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2000 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
Igreja em Porto AlegreExplicit
No
Date created
2020/10/22
Latest episode
2026/04/19
Average duration
62 min.
Release period
3 days
Description
*** DICA: Pressione Ctrl+F ou Command+F para pesquisar pelo nome do pregador ou pelo título da pregação. *** Podcasts das palavras ministradas nos cultos semanais da Igreja em Porto Alegre. https://www.igrejaemportoalegre.com.br
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Eduardo Arakaki Jr. - O propósito eterno de Deus
2026/04/19
A vida ganha sentido quando é alinhada ao propósito eterno de Deus. Fomos tirados da escuridão e conduzidos para uma nova realidade em Cristo, onde há redenção, perdão e reconciliação. Fora desse propósito, o ser humano vive perdido, inseguro e vazio, mesmo cercado de avanços e recursos. A falta de direção gera crises profundas, enquanto o entendimento do propósito traz clareza, estabilidade e verdadeira vida.
Esse propósito não é algo secundário, mas o centro de tudo. Não se trata apenas de salvação, pois a salvação é o meio pelo qual Deus restaura aquilo que já havia planejado desde antes da criação. Cada pessoa foi criada com uma função, e reconhecer isso é libertador. Há um chamado para viver como filho, não baseado em desempenho, mas em identidade. A segurança vem da certeza de ser amado por Deus, e dessa relação nasce uma vida de comunhão, descanso e confiança.
O propósito também se expressa em família, revelando a importância da unidade. A vida cristã não é isolada, mas vivida em relacionamento profundo, onde há cuidado, encorajamento e crescimento mútuo. A comunhão verdadeira fortalece os vínculos e sustenta a caminhada. Não se trata apenas de participar de reuniões, mas de viver uma vida compartilhada, onde cada um contribui para a edificação do outro.
Além disso, há um chamado para multiplicação. Deus deseja muitos filhos, e cada discípulo é chamado a gerar outros. A vida deve estar alinhada com essa missão, usando tudo — tempo, recursos e oportunidades — para cooperar com esse propósito. Isso exige disposição para renúncia e entrega, refletindo o caráter de Cristo. Ao mesmo tempo, Deus trabalha continuamente para formar em cada um a imagem de Jesus, removendo aquilo que não reflete Sua natureza.
Tudo converge para um único fim: a glória de Deus. A vida não gira em torno do próprio interesse, mas em exaltar a Cristo em tudo. Esse viver só é possível pela dependência do Espírito Santo, que capacita, transforma e conduz. Quando o coração está cheio da presença de Deus, surge paixão, entrega e alegria em viver para Ele. Assim, o propósito eterno se torna uma realidade prática, vivida diariamente para a glória do Pai.
Perguntas para reflexão
1. Minha vida está realmente alinhada ao propósito eterno de Deus ou estou guiado por interesses pessoais?
2. Tenho vivido como filho, em comunhão com Deus, ou baseado em desempenho e esforço próprio?
3. De que forma estou contribuindo para gerar vida em outros e fortalecer a comunhão no corpo de Cristo?
Cezar Merker - O amor e a promessa vistas na mesa do Senhor
2026/04/12
O amor e a promessa vistas na mesa do Senhor
A vida é marcada por expectativas, muitas delas legítimas e presentes no coração, mas há um chamado para reavaliar qual ocupa o lugar principal. Durante a ceia do Senhor, somos conduzidos a lembrar aquilo que realmente sustenta a nossa vida: a obra perfeita de Cristo. Esse momento não é apenas um rito, mas um convite constante para realinhar o coração, reconhecendo que a verdadeira paz, segurança e identidade estão firmadas naquilo que Ele realizou.
A ceia revela, antes de tudo, o amor de Deus. Um amor que não se baseia no que o ser humano oferece, mas na entrega voluntária do Filho. Esse amor é doação completa, expressão perfeita do coração de Deus, e fundamento de toda a vida cristã. Nada tem valor verdadeiro se não estiver alicerçado nesse amor, que transforma a maneira de viver e de se relacionar, levando a uma vida que já não gira em torno de si mesma, mas daquele que morreu e ressuscitou.
