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História de Salto

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Categories
Country
United States
This podcast has
41 episodes
Publisher
Elton Zanoni
Explicit
No
Date created
2020/10/02
Latest episode
2026/04/25
Average duration
53 min.
Release period
131 days

Description

História e memória da cidade de Salto/SP

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Benedicto dos Santos (2006)
2026/04/25
Registro primário em áudio da entrevista concedida por Benedicto dos Santos (1934-2022), conhecido como Seu Ico, realizada em 18 de julho de 2006. A captação ocorreu nas dependências da Marmoraria Ico, situada na Avenida 9 de Julho, no município de Salto/SP. O documento sonoro registra a memória oral sobre a estruturação e o declínio da indústria de cantarias na região. O entrevistado expõe sua trajetória profissional, iniciada na Pedreira do Dr. Bicudo, e fornece um mapeamento histórico das principais cantarias que operaram na cidade. A pauta aborda os processos técnicos tradicionais de extração e aparelhamento do granito local, a produção de molaças para a indústria papeleira e a distribuição da rocha saltense no mercado nacional e internacional, frequentemente comercializada sob a nomenclatura "Vermelho Itu". O diálogo examina a transição tecnológica que substituiu a mão de obra artesanal, os impasses gerados pelas legislações ambientais de extração e os impactos socioeconômicos do período de forte industrialização do município, com menções ao complexo fabril da Brasital. Participantes da sessão: Entrevistado: Benedicto dos Santos (Seu Ico), canteiro e empresário do ramo de rochas ornamentais. Interlocutores: Elton Frias Zanoni (historiador), Wladimir Zotti (professor) e Jeferson dos Santos (professor e filho do entrevistado). Data de gravação: 18/07/2006Local: Salto, SP
O caso Alfredo Rosa: de linchado a santo popular em Salto
2026/04/24
Neste episódio, mergulhamos em um dos capítulos mais dramáticos e nebulosos da história de Salto: o caso de Alfredo Rosa. Em julho de 1911, uma onda de roubos de cavalos atemorizava a pacata cidade, que contava com cerca de cinco mil habitantes. A tragédia teve início quando Alfredo Rosa, possivelmente um lavrador da região, aguardava próximo ao armazém de Marcos Milani. Assustado com os olhares desconfiados de operários da tecelagem Ítalo-Americana, ele tentou fugir a cavalo, o que desencadeou uma perseguição implacável por cerca de dois quilômetros aos gritos de "pega-ladrão". Acuado próximo a uma ponte no córrego do Ajudante, Rosa clamou inocência, mas acabou morto a tiros por populares, tendo seu corpo arrastado até a delegacia. Neste debate, discutimos os desdobramentos chocantes e as contradições dessa história: A culpa e a santificação: Tempos depois do linchamento, os verdadeiros ladrões foram capturados, provando que a cidade trucidara um inocente. Movidos pelo remorso, os saltenses transformaram Alfredo Rosa em um milagreiro venerado, erguendo uma capela no local de sua morte que existiu até o ano de 1973.A versão do inquérito policial: Apresentamos também o outro lado da moeda a partir de documentos guardados no Museu Republicano de Itu. A versão oficial relata que a polícia local havia recebido um telegrama alertando sobre um ladrão de cavalos e que, durante a perseguição, o fugitivo chegou a balear um dos populares na coxa antes de ser morto. Com ele, foram encontrados um revólver, uma faca e uma carta assinada como "Arfredo Rosa".Dê o play para entender como o medo coletivo e a justiça com as próprias mãos geraram uma tragédia trucidante, e como a memória de uma cidade lidou com a culpa forjando a figura de um santo popular!
O enigma do fundador: quem realmente foi Antônio Vieira Tavares?
2026/04/24
Neste episódio, mergulhamos nas raízes profundas da cidade de Salto para um debate revelador sobre a figura do seu fundador oficial, o capitão Antônio Vieira Tavares. A fundação da cidade teria sido apenas um ato de devoção de um homem doente, ou há outras camadas nessa história de colonização? Discutimos as verdadeiras motivações de Tavares que, vivendo no Sítio Cachoeira desde 1690, solicitou a construção de uma capela dedicada a Nossa Senhora do Monte Serrat alegando sofrer de uma grave moléstia e não ter como atravessar o rio Tietê para ir às missas em Itu. A bênção desse templo, em 16 de junho de 1698, tornou-se o "marco zero" da cidade. Neste debate, colocamos em pauta tópicos essenciais para compreender a formação de Salto: A Doação Condicional: Analisamos a escritura