1553966405
F(r)icções | Ensaios de Cinema

Advertise on podcast: F(r)icções | Ensaios de Cinema

Categories
Country
United States
This podcast has
35 episodes
Explicit
No
Date created
2021/02/16
Latest episode
2026/05/01
Average duration
53 min.
Release period
22 days

Description

Tomando as possibilidades de leitura entre as palavras ‘fricções’ e ‘ficções’, a revista F(r)icções trata sobre cinema e audiovisual, investindo no pensamento crítico sobre a imagem cinematográfica como um jogo entre pensamentos, formas e visões de mundo. Com apresentação do roteirista e pesquisador Márcio Andrade, o podcast F(r)icções integra os dossiês multimídia da revista homônima, que incluem ensaios, lives e video-ensaios. Saiba mais em friccoes.com Realização - Combo Multimídia

Unlock F(r)icções | Ensaios de Cinema podcast Email contact info,
Listeners & Audience details

Email contact information

Direct podcast contact details

Listeners

Audience numbers & engagement insights

Audience details

Podcast Insights

Podcast episodes

Check latest episodes from F(r)icções | Ensaios de Cinema podcast


28 | A câmera como (dispositivo de) acontecimento - Territórios em conflito e autoficções compartilhadas em ‘Rama Pankararu’
2026/05/01
Neste episódio do podcast F(r)icções, o editor-chefe Márcio Andrade conversa com a roteirista, produtora e atriz Bia Pankararu e o diretor e roteirista Pedro Sodré sobre território, memória e processos colaborativos de criação a partir do filme 'Rama Pankararu'. A conversa investiga como documentário e ficção podem se atravessar na construção de narrativas compartilhadas, discutindo os modos pelos quais a câmera deixa de funcionar apenas como instrumento de registro para se tornar um espaço de encontro, escuta e negociação entre diferentes experiências. Entre conflitos territoriais, processos coletivos e experiências indígenas, a conversa percorre reflexões sobre memória, autoficção e os desafios éticos envolvidos na construção de obras que transitam entre acontecimentos vividos e elaboração artística. ________________________ Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade Edição – Priscila Nascimento Produção – Janaína Guedes Coordenação Geral – Márcio Andrade Realização – Combo Multimídia Incentivo – Funcultura – Governo do Estado de Pernambuco ___________________________ Referências AMATE, Elisson Tiago Barros. Autoficção na narrativa cinematográfica: meio século entre Truffaut e Xavier Dolan. FRANÇA, Andréa. A reencenação no cinema documentário. LEROUX, Liliane. A autoficção como gênero de formação: a “criação de si” nas experiências de produção audiovisual das periferias. RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. SALLES, Cecilia Almeida. Redes da criação: construção da obra de arte. STELZER, Andréa. Autoficção e intermidialidade na cena contemporânea.
27 | Memórias em Disputa - As fronteiras entre o íntimo e o político em ‘Fico Te Devendo uma Carta Sobre o Brasil’
2026/05/01
Neste episódio do podcast F(r)icções, o editor-chefe Márcio Andrade conversa com a diretora e roteirista Carol Benjamin sobre memória, história familiar e as fronteiras entre o íntimo e o político no documentário contemporâneo. A partir de filmes como 'Fico Te Devendo uma Carta Sobre o Brasil' e 'Sobre Ruínas' e a série 'A Vida Pela Frente', a conversa investiga como cartas, fotografias, testemunhos e arquivos podem ser mobilizados para elaborar ausências, traumas e heranças que atravessam diferentes gerações. Entre experiências pessoais, processos colaborativos e investigações sobre a ditadura brasileira, a conversa aborda como documentários recentes deslocam o olhar da simples reconstituição dos fatos para a criação de formas capazes de tornar visíveis experiências marcadas por silêncios, lacunas e disputas de sentido. ___________________________ Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade Edição – Priscila Nascimento Produção – Janaína Guedes Coordenação Geral – Márcio Andrade Realização – Combo Multimídia Incentivo – Funcultura – Governo do Estado de Pernambuco ___________________________ Referências ARFUCH, Leonor. O espaço biográfico: dilemas da subjetividade contemporânea. Rio de Janeiro: EdUERJ, 2010. DIÓGENES, Eliane Vasconcelos. Narrativas (auto)biográficas no documentário brasileiro: do privado ao público. Tese (Doutorado), 2017. FELDMAN, Ilana. Jogos de cena: ensaios sobre o documentário brasileiro contemporâneo. Tese (Doutorado), 2012. FRANÇA, Andrea; MACHADO, Patrícia. Imagem-performada e imagem-atestação: o documentário brasileiro e a reemergência dos espectros da ditadura. 