Além do amor, a mesa do Senhor também aponta para uma promessa viva: a volta do Senhor. Cada vez que se participa dela, renova-se a esperança de que Ele virá. Essa expectativa não é apenas um detalhe da fé, mas deve ocupar o lugar central no coração. A vida aqui é passageira, e tudo o que existe neste mundo é temporário. Por isso, há um chamado constante para viver como peregrinos, sem se apegar às estruturas e aos valores de um sistema que está em oposição a Deus.
Como filhos de Deus, não podemos tomar a forma do mundo. Assim como um povo pode se acostumar com um ambiente que não é o seu, também é possível perder a consciência do verdadeiro chamado. A distração, o conforto e as ofertas deste tempo podem enfraquecer o desejo pela eternidade. Por isso, é necessário um despertar espiritual, uma retomada da consciência de que a vida aqui não nosso destino final.
A expectativa pela volta do Senhor produz efeitos profundos: gera santidade, fortalece a esperança e traz consolo em meio às dificuldades. Quando o coração está voltado para esse encontro com o Noivo, a vida ganha direção, e as decisões passam a refletir esse anseio. Mesmo em meio a desafios, há uma certeza que sustenta: tudo o que é passageiro será substituído por aquilo que é eterno e perfeito.
Diante disso, a mesa do Senhor se torna um lugar de ajuste interior, onde o amor de Deus é contemplado e a esperança é renovada. É um chamado para viver com o coração voltado para o alto, mantendo viva a expectativa do encontro com Ele. Que esse anseio seja restaurado, tornando-se a maior prioridade, acima de qualquer outro desejo, sustentando uma vida alinhada com aquilo que é eterno.
Perguntas para reflexão
1. Qual tem sido a principal expectativa que ocupa o meu coração hoje?
2. De que forma o amor de Deus tem moldado minhas atitudes e prioridades?
3. A esperança da volta do Senhor é algo vivo e presente na minha vida diária?
Páscoa 2026 - 6 de 6 - Jorge Himitian - Conclusões e desafio
2026/04/04
*CONCLUSÕES E DESAFIO*Há um chamado claro para interromper a caminhada automática e avaliar o rumo da vida, buscando com atenção os caminhos estabelecidos por Deus. Esse movimento envolve parar, refletir, perguntar e decidir andar no caminho correto, com a promessa de encontrar descanso para a alma. Essa direção aponta para uma mudança de postura: não apenas trabalhar para Deus, mas viver e caminhar com Ele, retornando às bases essenciais da fé.Esse retorno conduz novamente à intimidade com Deus, marcada pela ação do Espírito Santo, pela alegria da presença de Deus e por uma vida espiritual viva e constante. Há um resgate da simplicidade e da dependência, onde a adoração, a busca sincera e a manifestação do poder de Deus voltam a ocupar o centro. Esse mesmo retorno também fortalece a prática do evangelho com poder, incluindo transformação de vidas, libertação e crescimento espiritual genuíno.A caminhada também exige um reencontro com fundamentos essenciais da fé, reafirmando o senhorio de Cristo, a formação de discípulos e a unidade da igreja como uma só família. O propósito de Deus se expressa na formação de pessoas semelhantes a Jesus, em um processo contínuo de edificação, multiplicação e preparação de novos obreiros. Essa visão precisa ser clara, compreendida e comunicada por todos, sustentada por uma vida de oração, relacionamentos firmes e ações bem direcionadas.A prática dessa visão se concretiza por meio de ações bem definidas: evangelizar, fazer discípulos, discipular, formar obreiros e estabelecer novas comunidades. Cada pessoa é chamada a participar ativamente, usando tanto os recursos espirituais — como oração, Palavra e direção do Espírito Santo — quanto os recursos pessoais, como tempo, disposição e organização. Isso exige renúncia de uma vida centrada em si mesmo e um compromisso intencional com a obra de Deus.Para que tudo isso funcione, é necessário manter o foco na obra como prioridade central. A igreja é apresentada como um corpo vivo e uma construção em andamento, onde cada pessoa tem função e responsabilidade. A estrutura deve servir ao crescimento e à edificação, com acompanhamento, orientação e cooperação entre todos. Cada encontro e atividade deve contribuir diretamente para o avanço dessa obra, mantendo unidade e propósito.Por fim, tudo depende da motivação correta: o amor por Jesus. É esse amor que sustenta a caminhada, renova o ânimo e conduz às atitudes corretas. Quando esse amor se esfria, é necessário retornar às práticas iniciais com decisão e entrega. Ao fazer isso, Deus realiza a transformação necessária, conduzindo a igreja a uma vida frutífera, madura e alinhada com o Seu propósito.*Perguntas para reflexão*1. Em quais áreas da sua vida você precisa parar, avaliar e ajustar o caminho que está seguindo?2. Como você pode, de forma prática, se envolver mais na obra de Deus no seu dia a dia?3. O que significa, na prática, voltar ao primeiro amor e às primeiras obras na sua caminhada com Deus?
