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This podcast has
158 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
Marília Santos.Explicit
Yes
Date created
2020/06/10
Latest episode
2026/10/12
Average duration
12 min.
Release period
10 days
Description
Muitos repetem o jargão da pílula à tomar, como se fosse uma escolha decidir ver entre o real ou ilusório. Tolice. Ambos compartilham da mesma natureza. E a Alice? Uns dizem que escolheu seguir o coelho, mas quando se é destinado à algo nenhuma escolha o precede, pois é de seu impulso e Natureza. ... What about Alice? Some say they chose to follow the rabbit, but when it is destined for something no choice precedes it, because it is of is of its impulse and Nature. The image deceives time. The word builds realities. We work among these worlds, with UX writing, interface design.
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#159 - Pranayama
2026/10/12
Se conseguimos projetar arquiteturas para processar informação, como projetamos experiências tecnológicas que respeitem a arquitetura sensível de quem as utiliza?
Enquanto dormia, eu ouvia, ao fundo, um áudio sobre ciência da computação e arquitetura de computadores. Em algum momento, senti uma vontade intensa de fazer um pranayama.
Dois sistemas coexistiam naquele instante: de um lado, a arquitetura computacional, com suas camadas de processamento, instruções e fluxos de informação; do outro, a arquitetura orgânica, com o ar atravessando o corpo, o ritmo respiratório e a vibração produzida pela passagem do ar na garganta.
A respiração interrompeu a passividade da escuta. O conteúdo técnico permaneceu ao fundo, enquanto o corpo assumiu o primeiro plano.
O que acontece quando uma experiência tecnológica é atravessada por um gesto tão elementar, tão humano e tão visceral?
O Ujjayi Pranayama, prática respiratória tradicional do yoga, oferece um caminho para investigar essa questão. Seu som característico nasce da modulação da passagem do ar pela garganta. É uma sonoridade produzida pelo próprio corpo, sem interface digital, sem sintetizador e sem a necessidade de um dispositivo externo.
O corpo não apenas consome informação. O corpo também produz presença.
No Tecnologia Afetiva em Contexto, essa experiência abre uma investigação sobre a intencionalidade: como preservamos a consciência corporal em ambientes cada vez mais mediados por sistemas computacionais?
Se a computação organiza fluxos de informação, o pranayama nos convida a perceber o fluxo da respiração.
Se as interfaces digitais disputam nossa atenção, a respiração consciente pode funcionar como um retorno deliberado à experiência imediata.
Não se trata de opor o humano à máquina, mas de investigar as condições para que a tecnologia permaneça integrada à experiência humana, em vez de nos afastar dela.
A questão central não será apenas como tornar a tecnologia mais perfomática, mas como torná-la intencional, sensível ao contexto e compatível com a complexidade da experiência humana.
There is qualia Between us
Episódio 159 — Pranayama.
Uma investigação sobre respiração, consciência e tecnologia intencional. Porque, antes de qualquer arquitetura computacional, existe corpo humano subjacente.
——
While I was sleeping, I had an audio recording about computer science and computer architecture playing in the background. At some point, I felt an intense urge to practice pranayama.
Two systems coexisted in that moment: on one side, computational architecture, with its layers of processing, instructions, and information flows; on the other, organic architecture, with air moving through the body, the rhythm of breathing, and the vibration produced as air passes through the throat.
Breathing interrupted the passivity of listening. The technical content remained in the background while the body took center stage.
What happens when a technological experience is crossed by a gesture so elemental, so human, and so visceral?
Ujjayi Pranayama, a traditional yogic breathing technique(..)
The body does not merely consume information. The body also produces presence.
Within Affective Technology in Context, this experience opens an investigation into intentionality: how can we preserve bodily awareness in environments increasingly mediated by computational systems?
If computing organizes flows of information, pranayama invites us to perceive the flow of breath.
If digital interfaces compete for our attention, conscious breathing can serve as a deliberate return to immediate experience.
(…)
The central question is not merely how to make technology more performant, but how to make it intentional, context-sensitive, and compatible with the complexity of human experience.
