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Entre Olhares

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This podcast has
15 episodes
Date created
2026/02/02
Latest episode
2026/10/06
Average duration
31 min.
Release period
18 days

Description

O podcast da Strabpedia - Nosso objetivo é criar uma comunidade global de troca de conhecimento teórico e prático. Através do uso de tecnologia e inovação, conectamos os oftalmologistas às últimas evidências científicas, de forma dinâmica e acessível.

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15. Incisão em fórnice: porque a gente só opera assim e quer que você opere também!
2026/10/06
Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO"Doutora, eu queria saber se por acaso você usa essa técnica chamada incisão em fórnice." O paciente chegou no consultório da Dra. Luisa já perguntando. Histórias como essa mostram que a técnica descrita por Marshall Parks em 1968 saiu dos centros de referência americanos e chegou ao conhecimento dos próprios pacientes. E não é por acaso: quem opera e quem é operado por fórnice dificilmente volta atrás. Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker explicam por que fizeram da incisão em fórnice a sua técnica padrão para praticamente todas as cirurgias de estrabismo, incluindo reoperações.  A conversa começa pela história: o Dr. Parks, considerado o pai da oftalmopediatria, publicou a descrição original, treinou uma geração inteira de oftalmopediatras nos Estados Unidos e, por essa linhagem, a técnica chegou até elas via seus preceptores. A Dra. Luisa traz os dados de um survey com mais de mil membros da AAPOS mostrando que 58% preferem fórnice em cirurgias primárias e um estudo de 2015 confirmando menos olho seco, menos alteração de sensibilidade corneana e cicatrização mais rápida com fórnice versus limbar. Na parte prática, detalham os instrumentos que consideram imprescindíveis (as lockers de Moody, o gancho de Stevens, a lupa), discutem a curva de aprendizado para quem já opera limbar versus quem está aprendendo do zero. Explicam porque a reoperação é um dos casos em que mais gostam de usar fórnice, justamente porque a incisão não aborda a conjuntiva cicatrizada entre a inserção e o limbo.  A Dra. Luisa ainda apresenta um estudo piloto randomizado de 2026 comparando cola de fibrina, nó exposto e nó sepultado no fechamento da incisão em fórnice, com dados de espessura conjuntival por OCT de segmento anterior.  Encerram com o bloco de dicas: o podcast de ficção "França e o Labirinto", narrado por Selton Mello com áudio 3D binaural que simula a experiência de um investigador cego e o perfil "O Futuro das Coisas" no Instagram, sobre portfólio de vida e o futuro dos profissionais. E ainda: Porque o pós-operatório de fórnice muda drasticamente a fotofobia e o conforto já no primeiro diaComo o curso online de incisão em fórnice da Strabpedia já formou mais de 40 cirurgiões, incluindo profissionais experientes que migraram e passaram a ensinar outrosA importância de ter um auxiliar treinado e por que a qualidade do rebatimento conjuntival é passo dependente PARTICIPANTESDra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn CONTATOEstá com dúvida? Entre em contato pelo nosso [email protected] HASHTAGS #IncisãoFórnice #CirurgiaDeEstrabismo #Estrabismo #Oftalmopediatria #Oftalmologia #SaúdeOcular
14. O pior caso de alergia ocular do consultório: quando todos os degraus não bastam
2026/09/22
Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO "Eu fiquei por muito tempo sem conseguir refratar ela. Ela não conseguia nem abrir o olho." A frase da Dra. Júlia Rossetto resume o nível de gravidade do caso que abre este episódio: uma menina de 11 anos com ceratoconjuntivite vernal que faltava à escola por não conseguir abrir os olhos, que já tinha passado por vários oftalmologistas e que só conseguiu estabilizar com tacrolimus 0,1% três vezes ao dia. E mesmo assim, abriu úlcera de escudo nos dois olhos. Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker fazem o que prometeram no episódio anterior: um caso clínico que ilustra todos os degraus da escadinha de tratamento da alergia ocular, do anti-histamínico de ação múltipla até a injeção supratarsal de triancinolona em consultório. A Dra. Júlia detalha cada escalada do tratamento, incluindo o aumento progressivo do tacrolimus (de 0,03% uma vez ao dia até 0,1% três vezes ao dia), a técnica da injeção supratarsal na lâmpada de fenda com a paciente de 11 anos acordada, o manejo da pressão que subiu após o corticoide de depósito e o momento em que, finalmente conseguindo refratar, descobriu uma progressão de miopia que estava passando despercebida. A decisão de encaminhar a segunda úlcera para uma especialista em córnea abre uma discussão sobre saber a hora de compartilhar o cuidado, mesmo quando o oftalmopediatra tem o hábito de dar conta de tudo. Encerram com o bloco pessoal: a Dra. Luisa conta como a negativa do seu próprio plano de saúde para a quimioterapia que ela precisava e a solução criativa do médico que a mandou comprar a medicação na Argentina, mudou para sempre a forma como ela lida com pacientes indignados com convênio e como ela passou a oferecer caminhos mesmo quando a resposta parece ser "não tem no Brasil". A Dra. Júlia fala sobre como o esporte coletivo na faculdade, especialmente ser central no handebol, moldou sem ela perceber a sua forma de liderar equipes, coordenar pesquisa e conduzir o consultório. E ainda: Por que alergia grave pode causar absenteísmo escolar e como isso muda a urgência do tratamentoO papel da retinoscopia e da refração mesmo quando o foco é a alergia, porque o paciente é um pacote completoQuando encaminhar para o subespecialista e por que compartilhar o cuidado fortalece a condução do casoPARTICIPANTESDra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso [email protected] HASHTAGS #AlergiaOcular #CeratoconjuntiviteAtópica #Tacrolimus #Oftalmopediatria #SaúdeOcular #Oftalmologia
