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Fundação (FFMS) - [IN] Pertinente

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★★★★★
5
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This podcast has
293 episodes
Date created
2021/04/08
Latest episode
2026/10/15
Average duration
44 min.
Release period
7 days

Description

4 comunicadores, 4 especialistas, 4 temas - Economia, Sociedade, Política e Ciência -, todas as semanas no [IN] Pertinente. Um confronto bem disposto entre a curiosidade e o saber. Porque quando há factos, há argumentos. [IN] Pertinente é um podcast da Fundação Francisco Manuel dos Santos que pretende dar respostas às perguntas de todos, contribuindo para uma sociedade mais informada. Voz: Isabel Abreu; Banda Sonora: Fred Pinto Ferreira

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CIÊNCIA | Transição energética: onde estamos e para onde vamos?
2026/10/15
Ao atestar o depósito do carro, apenas 40% da energia do combustível é realmente utilizada. A restante perde-se, grande parte sob a forma de calor. Como podemos ser mais eficientes no aproveitamento da energia? Como eletrificar os consumos e descarbonizar a produção de eletricidade? Entre oportunidades e desafios, João Crispim, consultor e especialista em Energia, explica as exigências desta mudança: tem de ser rápida e obrigará a alterar o atual modelo geoestratégico. Neste episódio de estreia, a dupla fala de muitas outras questões: o que distingue uma energia renovável de uma energia limpa? Que tecnologias estão maduras e quais é que precisam de evoluir? Por fim, ficamos a saber onde está Portugal na tabela europeia de energias renováveis e que impactos poderá trazer esta transição para o país e, até, para as nossas carteiras. Para ficar a par de um dos maiores desafios do século, não perca este [IN]Pertinente. REFERÊNCIAS E LINKS ÚTEIS Vasconcelos, Jorge «A Energia em Portugal» (Ensaio FFMS, 2019) Sá da Costa, António «Energias Renováveis» (FFMS, 2026) Policy papers: «A transição energética na Europa: equilibrar o trilema» (FFMS) «A transição energética de Portugal – em direto» DGEG «Balanço Energético Sintético 2025» (Energia em Números, junho 2026) REN Data Hub  «Os números contam»  «Estudo de impacto das energias renováveis em Portugal» (Estudo EY-Parthenon para a APREN) BIOS João Crispim Formado em Engenharia e Gestão, com percurso profissional passado na REN, General Electric e no governo inglês. Atualmente é Head of ESG e Head of Grants and Incentives no Grupo Casais, Presidente do Builtcolab e da Coopérnico. Filipa Galrão Vive no campo, mas é à cidade que vai quando precisa de euforia, seja em festivais de música ou no Estádio da Luz. Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Em pequena, gravava o diário em K7, em graúda agarrou-se aos microfones da Rádio. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial.
SOCIEDADE | Da Odisseia ao Grand Tour: o que é «ser europeu»?
2026/10/09
Como se define a Europa? Existem valores europeus? Na estreia desta nova série, Pedro Mexia e Hugo van der Ding fazem um périplo pela «ideia de Europa» – da herança histórica ao espaço geográfico, dos mitos clássicos às narrativas atuais.  O filme «Odisseia», de Christopher Nolan, serve de ponto de partida para uma conversa entre Pedro Mexia e Hugo van der Ding sobre a Europa e sobre aquilo que reconhecemos como europeu. O que esteve na base da inesperada polémica em torno do filme? Como foram tratados a figura do herói e a guerra, a hospitalidade e os “bárbaros”? Seremos todos gregos? Guiada pelo ensaio «A Ideia de Europa», do filósofo e crítico literário George Steiner, a dupla percorre também uma Europa de cafés e de caminhos, de memória e de monumentos, e de um legado simultaneamente glorioso e incómodo. Que liberdade e privilégio havia no 'Grand Tour' europeu? E que valores são realmente «europeus»? Serão diferentes dos valores universais? Pelo caminho, poeta e humorista confrontam a noção de uma Europa construída sobre a circulação de pessoas, bens e capitais com as fraturas provocadas pelos atuais movimentos migratórios.  Entre mitos antigos e dilemas contemporâneos, que Europa é esta que (ainda) tentamos definir? Um episódio imperdível - e [IN]Pertinente – para ouvir e pensar. