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Rating
5from
This podcast has
417 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
Renato Silveira e Kel GomesExplicit
No
Date created
2016/11/07
Latest episode
2026/08/08
Average duration
74 min.
Release period
18 days
Description
Os jornalistas e críticos Renato Silveira e Kel Gomes analisam filmes e séries e convidam especialistas para debater lançamentos no cinema e no streaming, filmes clássicos, sucessos da Sessão da Tarde e filmografias de grandes diretoras e diretores.
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Em Foco: “Ela Quer Tudo“ (1986), de Spike Lee
2026/08/08
Nesta edição do podcast Em Foco, nós analisamos "Ela Quer Tudo" (She's Gotta Have It, 1986), primeiro longa-metragem de Spike Lee ("Faça a Coisa Certa", "Infiltrado na Klan"). Este episódio especial celebra os 40 anos de lançamento do filme e traz uma entrevista exclusiva com o próprio Spike Lee.
Selecionado para a Quinzena dos Realizadores no Festival de Cannes e premiado no Independent Spirit Awards, "Ela Quer Tudo" tem como protagonista Nola Darling, uma artista independente do Brooklyn, em Nova York, que se mantém fiel a si mesma e recusa as regras tradicionais da sociedade ao se relacionar com três homens ao mesmo tempo. Ela é interpretada por Tracy Camilla Johns e seus namorados são vividos por Tommy Redmond Hicks, John Canada Terrell e Spike Lee.
Uma das estreias mais impressionantes de diretores de todos os tempos, "Ela Quer Tudo" chama a atenção pela discussão feminista sobre liberdade sexual e pela representação de personagens negros fora de estereótipos de violência e miséria. Ao mesmo tempo, é um filme bem-humorado e um deleite para os olhos e ouvidos, com Spike Lee esbanjando estilo na construção de sequências inventivas e de uma narrativa envolvente e moderna (com referências que vão de "Rashomon" a "O Mágico de Oz"), embalada pela trilha sonora de jazz composta pelo lendário músico Bill Lee, pai do cineasta.
Confira abaixo a minutagem dos quadros e capítulos do podcast:
00:00:00 - Introdução
00:04:19 - Grande Angular: conheça a equipe por trás de “Ela Quer Tudo”
00:12:23 - Close-Up: saiba detalhes e curiosidades sobre a realização do filme
00:19:22 - Entrevista exclusiva com Spike Lee
00:23:45 - Ponto de Vista: nossa análise do filme
00:57:12 - Zoom: nossas cenas favoritas comentadas
01:02:49 - Fora de Quadro: a série "Ela Quer Tudo" que Spike Lee dirigiu para a Netflix
- Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio
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Tradução da entrevista com Spike Lee:
Cinematório: “Luta de Classes” começa em um tom mais dramático até chegarmos a Denzel e Jeffrey indo atrás do sequestrador. Há tensão naquela primeira metade é claro, mas eu tive a impressão de que você quis tentar algo diferente ali, indo mais fundo no drama. Essa era a sua intenção?
Spike Lee: Bem, eu não sei se posso dizer realmente que... Quero dizer, a minha intenção é sempre contar a melhor história que eu posso. E mesmo na fonte original, o filme de Akira Kurosawa, “Céu e Inferno”, as coisas realmente não começam a ficar movimentadas até o dinheiro ser pago. Digo, o dinheiro do resgate. E neste filme são $17,5 milhões de francos suíços. Então, você tem que reservar um tempo para estabelecer isso. E uma vez que está estabelecido, é quando Denzel, o personagem que ele interpreta, deixa sua cobertura e vai para o metrô. Então, eles descem lá e é aí que o filme realmente decola. Então, nós sabíamos que para chegar ali teríamos que estabelecer as bases primeiro.
Cinematório: Com certeza. E já que a primeira adaptação do livro de Evan Hunter foi feita por Kurosawa, eu gostaria de saber como Kurosawa inspirou você como cineasta?