13. Alergia ocular na criança: o que importa na prática e o que você pode simplificar
2026/09/08
Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO "Transforma o quarto do seu filho numa cozinha." A frase, que a Dra. Luisa Hopker carrega desde os tempos de criança alérgica e repete até hoje no consultório, é a forma mais visual de explicar controle ambiental para qualquer família. Sem cortina, sem bicho de pelúcia, sem mantinha da avó que nunca foi lavada. Se os ácaros estão formando colônia em cima do nariz da criança, não adianta prescrever o melhor colírio do mundo. Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker voltam à oftalmopediatria para destrinchar a conjuntivite alérgica com foco total na prática. A Dra. Júlia propõe uma simplificação da classificação que fez o clique na cabeça dela: esqueça o mecanismo imunológico por um momento e concentre-se na pergunta que realmente muda a conduta, tem acometimento corneano ou não? Se não tem, é conjuntivite. Se tem, é ceratoconjuntivite (vernal ou atópica), e o tratamento, o acompanhamento e a conversa com a família mudam completamente. A vernal melhora com a idade. A atópica, não. E essa diferença precisa estar clara desde a primeira consulta. A conversa avança para a escadinha de tratamento: anti-histamínico de ação múltipla (olopatadina ou cetotifeno) como base, corticoide de alta potência em curso breve para as crises com acometimento corneano e tacrolimus como o divisor de águas que mudou a história da alergia ocular grave. A Dra. Júlia detalha como usa o tacrolimus 0,03% manipulado, quando entra com a pomada dermatológica como alternativa acessível, como lida com a ardência que leva à não adesão e porque, nos casos de risco, já associa timolol antes mesmo de medir a pressão. Passam ainda pela úlcera de escudo, pela injeção supratarsal de triancinolona e pelo papel da retinoscopia na triagem precoce do ceratocone em crianças alérgicas. E ainda: Por que alinhar expectativa desde o início: é um quadro crônico, não vai curar e parar o tratamento traz de volta as crisesA anamnese que faz diferença: gatilhos, comemorativos atópicos, diário de crise e histórico familiarQuando subir a dose do tacrolimus e como fazer o desmame sem perder o controle ARTIGOS CITADOS Ronconi CS, Issaho DC, Ejzenbaum F, Hopker LM, Solé D, Chong-Neto HJ, Moreira ATR, Tabuse MK, Santos MS, Rossetto JD. Brazilian guidelines for the monitoring and treatment of pediatric allergic conjunctivitis. Arq Bras Oftalmol. 2023;86(5):e2022. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34852049/ DICAS DO EPISÓDIO 📱 Aplicativos de audiolivro: Storytel e Audible 📖 The Moment of the Lift, Melinda Gates (disponível em audiolivro narrado pela autora) 🎙️ Podcast Mamilos, com Juliana Wallauer e Cris Bartis PARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso [email protected] HASHTAGS #AlergiaOcular #ConjuntiviteAlérgica #Oftalmopediatria #Tacrolimus #SaúdeOcular #Oftalmologia
12. Casos de cirurgia ajustável: inervacional, paresias e o que a cirurgia ensina sobre fisiologia
2026/08/25
Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO "Nossa, aquelas imagens tortas que eu via não estão mais tortas." O paciente falou isso espontaneamente, antes que a Dra. Luisa Hopker perguntasse qualquer coisa, no momento em que sentou na mesa de cirurgia após uma plicatura com transposição temporal do reto inferior. Ela nem esperava que a torção fosse tão perceptível para ele. Respostas assim só aparecem na cirurgia ajustável e são elas que fazem desse tipo de cirurgia uma aula de fisiologia motora ao vivo. Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker trazem casos de ajustável que vão além do alinhamento e entram no território da cirurgia inervacional. A Dra. Júlia abre com um caso de paralisia de terceiro par com regeneração aberrante, onde a ajustável permitiu estudar em tempo real quanta função sobrava no reto medial e quanto enfraquecimento era necessário para que a ptose se corrigisse pela inervação cruzada. Depois, traz um caso de paresia recorrente de sexto par em que optou por recuar o reto medial contralateral, explicando o conceito de "match the defect": o recuo é mais potente justamente na direção onde o desvio é maior, porque é onde o músculo enfraquecido atua. A Dra. Luisa apresenta o mesmo tipo de caso, paresia recorrente de sexto, mas com abordagem oposta: plicatura ajustável do reto lateral parético, mostrando que caminhos diferentes podem chegar ao mesmo resultado. A conversa reforça uma mensagem importante para quem está em formação: ouvir soluções diferentes para o mesmo caso não é motivo de angústia, é construção de repertório. Encerram com o bloco pessoal: a Dra. Júlia conta o episódio do saco de balas Fini no consultório e como a reação não verbal