
Advertise on podcast: SommCast - Podcast de Vinho
This podcast has
119 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
SommCastExplicit
No
Date created
2025/05/30
Latest episode
2026/02/05
Average duration
100 min.
Release period
4 days
Description
Seja bem-vindo ao SommCast, onde o vinho é a estrela e as histórias, viagens e experiências tornam cada gole especial. Aqui, acreditamos que o vinho é mais que uma bebida: é um convite à troca de ideias e à celebração da vida. 🍷 Embarque nessa jornada onde cada episódio traz conhecimento, inspiração e descontração.
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Podcast Insights

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Eduardo "Duzinho" Nogueira - Vinícola Maria Maria #EP119
2026/02/05
O que acontece quando tradição agrícola, ciência e coragem se encontram? Neste episódio do SommCast, o papo é com Eduardo “Duzinho” Nogueira, da Vinícola Maria Maria, responsável por um marco histórico: o primeiro vinho brasileiro a alcançar 96 pontos na Decanter. Uma conversa que começa no café, passa pela dupla poda e chega a um novo capítulo do vinho nacional.Ao longo do episódio, Duzinho conta como a história da Maria Maria nasce de uma virada inesperada — um problema de saúde que levou seu pai a trocar a cerveja pelo vinho — e se transforma em um projeto visionário no Sul de Minas. Falamos de agricultura como indústria a céu aberto, da influência do café na viticultura de inverno, da parceria com Murillo de Albuquerque Regina e da construção paciente de um terroir que, até pouco tempo atrás, parecia improvável para grandes vinhos.O episódio também mergulha no impacto real das premiações internacionais, no amadurecimento do consumidor brasileiro e no futuro do vinho de inverno: IG, rastreabilidade, enoturismo, sustentabilidade e tempo — o ativo que não se compra. Um episódio para entender por que o vinho brasileiro não é mais promessa, é realidade.Destaques🍇 A origem da Maria MariaDa cafeicultura de seis gerações ao vinho de inverno: como a experiência agrícola foi decisiva para reduzir erros, entender o terroir e apostar em qualidade desde o início.❄️ Dupla poda e a nova geografia do vinho brasileiroPor que colher no inverno mudou tudo? Duzinho explica como a técnica abriu caminho para vinhos de alta qualidade fora do eixo tradicional do Sul.🏆 96 pontos na Decanter: impacto e responsabilidadeMais do que uma medalha, a pontuação histórica elevou a régua — para a vinícola e para todo o vinho brasileiro — e mostrou o poder real do reconhecimento internacional.⏳ Tempo, videiras e paciênciaPor que não existe atalho no vinho? A conversa revela como a idade das videiras muda o perfil dos vinhos e por que imediatismo é um dos maiores erros do setor.🌱 Sustentabilidade e custo de produçãoComo equilibrar produtividade, qualidade e viabilidade econômica em um cenário de altos custos, tributos complexos e clima cada vez mais imprevisível.🗺️ Indicação Geográfica e futuro do vinho de invernoA importância da IG do Sul de Minas, da rastreabilidade e da união entre produtores para fortalecer o setor e proteger o consumidor.🎶 Maria, Maria: vinho, música e identidadeA história por trás do nome da vinícola, a homenagem a Milton Nascimento e a conexão entre cultura, território e emoção no vinho.
Claudio Góes - CEO do Grupo Góes, Presidente da Anprovin e Ex-Prefeito de São Roque #EP118
2026/02/02
O vinho brasileiro está vivendo um ponto de virada — e Cláudio Góes está no centro dessa transformação. CEO do Grupo Góes, presidente da Anprovin e ex-prefeito de São Roque, ele carrega na bagagem mais de quatro gerações de história no vinho e uma visão clara: sem gestão, associação e consumidor informado, não existe futuro possível para o setor.Neste episódio do SommCast, a conversa vai muito além da taça. Cláudio revisita memórias de infância entre barricas e vinhedos, passa pelos momentos de crise do vinho paulista, explica como a dupla poda mudou o jogo da qualidade no Brasil e defende, com firmeza, o papel do enoturismo como motor econômico, cultural e social para regiões produtoras.O papo também entra em terrenos sensíveis — preconceito contra o vinho nacional, custo Brasil, políticas públicas, profissionalização das vinícolas familiares e o desafio de tornar o vinho mais acessível sem abrir mão de identidade e qualidade. Um episódio denso, honesto e provocador, que ajuda a entender por que o vinho de inverno não é moda passageira, mas um novo capítulo da vitivinicultura brasileira. Dá o play no YouTube ou no Spotify e venha pensar o vinho além do rótulo.Destaques🍇 Origem e memória afetivaCláudio relembra sua primeira vivência com o vinho ainda criança, dentro das antigas adegas de São Roque. Uma história que mostra como tradição, família e território moldaram não apenas um produtor, mas uma visão de longo prazo sobre o vinho brasileiro.🌱 Da crise à reinvenção de São RoqueO episódio percorre o declínio da vitivinicultura paulista nos anos 80 e 90 e o esforço de poucas famílias — entre elas a Góes — para segurar a atividade viva. Um relato importante sobre resiliência, êxodo rural e reconstrução de identidade produtiva.✂️ Dupla poda e o nascimento do vinho de invernoCláudio explica como a dupla poda mudou completamente o padrão de qualidade dos vinhos brasileiros fora do Sul, trazendo colheitas no inverno, mais sanidade, concentração e frescor. Um divisor de águas técnico e cultural para o setor.🏛️ Associativismo e o papel da AnprovinA conversa detalha a criação, estrutura e importância da Anprovin para organizar regras, garantir rastreabilidade e dar força política ao vinho de inverno. Mais do que produzir bem, é preciso falar em bloco e educar o mercado.🍷 Filosofia: reposicionamento e quebra de preconceitosO nascimento da Vinícola Philosophia surge como resposta direta ao preconceito com marcas tradicionais ligadas ao vinho de mesa. Um novo rótulo, nova comunicação e a mesma raiz — mostrando que qualidade não mora no endereço, mas dentro da garrafa.🚜 Profissionalização familiarCláudio defende com clareza que vinícola familiar não pode ser amadora. Competência vem antes do sobrenome. O episódio traz exemplos concretos de como gestão, formação técnica e respeito entre gerações sustentam negócios longevos.🌍 Enoturismo como vetor de desenvolvimentoMuito além do vinho, o enoturismo aparece como ferramenta de geração de emprego, renda e identidade local. São Roque, Mantiqueira e outras regiões mostram como o vinho movimenta gastronomia, hotelaria e cultura.⚠️ Alerta ao consumidorO episódio também traz um recado direto sobre vinhos adulterados, “vinhos de contatinho” e os riscos à saúde pública. Consumir vinho é também um ato de responsabilidade.