Spike Lee: Minha inspiração como cineasta veio de, grande parte, do meu primeiro ano estudando na Escola de Cinema de Nova York, onde Ernest Dickerson, meu diretor de fotografia de longa data, e Ang Lee éramos colegas de sala. Foi lá que eu realmente fui apresentado ao cinema mundial. E a premissa de “Rashomon” eu usei no meu primeiro longa-metragem, “Ela Quer Tudo”. E como você pode ver, esta foto [aponta para a parede] foi autografada pelo mestre. Então, na sala de edição, imagino que ele está sempre olhando por cima do meu ombro! [risos] E eu perguntaria pra ele: “Como estamos indo, senhor? Como estamos? Está ficando bom?” E ele me daria o polegar para cima! [risos]
Cinematório: Maravilhoso! E você poderia falar sobre a música? Tanto a música escrita e cantada por Ayanna, que é linda, e a música composta por Howard Drossin, que me pareceu tão épica para um drama tão pessoal.
Spike Lee: Bem, a música é uma das ferramentas mais importantes que tenho na minha caixa. Para melhor ou pior, dependendo de quem são as pessoas, para mim a música é tão importante quanto a fotografia, a montagem, a direção de arte, o figurino. É uma ótima ferramenta se você usá-la corretamente. E para mim nunca foi apenas sobre fazer uso da música como se fosse uma jukebox onde você pega um monte de músicas de sucesso e põe para tocar, a menos que seja talvez em um filme de época. Um filme que se passe em uma determinada época. Mas eu amo música. E eu conheço o poder da música. Porque eu sei, veja bem, o público no cinema não sabe como uma cena fica sem a música e depois com a música... E eu sei o que estou fazendo sem a música. É uma ferramenta, da mesma forma que as outras que eu mencionei, fotografia, montagem... É uma ferramenta para contar a sua história.
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O podcast Em Foco é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do cinematório. Aqui você ouve debates e análises de filmes, sejam eles clássicos, grandes sucessos de bilheteria e de crítica, produções que marcaram época ou que foram redescobertas com o passar dos anos, não importa o país de origem. Além disso, você revisita conosco a filmografia de cineastas que deixaram sua assinatura na história do cinema.
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Este episódio contém trechos meramente ilustrativos da trilha sonora de "Ela Quer Tudo", composição de Bill Lee. Todos os direitos reservados aos artistas.
De Volta Para o Sofá: “Mestres do Universo“ (1987)
2026/07/28
Neste episódio do podcast De Volta Para o Sofá, nós rebobinamos a fita até o ano de 1987 para revisitarmos "Mestres do Universo", primeira adaptação em live-action das aventuras de He-Man, sucesso absoluto dos desenhos animados dos anos 80. Também comparamos o filme clássico com a nova adaptação, lançada nos cinemas em 2026.
O filme tem direção de Gary Goddard e no elenco principal estão Dolph Lundgren (He-Man), Frank Langella (Esqueleto), Meg Foster (Maligna), Jon Cypher (Mentor), Billy Barty (Gwildor) e uma novata Courteney Cox.
Empunhe a sua espada mágica e aperte o play para revisitar "Mestres do Universo" com a gente! Venha descobrir se o filme ainda é tão marcante quanto na época em que o vimos pela primeira vez.
Confira abaixo a minutagem dos quadros do podcast:
00:00:00 - Introdução
00:06:45 - Memória Afetiva: quando vimos o filme pela primeira vez e como foi revê-lo agora?
00:12:24 - Almanaque: uma coleção de informações, reflexões e curiosidades
00:33:04 - Deu Tilt: aspectos que ficaram datados ou cenas que não funcionam mais
00:47:16 - Momento Supra Sumo: nossas cenas favoritas
00:53:56 - Comentários sobre o filme de 2026
01:08:07 - Por Onde Anda: saiba o que o elenco principal está fazendo hoje em dia
01:16:35 - Música de Encerramento
- Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio
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Em "Mestres do Universo" -- filme escrito por David Odell, baseado nos personagens criados por Roger Sweet e lançados pela Mattel --, He-Man e seus amigos Mentor e Teela fogem para a Terra após serem derrotados por Esqueleto e sua horda. Acompanhados do astuto Gwildor, os heróis recebem a ajuda de dois jovens terráqueos para usar a poderosa Chave Cósmica e evitar que as forças do mal dominem Eternia para sempre.
No podcast, nós relembramos quando assistimos a "Mestres do Universo" pela primeira vez e você conhece diversas curiosidades sobre a produção.
O programa traz ainda o quadro "Deu Tilt", no qual nós listamos aspectos ou cenas que não funcionaram na revisão do filme, e o "Momento Supra Sumo", quando nós elegemos nossas cenas favoritas. Você também fica sabendo por onde andam os principais integrantes do elenco.
O De Volta Para o Sofá é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do cinematório.