dela, percebida pelo pai do paciente mesmo por trás da máscara, abriu os olhos dela para o quanto a linguagem corporal conecta ou desconecta a gente das famílias. A Dra. Luisa fala sobre os anos que passou num hospital de trauma público em Curitiba, os casos que a moldaram como ser humano e como transitar entre a "vida cheirosa" do consultório e a realidade da periferia deu a ela um chão que nenhum fellowship daria. E ainda: Por que a cirurgia ajustável é uma aula de fisiologia motora que nenhum livro substituiComo a transposição horizontal de um músculo vertical pode corrigir torção sintomáticaQuando fortalecer o músculo parético e quando enfraquecer o agonista contralateral nas paresias de sexto parPARTICIPANTESDra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn CONTATOEstá com dúvida? Entre em contato pelo nosso [email protected] HASHTAGS #CirurgiaAjustável #Estrabismo #CirurgiaInervacional #ParesiaDeSexto #Oftalmologia #SaúdeOcular
11. Sutura ajustável na prática: da escolha do paciente ao nó
2026/08/11
Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO "Não fica tentando me distrair só pra eu ficar mais confortável, porque eu sei o que você tá fazendo." A frase, dita por um paciente durante uma consulta, poderia ser muito bem empregada no meio da cirurgia com anestesia tópica e resume o nível de consciência — e de parceria — que a sutura ajustável exige. É uma técnica que não perdoa improvisação: escolha errada de paciente, equipe desalinhada ou planejamento frágil e o desconforto vira caos. Mas quando tudo se encaixa, o resultado é difícil de bater. Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker destrincharam cada etapa da cirurgia ajustável single-stage (SSASS) como fazem no dia a dia. Começam pela seleção do paciente, o teste do cotonete, os sinais durante o exame que já mostram quem vai tolerar e quem não vai e por que adultos jovens motivados e idosos com exotropia adquirida são os melhores perfis para começar. Passam pela hierarquia de dor entre os músculos (reto lateral quase indolor, verticais bem mais desconfortáveis) e pela dica prática de pedir ao paciente que olhe na direção oposta ao músculo operado para relaxar a tração. A anestesia ganha um bloco inteiro: propofol e fentanil como base, o papel da pré-medicação venosa (ondansetrona, dipirona, dexametasona e tramadol), a quetamina em dose baixa com cuidado pelo risco de nistagmo e o score de Ramsey 3 como alvo. A Dra. Júlia conta como construiu a parceria com sua anestesista, das primeiras cirurgias em que o despertar demorava até o ponto atual em que é quase imediato. A Dra. Luisa detalha sua técnica de nó e como usa o cover test deitado como triagem antes de decidir se senta o paciente. A conversa ainda passa pela experiência da Dra. Júlia com a Dra. Capó no Bascom Palmer, que opera em dois tempos e ajusta no consultório. Pelo conceito de exodrift e por que deixar o paciente em leve esotropia na mesa é o certo mesmo quando ele diz que está vendo duplo, incluindo a história da Dra. Luisa que operou em um hospital na China, com a cirurgia sendo transmitida ao vivo para um auditório precisou manter a conduta sob pressão. E ainda: Por que a cirurgia ajustável não serve para compensar um plano ruim, ela refina um plano que você já temO artigo da Academia Americana que mostra 86% de sucesso com ajustável na exotropia contra 59% sem sutura ajustávelComo reservar a ajustável para o último horário do dia muda completamente o nível de estresse da equipeARTIGOS CITADOS Heidary G, Aakalu VK, Binenbaum G, et al. Adjustable Sutures in the Treatment of Strabismus: A Report by the American Academy of Ophthalmology. Ophthalmology. 2022;129(1):100-109. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/34446304/ Estudo indiano prospectivo sobre sedação consciente em cirurgia ajustável single-stage (citado pela Dra. Luisa): https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/40679409/ DICAS DO EPISÓDIO 📖 Despertar Materno: Guia para uma criação consciente de 0 a 6 anos — Cristina Martinez e Vivian Cirineu (Editora Literare Books) 🎵 Jorge Drexler — cantor e compositor uruguaio, ex-otorrinolaringologista, vencedor do Oscar de melhor canção. https://open.spotify.com/artist/4ssUf5gLb1GBLxi1BhPrVt PARTICIPANTESDra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso [email protected] HASHTAGS #SuturaAjustável #CirurgiaDeEstrabismo #Estrabismo #Oftalmologia #AnestesiaTópica #SaúdeOcular
10. Casos clínicos de diplopia: cirurgia ajustável na prática
2026/07/28
Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO "Dona fulana, o que você tá vendo?" "Uma maior e uma menor." "Não, dona fulana, maior e menor não pode. Tem que estar em cima ou embaixo." A cena aconteceu no centro cirúrgico, com uma paciente de 86 anos na mesa durante uma cirurgia com sutura ajustável e resume bem o que esse episódio entrega: a realidade crua de quando o caso sai do planejamento e você precisa decidir ali, ao vivo. A Dra. Júlia Rossetto abre com esse caso — uma hipotropia grande pós-catarata em uma paciente idosa que ninguém apostaria em levar para ajustável. A própria anestesista questionou. Mas a motivação da paciente era clara, a cirurgia foi feita e o resultado mudou a vida dela.  