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Homero, «Odisseia» (tradução de Frederico Lourenço, ed. orig. Livros Cotovia, 2003, ed. atual Quetzal)Homer, «The Odyssey», (tradução de Emily Wilson, W. W. Norton, 2018)Steiner, George, «A Ideia da Europa» (Relógio D’Água, ed. orig. 2004)Wilson, Emily, «An Uncomplicated Man», (London Review of Books, 13.08.26)Mendelsohn, Daniel, «Artful Weaving» (The New York Review of Books, 20.08.26)BIOS Pedro Mexia Pedro Mexia nasceu em Lisboa, em 1972. É crítico e cronista do Expresso. Integra o painel do Programa Cujo Nome Estamos Legalmente Impedidos de Dizer (SIC-Notícias) e colabora com o podcast O Poema Ensina a Cair. Coordena a colecção de poesia da Tinta-da-china e dirige a edição em português da revista Granta. Publicou nove livros de poesia, oito colectâneas de crónicas (Lá Fora venceu o Grande Prémio de Crónica da APE) e seis volumes de diários, incluindo o recente Zero (2026). Hugo Van der Ding Locutor, criativo e desenhador acidental. Uma espécie de cartunista de sucesso instantâneo a quem bastou uma caneta BIC, uma boa ideia e uma folha em branco. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
POLÍTICA | Quais são as linhas vermelhas do debate político?
2026/10/01
Onde se traça a fronteira entre o confronto de ideias e a hostilidade política? Que impacto tem a agressividade parlamentar na democracia e nos cidadãos? Neste episódio, a politóloga Sofia Serra-Silva e a humorista Luana do Bem analisam o estado atual do discurso político em Portugal e no mundo. O conflito político é inevitável, e até desejável, numa democracia representativa. No entanto, estudos demonstram que, nos últimos anos, a incivilidade parlamentar assumiu maior protagonismo. Nesta conversa, a politóloga e a humorista esclarecem que a agressividade na política está ligada à polarização afetiva e não cresce de forma linear: oscila em torno de determinados temas - como a imigração ou o crime - e intensifica-se em momentos específicos - como nas campanhas eleitorais. A dupla aborda também o papel das redes sociais na amplificação do discurso hostil e questiona quem conduz esta escalada. Será que existem diferenças de género na agressividade política? E que políticos têm mais propensão para discursos incendiários? Pelo caminho, Sofia Serra-Silva oferece exemplos de respostas institucionais já implementadas noutros países para promover boas práticas parlamentares e compara-as com a realidade nacional. Para refletir sobre o peso das palavras no jogo democrático, não perca este [IN]Pertinente. REFERÊNCIAS ÚTEIS  Bøggild, T., & Jensen, C. (2024) «When politicians behave badly: Political, democratic, and social consequences of political incivility» (American Journal of Political Science. Advance online publication) de León, A. (2026) «Asymmetric contagion: The radical right and the erosion of parliamentary civility. Parliamentary Affairs» (Advance online publication) Dodeigne, J. (2025) «Hostility and democratic erosion: Introducing the Political Hostility Scale (PHOS)» (Democratization. Advance online publication) Garzia, D., Ferreira da Silva, F., Reiljan, A., & Trechsel, A. H. (2025) «Affective polarization» (In Oxford Research Encyclopedia of Politics. Oxford University Press)  Lee, A. H.-Y., & Ahn, C. (2025) «Talking politics in a polarized America: How perceived polarization shapes political self-censorship» (Political Behavior. Advance online publication)  Mutz, D. C., & Reeves, B. (2005) «The new videomalaise: Effects of televised incivility on political trust» (American Political Science Review, 99(1), 1–15)  Røed, M., Bäck, H., & Carroll, R. (2025) «Who polarizes parliament? Partisan hostility in Norwegian legislative debates» (Party Politics, 31(1), 137–147) Törnberg, P., & Chueri, J. (2025) «Elite political discourse has become more toxic in Western countries» (arXiv:2503.22411). arXiv.  Wagner, M. (2024) «Affective polarization in Europe» (European Political Science Review, 16(3), 378–392)  Yildirim, T. M. (2017) «Politics of constituency representation and legislative ambition under the glare of camera lights» (Legislative Studies Quarterly, 42(1), 101–130) BIOS Sofia Serra-Silva Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital.  Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».
