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5from
This podcast has
268 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
Fundação Francisco Manuel dos SantosExplicit
No
Date created
2021/04/08
Latest episode
2026/04/23
Average duration
44 min.
Release period
7 days
Description
4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos. [IN] Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada. Voz: Isabel Abreu; Banda Sonora: Fred Pinto Ferreira
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SOCIEDADE | O que sabemos e não sabemos sobre IA?
2026/04/23
Até que ponto a inteligência artificial se assemelha à inteligência humana? Será que a IA tem uma verdadeira compreensão do mundo ou tem o mundo ‘decorado’, a partir de milhões de dados?
Neste episódio, Bernardo Caldas e Hugo van der Ding mergulham no universo da IA para explorar a evolução do machine learning – um processo longo que, nos anos 90, deu o grande salto quando se começou a ensinar a máquina a aprender, em vez de lhe dar apenas informação. A dupla analisa também a revolução da IA Generativa, com modelos capazes de realizar múltiplas tarefas, desde produzir textos a criar imagens ou vídeos.
Entre o processo de treinar máquinas inteligentes e os mecanismos de resposta que ainda nos escapam, ficamos a conhecer as «três camadas» dos modelos atuais: aprender a completar texto, responder a perguntas e selecionar as melhores respostas.
Mas permanecem dúvidas fundamentais: será que a IA tem capacidade de abstração e compreende verdadeiramente o mundo físico? Que passos devem ser dados para ensinar a máquina a prever melhor e a ter mais sentido crítico?
Um episódio [IN]Pertinente para perceber como funcionam os modelos que estão a transformar a sociedade e que evidências científicas sustentam esta revolução.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
Stanford HAI, «AI Index Report 2025»
KALAI, Nachum, VEMPALA & ZHANG, «Why Language Models Hallucinate» (OpenAI, 2025)
Yann LeCun – entrevista MIT Technology Review (janeiro 2026)
LeCun , «A Path Towards Autonomous Machine Intelligence» (2022)
Anthropic, «Introducing Claude Opus 4.5» (novembro 2025)
OpenAI, «Introducing GPT-5.2» (dezembro 2025)
BIOS
Bernardo Caldas
Especialista em inteligência artificial e cofundador da associação «Data Science for Social Good Portugal», uma associação que desenvolve projetos de ciência de dados e inteligência artificial com impacto social positivo.
Hugo van der Ding
Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
POLÍTICA | Quem vota em quem?
2026/04/16
Será o voto um reflexo de quem somos? Que influência têm o género, a idade ou a instrução na hora de ir às urnas? Neste episódio, o politólogo Pedro Magalhães e a humorista Luana do Bem exploram o que determina «quem vota em quem» em Portugal.
Se é verdade que as decisões de cada um são individuais, também é certo que há padrões de comportamento que nos unem – e o voto não é exceção. Desde 2002, o Estudo Eleitoral Português mapeia o comportamento eleitoral dos portugueses e há tendências que se mantêm desde então. Mas os perfis eleitorais dos portugueses estão a mudar.
Se antes homens e mulheres votavam de forma semelhante, hoje, elas tendem a preferir partidos de esquerda. Já os mais jovens são cada vez mais atraídos pelos novos partidos. Porque é que isto acontece?
Há ainda tempo para falar sobre polarização política e a influência do nível de escolaridade e da geografia nas opiniões dos cidadãos sobre temas como migrações, mercado livre e direitos das minorias.
Entre dados, perceções e algumas surpresas, saiba como vota o país neste episódio [IN]Pertinente.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
CANCELA, João e MAGALHÃES, Pedro, «As bases sociais do novo sistema partidário português, 2022-2025» (2025)
MENDES, Mariana S., «Late, but swift: the restructuring of Portugal’s political space in the May 2025 general election. South European Society and Politics» (1-26, 2025)
HEYNE, Lea, MANUCCI, Luca & COSTA LOBO, Marina, «The young, the radical and the dissatisfied: the transformation of the Portuguese right-wing electorate in the 21st century» (South European Society and Politics, 1-22, (2026)
BIOS
Pedro Magalhães
Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.
