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Ontem Já Era Tarde

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Categories
Country
United States
This podcast has
84 episodes
Publisher
Luís Aguilar
Explicit
No
Date created
2023/10/13
Latest episode
2026/05/08
Average duration
64 min.
Release period
17 days

Description

O futebol é o ponto de partida nestas conversas sem fronteiras ou destino agendado. Todas as semanas, sempre à quinta-feira, Luís Aguilar entra em campo com um convidado diferente. O jogo começa agora porque Ontem Já Era Tarde.

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Ricardo Lemos: “No caso Vinicius, Prestianni devia ter falado logo a seguir ao jogo”
2026/05/08
Ricardo Lemos, antigo diretor de imprensa do Benfica, considera que o caso entre Gianluca Prestianni e Vinicius Júnior transformou-se numa “bomba mediática” difícil de gerir para qualquer departamento de comunicação, admitindo, ainda assim, que teria seguido um caminho diferente. Lemos, que deixou funções no final da última temporada e era responsável, entre outras tarefas, por acompanhar treinadores e jogadores nas conferências de imprensa e definir quais os atletas que falavam após os jogos, comentou a polémica que marcou o encontro entre Benfica e Real Madrid, da Liga dos Campeões. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Paulo Sérgio: “Depois de sair do Sporting, tive salários em atraso em quase todos os clubes”
2026/04/14
Formado no Sporting, Paulo Sérgio conheceu o futebol em várias latitudes. Numa carreira feita entre Portugal, Espanha, Chipre, Brunei e Indonésia, desde cedo percebeu que nem tudo no futebol é um conto de fadas: “Depois de sair do Sporting, tive salários em atraso em quase todos os clubes”, recorda. “Antigamente não havia estabilidade e era permitido aos clubes. Graças ao Sindicato dos Jogadores consegui sempre receber à exceção da última passagem pelo Olhanense.” See omnystudio.com/listener for privacy information.
Filipe Gaidão: “Tive um grave acidente antes de ir para o Porto, fiquei tetraplégico durante algum tempo, e Pinto da Costa nunca deixou de me apoiar”
2026/03/27
Queria ser jogador de futebol e chegou a receber um convite de Aurélio Pereira para integrar a formação do Sporting. No entanto, o hóquei em patins, que começou por acaso, foi ganhando espaço na sua vida. “Era apenas uma brincadeira e uma forma de estar com os amigos”, recorda. “Até à minha ida para o Paço de Arcos, quando tinha cerca de 16 anos, nunca pensei em ser desportista profissional.” Foi precisamente nesse clube que conquistou a Taça CERS, equivalente à Liga Europa no futebol, afirmando-se a partir daí como uma figura incontornável do hóquei português. Ao longo da carreira, representou o Benfica durante várias épocas e passou também pelo FC Porto. Pela seleção nacional, sagrou-se campeão europeu em 1998 e foi considerado o melhor jogador do Mundial de 2001. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Bruno Sá: “Varandas já se aumentou seis vezes sem ouvir os sócios do clube”
2026/03/05
Na organização do Sporting, explica Bruno Sá, o presidente do clube é, por inerência, também presidente da SAD. O candidato às eleições de 14 de março garante que Frederico Varandas “já se aumentou seis vezes desde que é presidente”, numa decisão que, diz, foi tomada apenas ao nível da SAD e sem que os sócios do clube fossem ouvidos. “Varandas já se aumentou seis vezes desde que é presidente, numa situação apenas aprovada pela SAD e sem ouvir os sócios do clube.” Para Bruno Sá, o processo deveria ser diferente e mais transparente para quem faz parte da vida do clube. “Acho muito bem que as pessoas tenham remuneração, mas o processo destes aumentos tem de ser mais transparente para os sócios. E, face aos resultados desportivos, os sócios aceitariam esses aumentos, com certeza, mas deviam poder ser escutados.” Segundo o candidato, na última temporada Frederico Varandas terá auferido cerca de 900 mil euros, somando remuneração fixa e prémios. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Daniel Sá: “Por mim, Ronaldo deve jogar na Seleção até aos 80 anos”
2026/01/08