A Dra. Luisa Hopker traz um caso complementar: uma paciente de 50 anos, ansiosa e perfeccionista, com ET adquirido maior para longe, em que o recuo de um reto medial não foi suficiente e ela precisou decidir, durante a cirurgia, mexer no segundo olho — algo que não estava no plano original e que só foi possível por ser ajustável. A conversa passa pela construção de parcerias profissionais — o que fazer quando um colega parceiro atende mal o seu paciente, como dar feedback sem comprometer sua relação e por que isso fortalece o cuidado.  E encerra com um dos relatos mais pessoais do podcast: a Dra. Luisa conta como uma doença rara durante a gestação, com diagnóstico tardio e quimioterapia, mudou para sempre a forma como ela se coloca diante de cada paciente. A falta de empatia de um oncologista que não conseguiu enxergá-la como pessoa — só como mais um caso — se tornou a referência do que ela nunca quer reproduzir. E ainda: Por que a cirurgia ajustável pode ser desconfortável para o cirurgião, não para o paciente — e como alinhar isso com a equipe anestésicaQuando decidir operar o segundo olho durante uma cirurgia ajustável e como comunicar isso ao acompanhanteComo a experiência de ser paciente transforma a prática médica e a relação com o outro lado do consultórioPARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso [email protected] HASHTAGS #Diplopia #CirurgiaAjustável #Estrabismo #Oftalmologia #Empatia #SaúdeOcular
09. Diplopia no adulto: o raciocínio que simplifica o caso difícil
2026/07/14
Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO  "Já passei em 16 oftalmologistas." A paciente chegou com cinco óculos diferentes na bolsa, cada um feito por um profissional diferente que achou que o problema era o multifocal, a óptica ou o centro óptico da lente. Na verdade, ela tinha uma hipertropia de 2 prismas e enxergava a sombra da segunda imagem há anos, sem ninguém ter identificado.  Histórias assim chegam o tempo inteiro para quem atende estrabismo e quase sempre o problema é o mesmo: a dificuldade de diagnosticar a diplopia e o estrabismo subjacente. Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker constroem, passo a passo, o raciocínio clínico da diplopia binocular no adulto e no idoso. Começam pela anamnese dirigida, as perguntas-chave que já armam o diagnóstico antes mesmo de sentar o paciente na cadeira (monocular ou binocular? piora para longe ou para perto? inclinar a cabeça muda algo?), e seguem para o exame: refração bem feita como ponto de partida, prisma e cover test objetivo antes de ir para a medida subjetiva, e por que testar a vergência fusional muda completamente o planejamento cirúrgico. A conversa avança para a conduta: quando prescrever prisma (e o limite prático de 10 a 12 divididos entre os dois olhos), quando propor cirurgia ajustável e como apresentar essa transição para o paciente que resiste.  O caso que ilustra isso é o de uma paciente de 87 anos com exotropia adquirida que usou prisma por anos até voltar aos 92 pedindo cirurgia, justamente o cenário que a Dra. Luisa não esperava, e que abriu uma reflexão sobre como a leitura do paciente precisa ser reavaliada ao longo do tempo.  Encerram com as dicas do episódio: o livro "Negocie como se sua vida dependesse disso", de Chris Voss, sobre escuta ativa e negociação, e "O Palhaço e o Psicanalista", sobre como a escuta transforma a relação com o paciente. E ainda: Como diferenciar diplopia monocular de binocular já na anamnese e por que isso muda tudoSinais de alarme que pedem investigação neurológica antes de qualquer condutaPor que medir a vergência fusional máxima ajuda a calcular a dose cirúrgica e evitar hipocorreção PARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn CONTATO  Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso [email protected] HASHTAGS  #Diplopia #Estrabismo #CirurgiaAjustável #Oftalmologia #SaúdeOcular
08. Miopia na prática: casos reais e quando fugir do protocolo
2026/07/01
Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO "Eu vim do Google." Foi assim que uma mãe alta míope começou a consulta com a Dra. Júlia Rossetto, já sabendo exatamente o tratamento que queria para a filha de 12 anos — mesmo sem progressão documentada, mesmo fora do protocolo. Casos assim são o coração deste episódio, que dá continuidade ao anterior sobre controle de miopia na infância e mostra o que acontece quando a "receita de bolo" encontra a realidade do consultório. A Dra. Luisa Hopker abre com o caso de uma menina de 7 anos com -2,50 nos dois olhos, biometria de 24,24mm aos 8 anos e uma progressão de 1 dioptria em menos de um ano documentada nas prescrições anteriores. Um caso de “resposta de livro” à lente com defocus, incluindo aquela redução inicial da miopia e do comprimento axial que ainda causa estranheza em quem está começando.  Já a Dra. Júlia traz a discussão delicada sobre prescrever fora do protocolo: como alinhar expectativa com a família, como documentar no prontuário e por que ela evita descrever efeitos colaterais em detalhes para não induzir queixas nas crianças. A conversa avança para uma atualização importante em atropina: por que a Dra. Luisa deixou de usar a 0,01% na maioria dos casos e hoje começa direto na 0,025% tanto em míopes quanto em pré-míopes, pra qual casos reservar a 0,05% e como fazer o desmame reduzindo concentração.  Encerram com o novo bloco pessoal do podcast: a Dra. Júlia relembra o que aprendeu sobre paciência com a Dra. Hilda Capó no Bascom Palmer e conta como isso mudou sua conduta com uma paciente idosa com diplopia pós-catarata. A Dra. Luisa fala sobre como os anos de balé moldam até hoje sua cirurgia e sua relação com o palco — literal e figurado. E ainda: Como identificar e manejar o pré-míope antes que ele precise de óculosPor que documentar no prontuário sempre que a conduta foge do protocoloComo usar a curva de crescimento ocular para alinhar expectativa com a famíliaPARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso [email protected] HASHTAGS #Miopia #ControleDaMiopia #Oftalmopediatria #CasosClínicos #Oftalmologia
