
Advertise on podcast: Chutando a Escada
Rating
4.8from
This podcast has
299 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
Filipe Mendonça e Geraldo ZahranExplicit
No
Date created
2016/08/27
Latest episode
2026/04/16
Average duration
50 min.
Release period
16 days
Description
Um podcast sobre política internacional e divulgação científica na área de Relações Internacionais.
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O Japão que não pode dizer não
2026/04/16
Em 2026, Donald Trump acusou o Japão de não ter participado da guerra contra o Irã — e na mesma cúpula bilateral evocou Pearl Harbor para responder a uma pergunta da primeira-ministra Sanae Takaichi. O Japão, que havia concordado em investir 550 bilhões de dólares nos Estados Unidos para evitar tarifas ainda mais severas, ouvia em silêncio. A quarta maior economia do mundo, cercada pela China, pela Rússia e pela Coreia do Norte, encontra-se estruturalmente incapaz de contrariar Washington. A pergunta que este episódio tenta responder é: como um país chega a esse ponto?
Para entender o Japão de hoje, é preciso recuar até 1945. Com Jojô Neto (PUC-MG), percorremos o arco que vai da ocupação americana e da constituição pacifista redigida pelas forças de MacArthur, passando pela ascensão econômica japonesa e o pânico que ela gerou em Washington nos anos 1980 e 1990, até a guinada nacionalista deflagrada pelas declarações Kono e Murayama sobre as chamadas “mulheres de conforto”, o surgimento de grupos como o Nippon Kaigi, e a consolidação do revisionismo histórico como ferramenta política sob Shinzo Abe, cujo legado ambíguo ainda define os termos do debate político japonês.
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Participaram deste episódio: Filipe Mendonça (UFU/AIA-NRW) e Jojô Neto (PUC Minas)
Inserções de áudio: Guardian Australia | Bloomberg
Capa do episódio: Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ), outubro de 2025
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Capítulos:
00:00 — O Japão que não pode dizer não: conjuntura e abertura
00:07 — O Japão do pós-guerra: ocupação americana e nova constituição
00:17 — O pacifismo como projeto de poder
00:24 — O Japão Imperial: anticolonial mas não decolonial
00:30 — Ascensão econômica e o “perigo amarelo”
00:42 — Os anos 1990: fim da Guerra Fria e guinada nacionalista
00:45 — As declarações Kono e Murayama e as “mulheres de conforto”
00:53 — Koizumi, Yasukuni e a extrema direita japonesa
00:57 — Shinzo Abe: dos dois mandatos ao legado ambíguo
01:15 — Abenomics, Cool Japan e o fim do governo Abe
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Tempo de Cavalos Bêbados (e Petróleo): o Irã, a Rússia e a América Latina
2026/04/09
Em seu segundo encontro com o Chutando a Escada em 2026, o Observatório Rússia e América Latina (Ruslat) se debruça sobre as conexões entre a política externa russa, o continente latino-americano e o acirramento das tensões no Oriente Médio, com foco particular na guerra no Irã. Conduzido por Daniela Secches, o episódio reúne sete pesquisadores em três blocos, traçando um panorama que vai da intervenção russa na Síria em 2015 ao reposicionamento de Moscou via Cuba em 2026.
O episódio debate o papel das comunidades da diáspora médio-oriental na América Latina, a polarização política em torno do conflito israelo-palestino, a diplomacia nuclear da Rosatom e, para encerrar, a civilização iraniana em perspectiva histórica e cultural, com sugestões de leituras e filmes para quem quer compreender o Irã para além da conjuntura imediata.
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Participaram deste episódio: Daniela Vieira Secches (PUC-MG), Guilherme Casarões (FIU), Danielle Makio (UNESP/UNICAMP/PUC-SP); Leonardo Nascimento (PUC-MG); Giovana Branco (USP); Laura Schneider (PUC-MG); Danny Zahreddine (PUC-MG; GEOMM).
Inserção musical no final: Tempo de Cavalos Bêbados
Capa do episódio: Plano crítico
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Citados no episódio:
GHOBADI, Bahman (dir.). Tempo de Cavalos Bêbados. Irã: Bahman Ghobadi Productions, 2000. 80 min.
KHAYYAM, Omar. Rubaiyát. [Séc. XI]. Tradução disponível em diversas edições.
Capítulos:
00:00 — Abertura
02:00 — Introdução ao episódio
05:00 — Rússia e Oriente Médio: da Síria ao Irã
13:00 — América Latina e Oriente Médio: história e contexto
30:00 — América Latina diante do conflito israelo-palestino e da questão iraniana
40:00 — Diplomacia nuclear russa e a América Latin
46:00 — Rússia e Cuba: petróleo e reposicionamento estratégico
50:00 — Civilização iraniana: história, cultura e sugestões
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Chavismo sem Maduro: O que esperar?