Luana do Bem
Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».
ECONOMIA | Alterações climáticas: seguros, castores e outras soluções
2026/04/09
Por que devemos investir em medidas de adaptação às alterações climáticas? Quais são os custos de não o fazer? Catarina Roseta-Palma e Manel Rosa explicam como reduzir os danos da crise climática e como as soluções de base natural nos podem ajudar.
As alterações climáticas estão aí, e temos de aprender a lidar com os impactos económicos, sociais e ecológicos que serão cada vez mais intensos e frequentes.
Da noção de «resiliência climática» às principais medidas de adaptação, a economista explica como podemos evitar os custos da inação, sem esquecer que a adaptação também obriga a investir e tem de ser financiada.
Ao longo da conversa, a dupla aborda o que tem sido feito em Portugal e na Europa para minimizar os riscos climáticos, e explora os desafios globais de angariar financiamento de adaptação para países em vias de desenvolvimento.
Por fim, ficamos a saber porque é que as soluções baseadas na natureza podem trazer grandes benefícios para o bem-estar humano, para a biodiversidade e, até, para a economia. Sabia que o castor, o bisonte ou o morcego podem ser ótimos aliados para enfrentar as alterações climáticas?
Não perca a resposta a esta e outras questões neste episódio do [IN]Pertinente.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
EEA «Assessing the costs and benefits of climate change adaptation» (Briefing 23/2022)
EEA «Overheated and underprepared: Europeans′ experiences of living with climate change» (2026)
Geneva Association, «Safeguarding Home Insurance: Reducing exposure and vulnerability to extreme weather» (2025)
IPCC, 2022, «Summary for Policymakers»
Projeto «Regeneration»
BIOS
Catarina Roseta Palma
Professora associada de Economia no ISCTE-IUL, onde foi diretora da Sustentabilidade. Tem trabalhado na área do ambiente, incluindo a gestão de recursos hídricos, a energia e outros temas da sustentabilidade.
Manel Rosa
Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio.
CIÊNCIA | O segredo da saúde da mulher está no intestino?
2026/04/02
Sabia que o intestino é a base do equilíbrio hormonal da mulher? No quarto e último episódio dedicado à saúde feminina, Ricardo Rangel e Filipa Galrão explicam como a microbiota influencia o equilíbrio hormonal ao longo do ciclo, e nas diferentes fases da vida.
O endocrinologista e a comunicadora exploram a ligação entre intestino, sistema imunitário e regulação metabólica, mostrando como o equilíbrio entre estrogénios e progesterona depende da função intestinal. O especialista esclarece o que é a «disbiose» – o desequilíbrio entre bactérias «boas» e «más» – e como esta desregulação tem impacto no nosso organismo.
Ficamos também a saber porque é que o excesso de estrogénio, quando não é devidamente expelido, pode causar patologias como a endometriose, quistos mamários ou a síndrome de ovário poliquístico (SOP).
Pelo caminho, descobrimos como a alimentação e os nutrientes são determinantes para a saúde intestinal, e o que pode provocar sintomas como o inchaço abdominal ou alterações digestivas em diferentes fases hormonais.
A dupla partilha ainda pistas práticas para avaliar a saúde intestinal, como o aspeto da língua, e revela por que razão este órgão é muitas vezes chamado de «segundo cérebro».
Para saber porque é que «tudo começa e acaba no intestino» não perca este episódio [IN]Pertinente.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
ATTIA, Peter, «Outlive – A Ciência e a Arte da longevidade» (Marcador Editora, 2023)
BUETTNER, Dan, «A Solução das Zonas Azuis - comer e viver como as pessoas mais saudáveis do mundo» (Vogais, 2016)
ENDERS, Giulia, «A Vida Secreta dos Intestinos» (Lua de Papel, 2018)
FOLCH, Montse, «A Enzima Mediterrânica» (Self PT, 2015)
MATVEIKOVA, Irina, «O Intestino Feliz» (A Esfera dos Livros, 2015)
Entrevista: «Dan Buettner: Zonas Azuis não é assim tão simples» (FFMS, 2023)
BIOS
Ricardo Rangel
Médico, licenciado pela Universidade do Porto, especialista em Endocrinologia e Nutrição. Com foco na saúde da mulher, integra nutrição, estilo de vida para restaurar a função endócrina e metabólica: «do intestino às hormonas».