07. Segredos para avaliar a miopia no consultório em 2026
2026/06/16
Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO "Pera aí, deixa eu olhar seu tablet." A frase, dita por um pai no meio da consulta da filha adolescente, terminou na descoberta de seis horas diárias maratonando série, enquanto os pais juravam que o tempo de tela era controlado. Cenas como essa fazem parte do dia a dia de qualquer oftalmologista hoje, e por uma razão simples: a miopia deixou de ser "passar óculos" e virou uma das discussões mais importantes do consultório. Não importa se você é oftalmopediatra ou oftalmologista geral, a família vai chegar perguntando sobre tratamento, e você precisa ter resposta. Neste episódio, a Dra. Júlia Rossetto e a Dra. Luisa Hopker destrincham o caminho completo: a anamnese sistematizada que precisa entrar no fluxo de toda consulta (tempo de tela, tipo de tela, atividade ao ar livre e refração dos pais), os exames de base na primeira consulta (refração cicloplegiada, biometria e topografia) e a definição objetiva de progressão pelos critérios refracional e biométrico. Mostram também uma divergência saudável entre elas: enquanto a Dra. Júlia tende a iniciar tratamento já na primeira consulta diante de fatores de risco claros, a Dra. Luisa argumenta que esperar seis meses para medir a taxa de progressão real ajuda a entender o impacto do tratamento depois. A conversa avança para os três pilares do controle da progressão — atropina em baixas doses (0,01%, 0,025% e 0,05%), lentes com defocus e ortoceratologia — e para artigos que mudaram a prática: a meta-análise do JAMA mostrando que acima de uma hora por dia de tela a progressão da miopia sobe exponencialmente, um editorial de Ken Nishal questionando se a eficácia da atropina 0,01% em algumas populações se deve à medicação ou às mudanças ambientais que vieram junto da campanha, e um estudo de 2026 sobre como a etnia interfere na resposta à atropina baixa-dose. Encerram com pérolas de consultório sobre o "controle parental" que se desfaz no fim de semana. E ainda: O que define um rápido progressor e quando ser mais agressivo desde a primeira consultaComo apresentar a curva de crescimento ocular para alinhar expectativa com os paisQuando combinar tratamentos, quando trocar e como desmamar atropina e lentes com defocusPARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn ARTIGOS CITADOS Nischal KK. Government instituted public health policy for myopia control in schools — the overlooked variable in myopia prevention interventions? Eye (Lond). 2025. https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/39433957/ Ha A, Lee YJ, Lee M, Shim SR, Kim YK. Digital Screen Time and Myopia: A Systematic Review and Dose-Response Meta-Analysis. JAMA Netw Open. 2025. https://jamanetwork.com/journals/jamanetworkopen/fullarticle/2830598 CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso [email protected] HASHTAGS #Miopia #ControleDaMiopia #Oftalmopediatria #SaúdeOcular #Oftalmologia
06. Exotropia Sensorial: quando e como indicar a cirurgia
2026/06/02
Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com   DESCRIÇÃO "Esse ser humano aqui do meu lado acabou de me pedir em casamento e eu quero meu olho alinhado na festa." A frase, dita por uma paciente no consultório da Dra. Júlia Rossetto, resume com precisão o que move uma pessoa a buscar cirurgia de estrabismo na fase adulta. Dois casos atendidos no mesmo dia revelam algo que vai muito além do exame clínico: entender o momento emocional de cada paciente faz parte do diagnóstico. Uma chegou pronta para operar, a outra precisava de tempo para decidir. A conduta foi completamente diferente para cada uma, e foi essa diferença que abriu o episódio mais revelador sobre exotropia sensorial feito até agora. A Dra. Luisa Hopker aprofunda a discussão a partir da sua própria experiência cirúrgica. Ela defende o bloqueio peribulbar com sedação como primeira escolha na exotropia sensorial do adulto, apontando vantagens práticas e sistêmicas em relação à anestesia geral. A conversa avança para um caso clínico complexo que ela acompanhou por anos: um paciente com olho hipotônico, histórico de descolamento de retina e indicação de enucleação por outro serviço. A decisão de operar, após discussão com retinólogo e termo de consentimento detalhado, resultou em satisfação total do paciente. O caso expõe com clareza as zonas cinzentas da prática clínica e o papel da conversa honesta na relação entre médico e paciente. E ainda: Como lidar com o paciente inseguro antes de marcar a cirurgiaEntenda os critérios para operar olho com risco de phthisis bulbiPor que o termo de consentimento precisa evoluir com a sua prática  PARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto  - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn   CAPÍTULOS 00:00 — Apresentação