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Este episódio contém trechos meramente ilustrativos do tema principal de "Mestres do Universo", composição de Bill Conti, e da música "He-Man", gravação do Trem da Alegria, composição de Michael Sullivan e Paulo Massadas. Todos os direitos reservados aos artistas.
Impressão Crítica: “Natal Amargo” e a introspecção metalinguística de Almodóvar
2026/06/26
Em sua volta à língua espanhola, Pedro Almodóvar olha para dentro e propõe uma profunda reflexão sobre a dor, a alegria e a ética do processo de criação artística.
No longa, selecionado para competir pela Palma de Ouro no Festival de Cannes deste ano, nós acompanhamos o cineasta Raúl (Leonardo Sbaraglia) que, em meio a um bloqueio criativo, usa os dramas reais de pessoas próximas para escrever um roteiro autoficcional. A obra ganha vida em 2004 através de seu alter ego, a publicitária Elsa (Bárbara Lennie), uma mulher marcada por tragédias pessoais.
Alternando entre a Madrid do passado e o verão de 2026 nas Ilhas Canárias, "Natal Amargo" usa a metalinguagem para conectar as linhas temporais em uma narrativa que nos envolve nas perdas e paixões, memórias e inspirações de seus personagens, distanciando-se completamente de um conto natalino tradicional.
Almodóvar assina o roteiro e a direção de "Natal Amargo", uma produção da El Deseo com distribuição da Warner Bros.
Escute ou veja o podcast com a crítica de "Natal Amargo" por Renato Silveira e Kel Gomes, com participação de Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG.
Gostou do podcast? Junte-se ao Cineclube Cinematório e tenha acesso a conteúdo exclusivo de cinema. Visite o nosso site para saber como participar.
NATAL AMARGO (Amarga Navidad, 2026, Espanha)
Direção: Pedro Almodóvar
Roteiro: Pedro Almodóvar
Produção: Agustín Almodóvar
Elenco: Bárbara Lennie, Leonardo Sbaraglia, Aitana Sánchez-Gijón, Victoria Luengo, Patrick Criado, Milena Smit, Quim Gutiérrez, Rossy de Palma
Fotografia: Pau Esteve Birba
Montagem: Teresa Font
Música: Alberto Iglesias
Duração: 1h 52min
Distribuição: Warner Bros.
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Impressão Crítica: “Backrooms” e o horror psicológico entre padrões e contrastes
2026/06/19
Dos fóruns da internet para as telas de cinema, "Backrooms: Um Não-Lugar" traz o realismo para o fantástico com uso de found footage e cenários surrealistas.
Dirigido pelo novato Kane Parsons, mais jovem cineasta contratado pela produtora A24, o filme traz Chiwetel Ejiofor ("12 Anos de Escravidão", "Coisas Belas e Sujas") no papel de Clark, um arquiteto que passa por uma crise pessoal após o fim do casamento e a frustração com a carreira profissional.
Vivendo como vendedor de móveis, ele descobre acidentamente uma passagem para uma dimensão paralela em sua loja e adentra um mundo de imensas salas e corredores labirínticos que guardam perigos imprevisíveis.
Intrigada com a história de Clark, a psicológa Mary, vivida por Renate Einsve ("Valor Sentimental", "A Pior Pessoa do Mundo"), tenta ajudá-lo, mas no caminho também se lança ao risco de se perder.
Situado nos anos 90, "Backrooms" se apropria de códigos do cinema de horror e estéticas surrealistas, que passam por Lewis Carroll, Escher e David Lynch, para criar uma noção de nostalgia distorcida na qual objetos, lugares e imagens de conforto se convertem em formas ameaçadoras e inóspitas.
Veja ou escute a crítica de "Backrooms" por Renato Silveira e Kel Gomes.
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BACKROOMS: UM NÃO-LUGAR (Backrooms, 2026, EUA)
Direção: Kane Parsons
Roteiro: Will Soodik (baseado na web série criada por Kane Parsons)
Produção: James Wan, Shawn Levy, Osgood Perkins
Elenco: Chiwetel Ejiofor, Renate Reinsve, Mark Duplass, Finn Bennett, Lukita Maxwell
Fotografia: Jeremy Cox
Montagem: Greg Ng
Música: Edo Van Breemen, Kane Parsons
Duração: 1h 40min
Distribuição: A24, Imagem Filmes
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Impressão Crítica: “O Mandaloriano e Grogu” é o pior “Star Wars“ em muito tempo
2026/06/04
Com muita ação e um fiapo de história, filme derivado da série "The Mandalorian" traz novamente Pedro Pascal no papel-título, acompanhado do pequeno e poderoso Grogu.