Tio Limongi - Sommelier e Mestre Cervejeiro nas Cervejaria SP330 e Kraken #EP117
2026/01/29
Sair da zona de conforto também é parte da cultura do vinho. Neste episódio do SommCast, o papo dá um giro completo para mergulhar no universo da cerveja artesanal — sem abandonar o olhar gastronômico, cultural e sensorial que sempre guiou o podcast. O convidado é Tio Limongi, argentino radicado no Brasil, figura icônica da cena cervejeira de Ribeirão Preto, que conecta cerveja, vinho, gastronomia e identidade como poucos.
A conversa começa pela memória afetiva: infância na Argentina, vinho com soda como parte da cultura familiar, o aroma da fábrica de cerveja no caminho da escola e o primeiro chope que virou camiseta — literalmente. A partir daí, o episódio se expande para discutir mercado, elitização das bebidas, consumo real, erros do passado e aprendizados que moldaram tanto o vinho quanto a cerveja artesanal na América do Sul. Não é sobre moda: é sobre entender pessoas, contexto e prazer.
Ao longo do episódio, surgem reflexões profundas sobre harmonização, terroir líquido, negócios, crises econômicas, migração, planejamento e paixão. Do restaurante cervejeiro pioneiro na Argentina à construção da SP330 em Ribeirão Preto, Tio Limongi mostra que bebida boa nasce do equilíbrio entre técnica, cultura e propósito. Um episódio para quem gosta de pensar antes de beber — e beber melhor depois.
Destaques
🍺 Cerveja também é cultura
A conversa desmonta a ideia de que cerveja artesanal é só técnica ou tendência. Ela é memória, identidade local e expressão cultural — assim como o vinho sempre foi.
🍷 Vinho, cerveja e elitização
Um dos pontos mais provocativos do episódio: quando o vinho se elitizou demais, perdeu espaço para a cerveja. A mesma armadilha pode acontecer com a cerveja artesanal se ela se afastar do consumidor real.
🌎 Ribeirão Preto como polo cervejeiro
O episódio revela os bastidores da construção do polo cervejeiro de Ribeirão Preto, mostrando como colaboração entre produtores é essencial para crescer mercado — não apenas disputar preço.
🧠 Harmonização como ferramenta de venda e prazer
Muito além da teoria, a harmonização aparece como elo entre gastronomia, bebida e experiência. Quando bem feita, transforma percepção, valor e consumo.
🔥 Negócio, crise e resiliência
Da crise argentina de 2001 à pandemia, Tio Limongi compartilha aprendizados duros sobre empreender em mercados cíclicos — e por que planejamento e paixão precisam caminhar juntos.
🇧🇷 Estilos brasileiros e identidade líquida
Maniçoba, mandioca, uvas brasileiras e barrica: o episódio mostra como é possível criar bebidas com identidade local sem copiar modelos prontos de fora.
🎸 Branding, rock and roll e coerência
Nada é aleatório: nomes, estilos, rótulos e música fazem parte de uma narrativa pensada desde o plano de negócios. Marca forte nasce de coerência, não de improviso.
Bianca Colnago - Sommelière ISG, WSET3 e criadora do perfil WineToB #EP116
2026/01/25
Advogada tributarista por quase uma década, comunicadora nata e hoje uma das vozes mais relevantes na educação vínica digital, Bianca Colnago chega ao SommCast para desmontar um dos maiores mitos do mercado brasileiro: a ideia de que vinho é coisa de gente chata, elitista ou inacessível. A conversa parte da memória afetiva, passa por Champagne, praias da Provence e desemboca em algo muito maior — cultura, comunicação e pertencimento.Ao longo do papo, Bianca reconstrói sua trajetória com honestidade e profundidade. Do vinho presente na infância, às dúvidas diante da prateleira do supermercado; da carreira sólida no direito tributário à virada de chave ao perceber que poderia transformar conhecimento em impacto real. O episódio mostra como estudar vinho não é sobre criar barreiras, mas justamente o oposto: aprender para traduzir, simplificar e gerar autonomia em quem está do outro lado da taça.Mais do que falar de uvas, regiões ou certificações, este episódio discute comportamento, linguagem e responsabilidade na comunicação. Bianca explica por que evita termos técnicos quando eles afastam, defende que ninguém precisa “entender” para beber vinho e provoca: por que o brasileiro pede licença para tomar vinho, mas nunca para tomar cerveja? Uma conversa que conecta vinho, cultura e gente de verdadeDestaques🍷 Vinho como memória e afetoDesde a infância, o vinho aparece na vida de Bianca como elo familiar e símbolo de encontro. Não como objeto de status, mas como parte do cotidiano, algo que acolhe, aproxima e cria pertencimento.🛒 A prateleira como ponto de viradaO momento em que ela se vê sozinha diante da gôndola do supermercado revela um problema estrutural do mercado: a falta de mediação. É ali que nasce sua vontade de estudar — e, mais tarde, ajudar outras pessoas a não se sentirem perdidas.🌍 França, Champagne e o choque culturalA experiência em Champagne e no sul da França escancara uma verdade simples: onde o vinho é cultura, ele é descomplicado. Beber vinho na praia, sem cerimônia, muda completamente a percepção do que ele pode ser.🧠 Simples sem ser simplórioUm dos conceitos centrais do episódio. Bianca defende que simplificar não é empobrecer o conteúdo, mas demonstrar domínio real sobre ele. Quem entende de verdade, consegue explicar sem afastar.📱 Comunicação responsável no vinhoInfluenciar é coisa séria. O episódio discute a responsabilidade de quem fala sobre vinho nas redes, a importância do estudo contínuo e o compromisso ético com quem confia naquela informação.🎓 Do direito ao vinho: a transição de carreiraA virada profissional não veio do desgosto pelo direito, mas do encontro com algo que fazia o olho brilhar mais. Comunicação, no fim das contas, sempre foi o fio condutor.🍇 Educação para autonomia, não dependênciaCursos, conteúdos e eventos pensados para transformar o consumidor na pessoa que escolhe o vinho da mesa — e não alguém eternamente dependente de indicações alheias.🤝 Vinho como conexão humanaComunidade, encontros, trocas reais. O vinho aparece como ferramenta social poderosa, capaz de criar laços, histórias e experiências compartilhadas.