Especialista em marketing desportivo e diretor executivo do IPAM, Daniel Sá tem-se habituado a olhar para as grandes figuras do desporto como marcas. Presença assídua nos media nacionais e internacionais, e autor de vários livros sobre o tema, afirma que “Michael Jordan, no mercado americano, e David Beckham, na Europa, abriram a porta aos jogadores enquanto marcas globais”. Em relação aos treinadores, não tem dúvidas: “Mourinho foi o primeiro treinador superstar.” Sobre Cristiano Ronaldo, e ao contrário da opinião generalizada, defende que a ida para a Arábia Saudita ou a recente visita à Casa Branca — onde esteve com Donald Trump —, apesar de muita contestação, não tiveram qualquer impacto negativo: “É uma marca que continua a crescer e já pouco precisa do futebol jogado”, revela. Daniel Sá divide Ronaldo em quatro dimensões: “Há o jogador, depois vem o atleta que participa em publicidades, segue-se o influencer e, hoje, temos a fase do investidor. A marca atualmente vive mais destes três ‘Ronaldos’ do que daquele que está dentro do campo.” Sobre a permanência de Ronaldo na Seleção Nacional, Daniel Sá não entra na conversa dos adeptos, mas fala como marketeer: “Por mim, Ronaldo jogava na Seleção até aos 80 anos. Em termos de contratos, prémios, direitos televisivos, a Seleção vale muito mais por ter Ronaldo. É assim há muito tempo. Ele tem alimentado a Seleção nesse sentido.” See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os mais ouvidos de 2025, com Pedro Henriques: “No Benfica vi o Schwarz dar uma chapada ao César Brito. Era normal haver pegas”
2026/01/01
Passou por clubes como Benfica, FC Porto, Belenenses, Vitória de Setúbal, Santa Clara ou Académica e representou a seleção nas camadas jovens, incluindo o Mundial de sub-20. Após a carreira, teve uma breve incursão no imobiliário e não previa voltar ao futebol. Mas tudo mudou com um convite da SportTV para comentar salários em atraso — tema que conhecia bem. A experiência correu bem e a televisão tornou-se caminho sério. Após 17 anos como comentador na SportTV, juntou-se à equipa de análise desportiva da SIC Notícias. Durante a carreira, viveu episódios marcantes. No Benfica, confrontou um jornalista que o culpou por um golo sofrido... quando já nem estava em campo. “Já tinha sido substituído. Pensei que ele era maluco ou mau caráter.” Passado algum tempo, encontrou-o e abordou-o:“Perguntei se tinha algo contra mim. Ele respondeu: ‘Não, tenho muita admiração por si.’ Quando dizem isso, normalmente é mentira. Era daqueles que criticava sem avaliar.” Até ao final de 2025, a SIC Notícias recupera os episódios mais ouvidos do ano de ‘Ontem Já Era Tarde’. Recorde aqui as histórias do antigo defesa do Benfica. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os mais ouvidos de 2025, com Ricardo Araújo Pereira: “No fundo do meu telemóvel tenho uma foto do Eusébio. Não tenho das minhas filhas, porque as minhas filhas nunca marcaram um golo pelo Benfica”
2025/12/26
É uma história que Ricardo Araújo Pereira já contou várias vezes, mas que continua a guardar como um dos momentos mais marcantes da sua vida. Certo dia, enquanto seguia de carro com os pais, viu Eusébio a tentar apanhar um táxi. Pediu ao pai que parasse e dirigiu-se ao antigo jogador para lhe oferecer boleia. “Ele estava com dificuldades em apanhar um táxi porque iam todos ocupados. É logo algo que não faz sentido. Se o Eusébio quer um táxi, a outra pessoa tem de sair e deixá-lo entrar. É isso que faz sentido”, recorda. Eusébio aceitou o convite. Tinha de chegar ao aeroporto de Lisboa, de onde o Benfica partiria para um estágio. “Eu não conseguia falar. Estava perto de uma divindade. Mas os meus pais, que não são crentes, foram sempre a falar com ele”, conta, entre risos. Durante a viagem, o pai de Ricardo contou um episódio curioso: certo dia, numa piscina onde se encontravam vários jogadores do Benfica, teve uma cãibra dentro de água. Foi Eusébio quem o retirou da piscina e lhe deu uma picada no músculo para aliviar a dor. “E o Eusébio, muito simpaticamente: ‘Então não me lembro?’ Eu, sempre calado.” No dia seguinte, o jornal A Bola noticiava que Eusébio tinha sido o único a chegar a horas ao aeroporto, referindo apenas que “se deslocou por meios próprios”. “Era como se o carro do meu pai tivesse sido nacionalizado e dado ao Eusébio — o que acho bem e lícito”, comenta com humor. Hoje, guarda uma imagem desse ídolo sempre por perto. No fundo do telemóvel, está uma fotografia de Eusébio com a camisola do Benfica. “O Eusébio está impecável em todas as fotos. Às vezes perguntam-me: ‘Então tens uma foto do Eusébio em vez de teres das tuas filhas?’ E sou obrigado a responder: ‘As minhas filhas não marcaram um golo pelo Benfica.’”   See omnystudio.com/listener for privacy information.
