança familiar, sobre a qual reconhece há “vantagens, mas também inconvenientes”.
Após lançar em 2011 seu primeiro álbum solo, “From Gainsbourg to Lulu”, em homenagem ao pai, ele lançou outros três discos: “Lady Luck”, em 2015, “T’es qui là”, em 2018, e “Replay”, em 2021, desconectados do monumento que Serge representa à chanson française. Ainda assim, a figura paterna — que Lulu perdeu precocemente, aos cinco anos — continua a ecoar em suas composições, que transitam entre o pop e o eletrônico.
Um exemplo é a faixa Le syndrome de Peter Pan, do novo EP Nuit Infinie, em que o artista aborda a dificuldade de crescer. A canção, com atmosfera melancólica e arranjos delicados, revela mais uma camada da sensibilidade de Lulu, que segue construindo uma identidade musical própria, mesmo à sombra de um dos maiores ícones da música francesa.
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A cantora e compositora Célia Kameni: uma voz celestial no soul e jazz da França
2025/10/25
Os acordes celestiais de Célia Kameni puderam ser ouvidos durante alguns anos em colaborações com artistas franceses, como Yael Naim, Raphaël Imbert, Manu Katché e junto ao coletivo Big Band Bigre, do qual ela fez parte. Mas 2025 representa uma virada para a cantora e compositora natural de Lyon, no centro-leste da França. Depois dos dois primeiros singles, ela lançou recentemente “Méduse”, seu primeiro EP, primeiro pilar de sua carreira solo.
O novo trabalho de Célia Kameni é composto por quatro faixas, três cantadas em inglês e uma em francês, com letras extremamente poéticas e introspectivas. Neste EP intenso e singular, a artista revela algumas das múltiplas facetas de sua identidade artística, onde percebe-se sua maestria em ir além das etiquetas.
O resultado é um primeiro trabalho poderoso, com uma vibração soul e uma energia atmosférica, que nos remete aos universos de artistas como Björk, James Blake ou Radiohead - não por acaso nomes que influenciam o processo criativo da Célia Kameni. Deste primeiro EP tão íntimo e hipnotizante, a Programação Musical da RFI escolheu a faixa “Used”, em destaque nesta edição do Balada Musical.
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Conheça Miel de Montagne, o doce electropop francês que faz a cabeça da Gen Z
2025/10/18
Miel de Montagne, nome artístico do músico e compositor francês Milan Dudin-Kanche, conquistou a Geração Z com sua batida feel good, regada a letras sentimentais. O artista lançou recentemente seu terceiro álbum, “Ouin ouin”, abusando desta fórmula de sucesso.
Surfando na onda da nova french touch e impulsionado por nomes como L’Impératrice, Vendredi sur Mer e Flavien Berger, Miel de Montagne fez dos confinamentos da Covid-19 um laboratório musical. O resultado são álbuns com faixas que viram facilmente hits na França, como “Pourquoi pas” e “J’y peux rien”.
Além da música, Milan também arrasta o pé para as artes plásticas, assinando o design das capas de seus álbuns, estampadas com o personagem Mielo. Uma espécie de “anjo guardião” que pode em breve virar protagonista de uma animação.
Enquanto esse momento não chega, o artista segue emplacando parcerias com outros talentos, como o cantor Blasé, que acompanha Miel de Montagne em sua nova faixa “Tout tout”, em destaque na playlist da Programação Musical da RFI.
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Kokoroko, nova sensação do afrobeat britânico, amplia seus horizontes em segundo álbum
2025/09/28
Muito mais do que uma banda, Kokoroko é um coletivo artístico que está dando uma nova cara ao afrobeat. Baseado em Londres, cada um dos sete integrantes contribui para a composição e o arranjo das músicas. O público também vem sendo conquistado com apresentações marcadas pela efusiva energia e talentosas improvisações do grupo.
Daniella Franco, da RFI
A origem do coletivo data de cerca de uma década, quando a trompetista Sheila Maurice-Grey e o percussionista Onome Edgeworth se encontram em uma viagem ao Quênia. A forte ligação da banda com a África começa pelo nome: Kokoroko, em urhobo, língua do sul da Nigéria, significa “ser forte” ou “difícil de quebrar”: um reflexo da resiliência musical e do orgulho cultural do grupo.
Para a crítica, a fórmula do sucesso de Kokoroko é a habilidade de transitar entre as diversas nuances do afrobeat, indo do jazz ao soul, do funk ao highlife. Depois de “Could We Be More”, primeiro álbum lançado em 2022, o coletivo lançou o segundo disco em julho, “Tuff Times Never Last”, ampliando seu trabalho a outros horizontes. A maturidade artística da banda, que investe agora mais na voz, pode ser conferida na faixa “Just Can’t Wait”, escolhida pela Programação Musical da RFI para a sua playlist. Aumente o som!
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O electro ensolarado da dupla franco-brasileira PPJ: 'música para ser feliz'
2025/09/20
PPJ - sigla para Páula Povoa Junto - é uma dupla que propõe uma mistura muito original de ritmos do Brasil com techno europeu. A banda surgiu em plena pandemia de Covid-19 e emplacou o hit "Primavera", que faz sucesso até hoje nas plataformas musicais. Neste mês, o duo lançou "Bus Stop Please", um remix de uma faixa de Fat Boy Slim.
Daniella Franco, da RFI
Formada pela cantora franco-brasileira Páula e o DJ francês Povoa, a PPJ propõe faixas ensolaradas, unindo electro ao baile funk, samba, forró e outros ritmos do Brasil. A mistura conquistou o público europeu, que nem sempre compreende as letras, cantadas em português, mas aprecia as sonoridades. "É uma música para ser feliz", resume Páula.