Paulo Brammer - CEO da Vinícola Guasparí e um dos maiores Especialistas de vinhos do Brasil #EP115
2026/01/22
O vinho está mudando — e talvez nunca tenha sido tão urgente falar disso com honestidade. Neste episódio do SommCast, Paulo Brammer compartilha uma trajetória que passa longe do glamour e se aproxima do que realmente sustenta o setor: trabalho de base, educação, visão de negócio e capacidade de adaptação.Da formação no Reino Unido à criação da Inocultura, Paulo construiu uma leitura rara sobre o vinho como indústria cultural, econômica e social. A conversa avança para temas centrais do nosso tempo: queda global do consumo, demonização do álcool, mudanças de comportamento, pressão da indústria farmacêutica e o desafio de manter o vinho relevante sem recorrer a discursos ultrapassados.Mais do que um episódio sobre carreira, este é um papo sobre futuro. Sobre como o vinho precisa sair do pedestal, voltar à mesa, ao convívio, à vida real — e como educação, comunicação e estratégia podem definir quem sobrevive (e quem fica para trás) nos próximos anos.Destaques🍇 Uma entrada nada romantizada no vinhoPaulo começa desmontando o mito da “origem nobre”: sua primeira memória com vinho envolve garrafão, gelo e excesso. O ponto não é a anedota — é mostrar como a cultura do vinho no Brasil nasce distante, improvisada e sem repertório, e como isso molda gerações inteiras de consumidores.🇬🇧 O Reino Unido como escola prática de mercadoLondres aparece como um divisor de águas. Um ambiente meritocrático, profissional e altamente competitivo, onde Paulo passa por todas as camadas da hospitalidade — da operação ao nível executivo — construindo uma visão pragmática sobre bebidas, consumo e gestão.🍸 Do bar ao vinho: sensibilidade treinadaAntes do vinho, vieram os destilados, a coquetelaria e o treino sensorial intenso. Essa base influencia diretamente sua leitura de vinho, menos dogmática e mais conectada à experiência, ao prazer e à percepção real do consumidor.🎓 Eno Cultura e a virada educacional no BrasilA escola nasce com uma proposta clara: comunicação mais leve, design, metodologia moderna e foco no aluno — não no professor ou no título. A vitória como Educador do Ano pela WSET simboliza uma mudança de paradigma no ensino do vinho no país.🧠 Educação além do diplomaPaulo provoca: educação não pode existir apenas para certificar pessoas. Ela precisa impactar negócios, consumo, cultura e sustentabilidade da cadeia. O vinho não se sustenta apenas com experts — precisa de gente engajada, curiosa e conectada.📉 A crise global do consumo de vinhoDados, contexto e leitura estratégica: queda histórica em mercados maduros, retração na China, pressão nos EUA e campanhas governamentais para erradicação de vinhedos na Europa. O consumo caiu — e isso muda tudo.💊 Demonização do álcool e novas disputas culturaisA conversa entra em temas sensíveis: lobby farmacêutico, cannabis, novos hábitos de relaxamento e a mudança na relação das pessoas com o álcool. O vinho disputa atenção em um cenário completamente diferente do passado.🍽️ O vinho como elemento social, não medicinalSai o discurso do “faz bem para a saúde”, entra o vinho como ferramenta de convivência, prazer, celebração e saúde mental coletiva. Voltar o vinho para a mesa é mais estratégico do que qualquer argumento científico isolado.🇧🇷 Brasil: crescimento, mas com base frágilApesar de ser um dos poucos países que cresce em consumo, o Brasil ainda tem um mercado pequeno, altamente taxado e pouco acessível. Preço inibitório, falta de política pública e distância do cotidiano seguem como entraves centrais.📊 Impostos, preço e acessoO episódio aprofunda como a carga tributária impede o vinho de se tornar um produto cotidiano. Não é só cultura — é estrutura econômica que limita o alcance do vinho no país.🚀 O futuro do vinho passa por estratégiaPara Paulo, o próximo ciclo do vinho exige menos romantização e mais inteligência: educação aplicada, comunicação eficiente, visão de longo prazo e coragem para repensar modelos que já não funcionam.