2014. KLINGER, Diana. Escritas de si, escritas do outro: o retorno do autor e a virada etnográfica. Rio de Janeiro: 7Letras, 2007. RANCIÈRE, Jacques. O destino das imagens. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012. RICOEUR, Paul. Tempo e narrativa. Campinas: Papirus, 1994.
26 | Fantasmas que dançam – Colagens, diários e ritos de passagem na obra de Jay Rosenblatt
2026/05/01
Neste episódio do podcast F(r)icções, o editor-chefe Márcio Andrade conversa com o cineasta estadunidense Jay Rosenblatt sobre memória, found footage e as múltiplas formas de autorrepresentação no documentário contemporâneo. A partir de uma filmografia construída ao longo de mais de quatro décadas, a conversa investiga como fotografias, filmes domésticos e arquivos esquecidos podem ser reorganizados para produzir reflexões sobre infância, perdas, afetos e relações familiares. Entre colagens visuais, diários filmados e investigações sobre trauma e responsabilidade moral, a conversa aborda os limites éticos da representação e as tensões entre vida, narrativa e subjetividade. __________________________ Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade Edição – Priscila Nascimento Produção – Janaína Guedes Coordenação Geral – Márcio Andrade Realização – Combo Multimídia Incentivo – Funcultura - Governo do Estado de Pernambuco ____________________________ Referências BOURDIEU, Pierre. A ilusão biográfica. In: FERREIRA, Marieta de Moraes; AMADO, Janaína (org.). Usos & abusos da história oral. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2006. D'ALMEIDA, Alfredo. A construção do outro nos documentários de Geraldo Sarno e Jorge Prelorán. Tese (Doutorado). DIDI-HUBERMAN, Georges. Diante do tempo: história da arte e anacronismo das imagens. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2015. MOURÃO, Patrícia. A invenção de uma tradição: caminhos da autobiografia no cinema experimental. Tese (Doutorado). RASCAROLI, Laura. The Personal Camera: Subjective Cinema and the Essay Film. Londres: Wallflower Press, 2009. VALLES, Rafael Rosinato. Narrar o vivido, viver o narrado: a construção do diário na obra de Jonas Mekas. Tese (Doutorado). Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS). VAN GENNEP, Arnold. Os ritos de passagem. Petrópolis: Vozes, 2011. WARBURG, Aby. A renovação da Antiguidade pagã: contribuições científico-culturais para a história do Renascimento europeu. Rio de Janeiro: Contraponto, 2013.
25 | Das Imagens aos Imaginários – Mídia, arquivo e montagem em ‘A edição do Nordeste’
2026/05/01
Neste episódio do podcast F(r)icções, o editor-chefe Márcio Andrade conversa com o realizador e produtor Pedro Fiuza sobre as relações entre mídia, memória, dramaturgia audiovisual e processos coletivos de criação. A partir do ensaio fílmico A edição do Nordeste e de sua trajetória entre cinema e teatro, a conversa investiga como repertórios afetivos, experiências cineclubistas e arquivos audiovisuais participam da construção de modos de olhar e imaginar o mundo. Entre cinefilia, processos colaborativos e revisões críticas do arquivo, o episódio convida o público a pensar o cinema como um espaço de investigação sobre as imagens que herdamos e sobre aquelas que desejamos construir. Nesse percurso, a escrita de si surge não apenas como narrativa individual, mas como um gesto capaz de articular experiência, política e imaginação. _________________________________ Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade Edição – Priscila Nascimento Produção – Janaína Guedes Coordenação Geral – Márcio Andrade Realização – Combo Multimídia Incentivo – Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife) ____________________________ Referências ALBUQUERQUE JÚNIOR, Durval Muniz de. A invenção do Nordeste e outras artes. São Paulo: Cortez, 1999. BERNARDET, Jean-Claude. O que é cinema. São Paulo: Brasiliense, 2006. COMOLLI, Jean-Louis. Ver e poder: a inocência perdida – cinema, televisão, ficção e documentário. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. DIDI-HUBERMAN, Georges. Diante do tempo: história da arte e anacronismo das imagens. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2015. KLINGER, Diana. Escritas de si, escritas do outro: o retorno do autor e a virada etnográfica. Rio de Janeiro: 7Letras, 2007. RANCIÈRE, Jacques. O destino das imagens. Rio de Janeiro: Contraponto, 2012. WEINRICHTER, Antonio. Desvios de lo real: el cine de no ficción. Madri: T&B Editores, 2004.
24 | O filme que nos olha – Do imaginar corpos, memórias e arquivos possíveis em 'A garota mais bonita'
2025/12/05
Neste episódio do podcast F(r)icções, o editor-chefe Márcio Andrade conversa com a produtora e realizadora Virna Paz sobre memória, corpo e arquivos familiares no cinema autobiográfico contemporâneo. A partir do curta A garota mais bonita da cidade e de sua trajetória entre produção audiovisual e criação em primeira pessoa, a conversa aborda como imagens domésticas, registros televisivos e memórias íntimas podem ser reativados criticamente no processo de criação. O episódio percorre reflexões sobre performance, filmes de família e documentário autobiográfico, discutindo como o gesto de filmar se torna também uma forma de confrontar imaginários culturais e padrões de beleza disseminados pelas imagens midiáticas. Entre arquivos afetivos, experiências pessoais e referências do documentário reflexivo, o episódio propõe pensar o cinema como um espaço de revisão das imagens que nos formaram. Nesse percurso, a escrita de si aparece como um gesto de investigação sensível sobre o corpo, a memória e os modos como as imagens atravessam e moldam nossas histórias. ______________________ Roteiro e Apresentação - Márcio Andrade Edição - Priscila Nascimento Produção - Janaína Guedes Coordenação Geral - Márcio Andrade Realização - Combo Multimídia Incentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife) ________________________ Referências KLINGER, Diana. Escrita de si como performance. Revista Brasileira de Literatura Comparada, São Paulo, nº 12, 2008. MACDONALD, Scott. American ethnographic film and personal documentary: the Cambridge turn. Los Angeles: University of California Press, 2013. MORAN, James. There’s no place like home video. Minneapolis: University of Minnesota Press, 2002. SCHVARZMAN, Sheila. Tendências e perspectivas do documentário contemporâneo: um olhar histórico retrospectivo. In: Roberto Moreira S. Cruz. (Org.). Sobre fazer documentários. São Paulo: Itaú Cultural, 2007, v., p. 44-51. SILVA, Tatiana. A ‘cinescrita’ de Agnès Varda: A subjetividade incorporada ao campo do documentário. 2009. 148f. Dissertação (Mestrado em Comunicação e Culturas Contemporâneas) – Faculdade de Comunicação – Universidade Federal da Bahia (UFBA). Bahia, 2009. SULZBACH, Liliana. Tendências do documentário contemporâneo. In: Roberto Moreira S. Cruz. (Org.). Sobre fazer documentários. São Paulo: Itaú Cultural, 2007, v., p. 44-51.
23 | Endereçar uma imagem – Ou a carta fílmica como gesto de encontro com o outro
2025/12/05