A PPJ acaba de encerrar uma agitada turnê que passou por vários países europeus e que foi fechada com chave de ouro no festival Rock em Seine, em Paris, um dos maiores da França. A dupla entra agora em uma nova fase que se anuncia já bem movimentada e cheia de novidades. Aliás, a PPJ inaugura o segundo semestre deste ano lançando “Bus Stop Please”, remix de Fat Boy Slim, que você confere nesta edição do Balada Musical.
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O engajado afrobeat de Sahad Sarr, o James Brown senegalês
2025/09/14
Abdou Karim Sarr ou Sahad – também chamado de James Brown senegalês – é um emblemático artista da cena musical de Dakar. O cantor e compositor acabou de lançar seu quarto disco, "African West Station", uma homenagem às lutas e à história do continente africano, fruto de três anos de muito trabalho.
Daniella Franco, da RFI
Afrobeat, jazz, folk, blues e muito funk. A inspiração para a criação deste belo disco Sahad foi buscar nas raízes profundas da África, e principalmente das décadas de 1950 a 1970. Este célebre período de efervescência política e cultural no continente foi marcado, também, pelas lutas contra a descolonização - um tema recorrente na obra deste icônico artista senegalês.
O engajamento político é uma marca importante no trabalho de Sahad, que canta em inglês, francês e wolof, idioma falado no Senegal. Originário de uma família de artistas, músicos e poetas, ele contou à RFI que seu combate é também cultural e seu trabalho é um canal de proteção e valorização da identidade africana.
A Programação Musical da RFI escolheu a faixa "Vultures" para a sua playlist oficial. Para ouvi-la, dê o play e aumente o som!
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O músico francês Aupinard: da paixão pela bossa nova à ascensão como novo talento pop
2025/08/23
Frédéric Opina - mais conhecido como Aupinard - não é mais um novato na cena musical. O artista, que há poucos anos conquistava fãs divulgando suas composições nas redes sociais, desponta atualmente como um dos principais nomes da nova geração do pop francês.
Daniella Franco, da RFI
Há quatro anos, Aupinard era um simples adolescente tiktoker, quando explodiu nas redes com a faixa “C’est tout moi”. Alguns singles e EPs depois, o artista de 23 anos lançou seu primeiro álbum de estúdio no início deste ano, “Pluie, montagnes e soleil", e convenceu a crítica.
Grande admirador de João Gilberto e com a bossa nova e o R&B marcando seu estilo, Aupinard vem deixando sua personalidade aflorar e seu trabalho evoluir para além das expectativas. Com liberdade extra para ousar, o músico originário de Bordeaux também vem apostando mais no rap, no pop e no electro, e permitindo que a poesia de suas letras seja um elemento central nas composições.
Aumente o som para conferir o novo single "À deux", escolhido para a playlist da Programação Musical da RFI.
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Da chanson française ao eletrônico, o universo onírico e engajado da cantora francesa Léonie Pernet
2025/08/16
Léonie Pernet, artista singular e audaciosa da cena musical francesa alternativa, está na estrada há pouco mais de dez anos, e atraindo os holofotes por sua proposta de junção da chanson française com música eletrônica, regada a letras sempre muito poéticas. A artista lançou em junho seu terceiro álbum, “Poèmes Pulvérisés”, um trabalho com uma forte carga política que conquistou a crítica especializada.
Daniella Franco, da RFI
Nascida no leste da França, Léonie Pernet estudou percussão no conservatório da cidade de Reims, atuou como DJ e baterista do músico francês Yuksek e pavimentou um início de carreira com o sucesso da faixa “Butterfly”, em 2018. Cantando em inglês, francês e às vezes em árabe, a artista mantém sua fidelidade a um universo muito particular - onírico, melancólico e ritmado pelo eletrônico e sonoridades africanas.
Em seu novo álbum “Poèmes Pulvérisés”, Léonie Pernet homenageia o poeta francês René Char e mergulha de cabeça nessa busca pelas origens, depois de uma viagem que ela fez ao Níger para conhecer a família paterna. É também um trabalho em que ela evoca imigração, justiça social, marcado pelo impacto que a guerra na Faixa de Gaza teve para ela. A Programação Musical da RFI escolheu para a playlist de agosto a faixa "Le pas d’au delà". Para ouvir, aumente o som!
Ouça o Balada Musical todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também no Spotify e no Deezer. As playlists da Programação Musical da RFI também podem ser acessadas no YouTube, Deezer e Spotify.
Bertrand Belin, 'o Nick Cave francês', afina as cordas para lançar seu novo álbum
2025/08/02
O músico francês Bertrand Belin, conhecido por seu estilo sombrio e poético, prepara-se para lançar seu novo álbum, "Watt". Considerado uma das vozes mais singulares do rock alternativo francês, esse artista multidisciplinar construiu sua carreira a partir de composições minimalistas, marcadas por letras introspectivas e atmosferas densas.
Ativo desde os anos 1980, Belin mantém uma estética soturna, transitando entre o rock, o folk e o blues, que o levou a ser apelidado de "Nick Cave francês". Em seus trabalhos mais recentes, tem incorporado sintetizadores em algumas faixas, dando uma pitada de new wave a algumas faixas.
Antes do lançamento oficial de "Watt", Belin apresentou o EP "Pluie de data", no final de junho. Uma das faixas do projeto, “L’inconnu en personne”, destaca-se pela abordagem de encontros casuais entre estranhos no cotidiano. A canção figura entre os destaques da playlist da Programação Musical da RFI.
Ouça o Balada Musical todos os sábados nos programas da RFI Brasil e também no Spotify e no Deezer. As playlists da Programação Musical da RFI também podem ser acessadas no YouTube, Deezer e Spotify.
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