Emiliana Medauar - Sommelière e proprietária da importadora e clube de assinatura Emi Wine #EP114
2026/01/19
Engenheira civil de formação, sommelier por escolha e importadora por paixão, Emiliana Medauar construiu um caminho pouco convencional no mundo do vinho. Neste episódio, ela conta como trocou o universo corporativo por um mergulho profundo em vinhos portugueses fora do mainstream — daqueles que carregam território, emoção e identidade em cada garrafa.Ao longo da conversa, Emiliana compartilha sua transição profissional, o impacto da formação pela ABS e pelo WSET, e como a pandemia acelerou a criação de um clube de vinhos baseado em curadoria, liberdade e confiança. O papo passa por Portugal como lugar de pertencimento, pelas ilhas atlânticas, pelos vinhos vulcânicos dos Açores e pela decisão consciente de trabalhar apenas com pequenos produtores, frescor, acidez e mínima intervenção.Mais do que falar de rótulos, o episódio provoca uma reflexão sobre consumo, mercado e propósito. O que faz um vinho emocionar? Qual o papel de quem seleciona e apresenta esses vinhos ao público? E por que fugir de modelos engessados pode ser, justamente, a maior força de um projeto autoral? Um episódio para quem quer entender o vinho além da prateleira.Destaques🍷 Curadoria como identidadeEmiliana explica por que decidiu importar apenas vinhos portugueses fora do circuito óbvio. A escolha por pequenos produtores, regiões menos conhecidas e estilos mais frescos não é estratégia de marketing — é reflexo direto do que ela acredita como vinho bem feito e relevante hoje.🌋 Açores, Madeira e o vinho que nasce do limiteOs relatos sobre a Ilha do Pico impressionam: vinhas rasteiras protegidas por muros de pedra vulcânica, vento salino constante e solos quase sem matéria orgânica. O resultado são vinhos de alta acidez, salinidade marcante e profunda conexão com o lugar.📚 ABS, WSET e a construção de repertórioO episódio mostra como formações diferentes moldam olhares distintos sobre o vinho. Enquanto a ABS constrói base sensorial e de salão, o WSET trouxe vocabulário, visão de mercado e estrutura analítica — complementos importantes para quem atua na importação.🔄 Clube de vinhos sem assinaturaNada de contratos ou obrigatoriedade. O clube funciona por adesão mensal, apenas quando o cliente se identifica com a seleção. Um modelo mais arriscado comercialmente, mas que garante liberdade criativa e fidelidade genuína.🍇 Frescor acima de tudoSem vinhos pesados, sem madeira protagonista e sem excesso de álcool. A curadoria prioriza equilíbrio, acidez, fruta e bebibilidade — vinhos que funcionam tanto à mesa quanto sozinhos, no ritmo do consumidor brasileiro.🌍 Viagem, território e emoçãoEmiliana defende que visitar os lugares muda completamente a forma de comunicar o vinho. Sentir o vento, o cheiro do mar e a paisagem cria uma conexão emocional impossível de transmitir apenas com técnica.🧠 Mercado, bolhas e novos consumidoresO episódio também discute como o público brasileiro está mais aberto a estilos diferentes, menos alcoólicos e mais gastronômicos — e como isso abre espaço para projetos autorais e nichados crescerem com consistência.
Juliano Lourenço - Sócio do Rancho Churrascada e Vice-presidente da AVVINE #EP113
2026/01/15
O episódio #113 do SommCast recebe Juliano Lourenço, engenheiro agrônomo, empreendedor e vice-presidente da AVVINE, associação que articula um dos movimentos mais interessantes do vinho brasileiro hoje: a Serra dos Encontros, entre São Paulo e Minas Gerais. A conversa começa com uma provocação clara — o vinho não foi um plano, foi um chamado — e se transforma num mergulho profundo sobre território, tempo, investimento e experiência.
Ao longo do papo, Juliano conta como o Rancho Churrascada, em Espírito Santo do Pinhal, nasceu da busca por qualidade de vida, hospitalidade e conexão com o campo, e como o vinho entrou nesse ecossistema quase como consequência natural. A conversa atravessa temas como vinhos de inverno, dupla poda, café, altitude, terroir, logística, turismo de experiência e a força coletiva dos produtores que decidiram construir uma região — e não apenas marcas individuais.
O episódio é um retrato vivo de um Brasil que ainda está se formando no vinho, mas que já mostra números, visão estratégica e, principalmente, consciência de processo. Um convite para entender por que vinho não é só bebida, mas território, cultura, tempo e escolha de vida. Aperta o play e vem enxergar o vinho por outra lente.
Destaques
🌄 Serra dos Encontros: uma região em construção
Juliano detalha o surgimento do quadrilátero que une cidades de São Paulo e Minas Gerais, com dezenas de projetos vitivinícolas, centenas de hectares plantados e um crescimento acelerado. Mais do que uma denominação, trata-se de um movimento coletivo que aposta em identidade, cooperação e visão de longo prazo.
🍇 Vinho de inverno, dupla poda e tempo
O episódio reforça que qualidade não nasce do improviso. A viticultura de inverno exige técnica, paciência e humildade. O vinho brasileiro já provou seu potencial, mas precisa de tempo — no vinhedo, na garrafa e na percepção do mercado.
☕ Café e vinho: terroirs que conversam
A conversa mostra como a tradição cafeeira da região ajudou a abrir caminho para o vinho, seja pelo entendimento de altitude, solo e clima, seja pela cultura agrícola já enraizada. Dois mundos que se cruzam no mesmo território.
🏡 Experiência como valor central
Mais do que vender garrafa, o episódio escancara o papel do enoturismo como motor econômico e cultural. Beber vinho no lugar onde ele nasce muda tudo: percepção, memória, valor e vínculo com a marca.
🤝 Associação, cooperação e futuro
A AVVINE surge como exemplo de maturidade coletiva: produtores compartilhando dados, desafios, estratégias e infraestrutura para fortalecer a região como um todo. Uma visão rara — e necessária — no vinho brasileiro.
📈 Investimento, valorização e oportunidade
Juliano apresenta números concretos de crescimento, valorização de terras e interesse de investidores. O vinho aparece como catalisador de desenvolvimento regional, turismo qualificado e novos modelos de negócio.
Jean Claude Cara - Especialistas em vinhos da Borgonha #EP112
2026/01/12
Existe vinho… e existe produto. No episódio #112 do SommCast, o convidado é Jean Claude, chef de formação, autor do livro Vinhos da Borgonha e um pensador inquieto do universo do vinho. Dividindo sua vida entre Brasil e França, Jean Claude provoca desde o primeiro minuto: será que ainda sabemos o que é vinho de verdade?
A conversa percorre memórias afetivas, filosofia, gastronomia, espiritualidade e mercado. Jean compartilha sua primeira lembrança com o vinho — o dedo do pai molhado na taça — e, a partir daí, constrói uma visão profunda sobre textura, paladar, tempo e verdade. O papo entra em temas como vinhos “nascidos prontos”, padronização industrial, a perda de conexão com a terra, a educação do gosto desde a infância e o choque entre tradição e tecnologia.