2026/04/06
Em 3 de janeiro de 2026, os Estados Unidos realizaram uma operação militar em Caracas, sequestrando o presidente Nicolás Maduro e a primeira-dama Cilia Flores. O episódio colocou a Venezuela num estado de transição ambíguo: sem Maduro no poder, mas com o chavismo ainda controlando as principais instituições do Estado. Semanas depois, uma reforma acelerada da lei de hidrocarbonetos abriu caminho para maior controle norte-americano sobre o petróleo venezuelano, com royalties reduzidos e contratos sujeitos à arbitragem internacional, algo que a legislação anterior proibia explicitamente.
Neste episódio do OPEU em parceria com o Chutando a Escada, Tatiana Teixeira conversa com Ana Penido, professora do Instituto de Relações Internacionais e Defesa da UFRJ, e Carolina Silva Pedroso, professora adjunta na Unifesp, ambas pesquisadoras do INCT-INEU. As convidadas reconstroem o que mudou e o que permanece na Venezuela, analisam as implicações econômicas e políticas das mudanças impostas sob pressão norte-americana e discutem se o sequestro de Maduro representa um novo padrão de intervenção na América Latina ou apenas a intensificação de uma estratégia já em curso há mais de vinte anos.
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Participaram deste episódio: Tatiana Teixeira (editora-chefe do OPEU), Ana Penido (UFRJ/INCT-INEU), Carolina Silva Pedroso (Unifesp/INCT-INEU)
Inserção musical: @philiplabes, “Let’s Do It Again”
Capa do episódio: Leonardo Fernández Viloria/Reuters
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Capítulos
00:00 — Apresentação e contexto
02:00 — O sequestro de Maduro: o que os EUA conquistaram — e o que não conquistaram
08:00 — A estratégia militar venezuelana e a resistência do chavismo
12:00 — A sociedade venezuelana: da crise de 2016-2019 à reorganização
19:00 — A lei de hidrocarbonetos e a soberania do petróleo venezuelano
29:00 — Sanções como continuidade: de Obama ao Trump 2.0
53:00 — Lições para o Brasil e a América Latina
01:11:00 — Chavismo sem Maduro: o que pode sobreviver?
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Ecologia da mente e extrema-direita
2026/03/26
O que há em comum entre uma bateria antiaérea da Segunda Guerra Mundial, os algoritmos do WhatsApp e o bolsonarismo? Para Letícia Cesarino, professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina, a resposta está na cibernética. Neste episódio, produzido em parceria com o Observatório da Extrema Direita, David Magalhães e Guilherme Casarões recebem Letícia para discutir seu artigo recém-publicado na revista Current Anthropology: “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil“, no qual ela aplica o quadro teórico da ecologia da mente, desenvolvido pelo antropólogo Gregory Bateson, para reler o bolsonarismo como um sistema tecnopolítico.
No bloco de notícias, David traz dois termômetros da extrema-direita global: os resultados das eleições municipais na França, que revelam o avanço territorial do Rassemblement National a despeito de um teto de vidro nas grandes cidades, e as eleições húngaras de abril, onde Peter Magyar desafia 15 anos de governo Orbán. E ainda tem, no último bloco, dica cultural. Aperte o play!
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Participaram deste episódio: Letícia Cesarino (UFSC), David Magalhães e Guilherme Casarões
Capa do episódio: Agência Brasil (CC BY 3.0 BR)
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Capítulos:
00:00 — Abertura
00:02 — Entrevista: ecologia da mente, cibernética e extrema-direita digital
00:32 — Bolsonarismo, populismo e públicos digitais artificiais
00:45 — Radicalização, a lacuna online-offline e os limites da etnografia
00:57 — Boletim: França — eleições municipais e o Rassemblement National
01:03 — Boletim: Hungria — Orbán e Peter Magyar às vésperas das eleições de abril
01:08 — Dica cultural: Feels Good Man (Amazon Prime, 2020)
Citados no episódio
CESARINO, Letícia. “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil”. Current Anthropology, 2026.
BATESON, Gregory. Steps to an Ecology of Mind. Chandler, 1972.
GALISON, Peter. “The Ontology of the Enemy: Norbert Wiener and the Cybernetic Vision”. Critical Inquiry, v. 21, n. 1, 1994.
WIENER, Norbert. Cybernetics: Or Control and Communication in the Animal and the Machine. MIT Press, 1948.
MASSUMI, Brian. Ontopower: War, Powers, and the State of Perception. Duke University Press, 2015.
SIMONDON, Gilbert. L’individuation à la lumière des notions de forme et d’information. Jérôme Millon, 2005.
LIFTON, Robert Jay. The Nazi Doctors: Medical Killing and the Psychology of Genocide. Basic Books, 1986.
EASTON, David. A Systems Analysis of Political Life. Wiley, 1965.
Documentário Feels Good Man. Direção: Arthur Jones. EUA, 2020. Disponível na Amazon Prime.
Chute 391 — Transcrição
Parceria Chutando a Escada e Observatório da Extrema Direita Publicado em 26 de março de 2026
Abertura
David Magalhães: Olá, pessoal! Sejam bem-vindos e bem-vindas a mais um episódio da parceria entre o Chutando a Escada e o Observatório da Extrema Direita — o primeiro episódio de 2026. A partir de agora, nos encontramos sempre na última semana de cada mês com episódios dedicados a discutir a extrema-direita em suas dimensões globais, teóricas e também reagindo ao calor dos acontecimentos.