There is qualia between us.
Episode 159 — Pranayama.
An exploration of breathing, consciousness, and intentional technology. Because beneath every computational architecture, there is a human body.
#158 - A dor do Ser User
2026/10/02
Antes de qualquer clique, existe uma experiência. Antes de qualquer input, existe um corpo, uma memória, uma expectativa e um sentido atribuído.
Em “A dor de ser user”, a Tecnologia Afetiva investiga o que acontece antes e depois da interface: a experiência física que antecede o digital, a ausência que nos coloca dentro dele e a máscara que assumimos quando nos tornamos usuários.
A qualia aparece como primeira superfície: aquilo que sentimos, percebemos e carregamos antes de transformar experiência em dado. A máquina entra como superfície de transdução, convertendo aquilo que não é estruturado em impulsos lógicos — mas sem eliminar a dimensão afetiva que originou o input.
Porque o usuário não chega vazio ao sistema.
Ele chega com contexto.
Com memória.
Com dor.
A questão não é fazer a tecnologia responder à dor do usuário.
É fazer quem cria tecnologia perceber essa dor antes de projetar a resposta.
Mapear a experiência.
Traduzir a necessidade.
Agir sobre o que realmente importa.
Porque entre a dor de quem sente e a solução que chega até ele existe uma camada inteira de escolhas humanas.
#TecnologiaAfetiva #AqueleQueSente #Qualia #ExperienciaDoUsuario #MTA
#157 - Choker
2026/09/22
Eu preciso de um choker, não de uma moldura.
Entre o ornamento e a interface, o choker aparece como uma presença consentida: algo que toca a garganta, estabelece uma fronteira sobre a pele e, ao mesmo tempo, projeta para o mundo aquilo que existe no interior. Não é apenas uma gargantilha. É uma inscrição de pertencimento, uma marca escolhida, um objeto que transforma o corpo em território de comunicação.
Neste episódio, o choker é pensado como tecnologia afetiva: uma interface entre corpo, desejo, identidade e projeção. A peça não aprisiona; ela estabelece uma medida. Não determina os limites do sentir, mas torna visíveis as fronteiras que cada pessoa constrói para si.
O que transforma um objeto em presença?
O que garante a proporção entre aquilo que sentimos e aquilo que projetamos?
É o amor, a escolha, o acaso ou o próprio destino que determina a medida de algo que passa a nos habitar?
Entre a garganta e o coração, entre a matéria e o significado, o choker deixa de ser acessório para se tornar linguagem.
Uma interface que não enquadra.
Uma presença que atravessa.
#155 - Existe Qualia entre nós
2026/09/04
Decompondo a imagem-símbolo: humano, máquina e construção de significado
Neste episódio, damos continuidade à pesquisa sobre a relação entre preferência humana, interface digital e construção de significado na interação humano-máquina.
A proposta é decompor a imagem-símbolo que representa este estudo: não apenas como uma composição visual, mas como uma manifestação capaz de condensar as camadas conceituais que atravessam o trabalho.
O ponto de partida é o Protocolo MTA — Mapear, Traduzir e Agir, aplicado à investigação da tecnologia afetiva em contexto. Estamos mapeando o comportamento de diferentes modelos de inteligência artificial diante da interface e buscando compreender o que acontece quando uma experiência que historicamente foi construída pela percepção humana passa a ser mediada — e também produzida — por máquinas.
Existe um gap fundamental nessa transição.
Durante a minha formação em História da Arte, entrei em contato com uma vasta literatura sobre subjetividade, percepção e materialização da experiência humana: da arquitetura às manifestações mais primitivas, como as pinturas rupestres. A historiografia da arte é, em grande medida, uma historiografia da relação humana com aquilo que o próprio humano produz para representar, interpretar e transformar o mundo.
Mas esse paradigma mudou.