Dirigido por Jon Favreau, criador da série, o longa-metragem traz o caçador de recompensas Din Djarin percorrendo a galáxia atrás de ex-líderes militares do Império. No caminho, ele e Grogu recebem uma missão do clã Hutt para resgatar Rotta, filho do falecido Jabba.
Grogu continua roubando a cena, mas o enredo do filme não engata e frustra quem espera saber mais sobre os personagens e ver a trajetória deles avançar dentro da franquia "Star Wars".
Veja ou escute a crítica por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do cinematório.
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O MANDALORIANO E GROGU (The Mandalorian and Grogu, 2026, EUA)
Direção: Jon Favreau
Roteiro: Jon Favreau, Dave Filoni, Noah Kloor
Produção: Jon Favreau, Dave Filoni, Kathleen Kennedy, Ian Bryce
Elenco: Pedro Pascal, Jeremy Allen White, Brendan Wayne, Lateef Crowder, Jonny Coyne, Martin Scorsese, Sigourney Weaver
Fotografia: David Klein
Montagem: Rachel Goodlett Katz, Dylan Firshein
Música: Ludwig Göransson
Duração: 2h 12min
Distribuição: Disney
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De Volta Para o Sofá: “Mortal Kombat“ (1995)
2026/05/30
Neste episódio do podcast De Volta Para o Sofá, nós rebobinamos a fita até o ano de 1995 para revisitarmos "Mortal Kombat", primeira adaptação para o cinema do popular jogo de luta.
O filme tem direção de Paul W.S. Anderson (que mais tarde também levaria "Resident Evil" para a telona) e no elenco principal estão Robin Shou (Liu Kang), Cary-Hiroyuki Tagawa (Shang-Tsung), Christopher Lambert (Rayden), Bridgette Wilson (Sonya Blade), Linden Ashby (Johnny Cage) e Talisa Soto (Kitana).
Prepare o seu Fatality e aperte o play para revisitar "Mortal Kombat" com a gente! Venha descobrir se o filme ainda é tão marcante quanto na época em que o vimos pela primeira vez.
Confira abaixo a minutagem dos quadros do podcast:
00:00:00 - Introdução
00:01:23 - Memória Afetiva: quando vimos o filme pela primeira vez e como foi revê-lo agora?
00:22:02 - Almanaque: uma coleção de informações, reflexões e curiosidades
00:44:12 - Deu Tilt: aspectos que ficaram datados ou cenas que não funcionam mais
01:03:53 - Momento Supra Sumo: nossas cenas favoritas
01:14:59 - Por Onde Anda: saiba o que o elenco principal está fazendo hoje em dia
01:38:17 - Música de Encerramento
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Em "Mortal Kombat", três relutantes lutadores -- Liu Kang, Sonya Blade e Johnny Cage -- são enviados para uma ilha remota onde enfrentarão adversários perigosos em um torneio no qual o destino da Terra está em jogo. Com a ajuda do poderoso Lord Rayden, eles terão que passar por combates mortais até chegarem ao confronto final contra o temido feiticeiro Shang-Tsung.
Lançado quando os jogos de "Mortal Kombat" já eram uma febre mundial, o filme fez sucesso de bilheteria, mas foi alvo de críticas por retirar quase que integralmente a violência extrema e o sangue que fizeram a fama do game e o tornaram o principal concorrente de "Street Fighter" nos fliperamas. O longa teve uma continuação, "Mortal Kombat - A Aniquilação" (1997), e mais tarde a franquia ganhou séries de TV e um reboot no cinema, em 2021.
No podcast, nós relembramos quando assistimos a "Mortal Kombat" pela primeira vez e você conhece diversas curiosidades sobre a produção.
O programa traz ainda o quadro "Deu Tilt", no qual nós listamos aspectos ou cenas que não funcionaram na revisão do filme, e o "Momento Supra Sumo", quando nós elegemos nossas cenas favoritas. Você também fica sabendo por onde andam os principais integrantes do elenco.
O De Volta Para o Sofá é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do cinematório.
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Este episódio contém trechos meramente ilustrativos das músicas "Techno Syndrome (Mortal Kombat)" (1995), de The Immortals, e "Breathe" (1996), de The Prodigy. Todos os direitos reservados aos artistas.