Para quem já acompanha o podcast, vale lembrar que nosso programa segue dividido em três blocos. No primeiro, trazemos uma entrevista mais aprofundada com pesquisadores e pesquisadoras que estão na linha de frente desse debate. Depois, passamos para um boletim com as análises das principais notícias envolvendo a extrema-direita global. E, para fechar, uma dica cultural sempre conectada com o universo do extremismo de direita — pode ser um livro, um filme, uma série, uma produção musical. Peço que você fique conosco até o fim, porque a dica deste episódio está completamente relacionada com o tema da nossa entrevista. Vamos lá.
Entrevista — Letícia Cesarino
David Magalhães: Estou aqui com o meu amigo Guilherme Casarões para receber a nossa convidada deste episódio, que é a Letícia Cesarino. A Letícia é professora associada de Antropologia Social na Universidade Federal de Santa Catarina e também uma das novas integrantes do Observatório da Extrema Direita. Aproveitamos para dar as boas-vindas — é um prazer ter você conosco, não só no episódio, mas também no Observatório.
Nos últimos cinco anos, a Letícia desenvolveu uma pesquisa bastante aprofundada e relevante sobre antropologia digital, extrema-direita e redes sociais. E, mais recentemente, ela acaba de publicar — acabou de sair do forno — um artigo bastante interessante e instigante na revista Current Anthropology. O artigo se intitula “An Ecology of Mind Approach to Far-Right Publics in Brazil” — algo como uma abordagem da ecologia da mente aplicada aos públicos de extrema-direita no Brasil. A ideia deste episódio é discutir esse novo artigo.
Letícia, você mobiliza um quadro teórico bastante sofisticado, especialmente ao trazer a ideia de ecologia da mente — ecology of mind —, que vem do trabalho de Gregory Bateson, um antropólogo e linguista britânico importante do século XX. Confesso que não o conhecia; encontrei o livro dele em PDF na internet e li um pouco para me inteirar de como você adota e aplica esse quadro teórico para discutir redes sociais e extrema-direita brasileira. Fiquei bastante interessado no uso do termo “cibernético”, porque para ouvidos contemporâneos ele remete imediatamente ao universo digital, de redes e internet. Mas as principais obras de Bateson são publicadas logo após a Segunda Guerra, nos anos 1960 e 1970 — embora ele tenha iniciado seu desenvolvimento nos anos 1930 —, e ele não estava falando exatamente de internet. Isso me gerou dúvidas. Antes de falarmos da aplicação propriamente dita, você poderia nos explicar um pouco sobre essa abordagem e esse quadro teórico? Bateson propõe tudo isso muito antes da chamada terceira revolução industrial.
Letícia Cesarino: Oi, David, Casarões. É um grande prazer estar aqui com vocês no podcast e também no Observatório da Extrema Direita como um todo. Obrigada pelo convite. Acho que esse artigo é um bom gancho para trabalharmos questões da minha abordagem mais específica para a extrema-direita, porque, diferente de muitos que trabalham nesse campo, eu não venho dos estudos da política. Sou uma antropóloga cuja área de origem é a antropologia da ciência e tecnologia — sempre foi assim, desde a graduação —, e nos últimos anos fui transitando para essas questões das mediações digitais, das plataformas e da cibernética. O meu olhar para a extrema-direita é, portanto, um olhar tecnopolítico. O meu interesse é entender essa dimensão relativamente pouco trabalhada nas ciências sociais: o papel das máquinas, o papel da técnica, o papel das infraestruturas técnicas na conformação dessa força política e, mais especificamente no caso desse artigo, dos ecossistemas digitais de extrema-direita.
A ecologia da mente e o Bateson — nos últimos anos consolidei em torno da obra dele um arcabouço que remeto também a outros autores da antropologia e da área dos estudos de mídia e tecnopolítica, para desenvolver uma perspectiva que veja agência humana e maquínica juntas, de forma recursiva. E aí a cibernética — podemos começar por ela, esclarecendo o termo. O termo remete a computadores, o que faz sentido, porque a cibernética clássica dos anos 1940, a de Norbert Wiener, o matemático estadunidense que inventou o termo, também deu origem à indústria de tecnologia que temos hoje. Existe, portanto, uma continuidade entre o que chamamos de cibernética hoje e o que era a cibernética como superciência da comunicação e do controle, tanto nos sistemas maquínicos como nos sistemas animais, incluindo o humano.