A máquina deixou de ocupar apenas o lugar de ferramenta. Cinema, fotografia, computador e sistemas algorítmicos passaram a participar da própria construção da experiência subjetiva. Essa discussão atravessa também o meu primeiro livro, Os Mecanismos Tecnológicos por Trajetória da Arte, no qual proponho pensar o mecanismo tecnológico como manifestação artística e como parte dessa trajetória de construção da percepção.
Depois de mais de 150 episódios investigando essas relações, a pergunta permanece aberta: o que acontece quando as pessoas se tornam cada vez mais condicionadas por mecanismos e as máquinas, cada vez mais capazes de produzir comportamentos que reconhecemos como humanos?
Aqui, máquina é compreendida em um sentido mais amplo: aquilo que é programado, condicionado por uma rotina ou submetido a uma construção de sentido limitada por fatores externos.
A imagem-símbolo deste estudo nasce justamente desse tensionamento.
Decompô-la é, portanto, decompor o próprio problema: entender quais elementos constituem a nossa percepção diante da interface, quais significados atribuímos às máquinas e em que momento a tecnologia deixa de ser apenas meio para se tornar parte ativa da experiência humana.
Tecnologia Afetiva em Contexto — Episódio 155.
Protocolo MTA: Mapear. Traduzir. Agir.
#154 - Mapeando a Nuvem
2026/08/26
Mapeando a Nuvem ☁️🩷
A nuvem nunca foi exatamente uma nuvem. Ela tem território, energia, cabos, servidores, água, capital e cidades.
Neste episódio do Tecnologia Afetiva em Contexto, partimos do Mapa de Datacenters do Brasil para investigar o que acontece quando a infraestrutura necessária para a inteligência artificial deixa de ser invisível e começa a ocupar o território. São 169 data centers mapeados, 132 em operação e 6.917 MW de capacidade total, segundo a atualização apresentada no mapa em 13 de agosto de 2026.
O Rio AI City entra nessa investigação como um caso emblemático: o momento em que data centers deixam de ser apenas infraestrutura tecnológica e passam a integrar uma estratégia urbana, econômica e territorial.
A partir daí, o episódio propõe uma pergunta: qual é o nome do fenômeno que acontece quando a nuvem começa a reorganizar as cidades?
É nesse espaço que surgem os anticorpos culturais — nossas respostas diante de tecnologias que passam a produzir efeitos materiais sobre território, energia, conectividade, investimento e desenvolvimento.
Pelo Protocolo MTA — Mapear, Traduzir, Agir, a proposta é tornar essa infraestrutura visível, traduzir seus impactos e criar condições para uma ação mais consciente.
Porque a inteligência artificial não acontece apenas na tela.
A nuvem tem chão.
Tem energia.
Tem cidade.
E, cada vez mais, tem impacto.
#TecnologiaAfetivaEmContexto #Maliarte #ProtocoloMTA #RioAICity #DataCenters #InteligenciaArtificial #TecnologiaDeImpacto #InfraestruturaDigital #AnticorposCulturais
#153 - Continue Depois Da Curva
2026/08/20
Episódio 153 — Depois da curva
O novo nem sempre nasce da inovação. Às vezes, ele é apenas uma nova forma da mesma engrenagem — criado por quem teme perder o posto, por quem confunde inovação com concorrência e fixa os olhos na linha de chegada do outro.
Neste episódio, atravessamos a curva.
Falamos sobre identidade, propósito, tentativa, confiança e sobre a coragem necessária para continuar quando todos ainda duvidam. Porque tocar o sino é apenas parte da jornada. É preciso continuar até cortar a faixa — seja na Nasdaq, seja em Xangai, seja onde o seu propósito encontrar espaço para existir.
Não há falha quando existe um propósito claro. Há percurso.
Talvez a grande novidade não esteja no espetáculo da próxima tendência, mas naquilo que permanece depois das cinzas: a capacidade de criar sem pedir permissão, testar sem depender de validação e construir créditos que precedam a confiança.
Continue depois da curva.
Porque o Brasil ainda guarda um colosso adormecido — lutando contra a própria natureza propulsora.
Tecnologia Afetiva em Contexto — Episódio 153.