Os mais ouvidos de 2025, com Sá Pinto: “No Vasco da Gama os treinos eram interrompidos por rusgas e tiros de metralhadora”
2025/12/18
Ricardo Sá Pinto é um daqueles jogadores que deixa marca nos adeptos do Sporting. Uma ligação emocional que resiste ao tempo. Contratado ao Salgueiros na época 1994/95, criou desde logo um vínculo especial com as bancadas de Alvalade. Um laço tão forte que ainda hoje lhe vale a alcunha de “Coração de Leão”. Mais tarde, transferiu-se para a Real Sociedad e, após três épocas em Espanha, teve nova oportunidade de regressar ao clube do coração. “Voltei com aquela vontade de ganhar um campeonato e jogar uma Champions pelo Sporting. Consegui ambas”, recorda. Mas apenas 15 dias depois de assinar novamente pelos leões, no verão de 2000, surgiu uma proposta que poucos recusariam: “Os dirigentes do Sporting na altura podem confirmar. O Real Madrid quis contratar-me e estava nas minhas mãos.” Sá Pinto tinha dado nas vistas na liga espanhola. Especialmente num jogo em que deixou Roberto Carlos, um dos melhores laterais-esquerdos da história, em agonia. O Real não ficou indiferente. Florentino Pérez, já então presidente dos merengues, chegou a afirmar publicamente que faltava pouco para que Sá Pinto se juntasse a Luís Figo, o primeiro galáctico da sua era. E Figo também fez pressão para voltar a ter Sá Pinto ao seu lado. Ambos tinham sido colegas nos leões e passaram muitos anos a jogar lado a lado na Seleção Nacional. Mas o negócio não se concretizou. “O Sporting seria ressarcido em dinheiro e com jogadores. Se eu quisesse sair, tinha saído. Mas, por incrível que pareça, disse não ao Real Madrid. Tinha acabado de voltar ao meu clube e trair o Sporting não é a minha forma de estar.” Sá Pinto admite que a decisão não foi fácil e garante que, se estivesse noutro clube estrangeiro, talvez não hesitasse. Mas o sportinguismo falou mais alto. A escolha acabou por ser recompensada. Em 2001/2002, já em Alvalade, foi peça importante na equipa que conquistou o título nacional, orientada pelo romeno Lazslo Boloni, e ao lado de nomes como Schmeichel, João Vieira Pinto ou Jardel — que lhe tinha escapado na primeira passagem pelo clube. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Artur Soares Dias: “Não é difícil arbitrar Champions. Jogadores querem jogar. Difícil é apitar em Portugal”
2025/12/10
Filho de um árbitro, Artur Soares Dias cresceu a acompanhar o pai nos estádios, habituou-se cedo ao ambiente do futebol e conheceu, desde jovem, tanto o lado fascinante como as dificuldades da profissão. Nada disso o demoveu — nem sequer os avisos do próprio pai, que procurou dissuadi-lo de seguir o mesmo caminho. Ainda na adolescência, inscreveu-se no curso de arbitragem e iniciou um percurso que o levou a subir, etapa a etapa, todos os escalões. Hoje, é considerado um dos árbitros mais conceituados do país e uma das referências internacionais da sua geração. Ao longo da carreira, dirigiu inúmeros grandes jogos em Portugal, incluindo clássicos e dérbis, e somou momentos marcantes no plano internacional. Entre eles, destacam-se a presença no Euro 2024, a final da Conference League desse mesmo ano entre Olympiacos e Fiorentina, e a primeira mão das meias-finais da Liga dos Campeões 2022/23, que colocou opôs Real Madrid a Manchester City. See omnystudio.com/listener for privacy information.