Gregory Bateson fez parte do grupo original das chamadas Conferências Macy, nos anos 1940. Mas depois da Segunda Guerra houve uma bifurcação: uma linha foi trabalhar o que chamo de cibernética das máquinas — Norbert Wiener, Von Neumann, todos os nomes precursores da indústria de tecnologia, da construção dos computadores, da inteligência artificial —, enquanto Bateson foi trabalhar a questão da cibernética dentro de uma chave mais próxima da teoria da evolução e da história natural, o que chamo de cibernética da vida. Ele tem um arcabouço que inclui a cibernética das máquinas, os princípios comuns do funcionamento de máquinas cibernéticas, humanos e animais, mas vai além, trazendo as camadas extras que o humano coloca na relação com a máquina. Nesse sentido, a ecologia da mente inclui a cibernética, mas é maior. É a partir desse ponto de vista que tenho olhado para a participação de máquinas cibernéticas — que, no fundo, hoje são basicamente algoritmos, e a evolução dos algoritmos são as inteligências artificiais — e como elas influem e participam em processos que entendemos como políticos, mas que, na verdade, são tecnopolíticos, porque têm cada vez mais a participação de agências não humanas, agências maquínicas.
Guilherme Casarões: Letícia, eu também ficava intrigado com essa terminologia cibernética. Lembro que na faculdade, na aula de sociologia, tive contato com David Easton, que aplicava a cibernética aos sistemas políticos e aos sistemas humanos em geral. Sempre achei curioso que não tivesse a ver com computador — essa foi a maneira como sempre encaramos o termo. Mas toda teoria de sistemas convida a um tipo de abordagem cibernética, com essa linguagem muito interessante de inputs e outputs, de como os sistemas funcionam. Trazer isso de volta à discussã
O dia em que a Venezuela acordou sem presidente
2026/03/19
Neste episódio, Filipe Mendonça conversa com o professor Rafael Villa (USP) sobre o evento que abalou as estruturas da geopolítica latino-americana: a operação militar de captura e sequestro de Nicolás Maduro. Villa, um dos maiores especialistas brasileiros em política venezuelana, analisa as causas do colapso súbito da defesa chavista e levanta a questão central: estivemos diante de uma falha catastrófica de inteligência ou uma demonstração sólida da superioridade militar dos Estados Unidos?
O episódio explora também o pragmatismo da administração Trump 2.0, que parece ter preterido a aliada ideológica María Corina Machado em favor de uma interlocução técnica e de governabilidade com Delcy Rodríguez. Entre a necessidade americana de garantir um suprimento seguro de petróleo frente às tensões no Irã e a fragmentação interna do chavismo, Villa desenha um cenário de tutela negociada que redefine a soberania na região. Discutimos ainda a perda de relevância da mediação brasileira e os sinais de que Cuba pode ser o próximo alvo no tabuleiro de Washington.
Aviso: Esta entrevista foi gravada pouco antes da notícia da destituição de Gustavo González López do Ministério da Defesa na Venezuela.
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Participaram deste episódio: Rafael Villa (USP) e Filipe Mendonça
Capa do episódio: XNY/Star Max/GC Images
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Capítulos:
00:00 Introdução:
12:30 Falha de inteligência ou traição militar?
25:00 O pragmatismo de Trump: Por que Delcy Rodríguez e não Corina?
38:00 A equação do petróleo: Venezuela como “porto seguro” frente ao Irã
50:00 O Brasil apequenado e a pressão sobre Cuba
01:00:00 Encerramento
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Rússia e América Latina: Alianças, Petróleo e Cultura
2026/03/12
Neste episódio de abertura da parceria com o RUSLAT em 2026, o Chutando a Escada mergulha nas complexas relações entre a Rússia e a América Latina. Em um cenário global de profunda transformação, a coordenadora do observatório, Daniela Secches, lidera um time de especialistas para analisar como o “exterior distante” russo se tornou uma presença estratégica e incontornável em nosso continente.
O debate atravessa as dimensões políticas, econômicas e de segurança, discutindo desde a resiliência da economia russa após quatro anos de guerra até o impacto de eventos recentes como a crise na Venezuela e a busca brasileira por uma ordem multipolar. Mais do que geopolítica, o episódio revela as pontes simbólicas e culturais que conectam essas duas regiões de modernização tardia e identidades em disputa.
Aperte o play!
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Participaram deste episódio: Daniela Secches, Marinana Andrade, Guilherme Casarões, Giovana Branco, Laura Schneider e Leonardo Nascimento.
Agradecimento especial aos apoiadores: Alessandra Ramos de Souza, Túlio Avelino, Carlos Henrique Penteado, Juliano Goes, Caetano Souto Maior, Guilherme Anselmo e Patrick Cadier.
Capa do episódio: Frances Rocha
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Citados no episódio:
Filme: As Auroras Aqui Nascem Tranquilas (1972), dir. Stanislav Rostotsky.
Filme: Memórias do Subdesenvolvimento (1968), dir. Tomás Gutiérrez Alea.
Capítulos:
00:00 – Abertura e apresentação da parceria Chutando a Escada + RUSLAT.
02:00 – Panorama Geral: A perspectiva russa sobre a cooperação com a América Latina.
09:30 – O olhar latino-americano: Diversidade, pragmatismo e o lugar da região no mundo.
17:00 – Brasil e Rússia: Do reconhecimento no Império ao universalismo contemporâneo.
31:00 – Conexão Rússia-AL: 4 anos de conflito russo-ucraniano e a busca pela paz duradoura.
43:00 – Geopolítica em ebulição: Venezuela, Operação Absoluto Resolve e a Doutrina Trump.