Pascoa 2026 - 5 de 6 - Jan Gottfridsson - A nossa caminhada como discípulos
2026/04/04
A NOSSA CAMINHADA COMO DISCÍPULOS
A caminhada como discípulos é um chamado profundo a uma relação viva e transformadora com Jesus, que começa no coração e se estende a toda a vida. Esse processo não é estático, mas marcado por encontros que confrontam, revelam e conduzem a uma transformação contínua. Assim como ao longo da jornada há momentos de descoberta, quebrantamento, correção e restauração, também há um convite constante para permanecer olhando para Ele e seguir adiante, independentemente das circunstâncias ou das fases vividas.
Essa caminhada exige uma avaliação sincera da própria vida, especialmente naquilo que diz respeito ao relacionamento com Deus e com o corpo. A fé não pode ser apenas teórica ou nominal, mas precisa se expressar de forma prática, com compromisso, constância e verdade. O crescimento espiritual está diretamente ligado à maturidade, deixando para trás atitudes infantis e assumindo responsabilidade por outros. O objetivo é avançar até se tornar alguém que cuida, serve e gera vida, vivendo não mais centrado em si, mas nos outros.
O desenvolvimento do discípulo envolve três áreas essenciais: caráter e vida transformados à imagem de Cristo, uma vida cheia do Espírito com alegria e poder, e uma prática ativa de boas obras e serviço. Não basta apenas conhecer ou sentir, é necessário viver e agir. Há um chamado para participar da obra de Deus de forma prática, confiando que Ele é quem realiza o sobrenatural, enquanto cada um se dispõe a fazer o que está ao seu alcance com fé e obediência.
Para que isso aconteça, é necessário um coração aberto, humilde e disposto a viver em relacionamento verdadeiro. A cura, a libertação e o crescimento acontecem quando há transparência e dependência do corpo. O orgulho, a independência e as barreiras emocionais precisam ser deixados de lado para que haja restauração plena. Um coração que foi tocado por Deus naturalmente se torna disposto a cuidar de outros e a frutificar, entendendo que a vida cristã não é sobre si mesmo, mas sobre gerar vida em outros.
Também é preciso romper com mentiras que impedem o avanço, como pensar que ainda não é o momento, que não se está pronto ou que é necessário algo extraordinário para começar. O chamado já foi feito, e a resposta deve ser imediata. A prioridade passa a ser viver para o propósito de Deus, deixando de lado distrações, preocupações e interesses pessoais que competem com esse chamado. Viver como discípulo é morrer para si mesmo e permitir que Deus conduza cada área da vida.
Por fim, a caminhada exige perseverança e decisão diária. É necessário deixar para trás tudo aquilo que impede o avanço — frustrações, medos, cansaços e decepções — e prosseguir com os olhos firmes no propósito. Há um convite para um recomeço, com renovação, alegria e disposição, assumindo o compromisso de seguir até o fim, vivendo de forma intencional e totalmente dedicada àquilo para o qual se foi chamado.
Perguntas para reflexão
Minha relação com Deus e com o corpo tem sido real e prática ou apenas teórica?O que ainda preciso deixar para trás para avançar na minha caminhada como discípulo?Tenho vivido com prioridade em gerar e cuidar de outras vidas ou ainda estou centrado em mim mesmo?