ECONOMIA | A crise da habitação trava a produtividade?
2026/09/24
Desde 2015, os preços da habitação em Portugal subiram em flecha: registámos o segundo maior aumento da UE, a seguir à Hungria. E o ritmo não está a abrandar. No início de 2026, a subida homóloga foi a mais alta da União Europeia. Mas o problema mais grave está noutros números: em 10 anos, o preço das casas aumentou quatro vezes mais do que os rendimentos dos portugueses. Nesta conversa, João Duarte e Manel Rosa explicam porque é que esta crise não afeta apenas quem procura casa, mas toda a economia. Ficamos a saber que uma cidade cara expulsa talento, fragiliza empresas, afasta serviços e pode travar a inovação.  Num país em que se sai de casa dos pais, em média, aos 29 anos, a dupla aborda ainda o peso da habitação no orçamento das famílias, o choque das subidas de juros e o papel da Euribor, e a vida adiada dos jovens, cada vez mais limitados na escolha do seu destino. Para saber quanto custa a habitação ao futuro do país, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Azevedo, A. B., & Pereira dos Santos, J. (2023) «Barómetro da Habitação» (Fundação Francisco Manuel dos Santos) OECD (2021), «Brick by Brick: Building Better Housing Policies» (OECD Publishing) Hsieh, C.-T., & Moretti, E. (2019) «Housing Constraints and Spatial Misallocation» (American Economic Journal: Macroeconomics, 11(2), 1–39) Diamond, R. (2016) «The Determinants and Welfare Implications of US Workers’ Diverging Location Choices» (American Economic Review, 106(3), 479–524) Rognlie, M. (2015) «Deciphering the Fall and Rise in the Net Capital Share» (Brookings Papers on Economic Activity, 2015(1), 1–69) Dias, D. A., & Duarte, J. B. (2019) «Monetary Policy, Housing Rents, and Inflation Dynamics» (Journal of Applied Econometrics, 34(5), 673–687) BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.  Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.  Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.
CIÊNCIA | Do coração da mulher à cardiologia do futuro
2026/09/17
A doença cardiovascular tende a ser associada a um problema masculino, no entanto, é a primeira causa de morte nas mulheres, muito acima do cancro da mama. Mas, afinal, quais são as particularidades do coração feminino?  A cardiologista Cristina Gavina dá a conhecer os fatores de risco que são exclusivos das mulheres e explica porque é que continuam a chegar mais tarde a um diagnóstico.  Ao longo da conversa, a especialista fala também sobre a revolução que a cardiologia está a atravessar. As cirurgias de peito aberto estão a dar lugar às intervenções menos invasivas por cateter, a medicação passa a poder ser feita mais espaçadamente no tempo e já decorrem ensaios clínicos em que se modifica o gene associado ao colesterol, um dos principais riscos da doença cardiovascular. E numa altura em que já temos relógios de pulso a monitorizar o coração e dispositivos cardíacos ligados à internet, que oportunidades e riscos trazem as novas tecnologias? Para aprender a ler os sinais, colocar as perguntas certas e agir a tempo, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Vogel B, et al. «The Lancet women and cardiovascular disease Commission: reducing the global burden by 2030» (Lancet. 2021;397(10292):2385-2438)  Huxley RR, Woodward M. «Cigarette smoking as a risk factor for coronary heart disease in women compared with men: a systematic review and meta-analysis of prospective cohort studies» (Lancet. 2011;378(9799):1297-1305.)  Peters SAE, Huxley RR, Woodward M. «Diabetes as a risk factor for incident coronary heart disease in women compared with men: a systematic review and meta-analysis of 64 cohorts» (Diabetologia. 2014;57(8):1542-1551.)  Hayes SN, et al. «Spontaneous Coronary Artery Dissection: Current State of the Science. A Scientific Statement From the American Heart Association». Circulation. 2018;137(19):e523-e557 Jin X, et al. «Women’s Participation in Cardiovascular Clinical Trials From 2010 to 2017» (Circulation. 2020;141(7):540-548.)  