51:00 – Revitalização diplomática: A 8ª Comissão de Alto Nível Brasil-Rússia.
58:00 – Outros olhares: Literatura, Escola do Teatro Bolshoi e identidades cruzadas.
01:13:00 – Conclusão e caminhos para a política internacional contemporânea.
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EUA 250 anos: Mitos Fundadores e Distopia
2026/03/05
Neste episódio de abertura da temporada de 2026, o Chutando a Escada mergulha nas profundezas da identidade americana. Em um ano marcado pelos 250 anos da Independência dos Estados Unidos, a editora-chefe do OPEU, Tatiana Teixeira, recebe a professora Camila Vidal (UFSC) para uma análise que vai muito além das celebrações oficiais.
Elas discutem como os mitos fundadores, o conceito de Destino Manifesto e o excepcionalismo americano foram construídos e disputados ao longo dos séculos. Mais do que uma revisão histórica, o episódio revela uma ideia de democracia distorcida, servindo de base para o unilateralismo agressivo e a distopia política que vemos hoje sob o trumpismo.
Aperte o play!
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Participaram deste episódio: Tatiana Teixeira e Camila Vidal.
Dedicatória especial: Henrique Harudi Marques Toriha.
Capa do episódio: Capitólio sob nova perspectiva
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Citados no episódio:
RAPHAEL, Ray. Founding Myths: stories that hide our patriotic past. New York: The New Press, 2004.
HORNE, Gerald. The Counter-Revolution of 1776: slave resistance and the origins of the United States of America. New York: New York University Press, 2014.
Capítulos:
00:00 – Abertura: Temporada 2026, mudança para a Alemanha e novas parcerias.
08:30 – Giro de Conjuntura: Maduro, Irã, Groenlândia e Trump 2.0.
15:00 – Introdução: Os 250 anos da Independência e a disputa de narrativas.
25:00 – Mitos Fundadores e a construção do Excepcionalismo.
42:00 – Destino Manifesto e a “exportação” da democracia americana.
55:00 – Trumpismo: O unilateralismo agressivo como herança histórica.
01:10:00 – Conclusão: Quem os EUA podem ser daqui para frente?
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Da extrema-direita sionista ao bolsonarismo
2025/11/28
Neste episódio, Guilherme Casarões e Odilon Caldeira conversam com Michel Gherman, pesquisador do Observatório da Extrema Direita (OED), especialista em estudos judaicos e política israelense, que conduz uma análise rigorosa sobre a formação da extrema direita em Israel, suas raízes históricas e suas conexões contemporâneas com o neo-sionismo, o messianismo religioso e o projeto político de Benjamin Netanyahu. Michel discute também como símbolos, narrativas e identidades judaicas têm sido reconfigurados e mobilizados por movimentos de extrema direita no mundo, incluindo o bolsonarismo no Brasil. Da década de 1920 ao 7 de outubro, da Hebraica ao governo Trump 2.0, o episódio revela as imbricações entre política, religião, nacionalismo e guerra cultural no cenário global.
Como de costume na parceria entre o OED e o Chutando a Escada, o episódio traz ainda o boletim de conjuntura internacional, com análises sobre Europa, Estados Unidos e América Latina, incluindo sanções energéticas, refugiados brancos, narcoterrorismo e eleições locais nos EUA. Fechamos com uma dica cultural na medida: o filme The Order (2024), disponível no Prime Video, que explora o universo das milícias supremacistas e do neonazismo estadunidense, oferecendo chaves importantes para compreender a extrema direita transnacional.
Clique aqui e conheça o OED.
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Participaram deste episódio: Guilherme Casarões, Odilon Caldeira e Michel Gherman
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Capa do episódio: FP
Inserção: The Order
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Capítulos:
00:00 Introdução e apresentação da parceria com o OED
01:00 A formação histórica da extrema direita sionista
10:30 As origens do neo-sionismo
18:00 Militarismo, etnicidade e a consolidação da extrema-direita em Israel
26:00 Netanyahu: trajetória, radicalização e alianças religiosas
35:00 Evangelismo, nacionalismo judaico-cristão e conexões globais
42:00 Bolsonaro na Hebraica e a colonização dos símbolos judaicos no Brasil
50:00 Antissemitismo, instrumentalização política e polarização pós–7 de outubro
58:00 Boletim internacional do OED: Europa, EUA, narcoterrorismo e eleições locais
01:07:00 Dica cultural: The Order (2024), supremacismo branco e neonazismo nos EUA
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Luto Geológico e Ansiedade Climática
2025/11/13
Enquanto a COP30 acontece no Brasil e o mundo discute metas climáticas, mecanismos de governança e negociações internacionais, a conversa aqui segue por um caminho menos explorado: o impacto subjetivo, emocional e existencial da crise ecológica. Neste episódio, Filipe Mendonça conversa com Gustavo Lagares, internacionalista formado pela UFU e doutor pela PUC Minas, sobre ecologia política, ecopsicologia e o mal-estar que marca a vida no Antropoceno.