Páscoa 2026 - 4 de 6 - Jorge Himitian - Como transformar nossa congregação em um centro de missão
2026/04/04
*COMO TRANSFORMAR NOSSA CONGREGAÇÃO EM UM CENTRO DE MISSÃO* A vida e a missão da igreja são apresentadas como um movimento intencional que começa no local onde se está, mas não permanece ali. Há um chamado claro para que cada congregação compreenda sua responsabilidade de avançar além dos seus limites, alcançando não apenas sua cidade, mas também regiões mais amplas, até chegar a outras nações. Esse avanço não acontece por acaso, mas exige direção de Deus, disposição para sair da zona de conforto e compromisso com a expansão do evangelho.O exemplo de Jesus revela um padrão bem definido: iniciar em um centro estratégico, atuar com intensidade naquele lugar e, em seguida, expandir para outras cidades e regiões. Ele estabeleceu uma base, formou discípulos e percorreu diferentes localidades, ensinando, anunciando o Reino de Deus e cuidando das pessoas. Sua missão não ficou restrita a um único ponto, mas se desenvolveu de forma progressiva, alcançando cada vez mais pessoas.A igreja primitiva também recebeu essa mesma direção, sendo chamada a atuar em três níveis: local, regional e mundial. No entanto, houve resistência em avançar além do ambiente inicial, o que exigiu intervenções de Deus para impulsionar a expansão. Mesmo em meio a dificuldades, o evangelho se espalhou, alcançando novas cidades e povos. Esse movimento mostrou que a missão não pode ficar limitada, pois faz parte do propósito de Deus que ela avance continuamente.O ministério de Paulo reforça esse princípio ao demonstrar uma estratégia clara de crescimento: começar com um pequeno grupo, formar discípulos de maneira profunda, estabelecer um ponto de ensino e, a partir daí, alcançar toda uma região. Esse processo foi marcado por simplicidade, foco, intensidade e constância. O resultado foi uma expansão significativa, onde toda uma região teve acesso à palavra de Deus, mostrando que um trabalho bem estruturado pode gerar grande impacto.Para que essa expansão aconteça de forma eficaz, dois fatores se mostram essenciais: planejamento e recursos. É necessário buscar a direção de Deus, organizar ações concretas e investir de maneira consistente na missão. Sem organização e sem suporte financeiro, o avanço tende a se limitar. Por outro lado, quando há visão, unidade e compromisso, a igreja se torna capaz de cumprir seu papel de maneira mais ampla e efetiva.Diante disso, cada congregação é chamada a assumir seu papel como um centro de missão, comprometida com o crescimento e a multiplicação. Isso envolve agir com fé, orar, planejar e executar, entendendo que o propósito de Deus é alcançar vidas em todos os níveis. Quando há disposição para avançar, Deus opera, amplia os limites e conduz a igreja a cumprir plenamente sua missão.*Perguntas para reflexão*1. Em que medida temos permanecido apenas no nosso contexto local, sem avançar para outras áreas?2. O que precisa ser ajustado em nossa prática para que a missão aconteça com mais intencionalidade e constância?3. Como podemos contribuir, de forma prática, para que nossa congregação se torne um verdadeiro centro de missão?