Impressão Crítica: “O Diabo Veste Prada 2” renova o guarda-roupa 20 anos depois
2026/05/13
Jornalismo e moda voltam a se encontrar em “O Diabo Veste Prada 2” (2026). A continuação do sucesso de duas décadas atrás busca atualizar as bases nem sempre confortáveis da relação entre a jornalista idealista Andy Sachs e a poderosa e cruel editora Miranda Priestly -- que agora se aproxima da aposentadoria enquanto compete pela publicidade na revista Runaway em meio ao declínio da mídia impressa.
O filme traz o retorno do elenco original, com Anne Hathaway, Meryl Strepp, Emily Blunt e Stanley Tucci. A direção e o roteiro são novamente assinados por David Frankel e Aline Brosh McKenna, respectivamente.
Crítica do filme por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do cinematório.
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Impressão Crítica: “Michael” acerta na música e no ritmo em cinebiografia incompleta
2026/05/08
Um dos lançamentos mais aguardados do ano, “Michael” (2026) é a cinebiografia do Rei do Pop, Michael Jackson. O filme é um deleite para os fãs do astro, mas interferências externas -- devido ao envolvimento de sua família com o projeto e às acusações de abuso sexual contra ele -- fizeram os realizadores omitirem e/ou suavizarem as passagens mais polêmicas da vida do artista.
Na tela, Michael Jackson é interpretado pelo próprio sobrinho, Jaafar Jackson, que faz sua estreia como ator. O filme acompanha a trajetória de Michael do sucesso com os irmãos no grupo Jackson 5 até o estrelato da carreira solo, marcada por muita pressão da sua vida pessoal e da grande mídia.
Também estrelando Nia Long e Colman Domingo, “Michael” tem direção de Antoine Fuqua, de filmes como "Dia de Treinamento" e "O Protetor". O roteiro foi escrito por John Logan, indicado ao Oscar por "Gladiador", "O Aviador" e "A Invenção de Hugo Cabret".
Crítica do filme "Michael" por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do cinematório.
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Impressão Crítica: “O Drama” expõe a hipocrisia dos relacionamentos
2026/05/07
O filme "O Drama" (2026), estrelado por Zendaya e Robert Pattinson, é uma comédia romântica desconstruída que trabalha a ideia de que a gente nunca conhece completamente a pessoa que está ao nosso lado.
O longa, escrito e dirigido pelo norueguês Kristoffer Borgli, de filmes como “O Homem dos Sonhos” e “Doente de Mim Mesma”, parte de uma situação aparentemente simples: um casal prestes a se casar vê tudo estremecer depois que a noiva revela um segredo do passado. Emma, vivida por Zendaya, e Charlie, interpretado por Robert Pattinson, são aquele casal que, à primeira vista, parece perfeito. Mas o filme vai desmontando essa imagem aos poucos.
Crítica do filme "O Drama" por Renato Silveira e Kel Gomes, editores do cinematório.
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cinematório café: Devorando estrelas e ventos uivantes
2026/04/09
Nesta edição do podcast cinematório café, nós comentamos filmes aos quais assistimos após o Oscar 2026, entre eles "Devoradores de Estrelas" (Project Hail Mary), da dupla Phil Lord e Christopher Miller, com Ryan Gosling e Sandra Hüller, e "O Morro dos Ventos Uivantes" (Wuthering Heights), de Emerald Fennell, estrelando Margot Robbie e Jacob Elordi.
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No podcast, nós também falamos sobre a nossa participação no Golden Globes Tribute Gala e comentamos a animação "Super Mario Galaxy", o romance de horror "A Noiva!", que traz Jessie Buckley e Christian Bale vivendo um casal de monstros em fuga, os filmes brasileiros "#SalveRosa" e "Narciso", o thriller sci-fi "Matar. Vingar. Repetir." e a comédia "Quando o Céu Se Engana", estrelada por Aziz Ansari, Seth Rogen e Keanu Reeves.
Confira a minutagem em que cada filme é abordado:
00:00:00 - Introdução e Golden Globes Tribute Gala
00:09:25 - Uma reflexão sobre podcasts
00:22:50 - Devoradores de Estrelas
00:39:06 - Super Mario Galaxy
00:43:36 - O Morro dos Ventos Uivantes
01:09:54 - A Noiva!