do podcast e tema do episódio01:10 — Dois casos de exotropia no mesmo dia: perfis opostos de paciente03:45 — Como conduzir a paciente motivada pelo casamento que chegou decidida07:20 — A paciente insegura e a estratégia de adiar a entrega do pré-operatório11:40 — Bloqueio peribulbar na exotropia sensorial: vantagens sobre anestesia geral15:30 — Caso clínico: paciente com olho hipotônico e indicação prévia de enucleação20:10 — Discussão com retinólogo e decisão compartilhada sobre o risco cirúrgico24:50 — Resultado pós-operatório e reflexão sobre zonas cinzentas da prática clínica28:30 — O papel do termo de consentimento em casos complexos31:00 — Resumo: exotropia sensorial como melhor caso para iniciar em cirurgia de estrabismo   CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso [email protected]   HASHTAGS #Estrabismo #CirurgiaOcular #Oftalmologia #SaúdeOcular #OftalmopediatriaClínica
05. Exotropia Sensorial: como examinar, operar e orientar o paciente
2026/05/19
Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com   DESCRIÇÃO "Parece que eu não tenho credibilidade quando falo as coisas." Essa frase, dita por uma paciente com exotropia sensorial no consultório da Dra. Júlia Rossetto, resume o peso invisível que esse desvio carrega no dia a dia de quem convive com ele. Qualidade de vida reduzida, menor empregabilidade e um desconforto constante nas interações sociais são realidades documentadas na literatura e vividas por esses pacientes. Neste episódio, as Dras. Luisa Hopker e Júlia Rossetto mostram por que a exotropia sensorial é, ao mesmo tempo, um dos casos mais comuns no consultório de estrabismo e um dos mais subdiagnosticados em termos de acesso ao tratamento. O episódio percorre todo o caminho clínico: da anamnese à cirurgia. As médicas discutem como conectar com o paciente que chega convencido de que "não pode operar", desmontam a crença de que o desvio vai voltar e explicam por que hipercorrigir é quase sempre a estratégia certa. A propedêutica ganha atenção especial, com detalhes sobre o uso do Krimsky modificado, fotodocumentação do desvio e a importância do exame completo do olho fixador. No planejamento cirúrgico, o episódio cobre desde os cálculos de recuo-ressecção até as três opções para desvios de grande ângulo, incluindo cirurgia supramáxima, toxina botulínica intraoperatória e enxerto muscular. Um episódio técnico, direto e com casos reais de consultório. Do exame ao pós-operatório: Por que o exodrift médio de 8 dioptrias prismáticas por ano muda o planejamentoComo usar a técnica de ancoragem para alinhar expectativas sem parecer vendedor  PARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto  - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP.  https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn   CAPÍTULOS 00:00 — Exotropia sensorial: por que é o desvio mais comum no consultório de adultos03:12 — Impacto na qualidade de vida: empregabilidade, credibilidade e relações sociais07:45 — Anamnese e conexão com o paciente: as perguntas que fazem diferença12:30 — Nível de consciência do paciente e técnicas de ancoragem na consulta19:10 — Propedêutica: Krimsky modificado, fotodocumentação e exame do olho fixador27:40 — Dilatação, fundo de olho e avaliação da motilidade ocular33:15 — Planejamento cirúrgico: hipercorreção, cálculos e metas de desvio residual40:50 — Desvios de grande ângulo: cirurgia supramáxima, botox e enxerto muscular48:20 — As falas mais comuns dos pacientes e como respondê-las54:00 — Resumo clínico: do exame à orientação pós-operatória58:10 — Dica cultural: peça Simplesmente Eu, Clarice Lispector01:01:30 — Dica de podcast: O Assunto, de Natuza Nery, sobre violência contra mulheres   CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso [email protected]   HASHTAGS #EstrabismoClínico #ExotropiaSensorial #OftalmologiaPediátrica #CirurgiaOcular #BaixaVisão
04. Esotropia Parcialmente Acomodativa: Casos Reais e Quando Operar
2026/05/05
Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO "Só consigo tirar bifocal com fio de Vicryl." A frase da Dra. Luisa Hopker diz muito sobre a realidade clínica de quem lida diariamente com esotropia parcialmente acomodativa. Neste episódio, as duas oftalmopediatras discutem casos reais de consultório: crianças acompanhadas por anos, famílias hesitantes diante da cirurgia e o momento em que o desvio residual deixa de ser observável e passa a ser operável.  O ponto de partida é uma coincidência cirúrgica de 2017, quando quatro pacientes com o mesmo diagnóstico foram marcados no mesmo dia, e os resultados dessas cirurgias ajudam a entender por que essa esotropia tem indicação cirúrgica bem definida. O episódio aprofunda a discussão sobre a relação CA/a aumentada, o papel do óculos bifocal executive como recurso temporário e os limites reais dessa abordagem. A Dra. Júlia Rossetto apresenta evidências apresentadas na AAPOS mostrando que o bifocal não melhora a estereopsia nem evita a cirurgia nesses pacientes, o que reforça a conduta de quem opta por não prescrevê-lo.  