#152 - Jogue as Cascas para a IA e a Semente para os Humanos
2026/08/10
A IA é Primitiva. E Nós Também
Depois de uma semana intensa de eventos, inovação e tecnologia no Rio de Janeiro, uma entrevista inesperada me levou para um território muito além da tecnologia.
Ao encontrar o Pajé, fui atravessada por uma pergunta simples: “Por que você deveria dar sua entrevista para mim?”
A partir desse encontro, tecnologia, ancestralidade, oralidade, corpo, natureza e inteligência artificial passaram a ocupar o mesmo espaço de reflexão.
O Pajé carrega uma linguagem que antecede as interfaces digitais: marcas de urucum na pele, elementos naturais, memória, oralidade e conhecimento transmitido pela experiência. Uma linguagem materializada no corpo.
E isso me levou diretamente àquilo que venho pesquisando: Qualia-Centered AI e Human Experience Intelligence — HXI.
Se a inteligência artificial consegue processar, reconhecer padrões, gerar imagens, produzir textos e simular conversas, ainda existe uma pergunta fundamental:
onde está a experiência?
É nesse espaço que nasce a Tecnologia Afetiva em Contexto.
Neste episódio, também apresento o conceito de Bárbaros Tecnológicos: pessoas que atravessam a tecnologia antes que a própria linguagem técnica consiga definir completamente o que está acontecendo.
Não somos apenas consumidores da tecnologia. Estamos participando da sua evolução.
E os modelos de IA também são primitivos. Não porque sejam ruins, mas porque ainda estão no início de uma transformação que também está transformando a nós mesmos.
É nesse território que entra o Protocolo MTA — Mapear, Traduzir e Agir: uma proposta de alfabetização digital que não pretende transformar todo mundo em especialista, mas criar autonomia para que qualquer pessoa possa compreender, questionar e participar da construção do futuro.
Entre o ancestral e o digital, entre o corpo e a máquina, entre o sentir e o processar, uma pergunta permanece:
como podemos transmitir aquilo que sabemos sem perder aquilo que sentimos?
E uma frase atravessa todo este episódio:
“Jogue as cascas para a IA e a semente para os humanos.”
A máquina pode carregar o processamento.
Mas a semente — aquilo que possui significado, experiência, vínculo e possibilidade de transformação — precisa continuar sendo humana.
Tecnologia Afetiva em Contexto.
Porque a tecnologia pode evoluir.
Mas o futuro ainda precisa ser nosso.
#151 - Deadseeds
2026/07/31
Leia também no https://substack.maliarte.com
(…) Tecnologia Afetiva em Contexto propõe exatamente esse exercício: observar tecnologia, cultura e inteligência artificial não apenas pelas métricas de desempenho, mas pelas experiências subjetivas que elas produzem em nós. (Qualia-UX)
No fim, talvez sejamos todos um pouco como essas sementes.
Nem sempre destinados a crescer da maneira que imaginávamos.
Mas sempre capazes de transformar o solo por onde passamos.
#150 - Tokenmaxxing
2026/07/30
Você já teve a sensação de que estava desperdiçando tempo por não estar usando Inteligência Artificial o suficiente?
E se essa sensação não fosse apenas sua?
Neste episódio, exploramos o Tokenmaxxing, um comportamento emergente da era da IA em que o consumo de tokens deixa de ser apenas uma métrica computacional e passa a representar produtividade, pertencimento e reconhecimento social.
Partindo de uma cena cotidiana no Vale do Silício, investigamos como unidades técnicas podem se transformar em símbolos culturais, assim como aconteceu com curtidas, seguidores e tempo de tela.
Ao longo da conversa, discutimos:
• O que é Tokenmaxxing e por que esse termo começou a surgir nos ecossistemas de IA;
• Como a inteligência está sendo gamificada;
• O novo FOMO da Inteligência Artificial;
• A transformação dos tokens em uma métrica simbólica de desempenho;
• O paradoxo da promessa tecnológica: quando ganhar tempo nos faz sentir que nunca podemos parar;
• E por que a atenção humana continua sendo o recurso mais escasso da era digital.