01:21:07 - #SalveRosa e Narciso
01:38:40 - Matar. Vingar. Repetir. e Quando o Céu Se Engana
O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia.
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cinematório café: Louvados “Pecadores“
2026/03/05
Nesta edição do podcast cinematório café, nós analisamos o filme "Pecadores" (Sinners, 2025), de Ryan Coogler, recordista de indicações do Oscar 2026 e da história da premiação. O longa concorre a 16 estatuetas, incluindo as de Melhor Filme, Direção, Roteiro Original, Ator para Michael B. Jordan, Atriz Coadjuvante para Wunmi Mosaku e Ator Coadjuvante para Delroy Lindo. No Globo de Ouro, o longa venceu os prêmios de Melhor Trilha Sonora Original, composta por Ludwig Göransson, e Realização Cinematográfica e de Bilheteria.
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No podcast, nós discutimos -- com spoilers -- como "Pecadores" mescla o drama racial com o cinema de horror, reinventando e honrando características próprias dos filmes de vampiros. Nós também comentamos aspectos do longa que envolvem o desenho de som, a trilha sonora, o visual requintado e conceitos como tempo espiralar e imortalidade.
Quem se senta à mesa conosco neste podcast é a crítica, curadora, pesquisadora e professora Yasmine Evaristo.
Confira a minutagem em que cada assunto é abordado:
00:00:00 - Introdução
00:06:42 - Um novo tipo de filme de vampiros
00:14:28 - Criando cenas com o som
00:19:04 - Visual requintado, beleza diferenciada
00:30:47 - Fogo, Fumaça e Fuligem
00:36:08 - A sequência sublime e o tempo espiralar
00:42:34 - Sammie, Buddy Guy, o dom e o poder
00:57:26 - Imortalidade e infinito
01:03:32 - Vampirismos
01:10:52 - Montagem, razão de aspecto e memória oral
01:18:33 - Considerações finais
O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia.
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cinematório café: Sem pirraça com “O Agente Secreto“
2026/02/12
Nesta edição do podcast cinematório café, nós analisamos o filme "O Agente Secreto" (2025), de Kleber Mendonça Filho. O longa é o representante oficial do Brasil no Oscar 2026 e concorre a quatro estatuetas: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator para Wagner Moura e Melhor Elenco.
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No podcast, nós discutimos os vários aspectos que levaram "O Agente Secreto" a se tornar um filme brasileiro tão celebrado mundialmente nesta temporada, desde os prêmios conquistados no Festival de Cannes até o Globo de Ouro e o Oscar. Aspectos que incluem o uso cada vez mais aprimorado da linguagem cinematográfica por Kleber e sua equipe, a união perfeita de imagem e trilha sonora e, claro, o elenco formidável que conta com a grande revelação do ano: Tânia Maria, intérprete da impagável Dona Sebastiana.
Quem se senta à mesa conosco neste podcast é Ana Lúcia Andrade, professora de Cinema da Escola de Belas Artes da UFMG, autora dos livros "O Filme Dentro do Filme: a Metalinguagem no Cinema" e "Entretenimento Inteligente: O Cinema de Billy Wilder".
Confira a minutagem em que cada assunto é abordado:
00:00:00 - Introdução com carnaval e expectativa para o Oscar
00:06:43 - Um filme melhor após o outro
00:11:41 - (Re)criando memórias
00:19:24 - O verdadeiro agente secreto
00:25:20 - Os grandes coadjuvantes
00:29:17 - O que aconteceu com Armando?
00:35:37 - A Perna Cabeluda
00:40:17 - Divisão em capítulos
00:44:46 - A elite e os matadores
00:52:41 - Elza e Hans
00:56:15 - Memórias analógicas e musicais
01:06:19 - Considerações finais e cenas ou momentos favoritos
O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia.
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cinematório café: O final de “Stranger Things“
2026/01/30
Nesta edição do podcast cinematório café, nós analisamos a 5ª e última temporada de "Stranger Things". Após quase uma década, a nostálgica série da Netflix, criada pelos irmãos Matt e Ross Duffer, encerra a história situada nos anos 80 de maneira apoteótica e dividindo opiniões.
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No podcast, nós discutimos os desfechos de cada núcleo de personagens e quais deles funcionaram ou não. Nós também debatemos se o formato de lançamento da última temporada, dividido em três partes, prejudicou a experiência do público.