Páscoa 2026 - 3 de 6 - Jorge Himitian - Os imparáveis
2026/04/03
*OS IMPARÁVEIS*A caminhada da igreja começa como uma grande corrida que nunca foi interrompida, iniciada com poder e propósito, avançando de geração em geração. Desde o princípio, homens e mulheres foram impulsionados por uma força interior vinda de Deus, sustentados por uma fé viva e por uma paixão inabalável. Essa convicção os tornava firmes diante de qualquer circunstância, certos de que é Deus quem fortalece, renova e capacita aqueles que confiam nEle.O início dessa trajetória é marcado por um derramar poderoso do Espírito, que tira os discípulos de um ambiente fechado e os lança ao encontro das multidões. A mensagem anunciada com ousadia produz transformação imediata, levando muitos ao arrependimento e a uma vida de comunhão, ensino, oração e simplicidade. A igreja cresce de forma constante, vivendo com alegria e experimentando o agir de Deus no dia a dia, enquanto novas pessoas são acrescentadas continuamente.Mesmo diante de milagres, crescimento e favor do povo, surgem perseguições e ameaças. Ainda assim, a resposta não é recuo, mas ousadia renovada. Em meio à pressão, a igreja se une em oração e recebe novo enchimento do Espírito, continuando a anunciar a Palavra com coragem. Prisões, açoites e proibições não conseguem silenciar aqueles que decidiram obedecer a Deus acima de tudo, mantendo firme o compromisso de testemunhar, independentemente do custo.A perseguição, longe de interromper a obra, se torna instrumento para sua expansão. Os discípulos são espalhados e levam a mensagem a novas regiões, alcançando diferentes povos e culturas. Surgem comunidades de discípulos em várias cidades, e o evangelho avança com poder, acompanhado de sinais, transformação de vidas e crescimento contínuo. Deus conduz cada passo, abrindo portas, direcionando caminhos e levantando novos instrumentos para cumprir Seu propósito.Essa mesma missão continua no tempo presente, em meio a uma sociedade marcada por desafios, mudanças de valores e crescente distanciamento de Deus. Há uma necessidade urgente de uma igreja viva, cheia do Espírito, comprometida com a verdade, com o discipulado e com a transformação das pessoas. A responsabilidade é clara: alcançar vidas, formar discípulos e influenciar a sociedade com os valores do Reino de Deus, confiando que Ele já preparou e capacitou Seu povo para este tempo.Diante disso, permanece o chamado para avançar com fé, coragem e dependência de Deus, obedecendo à missão de ir, fazer discípulos e ensinar a viver segundo Sua vontade. A presença constante de Jesus sustenta essa caminhada e garante que nada pode impedir aquilo que Ele determinou. Assim, a igreja segue adiante, firme em sua missão, sendo instrumento de salvação e transformação, vivendo como um povo que não pode ser detido.*Perguntas para reflexão*1. O que tem sustentado minha caminhada para que eu permaneça firme mesmo diante das dificuldades?2. De que forma tenho participado ativamente na missão de alcançar e discipular outras pessoas?3. O que precisa mudar em minha vida para viver com mais ousadia e dependência do Espírito de Deus?
Páscoa 2026 - 2 de 6- Jan Gottfridsson - A alegria de discipular
2026/04/03
A ALEGRIA DE DISCIPULAR
A caminhada com Jesus é apresentada como um privilégio contínuo de recomeço, onde cada geração é convidada a retornar às bases e aprofundar aquilo que realmente importa. Em meio a tantos desafios e distrações do tempo presente, surge um chamado claro para abandonar a superficialidade e viver uma fé autêntica, centrada na transformação interior e no compromisso com o propósito de Deus. Esse tempo é visto como uma oportunidade de alinhamento, onde o coração é ajustado para viver de forma mais intensa e verdadeira diante do Senhor.
A essência dessa jornada está em compreender e viver o ciclo completo do discipulado: ganhar vidas, consolidá-las, discipulá-las e enviá-las. Não se trata apenas de ter experiências iniciais com Deus, mas de avançar continuamente, ajudando outros a trilhar o mesmo caminho. Há um chamado para que cada pessoa não apenas receba cuidado, mas também se torne alguém que cuida, gerando frutos e participando ativamente da missão. A vida cristã não encontra seu cumprimento na estagnação, mas no crescimento constante e na multiplicação.
Esse processo começa com um fundamento sólido, passando pela porta que é Cristo, avançando no caminho de transformação e mantendo os olhos no alvo, que é a formação de Cristo em cada vida. O arrependimento, a fé, o batismo e a ação do Espírito Santo não são apenas etapas, mas elementos essenciais que moldam o discípulo. Somente uma vida rendida, transformada e dependente de Deus pode gerar outros discípulos de forma verdadeira e duradoura.
O discipulado é apresentado como um relacionamento profundo, marcado por amor, compromisso e paternidade espiritual. Não é um método ou sistema, mas uma expressão viva do cuidado de Deus através das pessoas. Assim como um filho precisa de atenção constante, o discípulo também necessita de acompanhamento, ensino e dedicação. Esse vínculo vai além de palavras ou instruções; envolve entrega, amizade, presença e disposição para caminhar junto em todas as fases da vida.