João Vieira Pinto: “O 6-3 é o jogo da minha vida. As pessoas ainda perguntam umas às outras onde estavam naquele dia"
2025/12/04
“O 6-3 é o jogo da minha vida. As pessoas ainda perguntam umas às outras onde estavam naquele dia. É quase como o 25 de Abril” João Vieira Pinto recorda a época 93/94 e o jogo que marcou a fase final da luta pelo título entre Benfica e Sporting. As duas equipas estavam separadas por um ponto, com vantagem para o Benfica. O encontro em Alvalade ficaria na história. O antigo internacional descreve o arranque da partida. “Eles vinham na fase ascendente e o início do jogo foi muito difícil para nós. Até ao meu golo. E estivemos a perder por duas vezes.” O Benfica venceu por 6-3, com três golos de João Vieira Pinto na primeira parte e duas assistências na segunda. O resultado deixou a equipa mais perto do campeonato que viria a conquistar. O antigo avançado, conhecido como “Menino de Ouro”, não tem dúvidas sobre o significado daquele momento. “Claro que o 6-3 é o jogo da minha vida. As pessoas ainda perguntam umas às outras onde estavam naquele dia. É quase como fazem no 25 de Abril [risos].” Depois do jogo, João Vieira Pinto saiu de Alvalade e conduziu até ao Algarve. “Tinha lá a minha família e amigos. Fui sozinho, no meu Rover, numa altura em que ainda não havia muita autoestrada. Foi uma viagem longa e ia a pensar naquilo tudo. No que tinha acabado de acontecer no jogo.” Quando chegou ao Algarve encontrou um grupo de familiares e amigos numa discoteca. “Foi giro. Depois dos 6-3 eu podia ir a qualquer lado. Só não sabia é que estava lá aquela festa toda, com tanta gente, à minha espera.” O jogador recorda aquele dia como um dos mais marcantes da carreira. See omnystudio.com/listener for privacy information.
Luís Filipe Vieira: “O Benfica não está melhor do que há quatro anos. Rui Costa mentiu aos benfiquistas para promoção pessoal”
2025/10/23
O presidente do Benfica, Rui Costa, defende que o clube hoje está melhor do que aquele que herdou há quatro anos, quando o anterior presidente Luís Filipe Vieira deixou o cargo. Mas Vieira não concorda e apresenta números que, segundo ele, desmentem o atual dirigente. “É notório que o Benfica está muito pior e os números assim o mostram. Mas compreendo que o Rui diga isso, porque alguém o mandou dizer, já que ele não tem capacidade para analisar as contas”, afirmou. O antigo presidente explica: “Deixámos o Benfica com uma dívida de 100M€ de euros, bastante controlável, e com um passivo de cerca de 370M€. Neste período, com Rui Costa, o clube teve receitas muito superiores às que tivemos, e por isso não havia qualquer razão para que a dívida subisse mais 100M€, chegando aos 200M€, nem para que o passivo aumentasse outros 100M€. E isto sem falar nos fornecedores, cujas dívidas também subiram significativamente.” Para Vieira, “quando Rui Costa afirma que o Benfica estaria ainda melhor se não fosse a Covid-19, está a tentar justificar resultados que não dependiam dele”. “Ele não teve qualquer influência nessa questão.” Quanto ao que Rui Costa recebeu ao assumir a presidência, Vieira é categórico: “Não herdou nada. Estava tudo pago. Quem assumir a seguir terá dificuldades de gestão. Só em custos de tesouraria, o clube terá cerca de 100M€ para pagar rapidamente.” O antigo presidente não hesita em acusar o atual líder das águias: de “promoção pessoal”: “Com essa afirmação, Rui Costa mentiu aos benfiquistas para promoção pessoal.” See omnystudio.com/listener for privacy information.
Rui Costa: “O presidente ser remunerado nem é assunto para mim. Estive cinco anos sem salário. Não estou no Benfica por causa disso”
2025/10/16
Com as eleições do Benfica marcadas para 25 de outubro e seis candidatos na corrida, a possibilidade de o presidente do clube ser remunerado tem gerado debate. Os novos estatutos, ao contrário dos anteriores, permitem que o líder encarnado receba salário pelo exercício das suas funções. O tema tem marcado a atual campanha eleitoral, sobretudo depois de João Noronha Lopes ter afirmado que não prescindirá desse direito, considerando que se trata de uma prática “mais transparente”. Rui Costa, por sua vez, desvaloriza completamente a questão: “O presidente ser remunerado nem é assunto para mim. Não estou no Benfica por causa disso. Nunca estive”, garante. O atual presidente lembra que está “há cinco anos sem salário” e assegura que, mesmo em caso de reeleição, a situação se manterá. “Não sou um benfiquista de ocasião e os benfiquistas sabem disso. Não cheguei ao Benfica ontem. Não me interessa a remuneração. Caso contrário, nem tinha voltado ao Benfica para jogar futebol, quanto mais para ser dirigente. A parte da remuneração nem sequer está em agenda.” See omnystudio.com/listener for privacy information.