Nosso convidado para este episódio é Matheus Monteiro, crítico, roteirista, cineclubista e professor, autor do Cinegrafia.
Confira a minutagem em que cada assunto é abordado:
00:00:00 - Os quase 10 anos de coming of age de "Stranger Things"
00:15:39 - Dividir a temporada em volumes foi uma boa ideia? Os problemas de roteiro
00:43:54 - Max, Holly e Vecna
00:52:50 - A prisão narrativa de Eleven
01:01:50 - Os heróis não são os meninos
01:08:28 - A revelação de Will
01:25:55 - Nancy, Jonathan e Cia.
01:34:10 - Acabou mesmo?
O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia.
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cinematório café: Os vencedores do Globo de Ouro 2026
2026/01/15
Nesta edição do podcast cinematório café, nós comentamos o Globo de Ouro 2026. Renato Silveira e Kel Gomes, votantes internacionais da premiação, analisam o resultado da 83ª edição -- incluindo as vitórias históricas de "O Agente Secreto" e de Wagner Moura como Melhor Ator em Filme de Drama. Confira também recomendações dos melhores filmes que não foram premiados.
- Visite a página do podcast no site e confira material extra sobre o tema do episódio
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No podcast, além de "O Agente Secreto", nós analisamos as vitórias dos filmes "Uma Batalha Após a Outra", "Hamnet: A Vida Antes de Hamlet", "Pecadores", "Valor Sentimental", "Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria" e "Guerreiras do KPop", e como ficam as chances de cada um para o Oscar 2026. Também comentamos o novo prêmio de Melhor Podcast e as séries vencedoras, incluindo "Adolescência".
Confira a minutagem em que cada assunto é abordado:
00:07:46 - "O Agente Secreto", Wagner Moura e as chances (e concorrentes) no Oscar
00:37:44 - "Hamnet" surpreende e se recoloca na corrida da temporada de premiações
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O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia.
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cinematório café: "Abre Alas" e o cinema como espaço de escuta e acolhida
2025/12/12
Nesta edição do podcast cinematório café, nós conversamos com a diretora Ursula Rösele sobre o filme "Abre Alas" (2025), primeiro longa dirigido por ela. Filmado em Belo Horizonte, o documentário é um retrato sensível sobre experiências femininas e se propõe como espaço de escuta e acolhida de sete mulheres, entre 53 e 85 anos de idade, para que elas contem as histórias de suas vidas.
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Confira a minutagem em que cada assunto é abordado:
00:02:53 - As origens de "Abre Alas"
00:08:54 - Chegando às sete personagens
00:17:51 - Os contrastes entre Walkíria e Lorena
00:23:30 - Os espelhos no cenário
00:28:22 - As cenas entre os depoimentos
00:36:45 - As músicas do filme
00:41:04 - Influências e referências
00:44:15 - Próximo projeto
00:45:57 - O filme como um renascimento
Em "Abre Alas", Ursula trabalha com variações de um mesmo cenário, composto por espelhos que multiplicam e revelam as muitas facetas dessas mulheres vindas de diferentes contextos socioeconômicos. Diante da câmera, elas compartilham vivências, revisitam escolhas e, por vezes, arriscam confissões.
O filme entrou em cartaz nos cinemas em 11 de dezembro de 2025, em um momento em que o Brasil enfrenta um aumento alarmante da violência contra as mulheres. Um novo dado do Conselho Nacional de Justiça diz que acontece um feminicídio a cada 44 minutos no nosso país. Manifestações massivas sobre o assunto tomaram as ruas de várias cidades brasileiras poucos dias antes do lançamento do documentário. Assim, é interessante pensar como o filme nasce como gesto de escuta e cuidado, mas também se mostra uma forma de resistência, de memória coletiva de mulheres, de reivindicação do direito à vida.
Premiado no Femina 2025 – Festival Internacional de Cinema Feminino, “Abre Alas” é produzido por Ursula Rösele e Simone Martins, por meio da Sanar Produções, com distribuição da Embaúba Filmes. A fotografia é da Jenny Cardoso, a direção de arte é da Rimenna Procópio e a montagem é da Beatriz Pomar.
O cinematório café é produzido e apresentado por Renato Silveira e Kel Gomes. A cada episódio, nós propomos um debate em torno de filmes recém-lançados e temas relacionados ao cinema, sempre em um clima de descontração e buscando refletir sobre imagens presentes no nosso dia a dia.
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