Também é debatido o planejamento cirúrgico de Kenneth Wright para esses casos e por que a fórmula "augmented" pode hipercorrigir em pacientes com hipermetropia elevada. Um segundo caso clínico, de uma menina que tinha estrabismo totalmente acomodativo e deteriorou, ilustra como comunicar à família a transição para a cirurgia sem gerar insegurança. A comunicação médico-paciente, a importância de antecipar a história natural da doença e o que colocar no termo de consentimento cirúrgico fecham o episódio com reflexões práticas para o consultório. Do diagnóstico à sala de cirurgia: Como calcular o volume cirúrgico nos pacientes autohipermétropesEntenda por que o óculos bifocal pode criar falsas expectativas nos paisO que incluir no termo de consentimento para evitar mal-entendidos  PARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto  - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP.  https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição.  https://go.bdg.fm/3Z0CMn   CAPÍTULOS 00:00 — Apresentação do podcast e tema do episódio01:20 — Os 4 casos de esotropia parcialmente acomodativa no mesmo dia cirúrgico03:45 — Diagnóstico e prescrição do bifocal executive: como funciona e onde fazer07:10 — Acompanhamento das crianças com bifocal e deterioração do desvio11:30 — O caso que foi direto para cirurgia sem bifocal13:00 — Resultados cirúrgicos: recuo dos retos mediais e desfechos15:20 — Evidências da AAPOS sobre bifocal, estereopsia e indicação cirúrgica18:40 — Planejamento de Kenneth Wright e risco de hipercorreção21:50 — Caso clínico da menina com estrabismo acomodativo que deteriorou28:10 — A metáfora do copo com líquidos para explicar o estrabismo aos pais31:00 — Comunicação médico-paciente e o termo de consentimento cirúrgico34:20 — Soft skills, relação médico-paciente e encerramento   CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso [email protected]   HASHTAGS #Oftalmopediatria #Estrabismo #SaúdeOcular #Cirurgia #SaúdeMedica
03. Esotropia Acomodativa: diagnóstico, óculos e história natural
2026/04/21
Na Strabpedia você tem acesso a todo material que você precisa para se manter atualizado em estrabismo e oftalmopediatria. www.strabpedia.com DESCRIÇÃO Quando uma criança de 2 a 4 anos acorda com o olho desviando para dentro, os pais entram em pânico e os médicos que não são especialistas em estrabismo ficam sem saber exatamente o que dizer. A Dra. Luisa Hopker e a Dra. Júlia Rossetto desmontam esse cenário ponto a ponto: como identificar a esotropia acomodativa no consultório, quando pedir imagem, como realizar a cicloplegia de forma confiável e por que a hipermetropia total precisa ser prescrita sem desconto.  O episódio entrega um roteiro claro, do primeiro atendimento ao retorno com óculos, incluindo o que anotar no prontuário para não perder informações entre consultas. A conversa vai além da propedêutica e enfrenta diretamente um dos maiores pontos de atrito com as famílias: a expectativa de que cirurgia ou tampão vão substituir os óculos. As doutoras explicam por que o estrabismo acomodativo é o tipo que os oftalmologistas mais gostam e os pais menos entendem; e como a história natural da hipermetropia, que tende a aumentar antes de estabilizar e só reduz de forma discreta na adolescência, precisa ser comunicada logo na primeira consulta para evitar frustrações nas seguintes.  O episódio ancora essa discussão em dados reais de um estudo publicado no Ophthalmology em 2011, com 306 crianças acompanhadas por 9 anos, que mostra taxas de cirurgia, evolução do grau e quais pacientes tendem a se tornar totalmente ou parcialmente acomodativos. O que mais este episódio responde: Como usar lentes de prova para testar desconto de grau em crianças mais velhasEntenda quando o estrabismo parcialmente acomodativo exige indicação cirúrgicaPor que o titmus revela a evolução da visão binocular ao longo do tratamento  PARTICIPANTES Dra. Júlia Dutra Rossetto  - Mestrado, Doutorado e fellowship em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP. https://go.bdg.fm/ldJBis Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutorado pela UNIFESP e está atualmente no Pós Doutorado na mesma instituição. https://go.bdg.fm/3Z0CMn   CAPÍTULOS 00:00 — Apresentação do podcast e tema do episódio02:10 — Perfil clínico típico da esotropia acomodativa05:30 — Quando pedir imagem na esotropia súbita09:45 — A importância da oftalmoscopia indireta em toda dilatação14:20 — Como construir o exame ao longo das consultas e registrar o que ficou pendente18:00 — Cicloplegia adequada: protocolo de colírios e tempo de espera23:10 — Prescrição da hipermetropia total e cálculo da distância de trabalho26:40 — Retorno com óculos: classificação em acomodativo total, parcial ou não acomodativo31:15 — Indicação cirúrgica no estrabismo parcialmente acomodativo36:00 — História natural da hipermetropia e como orientar os pais na primeira consulta42:30 — Dados do estudo de 9 anos publicado no Ophthalmology (2011)47:50 — Resumo clínico do episódio e dicas culturais   CONTATO Está com dúvida? Entre em contato pelo nosso [email protected] HASHTAGS #SaúdeOcularInfantil #OftalmopediatriaEEstrabismo #EstrabismoAcomodativo #SaúdaDaVisão #DesenvolvimentoInfantil
02. Exotropia Intermitente: caso clínico e conduta cirúrgica
2026/04/07