No fechamento, fica o convite ao incômodo: ouvir este episódio é confrontar certezas, repensar consumo e entender por que Borgonha não é só uma região, mas um símbolo de resistência cultural. Se você quer ir além da taça, este episódio não é confortável — e exatamente por isso, é essencial.
Destaques
🍷 Vinho como alimento, não como produto
Jean Claude defende que o vinho nasceu como comida, parte da mesa e da cultura cotidiana. Quando ele passa a ser tratado apenas como rótulo, status ou storytelling de mercado, perde sua função original e sua verdade.
👃 Textura antes do aroma
Antes de falar em notas aromáticas, ele propõe algo quase esquecido: sentir o vinho com a boca. A textura, a salivação e a estrutura vêm antes da cor e do cheiro — uma abordagem ancestral, anterior à “degustação técnica” moderna.
🌍 A desconexão com a terra
Um dos pontos mais provocadores do episódio é a crítica a profissionais que falam de vinho sem nunca terem pisado num vinhedo. Para Jean, sem contato com a terra, só sobra discurso — e o vinho vira marketing.
⏳ Tempo como ingrediente essencial
Vinhos verdadeiros não nascem prontos. Eles exigem anos — às vezes décadas — para se revelar. O problema? Um mundo apressado, apartamentos pequenos e um mercado que exige giro rápido.
🧠 Educação do paladar começa na infância
Jean conecta vinho, comida e memória sensorial. O que bebemos e comemos quando crianças molda nosso gosto adulto. Açúcar excessivo, ultraprocessados e padronização explicam muito do consumo atual.
⚖️ Tecnologia vs. tradição
A enologia moderna trouxe controle e segurança, mas também afastou o risco — e com ele, a alma do vinho. O episódio questiona onde está o equilíbrio entre técnica e autenticidade.
🔥 Borgonha como símbolo, não como moda
Mais do que uma região, Borgonha aparece como um manifesto: vinhos de lugar, de tempo, de silêncio e de paciência. O oposto da lógica industrial que domina o mercado global.
Diego Bertolini - Consultor e especialista em negócios de vinhos #EP111
2026/01/08
O vinho brasileiro não se constrói só com romantismo — ele exige chão, erro, estratégia e visão de longo prazo. Nesse episódio do SommCast, a conversa com Diego Bertolini parte de uma taça de Nebbiolo da Serra do Sudeste para atravessar décadas de história real do vinho no Brasil. De Bento Gonçalves ao mercado global, Diego é daqueles personagens que viveram o vinho antes dele virar discurso.
A conversa passa pela infância no berço da viticultura gaúcha, pela formação prática dentro de vinícolas, pela quebra de projetos promissores, pela escola dura do mercado e pela virada de chave: entender que não basta fazer vinho bom — é preciso saber vender, posicionar e construir canal. Diego fala sem filtro sobre terroir, multicanalidade, erros históricos do setor, o papel do marketing, da educação e da profissionalização, além de bastidores pouco contados da consolidação do vinho brasileiro no mercado interno e externo.
Esse episódio é um mergulho profundo em tudo aquilo que sustenta o vinho para além da taça: gente, estratégia, política, mercado e propósito. Um papo indispensável para quem produz, vende, comunica ou simplesmente quer entender o vinho brasileiro de forma adulta e conectada com a realidade. Dá o play e escuta com atenção — porque aqui tem aprendizado de verdade.
Destaques
🍷 Memória afetiva e identidade
A primeira lembrança de vinho vem da mesa de casa, do vinho de garrafão, da família e da cultura enraizada na Serra Gaúcha. O vinho aparece como identidade antes de ser produto — e isso molda toda a trajetória.
🌍 Serra do Sudeste e novos terroirs
Diego ajuda a entender por que regiões como a Serra do Sudeste se tornaram estratégicas para o vinho brasileiro, com solos graníticos, menor índice pluviométrico e maior aptidão para tintos de qualidade.
📉 Projetos certos na hora errada
Ganhar prêmio não garante sobrevivência. O episódio escancara como vinícolas premiadas quebraram por falta de mercado preparado, estratégia comercial e timing — uma lição dura, mas essencial.
📊 Vinho também é venda
Um dos pontos mais fortes da conversa: vinho bom é o básico. Atendimento bom é o básico. Conhecer o produto é o básico. O diferencial está na estratégia de canal, no posicionamento e na execução comercial.
🔄 Multicanalidade sem romantismo
Pré e pós-pandemia mudaram tudo. Clube, e-commerce, loja física, B2B, on-trade e off-trade hoje coexistem. Quem não entende isso fica para trás — simples assim.
🏷️ Reposicionamento de produto e mercado
A experiência na Aurora e no reposicionamento do Keep Cooler vira aula prática sobre gôndola, canal, público e percepção de valor — marketing aplicado, sem teoria vazia.
🇧🇷 Marca Brasil e o desafio da origem
Mais difícil do que vender uma vinícola era vender o Brasil como origem. O episódio mostra como o preconceito contra o vinho nacional moldou estratégias, erros e aprendizados.
🤝 O papel do Ibravin e da construção coletiva
Diego detalha bastidores do trabalho institucional, da promoção internacional, das feiras, do relacionamento com importadores e da visão de que o concorrente do vinho não é outro país — é a falta de cultura.
🧠 Razão + emoção no vinho
Nada de extremismos. Agricultura orgânica, leveduras autóctones, viticultura de precisão e inovação precisam caminhar junto com pesquisa, planejamento e viabilidade econômica.
🚀 Vender vinho é vender cultura
No fim, a grande mensagem: vinho é propósito, mas também é método. Sem profissionalismo, não existe mercado sustentável. Sem mercado, não existe cultura.