O episódio percorre conceitos como Holoceno, Antropoceno, capitaloceno, ansiedade climática, luto ecológico, luto geológico e geofilia, sempre buscando conectar crítica política, experiência vivida e vínculos com a Terra. Gustavo explica como a estabilidade geológica que moldou as sociedades humanas chegou ao fim, analisa o papel do capitalismo e da extrema direita na negação da crise e discute por que emoções como medo, culpa e angústia revelam muito mais do que simples “ecoansiedade”. Ao final, propõe caminhos de cuidado, simbolização e reconstrução afetiva com o mundo mais-que-humano. Aperte o play!
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Participaram deste episódio: Filipe Mendonça e Gustavo Lagares
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Capa do episódio: iberdrola
Inserção musical: Nunca Callar, de Lucio Feuillet
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Livros citados no episódio
CHAKRABARTY, Dipesh; RENZO, Artur. O global e o planetário: a história na era da crise climática. São Paulo, SP: Ubu Editora, 2024.
KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. [S.l.]: Editora Companhia das letras, 2019.
LATOUR, Bruno. Onde aterrar?: como se orientar politicamente no antropoceno. [S.l.]: Bazar do Tempo Produções e Empreendimentos Culturais LTDA, 2020.
ROSZAK, Theodore. The voice of the earth: An exploration of ecopsychology. [S.l.]: Red Wheel/Weiser, 2001.
STENGERS, Isabelle. No tempo das catástrofes: resistir à barbárie que se aproxima. São Paulo: Cosac Naify, v. 203, 2015.
Capítulos
00:00 — Abertura + recados e agradecimentos
04:00 — Trajetória do convidado e a passagem da RI para a ecopsicologia
10:00 — Holoceno, Antropoceno e o debate sobre datas e causas
17:00 — Capitaloceno, plantation e a crítica à modernidade
23:00 — Elites, limites planetários e o mal-estar no Antropoceno
30:00 — Ansiedade climática, luto ecológico e luto geológico
38:00 — Como simbolizar a perda e repensar o vínculo com a Terra
46:00 — Geofilia e caminhos para relações regenerativas
50:00 — Ecoterapia, comunidade e novas formas de habitar a Terra
54:00 — Encerramento e agradecimentos
Este episódio é dedicado aos apoiadores e apoiadoras Alessandra Ramos de Souza, Heitor de Sá Alencar e Moraes, Tiago Chiavegatti, Lucas Leite e Marina Beirão. O apoio constante de vocês mantém o Chutando a Escada vivo e permite que conversas como esta continuem chegando a mais pessoas.
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Dependência tecnológica na América Latina
2025/11/07
Neste episódio, Filipe Mendonça conversa com Diógenes Moura Breda, professor do Instituto de Economia e Relações Internacionais da UFU, sobre dependência científica e tecnológica na América Latina e os desafios para construir um projeto soberano de desenvolvimento. A conversa percorre desde o pensamento latino-americano em ciência e tecnologia e a teoria marxista da dependência até os dilemas atuais do Brasil diante da corrida por dados, inovação e minerais estratégicos. Diógenes fala sobre o papel do Estado na produção científica, as limitações da política de inovação brasileira, o mito dos data centers como política industrial e a urgência de uma estratégia nacional para as terras raras. Aperte o play!
Clique aqui para acessar a coluna do Diógenes na Carta Capital
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Participaram deste episódio: Filipe Mendonça e Diógenes Breda
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Capítulos
00:00 — Abertura + recados e agradecimentos
04:00 — Trajetória do convidado: da engenharia à América Latina
10:00 — Pensamento latino-americano em ciência, tecnologia e sociedade
18:00 — Teoria marxista da dependência aplicada à tecnologia
26:00 — Industrialização dependente, superexploração e “linha branca”
33:00 — Políticas no Brasil dos anos 2000: ciência sem inovação
38:00 — Por que o Estado é central (EUA, China) vs. mito da tripla hélice
45:00 — Data centers, nuvem e soberania digital no Brasil
55:00 — Terras raras: poder de barganha e proposta de estatal
01:04:00 — Encerramento e agradecimentos
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Investimentos chineses no Brasil
2025/10/30
Neste episódio, Filipe Mendonça conversa com Túlio Cariello, diretor de conteúdo e pesquisa do Conselho Empresarial Brasil–China (CEBC), sobre o novo ciclo de investimentos chineses no Brasil. A partir dos dados mais recentes do CEBC, discutimos onde o dinheiro está chegando (setor elétrico, petróleo, mineração e a manufatura ligada aos veículos elétricos) e o que isso significa para a economia brasileira na próxima década. Falamos ainda da “nova fronteira” dos minerais estratégicos (cobre, nióbio, estanho, terras raras e lítio), dos riscos de dependência excessiva do mercado chinês e das oportunidades para agregar valor localmente, em sintonia com a agenda de reindustrialização verde. Um guia direto e cheio de dados para quem estuda ou trabalha com Brasil–China, comércio exterior e política industrial. Aperte o play e vem com a gente!