de 1700, na qual Tavares e sua esposa, Maria Leite, doaram o sítio à capela — incluindo a casa e os escravos indígenas ("gentio da terra") e africanos —, impondo a condição irrevogável de que a construção permanecesse naquele exato local para sempre.O Passado Apagado: Relembramos que, muito antes do capitão, o território era ocupado por aldeamentos de índios guaianás (tupi-guaranis), que batizaram a aldeia de Paraná-Ytu e a grande cachoeira de Ytu Guaçu, antes de serem repelidos pelas bandeiras paulistas.O Resgate da Memória: Descubra como os detalhes sobre o fundador ficaram obscuros por séculos, até serem resgatados pelo imenso esforço do historiador autodidata Luiz Castellari, que vasculhou antigos manuscritos coloniais guiado pela premissa de que "um povo sem história é um povo morto".Dê o play e venha entender como a fé, o domínio territorial e a memória histórica se cruzam nas margens do rio Tietê para forjar a identidade de Salto! Produzido por Elton Frias Zanoni História de Salto/SP
Anselmo Duarte - depoimento ao MIS-SP (1986)
2026/04/23
Nascido em Salto/SP, no dia 21 de abril de 1920, Anselmo Duarte consolidou-se como uma das figuras mais emblemáticas da história do cinema brasileiro. Sua trajetória, marcada por uma origem humilde, teve início em uma esquina próxima à Igreja Matriz de sua cidade natal, onde seu pai mantinha a "Venda da Capivara". Sétimo filho de Dona Olympia Duarte, Anselmo foi criado pelos esforços da mãe, que trabalhava como costureira após ser abandonada pelo marido. Em Salto, frequentou o atual Grupo Escolar Tancredo do Amaral e, desde cedo, inseriu-se no universo cinematográfico como "molhador de tela" no Cine Pavilhão, onde seu irmão atuava como projecionista. Aos 14 anos, Anselmo partiu para São Paulo, exercendo funções de datilógrafo e contabilista antes de seguir para o Rio de Janeiro. Sua entrada definitiva no cinema ocorreu em 1942, participando como ator no filme inacabado de Orson Welles, It's All True. Durante as décadas de 1940 e 1950, tornou-se o maior galã do país, estrelando produções de estúdios renomados como Cinédia, Atlântida e Vera Cruz. Entre suas atuações mais memoráveis desse período estão os sucessos de bilheteria Carnaval no Fogo e Aviso aos Navegantes, além de interpretações elogiadas pela crítica em Sinhá Moça e como Zequinha de Abreu em Tico-Tico no Fubá. A transição para a direção revelou um talento técnico excepcional. Sua estreia atrás das câmeras ocorreu em 1957 com Absolutamente Certo. Contudo, o ápice de sua carreira e um marco histórico para a cultura nacional aconteceu em 1962 com O Pagador de Promessas. Ao dirigir a obra, Anselmo Duarte conquistou a Palma de Ouro no Festival de Cannes, superando gigantes do cinema mundial como Michelangelo Antonioni e Luis Buñuel. Este feito permanece, até hoje, como a única Palma de Ouro recebida por um longa-metragem brasileiro. Apesar da glória internacional, o prêmio trouxe a Anselmo uma série de tensões com os integrantes do movimento Cinema Novo. Sua filmografia como diretor estendeu-se até o fim dos anos 1970, incluindo obras que demandam reavaliação histórica, como Vereda da Salvação e Quelé do Pajeú. Ao todo, Anselmo somou mais de quarenta participações em filmes, seja atuando ou dirigindo. Faleceu em São Paulo em 7 de novembro de 2009 e foi sepultado em sua terra natal, Salto, atendendo a um desejo pessoal. Em sua sepultura, o epitáfio resume com sensibilidade sua jornada: "Eis aqui a última história de um contador de histórias". Sua vida e obra não são apenas um registro biográfico, mas confundem-se com a própria evolução da arte cinematográfica no Brasil. Nota técnica: O registro de história oral de Anselmo Duarte , identificado pelo número de item 00251MVC00131AD e registro FA01254/86 , integra a coleção Memória Vera Cruz do Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Gravada em 13 de agosto de 1986 sob a coordenação de Renato Consorte , a entrevista possui duração de 170 minutos e encontra-se armazenada em suporte DVD data , apresentando acesso restrito para consulta, embora com divulgação virtual autorizada.Leia mais neste link.
Maestro Gaó - depoimento ao MIS-SP (1987)
2026/04/23