Paulo Parreira: “Fui coagido para não avançar como candidato e levei a ameaça a sério. Tenho família”
2025/10/09
Paulo Parreira é uma presença habitual nos jogos do Benfica, em casa e fora. Ficou conhecido entre os adeptos por expressões como “hoje é contra quem, não interessa” ou o célebre “ganhamento”, lema que resume a ideia de que todos os jogos do Benfica são para ganhar. Ex-jogador das camadas jovens do clube, representou os escalões de escolinhas, infantis e iniciados. “Sagrei-me campeão nacional de infantis num ano em que fomos imbatíveis, sem derrotas nem empates”, recorda. Uma grave lesão — fratura da tíbia e do perónio — acabou por travar o seu percurso nas águias. Ainda passou pelo Amora, nos juniores e seniores, e pelo Futebol Benfica. “Fui treinado pelo Arnaldo Teixeira, que mais tarde foi adjunto de Rui Vitória, e marquei o golo com que eliminámos o Santa Clara da Taça de Portugal”, conta. A paixão pelo clube nunca esmoreceu. “A minha vida é o Benfica”, afirma. Aos 47 anos, decidiu dar um passo que descreve como “um desejo antigo”: candidatar-se à presidência do clube. Foi o último a oficializar a candidatura, a 11 de setembro. Mas o sonho durou pouco. No dia 27 do mesmo mês, retirou-se da corrida eleitoral. “Fui coagido para não avançar e levei a ameaça a sério, porque tenho família. Sinceramente, nunca pensei que isto me acontecesse no Benfica. Admitia ser ameaçado por um sportinguista ou portista, mas não dentro do próprio clube, que neste momento está dividido. Deixa-me triste.” See omnystudio.com/listener for privacy information.
Martim Mayer: “Quero trabalhar com José Mourinho, mas Special One é o Benfica”
2025/10/02
Martim Mayer, de 51 anos, anunciou a candidatura à liderança do Benfica. Neto de Borges Coutinho, presidente do clube entre 1969 e 1977, e figura histórica das águias, Mayer afirma querer dar continuidade ao legado familiar. Ligado ao universo encarnado desde cedo, foi atleta do Benfica no ténis e no râguebi, modalidade em que também representou a seleção nacional. Tem acompanhado com atenção a vida do clube e admite preocupação com os últimos anos. Ainda assim, mostra confiança no novo treinador: “Quero trabalhar com José Mourinho, mas o verdadeiro Special One é o Benfica”, sublinha. Mayer elogia a forma como Mourinho entrou no clube, apelando à união dos adeptos. No entanto, deixou uma crítica à declaração do técnico em que este revelou receber menos no Benfica do que se tivesse ficado em casa a receber a indemnização após a rescisão com o Fenerbahçe. “Não gostei de ouvir. Não percebo o interesse em começar uma relação a dizer que está no Benfica em negativo. Talvez seja para justificar alguma coisa se não correr bem. Deixo esse reparo.” See omnystudio.com/listener for privacy information.
João Noronha Lopes: “Tenho confiança de que Bernardo Silva será jogador do Benfica na próxima época”
2025/09/25
João Noronha Lopes confirmou a recandidatura à presidência do Benfica nas eleições agendadas para 25 de outubro, depois de já ter estado na corrida em 2020. Além da ligação ao universo encarnado, o gestor sublinhou o percurso profissional que o levou a trabalhar em diferentes mercados e a enfrentar negociações complexas na Ásia, Rússia e América do Sul. “Às vezes ouço pessoas perguntarem-me se estou preparado para o mundo do futebol. Nada do que possa encontrar será mais difícil do que algumas negociações que tive ao longo da minha carreira, em que até a minha própria segurança esteve em causa.” Em relação à corrida à presidência, João Noronha Lopes garantiu já ter um contrato à espera de Bernardo Silva. O internacional português termina contrato com o Manchester City no final da presente temporada e, segundo o candidato, há condições para o regresso à Luz. “Espero ganhar as eleições e acredito que Bernardo Silva será jogador do Benfica na próxima temporada. É um grande benfiquista, um dos melhores jogadores do mundo e já manifestou essa vontade de regressar.” See omnystudio.com/listener for privacy information.

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