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Roubaram meu nome

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Categories
Country
Brazil
This podcast has
15 episodes
Explicit
No
Date created
2021/01/17
Latest episode
2021/12/24
Average duration
7 min.
Release period
30 days

Description

Este podcast é uma tentativa de fazer com que as coisas que atravessam minha garganta, se mexam, saiam dali e cresçam no mundo sem me sufocar. Você pode me acompanhar nas redes sociais no @roubarameunome

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ATO 3- Cena II- O exercício da felicidade
2021/12/24
Ultimamente tenho sido atormentada por um desejo massacrante de ser feliz. Depois de quase um ano deprimida, a alegria quer ganhar espaço em mim à força, e eu me entrego a essa possibilidade de me fazer feliz. Começo o exercício da felicidade como um cachorro em treinamento: me recompenso se consigo ser ao menos um pouco feliz a cada dia, depois a felicidade virará um hábito. É o que espero.
ATO 3- Cena I- Estar sozinha é o mais próximo que experienciei da morte
2021/12/07
Estar sozinho é o mais próximo que experienciei da morte, e por isso encaro esse processo cada vez com mais coragem, não por vontade de morrer, mas para vencer o medo da morte.  Sozinha, eu me esqueço do mundo e o mundo se esquece de mim por alguns breves instantes, e passamos a não existir um pro outro e esse limbo é uma outra forma de viver.Uma forma silenciosa, ocupada por pensamentos espalhafatosos e autoreflexões excessivas.
Ato II- Cena IV: Beluga
2021/07/26
Esse texto foi feito na oficina "Palavra ao sol" de Regina Azevedo. Decidi lê-lo para o palhaço ter voz.
Ato II- Cena III: Sou um monstro ou isso é ser uma pessoa?
2021/07/02
Nenhuma alegria é plena e todas as coisas vem acompanhadas de um gosto amargo. Quero só uma vez sentir outra coisa. Não falo isso em voz alta porque me faço o mesmo questionamento que se fez Clarice: Sou um monstro ou isso é ser uma pessoa? Queria conseguir recuperar o prazer de estar na minha casa ou não me sentir convertida em uma arma biológica caso precise sair de casa. Nos encontramos em todas as redes: @roubarameunome
Ato II- Cena II: Uma espécie de saudade do que ainda não se sabe
2021/06/23
A ignorância é um conhecimento ainda por vir, é uma falta, uma espécie de saudade do que ainda não se sabe. Antes vivia de saudade do que ainda não conhecia e todas as coisas que me eram conscientes pareciam perder a importância quanto mais lhes sabia, como se tudo que eu soubesse perdesse seu valor simplesmente por ser eu a sabê-las, uma espécie de desvalorização do próprio saber. Hoje tento gostar mais de saber o que sei, de gostar sem culpa do conhecimento sobre as certas poucas coisas que sei e que, claro, ainda não são todas as coisas do mundo e talvez , com toda a certeza, jamais venham a ser.
ATO II- Cena I: Abraçando um porco espinho
2021/05/11
Depois de um longo tempo finalmente consigo dizer: “eu sou artista”. Eu sou. Ser, este verbo que em muitas línguas se confunde com estar.  Em francês “être”.  Eu sou/ estou.  Quando digo “eu sou artista”, eu digo também de um modo de estar no mundo”. Um modo  inevitável de estar neste mundo. Porque não é algo que se descanse, uma profissão que se tira férias - pelo menos não para mim: eu estou no mundo como artista. Quando acordo, sou artista. Quando tento descansar, sou artista. Quando tento não pensar em arte, continuo sendo artista. Sou artista quando me apaixono, quando estou cansada de amar demais também.
Interlúdio - Reconhecimento da humanidade
2021/03/18
Me desculpem todo que me escutam, agora eu não consigo ser artista.
Cena 07 - O tempo é eterno, nós caminhamos através dele
2021/03/11
Eu me sento com o Tempo, com esse senhor, e compartilhamos nossas horas, ele me dá idade, me dá tamanho, me dará rugas e rugas, dores nas costas,  uma visão cada vez pior. Mas eu sei, eu sei que se o tempo me dá isso é porque de alguma forma ele quer compartilhar comigo a eternidade.
Cena 06 - Desvarios e retratos do banal
2021/03/04
Como a solidão modifica nosso rosto? @roubarameunome (em todas as redes sociais)
Cena 05 - Um chamado à solidão
2021/02/25
É certo que a própria companhia não é algo fácil,  não é descomplicado conviver consigo, habitar os próprios pensamentos. Há muitos que não gostam da própria companhia e ainda assim aprendem a conviver consigo, de forma que, inevitavelmente, no futuro, há uma reconciliação interior, um fazer as pazes interno.
Cena 04 - Expressão de reprimidos
2021/02/11
Sempre tive muito respeito pelas palavras, porque cada uma evoca uma ideia, e quando juntas dizem muito, por isso sempre tento ter cuidado na forma de dizer, para falar com justeza o que pretendo, para não dizer menos do que quero significar, para expressar um pouco o tanto que fica aquém das palavras, essas coisas inefáveis do reino do sentir. Toda comunicação é um pedido de socorro dos afetos, uma tentativa de não morrer sufocado. Vamos nos encontrar nas redes sociais? @roubarameunome
Cena 03 - O fantasma da mediocridade.
2021/02/04
A palavra “medíocre” tem me assombrado por anos, mas talvez não haja como escapar da mediocridade em certos aspectos. Há também quem possa ser excelente em ser mediocre em muitas coisas, não? Vamos nos escrever através das redes sociais? @Roubarameunome

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