Filipa Galrão
Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.
SOCIEDADE | A prisão em Portugal
2026/03/27
Sabia que, em Portugal, a pena de prisão não serve para castigar? Neste episódio, o jurista Marco Ribeiro Henriques e Hugo van der Ding refletem sobre a relação entre a prisão e os direitos humanos – da evolução histórica das cadeias, aos desafios de garantir direitos fundamentais a pessoas privadas da liberdade.
Ao longo do episódio, destaca-se o papel da justiça enquanto garante dos Direitos Humanos – mas será ela verdadeiramente igual para todos, ricos e pobres? E que desafios enfrenta o direito penal para garantir julgamentos justos e equitativos?
A dupla explora também o que são as prisões, como evoluíram e qual é hoje o seu principal objetivo: não se pretende castigar quem é detido, mas antes promover uma efetiva reinserção social. Pelo caminho, sistematizam-se os motivos pelos quais as pessoas são presas – desde defender a segurança do próprio à realização da justiça.
Por fim, analisam-se modelos inovadores da execução da pena prisional, aplicados noutros países, como é o caso das «casas de transição» e de outras soluções criadas para apoiar a adaptação gradual à liberdade e à salutar integração na comunidade.
Para combater preconceitos e desfazer mitos, não perca este episódio do [IN]Pertinente.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
BECCARIA, Cesare, «Dos Delitos e das Penas» (Fundação Calouste Gulbenkian, 2023)
FOUCAULT, Michel «Vigiar e Punir» (Edições 70, 2018)
Relatórios do CPT
«Sur le Chemin de la Prison» (Documentário)
«Prison Valley» (Documentário)
Linha da Frente (RTP): «Quantos anos cabem numa cela» (fev 2026)
BIOS
Marco Ribeiro Henriques
Jurista, especialista externo da Comissão Europeia, com foco na avaliação de programas, análise de impacto e revisão de políticas públicas nos domínios da justiça, inovação social e direitos fundamentais. Professor universitário em Direito da Inclusão Social e Direitos Humanos.
Hugo van der Ding
Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
POLÍTICA | Sondagens: como funcionam?
2026/03/20
Será que as sondagens têm, de facto, impacto nas decisões dos eleitores e dos políticos? Porque é que muitos de nós nunca participaram numa? E como é que uma pequena amostra da população pode representar a opinião de milhões de pessoas? Pedro Magalhães e Luana do Bem exploram o universo das sondagens: para que servem, como funcionam e se são benéficas para a democracia.
Neste episódio, o politólogo explica como a matemática e a estatística permitem, a partir de uma «pequena parte», fazer inferências sobre o todo. E porque é que tudo se complica quando estão em jogo as intenções e os comportamentos de seres humanos.
Do fenómeno da «não-resposta» dos inquiridos à formulação das perguntas, há muitas formas de enviesar uma sondagem. Mas será que as sondagens também nos influenciam a nós?
Entre números, perceções e debates públicos, a dupla discute ainda o papel da comunicação social e dos jornalistas na forma como os resultados de sondagens são transmitidos aos cidadãos.
Para saber como é que também há prognósticos fiáveis no início do jogo, não perca este [IN]Pertinente.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
MAGALHÃES, P. «Sondagens, eleições e opinião pública» (Fundação Francisco Manuel dos Santos, 2016)
ASHER, H. «Polling and the public: What every citizen should know» (Thousand Oaks: CQ Press)
EARL, Samuel «The problems with Polls» (The New Yorker Review, 2024)
BIOS
Pedro Magalhães
Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.