Clique aqui para acessar o CEBC
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Participaram deste episódio: Filipe Mendonça e Túlio Cariello
Capa do episódio: EBC
Inserções: Serra e os BRICS; Bolsonaro e o surgimento da COVID-19
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Capítulos
00:00 — Abertura + recados
05:30 — Como e por que a China virou tema central no Brasil
12:00 — O CEBC e a institucionalização da relação bilateral
17:00 — Continuidade, solavancos e o período 2016–2022
26:00 — Comércio, investimentos e “desacoplamentos” limitados
33:00 — Da imagem “quinquilharia” à alta tecnologia
40:00 — Para onde vai o investimento chinês no mundo
44:00 — Brasil em 2024: destaque setorial e a “nova fronteira” mineral
54:00 — Encerramento e agradecimentos
Este episódio integra a estratégia de divulgação científica do projeto FAPEMIG APQ-02432-21. As opiniões expressas pelos participantes são de responsabilidade dos entrevistados e não refletem, necessariamente, a posição institucional da FAPEMIG.
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Milei e o populismo reacionário na Argentina
2025/10/09
Neste episódio, David Magalhães (PUC-SP) e Guilherme Casarões (Florida International University) entrevistam Gisela Pereyra Doval (Universidad Nacional de Rosario) que nos ajuda a decifrar o governo de Javier Milei. Como enquadrar o presidente e o que de fato foi feito em dois anos de gestão? Falamos de inflação em queda à custa de um ajuste social severo, cortes e vetos que asfixiam universidades e a “batalha cultural” inspirada no libertarianismo de Rothbard, além de denúncias de corrupção e a erosão de popularidade após a derrota peronista em Buenos Aires. No tabuleiro externo, discutimos antiglobalismo, alinhamento a Trump, tensionamentos com Mercosul e Brasil, rejeição à China/BRICS e a perda de autonomia estratégica em plena multipolaridade.
No Boletim do OED, David Magalhães analisa ainda como a extrema direita tem instrumentalizado a morte de Charlie Kirk, a ofensiva para rotular Antifa como terrorismo (e seus ecos na Europa), a exploração de casos de violência por partidos nativistas no Reino Unido e a “safronização” das forças armadas na Índia. Fechamos com a dica cultural: a série M. Mussolini, O Filho do Século (MUBI) e o livro de Antonio Scurati.
Clique aqui e conheça o OED.
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Participaram deste episódio: David Magalhães, Guilherme Casarões e Gisela Pereyra Doval.
Capa do episódio: RFI
Inserções: Sky TV
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Capítulos do episódio:
00:00 Introdução e apresentação da parceria com o OED
02:00 Conversa com Gisela Pereyra Doval – Milei e o populismo reacionário na Argentina
13:00 A guerra cultural e o ataque às universidades e ao CONICET
27:00 Corrupção, contradições e perda de legitimidade do governo Milei
35:00 Política externa argentina: Trump, China e o antiglobalismo
45:00 Boletim do OED – o assassinato de Charlie Kirk e a mobilização da ultradireita global
57:00 Dica cultural – Mussolini, o Filho do Século (livro e série)
Este episódio não seria possível sem nossa rede de apoiadores e apoiadoras. Ele é dedicado a Irani Braga Ramos, André Vilela Mueller Roger, Elisnei Menezes de Oliveira, Gabriel Januário de Mare e José Carlos Cunha Muniz Filho. Muito obrigado!
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Brasil na ONU e a crise do multilateralismo
2025/09/25
Na semana em que a ONU completou 80 anos, o Chutando a Escada recebe André Kaysel Velasco e Cruz (Unicamp) para uma conversa densa e necessária. A partir do discurso de Lula na Assembleia Geral e do breve encontro com Donald Trump, discutimos a crise do multilateralismo, os impasses do Conselho de Segurança, a ascensão de uma extrema-direita transnacional e a nova geopolítica marcada por minerais críticos e plataformas digitais. Kaysel analisa ainda o “peso” do clã Bolsonaro no jogo de narrativas de Trump e reflete sobre o uso do termo genocídio em uma tribuna presidencial — e o impacto simbólico e político desse gesto. Aperte o play e venha com a gente.
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Participaram deste episódio: Filipe Mendonça e André Kaysel
Capa do episódio: BBC
Inserções: BBC, Univision, Mídia Ninja
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Capítulos:
00:00 — Abertura: discurso de Lula na ONU e crise do multilateralismo
02:00 — Apresentação do convidado: André Kaysel (Unicamp)
05:00 — Assembleia Geral de 2025: China, EUA e a extrema-direita global
09:30 — Conflitos sem solução: Ucrânia, Gaza e limites da ONU
12:00 — O encontro de 30 segundos entre Lula e Trump
16:00 — Big Techs, minerais críticos e os BRICS em disputa
19:00 — O clã Bolsonaro na “segunda prateleira” da extrema-direita internacional
24:00 — Diplomacia empresarial, lobby em Washington e redes ideológicas
30:00 — Discurso de Lula: soberania, democracia e voz do Sul Global
35:00 — Clima, COP30 em Belém e justiça energética
37:00 — América Latina na tribuna: Petro e Lula diante dos EUA
41:00 — Genocídio em Gaza e reconhecimento do Estado Palestino
46:00 — Autocrítica de Lula: a esquerda, a base social e a democracia
50:00 — Fechamento e agradecimentos
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Brasil sob sanções
2025/09/16
Nas últimas semanas, a relação Brasil–EUA entrou em modo crise. Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses por tramar um golpe de Estado, e o governo Trump reagiu politicamente: além do tarifaço de 50% contra produtos brasileiros, passou a usar o sistema de vistos como instrumento de pressão, inclusive às vésperas da Assembleia-Geral da ONU. Em entrevista à Fox News, o secretário de Estado Marco Rubio afirmou que os EUA anunciarão novas “respostas” à condenação de Bolsonaro nos próximos dias, elevando o clima de confronto diplomático.