Há também um forte chamado à frutificação. Não basta estar vinculado ou participar de atividades; é necessário gerar vida. Cada discípulo é desafiado a romper limitações, sair da zona de conforto e assumir sua responsabilidade no propósito de Deus. A frutificação não depende de capacidade humana, mas da ação de Deus em quem se dispõe a obedecer. Quando há entrega, Deus capacita, transforma e multiplica, fazendo com que vidas sejam alcançadas e transformadas.
Por fim, a visão se amplia para a eternidade, revelando a alegria de apresentar ao Senhor uma vida frutífera, cheia de pessoas alcançadas e transformadas. O discipulado deixa de ser um dever e se torna uma alegria profunda, semelhante à de uma família que cresce e se multiplica. Viver para isso é responder ao chamado de Jesus com entrega total, colocando o Reino em primeiro lugar e permitindo que Deus realize, através de cada vida, algo muito maior do que se poderia imaginar.
Perguntas para reflexão
Tenho vivido minha caminhada de forma ativa, gerando outros discípulos, ou apenas recebendo cuidado?Há alguma área da minha vida onde preciso voltar às bases e alinhar meu coração com o propósito de Deus?De que forma posso, na prática, cuidar de alguém e ajudá-lo a crescer como discípulo de Jesus?
Páscoa 2026 - 1 de 6 - Jorge Himitian - O mandato específico
2026/04/03
*O MANDATO ESPECÍFICO*A autoridade de Jesus sobre todas as coisas estabelece o fundamento de uma missão clara e abrangente: levar a todos a verdadeira solução para a vida. Essa missão não é apenas uma proposta, mas um chamado direto que envolve responsabilidade e dependência da presença constante de Cristo. Há uma verdade central, um mandamento específico e uma promessa que sustenta todo aquele que decide obedecer.Essa missão nasce de uma convicção absoluta: somente em Jesus está a resposta completa para a vida humana, tanto no presente quanto na eternidade. Foi essa certeza que impulsionou homens simples a se dedicarem integralmente a essa tarefa, mesmo em meio a grandes dificuldades. Sem recursos avançados ou estruturas modernas, avançaram com fé e determinação, sustentados pela convicção de que estavam carregando a única solução capaz de transformar pessoas e sociedades.Hoje, esse mesmo chamado permanece ativo. A necessidade não mudou, e a responsabilidade continua sendo confiada àqueles que creem. No entanto, para cumprir essa missão com eficácia, é indispensável que haja uma convicção profunda e pessoal. Quando se compreende o impacto de uma vida alinhada com a vontade de Deus, torna-se evidente que a transformação verdadeira não está em sistemas ou estruturas, mas em vidas que aprendem a viver corretamente.O foco da missão não está em atividades externas ou formas religiosas, mas em formar discípulos. Um discípulo é alguém que coloca Jesus acima de tudo, vive em obediência total e reconhece que tudo o que possui pertence a Ele. Trata-se de uma entrega completa que se expressa de maneira prática no dia a dia, em todas as áreas da vida.Aprender a viver de acordo com a vontade de Deus envolve transformação concreta: na forma de falar, de se relacionar, de agir dentro da família, de trabalhar e de administrar a vida. Também inclui viver em pureza e desenvolver um caráter alinhado com os princípios do Senhor. Além disso, o discípulo aprende a servir, a cuidar de outros e a participar ativamente da obra, tornando-se instrumento na vida de outras pessoas.Diante disso, fica claro que a missão não é opcional, mas essencial. Há uma direção definida: fazer discípulos, ensinando-os a viver segundo a vontade de Deus, confiando na autoridade de Cristo e na sua presença constante. Essa é a resposta para a necessidade do mundo e o propósito que dá sentido à caminhada de fé.*Perguntas para reflexão*1. Minha vida demonstra que Jesus ocupa, de fato, o primeiro lugar em todas as áreas?2. Em quais aspectos práticos preciso aprender a viver mais alinhado com a vontade de Deus?3. Estou comprometido em ajudar outras pessoas a se tornarem discípulos ou apenas participo de atividades?
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