Luana do Bem
Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».
ECONOMIA | Ação climática: mais vale prevenir ou remediar?
2026/03/13
Qual é o impacto económico das alterações climáticas? E que medidas podem reduzir os seus danos? A economista Catarina Roseta-Palma e o humorista Manel Rosa exploram os custos e vantagens da mitigação e da adaptação – as duas principais dimensões da ação climática.
A evidência científica mostra que o impacto das alterações climáticas na economia é negativo e tenderá a agravar-se ao longo do século. As estimativas apontam para perdas entre 2% a 3% do PIB mundial, em 2100. No entanto, estudos mais pessimistas admitem quedas que podem atingir 30% a 40% do PIB, à escala global.
A partir do comboio de tempestades que devastou o país no início de 2026, a dupla reflete sobre os efeitos das alterações climáticas e explica porque é que Portugal é dos países mais interessados em defender políticas climáticas.
Destacando o que distingue mitigação e adaptação – as duas grandes medidas de ação climática – levanta-se a dúvida: devemos dar prioridade à primeira – que visa reduzir emissões a nível global – ou à segunda – que investe em soluções para evitar danos locais? E de que forma as análises de custo-benefício e de custo-eficácia podem ajudar a decidir?
Pelo caminho, destacam-se ainda exemplos concretos de mitigação, como a economia circular e a alimentação, e o papel que podem desempenhar numa estratégia sustentável.
Porque agir localmente e pensar globalmente é um desafio coletivo, não perca este episódio [IN]Pertinente.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
ANTUNES, A., ADÃO, B. e LOURENÇO. N, «Cenários climáticos para a economia portuguesa», Tema em destaque, Boletim Económico (2024)
BOCKEN, N. et al, «Product design and business model strategies for a circular economy». Journal of Industrial and Production Engineering. 33:5, 308-320 (2016)
FAO, «Greenhouse gas emissions from agrifood systems» (2024)
NEWMAN R., NOY I. «The global costs of extreme weather that are attributable to climate change» Nat Commun. Sep 29;14(1):6103. doi: 10.1038/s41467-023-41888-1. PMID: 37775690; PMCID: PMC10541421. (2023)
SENEVIRATNE, S. et al, «Weather and Climate Extreme Events in a Changing Climate». Cambridge University Press, Cambridge, United Kingdom and New York
TOL, R. «A meta-analysis of the total economic impact of climate change.» Energy Policy 185, 113922. (2024)
UNEP Off Target: «Emissions Gap report» (2025)
WILLETT, W., et al. «Food in the Anthropocene: The EAT–Lancet Commission on healthy diets from sustainable food systems.» The Lancet, 393(10170), 447-492. doi: 10.1016/S0140-6736(18)31788-4. PMID: 30660336. (2019).
«Drawdown Project»
BIOS
Catarina Roseta Palma
Professora associada de Economia no ISCTE-IUL, onde foi diretora da Sustentabilidade. Tem trabalhado na área do ambiente, incluindo a gestão de recursos hídricos, a energia e outros temas da sustentabilidade.
Manel Rosa
Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio.
CIÊNCIA | Preparar a menopausa para a viver melhor
2026/03/06
Sabia que as mulheres devem preparar o seu corpo para a menopausa? E que esta preparação deve começar por volta dos 35 anos? O endocrinologista Ricardo Rangel e Filipa Galrão desmistificam o fim do ciclo fértil.
Mais do que um conjunto de sinais – dos «calores» às alterações da líbido e do peso –, a menopausa é uma transição fisiológica marcada por profundas mudanças hormonais, na qual a genética e o estilo de vida desempenham um papel significativo na manifestação dos sintomas.
Nesta conversa, Filipa Galrão e Ricardo Rangel analisam o que acontece ao corpo da mulher com a descida dos níveis de estrogénio e da progesterona e explicam porque é que o desaparecimento deste suporte hormonal – com efeito regulador e anti-inflamatório – pode provocar sintomas mais intensos em alguns organismos.