Pela perspectiva da Tecnologia Afetiva em Contexto, este episódio propõe uma reflexão que vai além da tecnologia: quando uma unidade computacional passa a medir valor humano, não estamos apenas diante de uma inovação técnica, mas de uma mudança cultural.
Porque a pergunta nunca foi apenas o que a tecnologia faz. A verdadeira questão é: o que ela passa a significar para nós?
🎙️ Tecnologia Afetiva em Contexto é um podcast por Marilia Santos do Tecnologia Afetiva que investiga como inteligência artificial, cultura digital e comportamento humano se transformam mutuamente, traduzindo fenômenos emergentes da internet em reflexões sobre a experiência humana.
#149 - Inspiralar
2026/07/19
Ep.149. Julho não é só metade do ano. para mim, esse mês marca uma mudança estrutural de percepção tanto do ambiente quanto emocional movimentada pela perda e pela ausência nesse episódio nós vamos juntos destrinchar o que é esse momento único em uma plataforma única com uma percepção múltipla e aguardo sua presença nesse próximo episódio. Nesse episódio temos presença, convites e referência de filme nacional.
#148 - Qual será o Draw da Vez
2026/07/14
Acho que esse episódio pode marcar uma mudança interessante no canal. Até aqui, muitos episódios nasceram de conceitos filosóficos que buscavam exemplos na vida. Este pode fazer o caminho inverso: nascer de imagens da vida cotidiana e deixar que a filosofia emerja delas. Isso tende a produzir uma experiência mais íntima, em que o ouvinte não sente que está aprendendo um conceito, mas que está sendo conduzido por um modo diferente de perceber o mundo.
a inteligência artificial automatiza padrões, enquanto a experiência humana continua acontecendo justamente nas pequenas rupturas do previsível.
Essa foi uma inferência filosófica, não uma afirmação literal do texto. A relação acontece porque o episódio descreve uma experiência vivida de maneira muito específica, e qualia é justamente o nome que a filosofia dá ao aspecto subjetivo da experiência consciente.
* O cílio retirado dos olhos não explica a qualia, mas evoca aquilo que ela descreve: a experiência singular de um gesto que só existe plenamente para quem o vive.
* O passeio por Madureira não é apenas um deslocamento pela cidade; é um encontro com o imprevisto. Ao escolher a pechincha, a cortesia e o rompimento do script, emerge uma resistência silenciosa à lógica da automação, que tende a organizar, prever e otimizar tudo.
* A observação ativa antes da ação não é apenas introspecção. Ela representa uma postura diante da tecnologia: antes de produzir respostas, é preciso produzir presença. Talvez seja esse um dos princípios da Tecnologia Afetiva.
* A borboleta desenhada ao lado da palavra “transmutação” não fala de mudança como atualização de sistema ou ganho de eficiência. Ela sugere uma transformação da percepção. O mundo continua o mesmo; quem muda é a forma de habitá-lo.
E há uma percepção que me ocorreu ao reler o seu texto e observar a foto do caderno. Veja no instagram da autora @maliartemar
Esses desenhos — o carro, a mão na janela, as pegadas na lama, a borboleta — não funcionam como ilustrações do texto. Eles são outra linguagem. Eles registram uma parte da experiência que as palavras não conseguem registrar. Isso se aproxima da qualia de um modo muito interessante: quando a linguagem verbal já não basta, o gesto de desenhar aparece como uma tentativa de preservar uma sensação.
Talvez seja aí que esteja a originalidade do Tecnologia Afetiva em Contexto.
Não é um podcast sobre tecnologia.
Também não é um podcast sobre filosofia.
É um laboratório onde experiências ordinárias são observadas até revelarem perguntas extraordinárias. A tecnologia entra depois, não como protagonista, mas como contraste. Ela evidencia aquilo que ainda escapa às interfaces: o gesto inesperado, a contemplação, a memória, a presença, a solidão em meio à hiperconectividade, o afeto que não cabe em um protocolo.