Gabriella Justino - Enóloga da Casa Tés #EP110
2026/01/05
O vinho brasileiro está mudando de patamar — e muito disso passa pelas mãos de uma nova geração de enólogos. Neste episódio do SommCast, o papo é com Gabriella Justino, enóloga da Casa Tés, uma vinícola boutique que vem chamando atenção com vinhos elegantes, precisos e profundamente conectados ao terroir da Mantiqueira paulista. Da adolescência cervejeira em Barretos ao comando técnico de um dos projetos mais comentados do país, Gabriella mostra que o caminho do vinho não precisa ser óbvio para ser potente.
A conversa mergulha na trajetória de formação da enóloga, passando pela decisão de trocar a gastronomia pela enologia, as vendimas no Brasil, Uruguai e Argentina, e o aprendizado prático que moldou sua visão de vinho. No centro do papo está a Casa Tés: um projeto que nasce pequeno, mas com ambição clara de fazer “pouco e muito bem feito”. Falamos de terroir vulcânico, altitude, dupla poda, microvinificações, fermentações em inox, concreto e ovos, além da influência direta de Pierre Lurton, um dos nomes mais respeitados do vinho mundial, que acompanha de perto cada etapa do projeto.
Mais do que técnica, o episódio entrega visão. Gabriella discute elegância versus excesso, amadurecimento do vinho brasileiro, os desafios de formar equipes em regiões sem tradição vitivinícola e a importância de investir em conhecimento antes de volume. Um episódio para quem quer entender por que o Brasil deixou de ser promessa e passou a ser conversa séria no mundo do vinho.
Destaques
🍇 Da sommelier à enólogaGabriella conta como um curso de sommelier mudou completamente seu rumo profissional, levando-a ao bacharelado em enologia no Rio Grande do Sul e a uma formação prática intensa em diferentes países e realidades vitivinícolas.
⛰️ Casa Tés e o terroir da Mantiqueira
O projeto nasce no Vale da Grama, em São Sebastião da Grama (SP), com solos vulcânicos, altitude elevada e grande amplitude térmica — combinação que imprime frescor, precisão e identidade aos vinhos.
🧪 Microvinificações e escolhas técnicas
Fermentações separadas por parcelas, uso de inox, concreto e ovos, barricas de primeiro e segundo uso e volumes pequenos permitem decisões mais finas e cortes mais complexos, sempre buscando elegância.
✂️ Dupla poda sem exageros
O episódio aprofunda como a dupla poda pode gerar vinhos mais equilibrados quando o foco deixa de ser potência e passa a ser finesse, respeitando a maturação fenólica e o limite da madeira.
🌍 Pierre Lurton e a troca internacional
A presença ativa do consultor francês traz método, questionamento e ajustes finos, sem impor modelos prontos — a ideia é adaptar conhecimento clássico a um terroir totalmente novo.
📈 O vinho brasileiro em ascensão
Gabriella reflete sobre o momento do Brasil no cenário global: menos comparação com o velho mundo e mais entendimento do próprio território, clima e identidade.
🍷 Pouco, bem feito e com propósito
Produção limitada, venda por alocação, presença em restaurantes icônicos e zero pressa para crescer. A Casa Tés aposta em consistência e longo prazo, não em volume.
Luiz Gastão - Vice-Presidente do Mercado Eletrônico e colunista de vinhos no Brazil Journal #EP109
2026/01/01
O vinho não entra na vida de Luiz Gastão Bolonhez como profissão — entra como paixão. Engenheiro de formação, executivo do mercado de tecnologia há décadas e um dos grandes difusores da cultura do vinho no Brasil, Gastão construiu uma relação profunda com a bebida muito antes das redes sociais e dos discursos prontos. Para ele, vinho é infinito: um território onde convivem memória, prazer, conhecimento e gente.
Ao longo do episódio, Gastão costura histórias pessoais e profissionais com uma visão muito clara: o vinho só faz sentido quando está ligado à mesa, à comida e às pessoas. A conversa passa por sua trajetória autodidata, pelas viagens que moldaram seu olhar — Borgonha, Sicília, Madeira, Napa, Chile, Brasil — e pela transformação do enoturismo no mundo. Ele fala sobre obsessão saudável, disciplina, saúde, redes sociais, mercado e sobre como o vinho pode ser ao mesmo tempo sofisticado e simples.
Esse não é um episódio sobre rótulos caros ou discursos técnicos. É sobre viver o vinho com propósito, curiosidade e afeto. Sobre entender que aprender, compartilhar e servir também fazem parte da experiência. Se você acredita que vinho é cultura viva — e não vitrine — esse episódio é obrigatório. Dá o play e senta à mesa com a gente.
Destaques
🍷 Vinho como elo de conexão
Para Luiz Gastão Bolonhez, o vinho não é o centro da mesa, mas o fio que conecta comida, conversa, memória e convivência. Ele existe para aproximar pessoas, não para afastá-las.
🧠 Paixão, curiosidade e estudo contínuo
Autodidata por escolha, Gastão defende que só se ama o que se conhece. Estudar vinho é um processo infinito — e é exatamente isso que torna a jornada tão fascinante.
🌍 Viagens que transformam a percepção do vinho
Das regiões clássicas às ilhas vulcânicas, o vinho é porta de entrada para entender geografia, história, gastronomia e cultura local. Sicília e Madeira surgem como exemplos de territórios que mudam a forma de pensar o vinho.
🏡 Safras, família e memória afetiva
Garrafas guardadas como marcos da vida: casamento, filhos, encontros, datas importantes. O vinho como arquivo emocional, capaz de contar histórias que palavras não dão conta.
📱 Redes sociais como espaço de troca real
Longe do glamour vazio, Gastão enxerga o digital como ferramenta de difusão cultural, aprendizado e conexão genuína — onde o vinho vira linguagem universal.
🪑 Descomplicar para incluir
Um dos pontos mais fortes do episódio é a defesa de um vinho menos pedante e mais acessível. Degustar vem antes de entender. Provar vem antes de julgar. O vinho precisa convidar, não intimidar.