Destacando os fatores que podem acelerar ou retardar o início desta fase, a dupla explora ainda as diferenças entre perimenopausa, menopausa e menopausa precoce, o impacto desta transição na saúde feminina e os benefícios e riscos da Terapia Hormonal de Substituição.
Para descomplicar a menopausa e saber como as mulheres se devem preparar para esta etapa inevitável, assista a este episódio [IN]Pertinente.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
HAVER, Mary Claire «A nova menopausa: Viva a fase da mudança hormonal com informação e autonomia» (Intrínseca, 2025)
VICENTE, Lisa «A Revolução da Menopausa – os sintomas, as mudanças e as soluções» (Planeta, 2025)
MOSCONI, Lisa «Menopausa – o seu cérebro em mudança» (Ideias de Ler, 2025)
Podcast: «The Dr Louise Newson Podcast»
BIOS
Ricardo Rangel
Médico, licenciado pela Universidade do Porto, especialista em Endocrinologia e Nutrição. Com foco na saúde da mulher, integra nutrição, estilo de vida para restaurar a função endócrina e metabólica: «do intestino às hormonas».
Filipa Galrão
Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.
SOCIEDADE | Direitos humanos: o desafio de os concretizar
2026/02/27
Estaremos a assistir a um retrocesso dos direitos humanos, à escala nacional e global? Se por um lado nunca houve tantos tratados assinados e garantias reconhecidas, por outro, nunca houve tantas pessoas excluídas do acesso real a estes direitos.
Neste episódio, o jurista Marco Ribeiro Henriques e o comunicador Hugo van der Ding conversam sobre a problemática atual, que não passa pela ausência de direitos, mas pela incapacidade de os concretizar.
Refletindo sobre a tendência global de limitar os direitos fundamentais, o especialista e o comunicador exploram o impacto das redes sociais na desinformação e na ameaça aos direitos humanos.
Apontando casos portugueses em que os direitos fundamentais estão comprometidos, a conversa destaca ainda o papel da política, da economia e da participação cívica na defesa dos valores universais que garantem a dignidade humana.
Porque opiniões informadas e críticas também constroem direitos humanos, este é um episódio [IN]Pertinente que não pode perder.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
HUNT, Lynn «A Invenção dos Direitos Humanos»
MOYN, Samuel «The Last Utopia»
FREEMAN, Michael «Human Rights»
Canal Youtube de Yuval Noah Harari
TED Talk de Mary Robinson «Why climate change is a threat to human rights»
Relatórios doComité Europeu para a Prevenção da Tortura
BIOS
Marco Ribeiro Henriques
Jurista, especialista externo da Comissão Europeia, com foco na avaliação de programas, análise de impacto e revisão de políticas públicas nos domínios da justiça, inovação social e direitos fundamentais. Professor universitário em Direito da Inclusão Social e Direitos Humanos.
Hugo van der Ding
Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
POLÍTICA | Constituição: para que serve?
2026/02/20
Para que serve, afinal, a Constituição de um país? O politólogo Pedro Magalhães e a humorista Luana do Bem mergulham na lei fundamental dos Estados e conversam sobre a diversidade de práticas constitucionais, de Portugal à Índia.
A Constituição portuguesa celebra 50 anos. Mas sabia que, antes da democracia, o país já tinha conhecido cinco textos constitucionais? Neste episódio, exploram-se as regras e os direitos que encontramos habitualmente numa Constituição, bem como os seus propósitos e limites.
Longe de ser um mero exercício técnico, a Constituição reflete um consenso sobre o modo de organização e os valores de uma sociedade. É por isso que na Assembleia Constituinte de 1975 encontramos deputados que são juristas, mas também operários e poetas.
Num momento em que se volta a falar em revisão constitucional, mais de 20 anos depois da última, Pedro Magalhães e Luana do Bem refletem sobre as vantagens e desvantagens de ter uma lei fundamental permeável à mudança.
Pelo caminho, ficamos a saber quais são os poderes do Tribunal Constitucional, como são escolhidos os seus juízes e as várias razões pelas quais uma lei pode ser inconstitucional.