É nesse contexto que recebemos Henrique Zeferino de Menezes (UFPB/INEU), coordenador do projeto “Dinâmica Competitiva e Interações Estratégicas: os impactos da competição tecnológica EUA–China sobre o Brasil” (CNPq) e autor de “Brasil sob sanções”. Na conversa, ele argumenta que o tarifaço não é apenas política comercial: é sanção econômica e coerção geopolítica voltadas a enquadrar o Brasil em três níveis — bilateral, regional e global — com efeitos sobre BRICS, OMC e a própria estabilidade política brasileira. (PPGCP/RI),
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Participaram deste episódio: Filipe Mendonça e Henrique Menezes
Capa do episódio: Goias246
Inserções: Metrópoles e CNN Brasil.
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Capítulos
00:00 — Abertura: áudio de Marco Rubio e o “anúncio de resposta” dos EUA
01:00 — Condenação de Bolsonaro e a escalada: tarifas, vistos e Magnitsky
03:00 — BRICS, OMC e o choque do tarifaço (queda de 18% das exportações)
CNN Brasil
05:00 — Apresentação do convidado
08:00 — Tarifas como sanção econômica (Seção 301) e o alvo político interno
16:00 — Três níveis de enquadramento: bilateral, regional e global
23:00 — Estratégia de fragmentação do BRICS e o papel de Índia e Brasil
31:00 — Índia, sanções secundárias e alinhamentos instáveis
39:00 — Big Techs, PIX e a disputa regulatória no Brasil
45:00 — Congresso, anistia e 2026: riscos à democracia
48:00 — Fechamento
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Tomara que você seja deportado, com Jamil Chade
2025/09/04
Neste episódio, Tatiana Teixeira e Yasmim Reis, do Observatório Político dos Estados Unidos (OPEU), conversam com o jornalista Jamil Chade sobre seu novo livro Tomara que você seja deportado – uma viagem pela distopia americana. Com mais de duas décadas de experiência em cobertura internacional, Jamil Chade compartilha relatos marcantes de sua estadia nos Estados Unidos durante a ascensão de Donald Trump e analisa os impactos da extrema-direita sobre a democracia, a imigração e o “sonho americano”. A conversa aborda também os paralelos com o bolsonarismo, a relação entre ressentimento social e populismo autoritário, a manipulação da memória histórica e os riscos para a sobrevivência das democracias.
No bloco final, Yasmim Reis traz uma análise sobre os últimos acontecimentos do governo Trump, incluindo a militarização da política antidrogas e o envio de tropas à Venezuela.
Aperte o play, prepare um café e venha refletir com a gente sobre os desafios que unem Brasil, Estados Unidos e o futuro da democracia.
Clique aqui e conheça o OPEU.
Citados no episódio:
“Pelos meus filhos”, entrevista de Jamil Chade com o professor Jason Stanley sobre fascismo e autoritarismo, Carta Capital, 10/7/2025
Erasing History: How Fascists Rewrite the Past to Control the Future, de Jason Stanley (Editora Simon & Schuster, 2024)
Como Funciona o Fascismo: a Política do “nós” e “eles”, de Jason Stanley (Editora L&PM, 2018)
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Participaram deste episódio: Tatiana Teixeira, Yasmim Reis e Jamil Chade
Capa do episódio: Folha de São Paulo
Inserções: PBS News
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Capítulos do episódio:
00:00 – Abertura: a história que dá nome ao livro (“tomara que você seja deportado”)
04:00 – Extremas-direitas em continuidade: de Bolsonaro a Trump
11:00 – Por que o livro? Diário de viagens pelos EUA em crise
31:00 – Estratégia trumpista: manter a base fiel acima de tudo
33:30 – O “sonho americano” hoje: renda, raça e gerações
01:11:00 – Indicação de leitura
01:13:30 – Boletim OPEU, com Yasmim Reis: diretiva militar contra cartéis e tropas à Venezuela
Muito obrigado a Irani Braga Ramos, André Vilela Mueller Roger, Graciela De Conti Pagliari e Patrick Cadier Santos e a todas as pessoas que mantêm este projeto no ar!
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Podcast reviews
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Thiago de Morais 2018/02/02
Podcast referenciado
Cheio de referências literárias, da cultura da internet e musicais. Quando menos perceber cê já está gargalhando e aprendendo
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