Neste episódio do podcast F(r)icções, o editor-chefe Márcio Andrade conversa com a realizadora, pesquisadora e educadora Rúbia Mércia sobre as cartas fílmicas como gesto de encontro, escuta e endereçamento no cinema contemporâneo. A partir de sua trajetória entre criação audiovisual, pesquisa acadêmica, curadoria e processos formativos, a conversa aborda como o filme-carta se configura como um dispositivo estético, pedagógico e relacional, articulando memória, deslocamento, arquivo e experiência vivida. O episódio percorre referências do cinema ensaístico e autobiográfico, refletindo sobre como a escrita em primeira pessoa se constrói no diálogo com o outro e com os territórios que atravessam a experiência de filmar. Ao discutir práticas de criação, formação comunitária e pesquisa em torno dos filmes-carta, o episódio propõe pensar a carta fílmica como uma forma aberta de narrativa, capaz de acolher fragmentos, afetos e temporalidades diversas. Entre memória, processo e relação, o cinema aparece como um gesto de correspondência: uma imagem enviada ao outro na tentativa de sustentar vínculos, imaginar presenças e reinventar modos de compartilhar a experiência. ______________________ Roteiro e Apresentação - Márcio Andrade Edição - Priscila Nascimento Produção - Janaína Guedes Coordenação Geral - Márcio Andrade Realização - Combo Multimídia Incentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife) ________________________ Referências ALBUQUERQUE, Larissa; FURTADO, Beatriz. Documentar em Primeira Pessoa: Uma Análise do Filme Mauro em Caiena. In: XVIII Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste. Anais..., 2016, Caruaru. Disponível via URL: http://www.portalintercom.org.br/anais/nordeste2016/lista_area_IJ04.htm Acesso em 25.03.2019 BENEVIDES, Frederico. “Meu querido, com esta carta, já é a terceira desde abril”. In: MEDEIROS, Rúbia (org.). Filmes-carta: por uma estética do encontro. Catálogo. Rio de Janeiro: Caixa Cultural, 2013. p. 23-27. CALAS, Frédéric. Le roman épistolaire. Paris: Armand Collin, 2007.COMOLLI, Jean-Louis. Ver e poder: a inocência perdida. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2008. DIÓGENES, Eliane Vasconcelos. Narrativas (auto)biográficas no documentário brasileiro: do privado ao público. 2017. 295 f. Tese (Doutorado em Comunicação e Semiótica) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2017. DUBOIS, Philippe. Chris Marker: a carta e a fotografia. In: MEDEIROS, Rúbia (org.). Filmes-carta: por uma estética do encontro. Catálogo. Rio de Janeiro: Caixa Cultural, 2013. p. 45-50. LABBÉ, Paola. Primera Persona Singular. Estrategias de (auto)representacíon para modular el “yo” em el cine de no ficción. Comunicación y Medios, n. 26, p. 12-22, 2012. LINS, Consuelo. Dear Doc: o documentário entre a carta e o ensaio fílmico. Devires, Belo Horizonte, v.3, n.1, p.114-131, jan-dez. 2006. MEDEIROS, Rúbia. Partida, Deslocamento e Exílio. Escrever com a imagem: o processo de subjetivação e estética em filmes-carta. 2012, 171f. Dissertação (Mestrado). Programa de Pós-Graduação em Comunicação – Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 2012. MIGLIORIN, Cezar. Quase-carta para filmes-carta. In: MEDEIROS, Rúbia (org.). Filmes-carta: por uma estética do encontro. Catálogo. Rio de Janeiro: Caixa Cultural, 2013. p. 11-12. SILVA, Patrícia. Para a mamãe, com amor: arquivo e memória nas cartas filmadas de A Family Affair (2016). In: GRINER, Arbel; CRUZ, Adelina Novaes; MACHADO, Patrícia; BLANK, Thais. (Org.). Arquivos em Movimento: Seminário Internacional de Documentário de Arquivo. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2018, v. 01, p. 01-198. TIN, Emerson. Cartas e Literatura: reflexões sobre pesquisa do gênero epistolar. Disponível em: http://www.unicamp.br/iel/monteirolobato/outros/Emerson02.pdf Acesso em 28.03. 2019
22 | Do íntimo ao público – Curadoria, recepção e política das imagens de si
2025/12/04