Porque a Constituição é o que dita as regras do jogo democrático, e não um mero texto formal, este é um episódio [IN]Pertinente que não pode perder.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS:
Constituição da República Portuguesa
Elkins, Z., Ginsburg, T., & Melton, J. «The endurance of national constitutions» (Cambridge University, 2009)
Tavares, J. A., Maduro, M.P., Garoupa, N. e Magalhães, P. S. (orgs.) «A Constituição Revista» (FFMS)
Podcast «Constituições: o último reduto das democracias?» (Programa «Da capa à contracapa», FFMS)
BIOS
Pedro Magalhães
Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.
Luana do Bem
Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».
ECONOMIA | Como cobrar a quem mais polui?
2026/02/13
Para que servem as políticas económicas ambientais? Quais os seus custos e benefícios? A economista Catarina Roseta-Palma e o humorista Manel Rosa exploram as ferramentas de que dispomos para reduzir o impacto da ação humana sobre o planeta.
Todos nos preocupamos com as alterações climáticas, mas até que ponto estamos dispostos a pagar impostos ambientais? Será que temos noção do valor carbónico incorporado em tudo o que consumimos?
Neste episódio, a dupla de Economia navega pelos principais instrumentos das políticas ambientais da atualidade – da regulamentação aos incentivos económicos.
Sabe o que é a neutralidade carbónica? E qual a diferença entre reduzir emissões e remover gases com efeito de estufa?
Ao longo da conversa, descubra ainda quais os subsídios com impacto ambiental positivo, como funciona o mercado das licenças transacionáveis e porque é que devemos taxar o carbono que consumimos. No fim, acompanhe a reflexão sobre um dos grandes desafios económicos da política climática: a fuga do carbono para países menos regulamentados.
Para ficar a par da importância das políticas climáticas, não perca este episódio [IN]Pertinente.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Sutton e Saha, «Os riscos e as oportunidades da agenda da UE para o comércio verde» (FFMS, 2025)
Gouveia e Carvalho, «Climate policy is not fiscal policy: understanding attitudes towards climate action» (WP202513, Banco de Portugal 2025)
Orçamento Fundo Ambiental para 2025 https://diariodarepublica.pt/dr/detalhe/despacho/5401-2025-917582164
Stechemesser et al. «Climate policies that achieved major emission reductions: Global evidence from two decades» (Science 385, 884-892, 2024)
van den Bergh and Botzen, «Assessing Criticisms of Carbon Pricing», International Review of Environmental and Resource Economics: Vol. 18: No. 3, pp 315-384. (2024)
Programa «Incentiva + TP»
Agência Portuguesa do Ambiente
European Commission
World Bank
BIOS
Catarina Roseta Palma
Professora associada de Economia no ISCTE-IUL, onde foi diretora da Sustentabilidade. Tem trabalhado na área do ambiente, incluindo a gestão de recursos hídricos, a energia e outros temas da sustentabilidade.
Manel Rosa
Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio.
CIÊNCIA | O (des)equilíbrio do ciclo menstrual
2026/02/06
Quais são as causas mais frequentes de ciclos irregulares? E será que um ciclo regular pode esconder um quadro de infertilidade? Ricardo Rangel e Filipa Galrão explicam porque é que o ciclo menstrual é um marcador tão importante da saúde feminina.
Dores menstruais intensas e incapacitantes ou ciclos irregulares frequentes podem até ser comuns nalgumas mulheres, mas nem por isso devem ser normalizados. Pelo contrário, são sinais de alerta sobre o estado de saúde da mulher, que neste contexto deve procurar ajuda médica.
Nesta conversa, o endocrinologista Ricardo Rangel explora os principais desafios do ciclo, analisando como o estilo de vida – da alimentação ao stress, passando pelo sono e exercício físico –, influencia diretamente o equilíbrio do corpo feminino.
A dupla aborda ainda patologias como a endometriose, a adenomiose ou a síndrome dos ovários poliquísticos (SOP), e o seu impacto na infertilidade.