Sabatine MS, et al. «Evolocumab and Clinical Outcomes in Patients with Cardiovascular Disease» (FOURIER). N Engl J Med. 2017;376(18):1713-1722 Ray KK, et al. «Two Phase 3 Trials of Inclisiran in Patients with Elevated LDL Cholesterol» (ORION-10 and ORION-11). N Engl J Med. 2020;382(16):1507-1519 Stone GW, et al. «Transcatheter Mitral-Valve Repair in Patients with Heart Failure» (COAPT). N Engl J Med. 2018;379(24):2307-2318 Perez MV, et al. «Large-Scale Assessment of a Smartwatch to Identify Atrial Fibrillation» (Apple Heart Study). N Engl J Med. 2019;381(20):1909-1917 Baranchuk A, et al. «Cybersecurity for Cardiac Implantable Electronic Devices: What Should You Know?» J Am Coll Cardiol. 2018;71(11):1284-1288. 10.1016/j.jacc.2018.01.023 BIOS Cristina Gavina Cristina Gavina é cardiologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2025-2027) e diretora de Cardiologia do Hospital Pedro Hispano (ULS Matosinhos). Professora na Faculdade de Medicina do Porto, onde se doutorou, fez o Mestrado em Ensaios Clínicos em Oxford. Fellow da ESC e do ACC, é autora de mais de 80 artigos e investigadora principal em ensaios clínicos internacionais. Dedica-se à insuficiência cardíaca, à prevenção cardiovascular e à equidade no acesso aos cuidados. Filipa Galrão A Filipa vive no campo, mas é à cidade que vai quando precisa de euforia, seja em festivais de música ou no Estádio da Luz. Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Em pequena, gravava o diário em K7, em graúda agarrou-se aos microfones da Rádio. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - “Que Estranho!” - e 2 filhos.
SOCIEDADE | Como travar a violência juvenil?
2026/09/11
O que devemos fazer quando um adolescente se torna agressivo? Será que os castigos funcionam? No último episódio desta série, o psicólogo Ricardo Barroso e Hugo van der Ding identificam sinais de alerta e indicam estratégias para prevenir – e combater – a violência entre os mais jovens. A dupla analisa fenómenos que também se transformam com a tecnologia: do cyberbullying à partilha não consentida de imagens íntimas, que novos comportamentos abusivos surgem online? E como é que os podemos detetar, seja na vítima ou no agressor?  A propósito dos padrões comportamentais de jovens violentos, o psicólogo e o comunicador questionam a eficácia dos castigos e destacam porque é que consequências consistentes devem fazer parte da resposta. Ricardo Barroso deixa ainda um alerta: mais do que proibir telemóveis ou o acesso a redes sociais, o importante é investir na literacia digital e no pensamento crítico.  Com exemplos de programas de intervenção bem-sucedidos, em Portugal e no estrangeiro, e de estratégias práticas para pais, escolas e jovens, este episódio aponta soluções para uma questão de fundo: o que fazer, na prática, para prevenir a violência juvenil e promover um desenvolvimento saudável e integrado dos nossos adolescentes? Para saber como intervir, antes que seja tarde demais, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Para os pais: NEUFELD, Gordon & MATÉ, Gabor «O Seu Filho Precisa de Si» (Ideias de Ler, 2021) Curso online sobre como lidar melhor com os filhos no dia a dia — por Alan Kazdin, psicólogo da Universidade de Yale Para os profissionais: WHO, «Guidelines and handbook on parenting interventions» GAFFNEY, H., TTOFI, M., FARRINGTON, D. «Effectiveness of school-based programs to reduce bullying perpetration and victimization: An updated systematic review and meta-analysis» ME (2010) «Violência no contexto escolar: referencial de apoio ao trabalho a desenvolver pelas Escolas» Programa de Prevenção da Violência Interpessoal (PREVINT) Filme: «Os Miseráveis» (de Ladj Ly, 2019) BIOS Ricardo Barroso Psicólogo, especialista em Psicologia da Justiça e em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. É professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigador integrado no Centro de Psicologia da Universidade do Porto.  Hugo van der Ding  Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
POLÍTICA | Pode haver política sem políticos?