Neste episódio do podcast F(r)icções, o editor-chefe Márcio Andrade conversa com a curadora, pesquisadora e curadora Carla Italiano sobre os deslocamentos das escritas de si do íntimo ao espaço público. A partir de sua trajetória entre pesquisa acadêmica, docência e curadoria, a conversa aborda a presença crescente do cinema autobiográfico em festivais, mostras e dossiês críticos, discutindo questões de recepção, mediação e responsabilidade curatorial. O episódio reflete sobre como a curadoria participa ativamente da construção de sentidos políticos e coletivos das imagens de si, tensionando os limites entre intimidade, circulação e disputa pública das narrativas em primeira pessoa. ______________________ Roteiro e Apresentação - Márcio Andrade Edição - Priscila Nascimento Produção - Janaína Guedes Coordenação Geral - Márcio Andrade Realização - Combo Multimídia Incentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife) ________________________ Referências DEVIRES – cinema e humanidades / Universidade Federal de Minas Gerais. Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas (Fafich) – v.14 n.2 (2017) ITALIANO, Carla. Senti que me partia em mil pedaços: aproximações entre as escrituras fílmicas de David Perlov e Jonas Mekas. 2015. 159 f. Dissertação (Mestrado em Comunicação Social) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2015 ITALIANO, Carla. Dois festivais de documentário sob uma perspectiva feminista: forumdoc.bh e CachoeiraDoc (2010–2020). Rebeca – Revista Brasileira de Estudos de Cinema e Audiovisual, ano 11, n. 1, p. 161–180, jan./jun. 2022 ITALIANO, Carla Alice Apolinário. Sou sujeito / estou sujeita: formas de autoinscrição no cinema experimental de mulheres (EUA, 1990–1993). 2024. 266 f. Tese (Doutorado em Comunicação Social) – Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas, Universidade Federal de Minas Gerais, Belo Horizonte, 2024.
21 | Rascunho em Primeira Pessoa – Autoria, Quadrinhos e Cinema em Memórias de um Esclerosado
2025/12/04
Neste episódio do podcast F(r)icções, o editor-chefe Márcio Andrade conversa com o quadrinista e cineasta Rafael Corrêa sobre autoria, autobiografia e os atravessamentos entre quadrinhos e cinema. A partir do filme 'Memórias de um esclerosado', a conversa percorre temas como pacto autobiográfico, humor gráfico, fragmento, doença, exposição de si e a passagem do gesto individual para a criação coletiva. O episódio reflete sobre como a escrita em primeira pessoa se reinventa ao transitar entre linguagens, tensionando controle autoral, acaso e partilha da experiência no encontro com o outro. ______________________ Roteiro e Apresentação - Márcio Andrade Edição - Priscila Nascimento Produção - Janaína Guedes Coordenação Geral - Márcio Andrade Realização - Combo Multimídia Incentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife) ________________________ Referências LEJEUNE, Philippe. O pacto autobiográfico: de Rousseau à internet. 2ª ed. Belo Horizonte, Editora UFMG, 2014. MONDZAIN, Marie-José. A imagem entre a proveniência e a destinação. In: ALLOA, Emmanuel (org.). Pensar a imagem. 1ª ed. Belo Horizonte: Autêntica Editora, 2015.
19 | Respirar o mesmo gás – 'Por trás da linha de escudos' e as reflexividades em disputa
2025/12/03
Neste episódio do podcast F(r)icções, o editor-chefe Márcio Andrade conversa com o cineasta, pesquisador e professor Marcelo Pedroso sobre os atravessamentos entre conflito social e reflexividade no documentário contemporâneo. A partir de sua trajetória e de filmes como Por trás da linha de escudos, a conversa aborda a presença do autor em cena, os dilemas éticos da representação, as relações entre inimigo e adversário e o uso da experiência pessoal como ferramenta crítica. Entre teoria e prática, o episódio reflete sobre como o documentário autobiográfico pode tensionar imagens de violência e poder , articulando o gesto íntimo a disputas políticas e coletivas. ______________________ Roteiro e Apresentação - Márcio Andrade Edição - Priscila Nascimento Produção - Janaína Guedes Coordenação Geral - Márcio Andrade Realização - Combo Multimídia Incentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife) ________________________ Referências AVELLAR, José Carlos. A realidade como crítica de cinema – Ocinema como crítica da realidade. In: Roberto Moreira S. Cruz. (Org.). Sobre fazer documentários. São Paulo:Itaú Cultural, 2007, v., p. 44-51. DANIELS, Jill. The