Raquel Poleto - Sommelière e colunista de vinhos no Espírito Santo #EP108
2025/12/29
O vinho nem sempre começa na taça — às vezes começa na memória, na família e na cultura do lugar. Neste episódio do SommCast, a conversa com Raquel Poleto revela como o vinho pode ser um agente de transformação cultural em mercados fora do eixo tradicional, conectando pessoas, histórias, literatura e experiências sensoriais no Espírito Santo. Uma trajetória que mistura números, afeto e muita criatividade.
Raquel compartilha sua jornada pouco óbvia: contadora há mais de duas décadas, ela constrói em paralelo uma atuação sólida no mundo do vinho como sommelier formada pelo IFSP, colunista do jornal Dia a Dia e colaboradora da Revista Adega. O papo passa por confrarias que nascem do caos e ganham método, pela evolução do consumo de vinho em cidades menores e pela importância de deselitizar o discurso sem banalizar o conteúdo.
O episódio aprofunda ainda projetos autorais que vão além da degustação tradicional, como o Livros & Vinhos, onde literatura, música, teatro e vinho se encontram para criar experiências memoráveis. É uma conversa sobre formação, ética, mercado, cultura e, principalmente, sobre como o vinho pode — e deve — ser um instrumento de encontro, pertencimento e curiosidade. Dá o play e descubra como o vinho ganha novas camadas quando sai do óbvio.
Destaques
🍷 Primeira memória com vinho
Raquel relembra a infância em família italiana, onde o vinho de garrafão fazia parte da rotina — inclusive adaptado para as crianças. Uma lembrança afetiva que ajuda a entender sua visão descomplicada e humana sobre o consumo.
📊 Duas carreiras, um mesmo propósito
A convivência entre contabilidade e vinho traz um olhar estratégico raro: vender sonho é importante, mas pagar contas também. Raquel fala sobre a necessidade de unir paixão e sustentabilidade financeira no mercado do vinho.
🌎 O vinho fora do eixo tradicional
O Espírito Santo surge como um mercado em construção, com crescimento de confrarias, consumo mais consciente e até produção local. Um retrato realista de como a cultura do vinho se espalha pelo Brasil.
🎓 Formação e responsabilidade profissional
O impacto do curso de sommelier na forma de provar, indicar e comunicar vinho. Separar gosto pessoal de análise técnica se torna um divisor de águas na atuação profissional.
🎭 Confrarias como experiências culturais
Nada de degustação engessada: música, dança, teatro e narrativa fazem parte das confrarias organizadas por Raquel, criando memórias e aproximando novos públicos do vinho.
📚 Livros & Vinhos: literatura na taça
Um projeto autoral que harmoniza obras literárias com vinhos, comidas e contextos históricos. Cada encontro é pensado como uma jornada sensorial completa, não apenas como um evento de degustação.
🍽️ Cartas de vinho com escuta ativa
Raquel fala sobre a construção de cartas de vinho realistas, que respeitam o perfil do público, o clima da região e a operação do restaurante — sempre com treinamento de equipe e visão de longo prazo.
🤝 Descomplicar sem banalizar
Talvez a maior mensagem do episódio: não existe certo ou errado na taça. Existe contexto, momento e vontade. O vinho cresce quando acolhe, não quando afasta.
Diego Fabris - Sócio Fundador e CEO na Wine Locals #107
2025/12/25
O vinho entrou cedo na vida de Diego Fabris, mas nunca como obrigação técnica ou exercício de erudição. Entre memórias de família, espumantes bebidos com gelo na juventude e uma relação visceral com comida, viagem e hospitalidade, ele construiu um olhar raro: o vinho como experiência viva, social e emocional — não como prova ou diploma. É desse lugar que nasce a Wine Locals, hoje a maior plataforma de enoturismo da América do Sul.
Ao longo da conversa, Diego passa por sua formação em publicidade, a vivência transformadora nos Estados Unidos, a criação do projeto Destemperados e o mergulho profundo no universo da experiência como valor central. Ele explica por que sempre acreditou que conteúdo, curadoria e vivência real são mais importantes do que tecnicismo — e como isso moldou sua forma de comunicar gastronomia, vinho e turismo ao longo de mais de uma década.
O papo ganha ainda mais densidade quando ele conta como decidiu lançar uma plataforma de enoturismo no meio da pandemia — quando tudo parecia impossível. Ao invés de recuar, Diego apostou em tecnologia, conteúdo e parceria com produtores, ajudando vinícolas a estruturar experiências, vender visitas e criar vínculos reais com o consumidor. Um episódio que mostra que vinho não é só produto: é território, gente, tempo e memória. Dá o play e repense sua relação com a taça.
Destaques
🍷 Vinho sem perder a diversão
Diego defende uma relação menos técnica e mais honesta com o vinho. Para ele, estudar é importante, mas não à custa do prazer, da curiosidade e da leveza que fazem o vinho ser social e humano.
🌍 Experiência como motor de cultura
Muito antes da palavra “experiência” virar buzzword, ele já apostava na vivência como forma de criar conexão real. Visitar, sentir, conversar e estar presente transforma a percepção sobre vinho — e sobre qualquer território.
📣 Conteúdo como ativo estratégico
Desde os tempos do Destemperados até a Wine Locals, o conteúdo nunca foi acessório. Ele é ferramenta de desejo, educação e curadoria, ajudando o consumidor a navegar em um dos mercados mais complexos do mundo.
🏔️ Enoturismo e vinho brasileiro
A vivência nas vinícolas muda completamente a narrativa sobre o vinho nacional. Quem visita, entende. Quem entende, valoriza. E quem valoriza, consome de outra forma.
🦠 Criar na crise
Lançar a Wine Locals no auge da pandemia parecia loucura — e foi exatamente isso que abriu espaço. Com o turismo tradicional parado, o enoturismo foi o primeiro a reagir, impulsionado por natureza, distanciamento e desejo de reconexão.
🎟️ Eventos como extensão da experiência
Festivais, vindimas e encontros não são só entretenimento: são ferramentas poderosas para fidelizar, educar e fortalecer regiões inteiras. Quando bem feitos, conectam conteúdo, venda e comunidade.