"O arroz com feijão do estrabismo a gente tem que saber matar no peito." É com essa clareza que Luisa Hopker e Júlia Rossetto abrem a discussão de dois casos reais de exotropia intermitente, mostrando como transformar fundamentos técnicos em decisões concretas dentro do escritório. O episódio parte de uma criança de 5 anos com desvio de 30 dioptrias para longe e 20 para perto e usa esse caso para construir uma tabela prática de recuos dos retos laterais, com números que variam de acordo com uma magnitude do desvio e uma passagem etária da criança. Um papo de segurança para um segundo caso: uma criança que chegou em nós de calças negativas, com indicação de cirúrgica clara e cujos estavam em busca de uma segunda opinião. A partir daí, as duas especialistas discutem um tema que raramente aparece em podcasts médicos: como orientar uma família quando a condensação anterior da sua, sem desqualificar o colega, sem fugir da sua opinião e sem cair nas armas que os próprios pacientes criam. A ideia central do episódio é que você saiu com uma estrutura de condomínio sólida, capaz de ser adaptada a diferentes apresentações clínicas da exotropia intermitente, e não apenas com a análise de um caso isolado. E tem mais: Entenda quando operar apenas um reto lateralComo lidar com ET residual nos primeiros dias pós-operatóriosQuando e como comunicar discordância sem expor o colegaPARTICIPANTESES Uma Dra. Júlia Dutra Rossetto  - Mestrado, Doutado e companheirismo em Oftalmopediatria e Estrabismo na UNIFESP Uma Dra. Luisa Moreira Hopker - Doutado pela UNIFESP e está atualemente no Pós Doutado na mesma instituição.  CAPÍTULOS 00h00 — Apresentação do podcast e proposta do episódio01:20 — Caso 1: menino de 5 anos com XT intermitente de 30 dioptrias03:10 — Tabela de recuos dos retos laterais: a lógica por trás dos números06:45 — Ajustes por passagem e desvio para perto09:30 — ET residual nos primeiros dias e quando se preparar11:50 — Júlia comenta o caso e reabastece a linha norteadora14:20 — Caso 2: criança como euo prévio de lentes negativas e indicação cirúrgica17:40 — Como abordar pais quando a condenduta anterior é diferente da sua22:10 — Armadilhas que os pacientes criam para confrontar médicos26h00 — Nota técnica da SBOP e o papel da evidência na consulta29:30 — Resumo dos dois casos e mensagens finais Gostou? veja mais na https://strabpedia.com HASHTAGS #OftalmologiaPediática #Estrabismo #Sa#CirurgiaOftalmolúdeOcular #Salógica údeInfantil
01. Exotropia intermitente na vida real
2026/02/02
Neste episódio do "Entre Olhares", discutimos a avaliação e o manejo da exotropia intermitente em crianças. Abordamos desde a importância da anamnese detalhada e da observação clínica até estratégias práticas para medir o desvio ocular e comunicar-se de forma empática com as famílias. Abordamos ainda formas práticas de acompanhar este estrabismo e o papel da comunicação clara para apoiar pais e pacientes. Encerramos com dicas culturais e um convite para aprofundar o tema em nossa plataforma de ensino. Artigo citado no episódio. Capítulos: (00:00:03) "Introdução ao Podcast e Apresentação do Tema" - Apresentação do podcast, participantes e introdução ao tema: exotropia intermitente em crianças. (00:01:42) "Primeiros Passos na Avaliação Clínica" - Importância da observação e anamnese para entender o controle do desvio. (00:02:32) "Perguntas-Chave aos Pais e Comunicação" - Frequência, situações do desvio e abordagem para obter informações dos pais. (00:03:28) "Construção de Confiança com a Família" - Como comunicação eficaz e empatia facilitam decisões futuras. (00:04:20) "Leitura Emocional da Família e Impacto no Manejo" - Percepção do impacto emocional nos pais e ajuste da conduta. (00:05:02) "Estratégias de Comunicação e Experiência Clínica" - Ferramentas de comunicação e adaptação conforme resposta familiar. (00:05:51) "Entendendo a Angústia dos Pais e Adequando a Conduta" - Lidar com diferentes preocupações e ajustar indicação de tratamento. (00:06:39) "Avaliando o Grau de Incômodo e Engajamento Familiar" - Perguntar sobre incômodo e identificar famílias em negação ou desconexão. (00:08:39) "Check-list da Propedêutica Básica" - Passo a passo do exame: acuidade, fixação, instrumentos e adaptação à idade. (00:09:34) "Ordem dos Testes e Dicas Práticas" - Discussão sobre ordem dos exames, Titmus, visão, versões e medidas. (00:11:23) "Medição do Desvio e Controle" - Avaliação do controle, velocidade de fixação e técnicas para maior desvio. (00:13:15) "Diferenciação dos Tipos de Desvio" - Lentes positivas, oclusão e diferenciação entre tipos de desvio. (00:15:33) "Estratégias para Medidas Precisas e Seguimento" - Dividir exames em consultas e garantir refração adequada. (00:17:39) "Classificação Prática do Controle do Desvio" - Escalas práticas para classificar e registrar o controle do desvio. (00:19:16) "Importância da Estereopsia e Critérios Cirúrgicos" - Monitoramento da estereopsia como critério para cirurgia. (00:19:56) "Explicando a Fisiologia para a Família" - Explicação sobre alinhamento, supressão e desenvolvimento visual. (00:21:24) "Momento Pérolas: Causos e Mitos" - Relatos de mitos sobre XT, idades para operar e falta de tratamento. (00:23:25) "Dica de Leitura Científica" - Sugestão de editorial sobre manejo da exotropia intermitente. (00:24:34) "Resumo dos Destaques do Episódio" - Revisão dos pontos essenciais e recomendações práticas. (00:26:11) "Dica Cultural e Reflexão sobre Imprevisibilidade" - Reflexão sobre imprevisibilidade no estrabismo e acolhimento. (00:29:49) "Dica Musical: 'Tanto Amar' de Chico Buarque" - Sugestão musical que faz alusão ao estrabismo. (00:30:57) "Encerramento e Divulgação" - Encerramento, convite para conhecer a plataforma e redes sociais.

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