Odmar do Amaral Gurgel, imortalizado no cenário artístico como Maestro Gaó, foi um prodígio saltense que iniciou sua jornada musical sob a influência de seus pais, professores e músicos na cidade de Salto. Já aos onze anos, regia orquestras de salão e adaptava trilhas sonoras para o cinema mudo local, talento que o levou a diplomar-se como concertista no Conservatório Dramático e Musical de São Paulo em 1927. Ao longo de sua vasta carreira, atuou como pianista, arranjador e diretor em grandes rádios e gravadoras, como a Gazeta e a Columbia, tornando-se uma figura de relevo no cenário artístico paulistano e internacional, sendo inclusive apelidado de "embaixador do samba" durante os vinte anos em que residiu nos Estados Unidos. A biografia de Gaó é marcada por uma versatilidade impressionante, que vai desde a direção da Orquestra Sinfônica do Teatro Municipal de São Paulo até a composição dos logotons originais da Turma da Mônica. Em 1987, época do depoimento que será compartilhado, o maestro já acumulava décadas de experiência na música popular e erudita, tendo retornado ao Brasil para radicar-se em Mogi das Cruzes. Seu vínculo com a terra natal permaneceu vivo até o fim de sua vida, simbolizado por sua última apresentação em Salto, em 1991, e pelo júri que presidiu no primeiro Festival de Música Popular de Salto, reafirmando seu papel como um dos maiores pilares da memória musical da região. Nota técnica:Esta entrevista com o Maestro Gaó, gravada em 03 de fevereiro de 1987 no Museu da Imagem e do Som de São Paulo (MIS) , é um registro fundamental da história oral brasileira preservado na coleção Memória do Piano Brasileiro sob o número de item 00376MPN00031AD. Com duração de 01 hora, 19 minutos e 18 segundos , o depoimento em português traz o músico compartilhando sua trajetória como pianista, compositor e arranjador de música popular brasileira. Para fins de catalogação e direitos, o material está registrado sob o código FA00963/87 e sua divulgação é destinada ao ambiente virtual, mantendo viva a memória das apresentações e concertos do maestro. Leia mais sobre Gaó neste link.
Depoimentos - Uma tradição culinária (2007)
2022/04/18
A pesquisa elaborada pelo Museu da Cidade de Salto, em 2007, contou com a coleta de depoimentos realizada pelo Prof. Wladimir Tadeu Zotti, que entrevistou pessoas ligadas à tradição da "empada frita de Salto". As idades indicadas são do ano da pesquisa. A gravação apresenta os sucessivos depoimentos na mesma ordem da listagem a seguir. Ernesto Andriolli – 70 anos Alzira Pacher Bonatti – 78 anos  Idair Scallet – 58 anos  Jacira Maria Pacher de Andrade – 67 anos Alzira Cruz Figueiredo – 64 anos Otília Alves Amaral – 63 anos Para saber mais, acesse: http://historiasalto.blogspot.com/
Entrevista - Aniversário de Salto
2021/06/11
Áudio da entrevista concedida ao programa Lado a Lado, com Mirna Bicalho, em junho de 2021. Lado a Lado 331: Elton Frias Zanoni https://www.youtube.com/watch?v=dm1AM641s4A ---- Comemorando o 323º aniversário de Salto, o historiador Elton Frias Zanoni dá uma aula sobre a história da cidade desde sua fundação, em 16 de junho de 1698, focalizando em especial seu desenvolvimento econômico. Parabéns Estância Turística de Salto!  Apresentado pela jornalista Mirna Bicalho, Lado a Lado é um programa que tem por objetivo valorizar as pessoas e instituições das comunidades de Itu, Salto e região - Estado de São Paulo/BR. Vinheta por LayOut BR. http://www.ladoaladocommirna.com.br/
Waldomiro Corrêa da Cruz, o "Urubatão" (1987)
2021/04/21
Depoimento de Waldomiro Corrêa da Cruz (Urubatão) concedido a Marcos Pardim em 1987. Acervo do Museu da Cidade de Salto.
Damacyr Bergamo (1998)
2021/04/21
Depoimento de Damacyr Bergamo concedido a Claudia Kreidloro e Thalma Di Lelli em 01/09/1998. Acervo do Museu da Cidade de Salto.
Francisco Olegário Nitaques (1994)
2021/04/21
Depoimento de Francisco Olegário Nitaques (Chiquito Guarnieri) concedido a Claudia Kreidloro em 29/10/1994. Acervo do Museu da Cidade de Salto.
Silvio Mosca (1993)
2021/04/21
Depoimento de Silvio Mosca concedido a Ettore Liberalesso, Fernanda Petrini e Gisela Barnabé em 07/12/1993. Acervo do Museu da Cidade de Salto.
Palmira Merlin Santinon (1993)
2021/04/21
Depoimento de Palmira Merlin Santinon concedido a Thalma Di Lelli e Adriana de F. Nunes Corrêa em 15/04/1993. Acervo do Museu da Cidade de Salto.
Ignácio Pedroso da Silva (1993)
2021/04/21
Depoimento de Ignácio Pedroso da Silva concedido a Ettore Liberalesso e Thalma Di Lelli em 09/03/1993. Acervo do Museu da Cidade de Salto.
Líbero Rigolin (1992)
2021/04/21
Depoimento de Líbero Rigolin concedido a Ettore Liberalesso e Thalma Di Lelli em 04/05/1992. Acervo do Museu da Cidade de Salto.
Francisco Tonello (1992)
2021/04/21
Depoimento de Francisco Tonello concedido a Ettore Liberalesso e Thalma Di Lelli em 09/04/1992. Acervo do Museu da Cidade de Salto.

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