Com uma abordagem rigorosa e descontraída, sobre um tema que permanece rodeado de mitos e silêncios, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
BRIDEN, Lara «Period Repair Manual: Natural Treatment for Better Hormones and Better Periods»
HENDRICKSON-JACK, Lisa «The Fifth Vital Sign - Master your cycles & optimize your fertility»
Ana K. Rosen Vollmar, Shruthi Mahalingaiah, Anne Marie Jukic «The menstrual cycle as a vital sign: a comprehensive review»
Site «O Círculo Perfeito», de Patrícia Lemos
BIOS
Ricardo Rangel
Médico, licenciado pela Universidade do Porto, especialista em Endocrinologia e Nutrição. Com foco na saúde da mulher, integra nutrição, estilo de vida para restaurar a função endócrina e metabólica: «do intestino às hormonas».
Filipa Galrão
Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.
SOCIEDADE | A trajetória dos direitos humanos em Portugal
2026/01/30
Como está Portugal em matéria de direitos humanos? O jurista Marco Ribeiro Henriques e Hugo van der Ding analisam como se forjaram e materializaram na Constituição portuguesa os direitos fundamentais – da saúde à habitação, da educação à liberdade de expressão.
Da Constituição de 1822, que consagra pela primeira vez direitos civis e políticos – deixando, no entanto, a justiça social de fora –, à Constituição de 1911, que separa o Estado da Igreja e alarga liberdades – sem as conseguir garantir a todos –, a dupla reflete sobre o impacto dos textos constitucionais em diferentes épocas.
Que direitos resistem quando reina a instabilidade política, como na I República? E o que acontece quando a ordem, a moral e a tradição servem de pretexto para prender, censurar e oprimir, como no Estado Novo?
Lembrando que as revoluções também implicam ruturas constitucionais, o especialista destaca o 25 de Abril como um ponto de viragem: «mais do que o fim de uma ditadura é o início de um país construído sobre direitos». A Constituição de 1976 coloca a dignidade humana no centro do Estado democrático.
Hoje, Portugal tem uma das Constituições mais ambiciosas do mundo na proteção do trabalho, da habitação, da saúde e da educação. Mas como se interpreta este texto? E que modelo de sociedade estamos, afinal, a construir?
Em tempo de instabilidade e crescente polarização, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
Documentário «48», de Susana de Sousa Dias
TED Talk de Bryan Stevenson, «We need to talk about an injustice»
«CGP Grey» Canal de Youtube
Relatórios do Provedor de Justiça
BOBBIO, Norberto, «A Era dos Direitos»
WOLFGANG SARLET, Ingo «A Eficácia dos Direitos Fundamentais»
HUNT, Lynn «A Invenção dos Direitos Humanos» (título original: Inventing Human Rights: A History), Companhia das Letras
DONNELLY, Jack «Direitos Humanos»
BIOS
Marco Ribeiro Henriques
Jurista, especialista externo da Comissão Europeia, com foco na avaliação de programas, análise de impacto e revisão de políticas públicas nos domínios da justiça, inovação social e direitos fundamentais. Professor universitário em Direito da Inclusão Social e Direitos Humanos.
Hugo van der Ding
Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
POLÍTICA | Para que serve o/a Presidente da República?
2026/01/23
Em Portugal, quais são as funções do Presidente da República? É um cargo meramente simbólico ou influencia decisivamente os destinos do país? Na sua estreia como dupla, o politólogo Pedro Magalhães e a humorista Luana do Bem explicam-lhe tudo o que ainda não sabe sobre o chefe de Estado, que é também Comandante Supremo das Forças Armadas e guardião da Constituição.
Há quem julgue que o Presidente só atribui condecorações – e atribui muitas –, mas há muitas outras áreas em que assume um papel fundamental.