Border Crossing: the Cinematic Representation of Memory in the  Autobiographical Documentary. In ESIN, Cigdem et al. (eds.) Crossing Conceptual Boundaries IV. London: University of East London, School of Law and Social Sciences, 2012, pp. 8-16. DA-RIN, Silvio. Espelho Partido: Tradição e transformação do Documentário. Rio de Janeiro: Azougue Editorial, 2004. FELDMAN, Ilana. Na contramão do confessional: o ensaísmo em Santiago, de João Moreira Salles, e Jogo de Cena, de Eduardo Coutinho. Devires, Belo Horizonte, v. 5, n. 2, p. 56-73, jul/dez 2008. GUIMARÃES, Cao. Documentário e subjetividade – Uma rua de mão dupla. In: Roberto Moreira S. Cruz. (Org.). Sobre fazer documentários. São Paulo: Itaú Cultural, 2007, v., p.44-51.RENOV, Michael. Investigando o sujeito: Uma introdução. In: LABAKI, Amir; MOURÃO, Maria Dora (orgs.). O cinema do real. São Paulo: Cosac Naify, 2005, pp. 235-257. SANCHEZ BIOSCA, Vicente. Miradas criminales, ojos de victima: imágenes de la aflición em Camboya. CiudadAutónoma de Buenos Aires: Prometeo Libros, 2017. 240p. SHERMAN, Sharon. Documenting Ourselves: film, video, and culture. Lexington: The University Press of Kentucky, 1998. TEIXEIRA, Francisco. Documentário Moderno. In: MASCARELLO, Fernando (org.) História do Cinema Mundial. Campinas, SP: Papirus, 2006.
20 | Do imprevisível como método – Nas entrelinhas da autoria em Nada sobre meu pai e Fernanda Young – Foge-me ao controle
2025/12/03
Neste episódio do podcast F(r)icções, o editor-chefe Márcio Andrade conversa com a cineasta e pesquisadora Susanna Lira sobre autoria, autobiografia e o imprevisível como método de criação no documentário contemporâneo. A partir de obras como Nada sobre meu pai e Fernanda Young – Foge-me ao controle, a conversa percorre temas como vulnerabilidade diante da câmera, risco criativo, ausência paterna e processos intuitivos. Este episódio reflete sobre como experiência, ética e invenção se entrelaçam na construção de um cinema do eu que tensiona fronteiras entre documentário e ficção, controle e acaso. ______________________ Roteiro e Apresentação - Márcio Andrade Edição - Priscila Nascimento Produção - Janaína Guedes Coordenação Geral - Márcio Andrade Realização - Combo Multimídia Incentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife) ________________________ Referências BUSCOMBE, Edward. Ideias de Autoria. In: RAMOS, Fernão Pessoa (org.). Teoria Contemporânea do Cinema, Volume I. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2005. CARROLL, Nöel. Ficção, não-ficção e o cinema de asserção pressuposta: uma análise conceitual. In: RAMOS, Fernão Pessoa (org.). Teoria Contemporânea do Cinema, VolumeII – Documentário e Narratividade Ficcional. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2005. FARGE, Arlette. O sabor do arquivo. São Paulo: Edusp, 2009. HEATH, Stephen. Comentário sobre “Ideias de Autoria”. In: RAMOS, Fernão Pessoa (org.). Teoria Contemporânea do Cinema, Volume I. São Paulo: Editora SENAC São Paulo, 2005. STAM, Robert. Introdução à teoria do cinema. Campinas, SP: Papirus, 2003.
18 | Uma casa, um mundo – Berliner, McElwee e Mekas e olhar micro-histórico sobre o documentário autobiográfico
2025/12/02
Neste episódio, o editor-chefe da F(r)icções, Márcio Andrade, recebe o pesquisador espanhol Efrén Cuevas, uma das principais referências mundiais no estudo do documentário autobiográfico, dos filmes de família e do arquivo doméstico. A conversa atravessa a obra de três cineastas fundamentais — Alan Berliner, Ross McElwee e Jonas Mekas — para pensar como a vida íntima, os gestos cotidianos e a memória familiar se transformam em matéria cinematográfica. Cuevas revisita o papel das imagens caseiras, o surgimento do filme-diário, a força dos registros pessoais como disputa de sentido histórico e o conceito de “documentário micro-histórico”, que propõe que grandes transformações podem ser percebidas nos pequenos detalhes das vidas comuns. ______________________ Roteiro e Apresentação - Márcio Andrade