📖 Curadoria acima de tudo
Guias impressos, séries e experiências vendidas na plataforma passam pelo mesmo filtro: alguém do time viveu aquilo. A curadoria nasce da experiência real, não apenas da ficha técnica.
Juliana Haddad - Sommelière e Embaixadora da Sacramentos Vinifer #EP106
2025/12/22
Migrar de carreira já é um desafio. Fazer isso para o universo do vinho exige ainda mais coragem, método e desapego de romantizações. Neste episódio do SommCast, Juliana Haddad compartilha uma trajetória real, construída longe de atalhos: da Educação Física ao mercado do vinho, passando por formação técnica, prática intensa, erros, acertos e escolhas conscientes ao longo do caminho.
A conversa percorre desde as primeiras memórias afetivas com o vinho até a decisão de investir em educação formal — ABS, WSET, cursos internacionais e o início no Court of Master Sommeliers. Juliana fala com franqueza sobre o peso da litragem, a importância do repertório prático e o perigo de confundir certificado com especialização. O episódio também escancara o lado pouco glamouroso da profissão: bastidores de importadoras, treinamentos, eventos, logística, vendas e construção de marca no dia a dia.
Mais do que uma história pessoal, o episódio funciona como um retrato honesto do mercado do vinho no Brasil hoje. Educação, serviço, comunicação, networking, posicionamento profissional e qualidade de vida aparecem como decisões estratégicas — não como consequência automática da carreira. Um episódio essencial para quem quer entender o vinho para além da taça e das aparências.
Destaques
🍇 Memória afetiva e origem do interesse pelo vinho
O vinho surge primeiro como cultura e afeto, antes de virar profissão. Uma base emocional que ajuda a explicar escolhas mais conscientes ao longo da carreira.
📚 Formação técnica como ferramenta, não como fim
ABS, WSET e cursos internacionais aparecem como pontos de partida. O aprendizado real acontece quando estudo e prática caminham juntos.
🧠 Certificação não é especialização
Um dos momentos mais provocadores do episódio: diplomas ajudam, mas não substituem tempo de mercado, repertório e vivência real.
🍷 Litragem como escola definitiva
Provar muito, provar diverso e estar presente em eventos é apresentado como um diferencial real — mesmo quando o bolso impõe limites.
🏷️ Bastidores do mercado e das importadoras
Da montagem de caixas à emissão de notas fiscais, o episódio desmonta a ideia de glamour e mostra o trabalho invisível que sustenta o setor.
🎓 Educação e treinamentos na prática
Ensinar vinho exige preparo, método e repetição. Juliana compartilha inseguranças iniciais e o processo de construção como educadora.
🌍 O papel real da embaixadora de marca
Muito além de eventos e imagem, o trabalho envolve vendas, treinamento de equipes, alinhamento estratégico e disponibilidade constante.
🎙️ Podcast como ferramenta de posicionamento
A experiência no Talk Taças mostra como o conteúdo também educa, gera autoridade e constrói mercado — quando feito com consistência.
🔄 Cabeça aberta como princípio profissional
No vinho, opinião fixa é um erro. Evoluir passa por ouvir, rever conceitos e aceitar que aprender nunca termina.
Fabio Lobosco - Criador do perfil Dose Bacanal #EP105
2025/12/18
Existe vinho além da taça — e Fábio Lobosco é a prova viva disso. Educador, pesquisador, provocador nato e uma das vozes mais ácidas do vinho brasileiro, ele chega ao SommCast para desmontar romantizações, desafiar consensos e colocar o dedo onde o mercado prefere esconder. Da formação acadêmica ao consumo real, o papo começa sem anestesia.
Ao longo da conversa, Lobosco atravessa temas que quase nunca aparecem juntos: educação em vinho, modelos de ensino (WSET, WSG, Senac), mercado brasileiro, desigualdade estrutural, vinho como produto de luxo, desalcoolização, vinhos de baixa intervenção, precificação abusiva e o fetiche da exclusividade. Tudo costurado por história, política, análise sensorial e uma visão crítica sobre como o discurso muitas vezes se distancia — e muito — da realidade.
No fim, fica a pergunta incômoda: estamos bebendo vinho ou apenas comprando narrativa? Este episódio não entrega respostas fáceis, mas oferece algo muito mais valioso — repertório, pensamento crítico e coragem intelectual. Dá o play e prepare-se para sair da zona de conforto.
Destaques
🍷 Educação em vinho sem romantização
Formação não é sobre decorar regiões ou repetir discursos prontos. É sobre entender história, política, mercado e desenvolver senso crítico para não ser refém de modismos ou narrativas vazias.
🧠 WSET, WSG, Senac e os diferentes caminhos do ensino
Cada método carrega um DNA próprio — comercial, cultural ou técnico. Navegar por todos é essencial para construir uma visão pessoal e não depender de uma única lente.
💰 Vinho como produto de luxo no Brasil
Do campo à prateleira, o vinho nasce caro. Estrutura agrária, falta de incentivo ao pequeno produtor e desigualdade econômica moldam o que chega à taça — e para quem.
🌱 Baixa intervenção: filosofia ou fetiche?
Quando sustentabilidade vira discurso de elite, o vinho deixa de ser democrático. A provocação não é contra o conceito, mas contra a distância entre narrativa e realidade.
🚫 Desalcoolização e seus paradoxos
Uma tendência de mercado legítima, mas cheia de contradições sensoriais e conceituais. Dá pra chamar de vinho sem álcool algo que depende estruturalmente do álcool?
🏷️ Precificação e a ilusão do desconto
Escadinhas mágicas de preço, margens infladas e o consumidor tratado como ingênuo. Uma aula prática sobre como funciona — e como se vende — o luxo no vinho.
📚 Clássicos antes da vanguarda
Nada nasce do nada. Vinhos modernos dialogam com Bordô, Piemonte, Mosel e Borgonha. Ignorar o clássico é perder o fio da história.
🔥 O papel do educador: incomodar
A boa aula não agrada — provoca. Questiona certezas, gera desconforto e obriga o aluno a pensar além da superfície.
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