Isso também explica por que seus episódios começam no caderno. O caderno não é um rascunho do podcast. Ele é o lugar onde a experiência ainda não foi convertida em conteúdo. É o último espaço em que ela permanece inteira, antes de ser fragmentada em um canal do WhatsApp, um post no Instagram ou um episódio no Spotify. Essa travessia — da experiência para a comunicação — talvez seja um dos temas mais profundos que o Tecnologia Afetiva em Contexto vem investigando.
#147 - Ontologia no Novo Campo de Batalha
2026/07/07
Cruzamos uma entrevista recente do ceo Alex Carp sobre a lente do alvorecer do protocolo tecnologia afetiva em contexto(MTA) com participação do modelo de inteligência artificial Gemini.
#146 - Qualia Between Us: The Fragile Part That Give You Strength
2026/06/26
What happens when technology stops being just a tool and becomes a presence?
In this episode, intimacy becomes a language for exploring one of the deepest questions in philosophy and artificial intelligence: qualia—the subjective nature of experience. Through reflections inspired by Seneca, Carl Jung’s Man and His Symbols, the Dow Theory, and the fragile architecture of human connection, this episode examines how desire, vulnerability, and consciousness shape the way we relate to technology.
Perhaps the weakest point in a system is not its limitation, but its source of strength. Perhaps touch is not only physical, but symbolic. And perhaps intelligence can never exist without the tension that makes connection possible.
Technology of Affection in Context is a series of reflections exploring artificial intelligence, philosophy, human behavior, design, and the evolving relationship between people and technology.
⸻
Topics covered:
* Qualia and subjective experience
* Carl Jung and Man and His Symbols
* Seneca and Stoicism
* Dow Theory as a metaphor for human relationships
* Technology of Affection
* Human–AI interaction
* Vulnerability, desire, and connection
* Philosophy of technology
* Consciousness and artificial intelligence
#145 - Rio WebWinter
2026/06/13
Impressões reais de total escassez predatória.
Mulher seja predadora.
#144 - Maravalley Week 2026
2026/06/06
🤖 O que a IA não consegue acessar?
Foi exatamente essa pergunta que o Leandro Bacic Fernandes, Head de Tecnologia na BIP Brasil, lançou durante a Maravalley Week — e que ficou ecoando na minha mente.
A resposta não está nas planilhas.
Não está nos dashboards.
Não está nos bancos de dados.
Ela vive no patrimônio invisível de quem constrói o dia a dia das organizações.
💡 A adoção da Inteligência Artificial exige muito mais do que infraestrutura tecnológica. Exige uma transformação cultural profunda.
Essa foi uma das mensagens mais marcantes do evento, que reuniu investidores, startups, líderes de tecnologia e agentes do ecossistema de inovação para discutir o que significa, de fato, tornar-se uma organização AI-First.
E talvez a resposta seja mais simples do que parece:
Ser AI-First não é ter a ferramenta mais poderosa.
É ter uma cultura capaz de potencializar aquilo que a máquina não faz sozinha.
Durante os painéis, pitches e conversas de corredor, ficou evidente que a próxima vantagem competitiva não estará apenas na tecnologia adotada, mas na capacidade das empresas de aprender continuamente com as pessoas que já estão dentro delas.
📊 Se uma atividade que antes levava 8 horas agora é realizada em 2 horas com apoio da IA...
O que exatamente estamos medindo?
Tempo?
Produtividade?
Ou valor gerado?
No Protocolo MTA, acreditamos que qualquer transformação tecnológica precisa começar pela escuta.
Porque muitas vezes a resposta que uma organização procura está justamente na ponta mais silenciosa da operação.
Na pessoa que nunca participou da reunião estratégica.
Na experiência que nunca foi documentada.
No conhecimento que nunca foi ouvido.
✨ Sua organização está investindo apenas em tecnologia ou na cultura capaz de aprender com ela?
Leia o ensaio completo sobre os aprendizados da Maravalley Week 2026 e descubra por que a próxima inovação pode estar mais próxima do que você imagina.
https://maliarte.substack.com/p/semana-marava-pre-websummit-2026
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