Edição - Priscila Nascimento Produção - Janaína Guedes Coordenação Geral - Márcio Andrade Realização - Combo Multimídia Incentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife) ________________________ Referências Cuevas, Efrén y Carlos Muguiro (eds.), El hombre sin la cámara. El cine de Alan Berliner / The Man without the Movie Camera: The Cinema of Alan Berliner, Ediciones Internacionales Universitarias, Madrid, 2002. Cuevas, Efrén, “The Immigrant Experience in Jonas Mekas’s Diary Films: A Chronotopic Análisis of Lost, Lost, Lost”, Biography, vol. 29, n. 1, winter 2006, pp. 55-73. _____________ (ed.), La casa abierta. El cine doméstico y sus reciclajes contemporáneos, Colección Textos Documenta, Ocho y Medio, Madrid, 2010. _____________. Cycles of Life: El cielo gira and Spanish Autobiographical Documentary. In: LEBOW, Alisa (org.). The Cinema of Me: The Self and Subjetivity in First Person Documentary. New York: Columbia University Press, 2012. _____________. Home Movies as Personal Archives in Autobiographical Documentaries. Studies in Documentary Film, vol. 17, n. 1, 2013, pp. 17–29
17 | Do familiar ao obsceno – Alfabeto Sexual entre a autoficção e imagem pornográfica
2025/12/02
Neste episódio, o editor-chefe da F(r)icções, Márcio Andrade, mergulha na obra e no pensamento de André Medeiros Martins, performer, ator e autoficcionista que investiga o corpo, o desejo e a pornografia como dispositivos de criação. Partindo de filmes como “Alfredo não gosta de despedidas” e “Alfabeto Sexual”, discutimos como práticas íntimas, rituais performativos e registros cotidianos transformam-se em narrativas capazes de questionar limites entre documentário, ficção, exposição e fabulação. A conversa atravessa temas como nudes, selfies, escrita de si, pornografia online, performance, memória familiar e a potência do corpo como método de pesquisa e invenção artística. Um episódio para quem deseja refletir sobre o íntimo como acontecimento político, estético e existencial. _________________________ Roteiro e Apresentação - Márcio AndradeEdição - Priscila NascimentoProdução - Janaína GuedesCoordenação Geral - Márcio AndradeRealização - Combo MultimídiaIncentivo - Lei Paulo Gustavo – Edital Geraldo Pinho (Prefeitura do Recife) __________________________ Referências BRASIL, André. Formas de vida na imagem: daindeterminação à inconstância. In Revista FAMECOS, v. 17, nº 3, set/dez 2010,pp. 190-198. SIBILIA, Paula. La espectacularización del yo. Elmonitor de la Educación. Buenos Aires, p.34 - 37, 2008 ODIN, Roger (org). Le film de famille: usage privé,usage public. Paris: Méridiens Klincksieck, 1995. FELDMAN,Ilana. Jogos de cena: Ensaios sobre o documentário brasileiro contemporâneo.Tese (Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação daEscola de Comunicação e Artes - ECA, Universidade de São Paulo – USP. SãoPaulo, 2012. 162p. SILVA, Mariana Duccini. Ponto de vista a(u)torizado:composições de autoria no documentário brasileiro contemporâneo. Tese(Doutorado) – Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação da Escola deComunicação e Artes - ECA, Universidade de São Paulo – USP. São Paulo, 2013.239p.
16 | Do ser como invenção compartilhada – O real e o fabulado nos filmes de Allan Ribeiro
2025/07/10
Neste episódio do podcast F(r)icções, o pesquisador Márcio Andrade entrevista o cineasta Allan Ribeiro, cujos filmes borram as fronteiras entre o documentário e a ficção, o íntimo e o coletivo, a imagem e o gesto. A partir de encontros com artistas, performers e personagens reais – como no curta O Clube (2014) ou nos longas Esse amor que nos consome (2012) e Mais do que eu possa me reconhecer (2015) – Allan constrói um cinema em que o autor é também cúmplice e personagem.  Conversamos sobre os modos de escrita de si presentes em sua filmografia, atravessando temas como performance, autorrepresentação, envelhecimento, amizade, fabulação e invenção. Em destaque, discutimos ainda seus filmes mais recentes O dia da posse (2021), Eu fui assistente de Eduardo Coutinho (2023) e seu projeto sobre a passagem de Madonna pelo Brasil, que colaboram para pensarmos a autoficção como gesto compartilhado de fabulação do real. _________________________ Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade Entrevistado – Allan Ribeiro Edição – Priscila Nascimento Produção – Janaína Guedes Coordenação Geral – Márcio Andrade Realização – Combo Multimídia Incentivo – Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura
15 | Eus em Série – Das autoficções em I may destroy you, Better Things e outras dramédias contemporâneas
2025/07/10
Neste episódio do podcast F(r)icções, o pesquisador Márcio Andrade entrevista o pesquisador João Pedro Pinho, que analisa o fenômeno das séries semiautobiográficas como expressão das novas formas de escrita de si nas narrativas televisivas contemporâneas. Em diálogo com obras como I May Destroy You, Better Things, Girls, Louie, Seinfeld e Master of None, a conversa percorre os territórios híbridos da autoficção, explorando as fronteiras entre o vivido e o encenado, o íntimo e o coletivo. João propõe o conceito de “semiautobiografias ultrapersonalistas” para descrever um conjunto de produções em que autoras e autores constroem versões ficcionais de si mesmos, tensionando as noções de autoria, identidade e autenticidade. A partir de um mapeamento que identificou mais de 90 séries semiautobiográficas produzidas entre 2000 e 2020, João analisa como o gênero da dramédia se tornou um espaço privilegiado para experimentações narrativas, especialmente com o esgarçamento da sitcom tradicional. O episódio também reflete sobre a crescente contaminação entre ficção e documentário, apontando para obras como O Ensaio, de Nathan Fielder, e How to with John Wilson, que radicalizam a performatividade do “eu” em contextos não ficcionais, pensando a autoficção como linguagem do risco e da hesitação. _____________________________ Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade Entrevistado – João Pedro Pinho Edição – Priscila Nascimento Produção – Janaína Guedes Coordenação Geral – Márcio Andrade Realização – Combo Multimídia Incentivo – Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura
14 | Deslembrar ou Desesquecer – Dos movimentos do arquivo pessoal às memórias em um corpo coletivo
2025/07/10
Neste episódio do podcast F(r)icções, o pesquisador Márcio Andrade entrevista Abiniel Nascimento, artista que compartilha sua trajetória poética e política com os arquivos, a memória e a arte contemporânea. A conversa atravessa suas vivências na zona rural de Carpina, onde os álbuns de fotografia da avó serviram como um primeiro campo de fabulação, e alcança seus trabalhos mais recentes, que tensionam os limites do que pode ser considerado documento, história, prova, presença. Ao longo do episódio, acompanhamos como sua formação em museologia provocou rupturas e ressignificações: o arquivo, que antes parecia neutro e objetivo, passa a ser questionado em sua função colonial de apagar, domesticar e silenciar. Abiniel narra o surgimento de obras como Exercício de Arquivo e Aracá, em que a memória aparece menos como registro e mais como experiência encarnada, gesto performativo, reverberação ancestral. Fabulação, silêncio, apagamento, presença. Em diálogo com pensadores como Georges Didi-Huberman, este episódio propõe pensar os arquivos não como repositórios fechados, mas como territórios em disputa, campos de força, imagens que tremem. __________________________ Roteiro e Apresentação – Márcio Andrade Entrevistado/a – Abiniel Nascimento Edição – Priscila Nascimento Produção – Janaína Guedes Coordenação Geral – Márcio Andrade Realização – Combo Multimídia Incentivo – Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura

Podcast reviews

Read F(r)icções | Ensaios de Cinema podcast reviews


0 out of 5
0 reviews

Podcast sponsorship advertising

Start advertising on F(r)icções | Ensaios de Cinema relevant audience podcasts


What do you want to promote?