Ao promulgar e vetar leis e decretos-leis da Assembleia da República e do Governo, participa ativamente nas políticas públicas do país. Além disso, o Presidente pode fazer uso da chamada ‘bomba atómica’, isto é, decidir dissolver a Assembleia da República. Mas sabia que há um «poder secreto» que não vem na Constituição? E o que distingue o semipresidencialismo português do francês? Há sistemas melhores do que outros?
Nesta conversa, Luana do Bem e Pedro Magalhães analisam ainda as características do primeiro e segundo mandatos de um Presidente, como funcionam a 1ª e a 2ª voltas e as tendências de participação do eleitorado português.
Em tempo de escolhas, não perca este episódio [IN]Pertinente.
REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS
COSTA PINTO, António e FREIRE, André, «O Poder Presidencial em Portugal» (D. Quixote, 2011)
SANTANA PEREIRA, José e CANCELA, João «Abstenção Eleitoral em Portugal: Mecanismos, Impactos e Soluções» (FFMS, 2025)
Documentário «A Duas Voltas – Mário Soares e as Presidenciais de 1986» de Ivan Nunes e Paulo Pena (RTP, 2025)
BIOS
Pedro Magalhães
Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.
Luana do Bem
Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».
ECONOMIA | Economia e ambiente: duas faces da mesma moeda?
2026/01/16
Que impacto têm, afinal, as atividades económicas nas alterações climáticas? Neste episódio, a economista Catarina Roseta Palma e o humorista Manel Rosa exploram a relação entre economia, ambiente e sustentabilidade, num diálogo informado e descontraído.
Desde a Revolução Industrial, a queima de combustíveis fósseis e a crescente emissão de gases com efeito de estufa contribuíram para o aquecimento global e para a atual emergência climática. Perante um problema causado pela economia moderna, a nova dupla reflete sobre a possibilidade de soluções dentro do sistema capitalista. As energias renováveis são uma possível aposta, mas importa ter atenção a outros riscos que acarretam.
Durante a conversa, a professora associada de Economia no ISCTE-IUL também esclarece o que são os «limites planetários» ou o «capital natural» – um conceito fundamental que só começou a ser contabilizado já no séc. XX, e que ajuda a valorizar economicamente a preservação da natureza.
Por fim, ficamos a saber o que é o «triângulo da inação» e como é que cidadãos, empresas e Estados podem contribuir para combater as alterações climáticas.
Um episódio [IN]Pertinente para ver e ouvir com atenção, com os olhos postos no futuro.
LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS
Costanza, R. et al (2014) «Changes in the Global Value of Ecosystem Services, Global Environmental Change» 26, 152–158.
Duarte Santos, F. (2021) «Alterações Climáticas», FFMS
Johnson, Justin Andrew; Baldos, Uris; Cervigni, Razaello; Chonabayashi, Shun; Corong, Erwin; Gavryliuk, Olga; Hertel, Thomas; Nootenboom, Christopher; Gerber, James; Ruta, Giovanni; Polasky, Stephen. 2021. «The Economic Case for Nature: A Global Earth-Economy Model to Assess Development Policy Pathways», World Bank.
Planetary Boundaries Science (PBScience). 2025. «Planetary Health Check 2025». Potsdam Institute for Climate Impact Research (PIK), Potsdam, Germany.
Raworth, K. (2017). «Doughnut economics: seven ways to think like a 21st century economist», Chelsea Green Publishin
United Nations Environment Programme (2025). «Emissions Gap Report 2025: Off target – Continued collective inaction puts global temperature goal at risk» [Olhoff, A., chief editor; Lamb, W.; Kuramochi, T.; Rogelj, J.; den Elzen, M.; Christensen, J.; Fransen, T.; Pathak, M.; Tong, D. (eds)]. Nairobi.
«World Bank»
«United Nations, System of Environmental-Economic Accounting»(SEEA)
BIOS
Catarina Roseta Palma
Professora associada de Economia no ISCTE-IUL, onde foi diretora da Sustentabilidade. Tem trabalhado na área do ambiente, incluindo a gestão de recursos hídricos, a energia e outros temas da sustentabilidade.
Manel Rosa
Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.
Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio.
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