2026/09/03
Será que nos sentimos realmente representados pelos políticos que elegemos? Conseguirá a democracia representativa refletir, de forma fidedigna, a diversidade da sociedade?  Entre o desencanto com um sistema onde 'os políticos são todos iguais' e a busca de soluções de inovação democrática, a politóloga e a humorista debruçam-se sobre as propostas que têm surgido nas últimas décadas para reforçar a participação cidadã e criar novos espaços de deliberação. Sabe o que são as Assembleias de Cidadãos? Nesta conversa ficamos a saber como funcionam e porque podem produzir resultados mais eficazes e criativos na resolução de problemas. Mas a democracia deliberativa também enfrenta críticas: desde a seleção aleatória dos participantes, que revela falhas, à falta de tempo do cidadão comum para se dedicar à atividade política.  Será que o caminho é uma «democracia híbrida», que combine representação, deliberação e democracia direta? E estarão os políticos preparados para partilhar poder com cidadãos comuns e novas instituições? Para saber se a democracia pode ser reinventada, não perca este [IN]Pertinente. Referências úteis Elliott, K. J. «Democracy for busy people» (University of Chicago Press, 2023)  Landemore, H. «Politics without politicians: The case for citizen rule» (Penguin, 2026).  Jacquet, V. (2017) «Explaining non-participation in deliberative mini-publics» (European Journal of Political Research, 56(3), 640–659)  Pilet, J.-B., Bol, D., Vittori, D., & Paulis, E. (2023) «Public support for deliberative citizens' assemblies selected through sortition: Evidence from 15 countries» (European Journal of Political Research, 62(3), 873–902)  Pilet, J.-B., Bedock, C., Talukder, D., & Rangoni, S. (2024) «Support for deliberative mini-publics among the losers of representative democracy» (British Journal of Political Science, 54(2), 295–312)  Ipsos. (2025, 14 de novembro). «The state of democracy 2025: Fake news, lack of accountability, extremism and corruption seen as top threats to democracy across Europe and the US»  Renwick, A., Lauderdale, B., Russell, M., & Cleaver, J. (2022). «What kind of democracy do people want? Results of a survey of the UK population» (First Report of the Democracy in the UK after Brexit Project). The Constitution Unit, University College London.  European Data Journalism Network. (2024, 1 de março). «The non-voter time bomb» Pordata. (n.d.). «População residente com idade entre 16 e 89 anos: Total e por nível de escolaridade completo mais elevado» (Fundação Francisco Manuel dos Santos. Consultado a 16 de agosto de 2026) Observatório Internacional da Democracia Participativa. (n.d.). «The Ostbelgien model: A long-term Citizens' Council combined with short-term Citizens' Assemblies» (Consultado a 15 de agosto de 2026) BIOS Sofia Serra-Silva Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital.  Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».
ECONOMIA | A produtividade compra felicidade?
2026/08/27
Ao longo da História, o aumento da produtividade permitiu-nos enriquecer e conquistar mais tempo livre – a prova é que hoje trabalharmos metade do tempo dos nossos bisavós. Mas será que esta tendência se vai manter? Neste episódio, o economista João Duarte analisa o impacto da produtividade nas horas que trabalhamos e no tempo de férias que temos. Sabia que na Europa se trabalha menos do que nos Estados Unidos, apesar de Portugal estar mais próximo da realidade americana do que da europeia? A dupla debruça-se também sobre o impacto que o teletrabalho ou a semana de 4 dias pode ter na produtividade e reflete sobre como podemos usar a riqueza que produzimos para comprar bem-estar, educação, lazer e solidariedade. Num mundo onde a riqueza tende a concentrar-se nas mãos de poucos, discute-se ainda o papel da redistribuição e explicam-se conceitos como o «multiplicador social do lazer» e o «rendimento básico universal». No fim, fica a pergunta: será que ter mais tempo livre também nos pode tornar mais produtivos?  Para perceber se é possível trabalhar menos e ganhar mais (qualidade de vida), não perca este [IN]Pertinente. REFERÊNCIAS ÚTEIS Keynes, J. M. «Economic Possibilities for our Grandchildren», (Essays in Persuasion, 1931) Becker, G. S. «A Theory of the Allocation of Time» (The Economic Journal 75(299):493-517, (1965) Boppart, T. & Krusell, P. (2020). «Labor Supply in the Past, Present, and Future: A Balanced-Growth Perspective» (Journal of Political Economy 128(1):118-157)Huberman, M. & Minns, C. (2007). «The times they are not changin’…» (Explorations in Economic History 44(4):538-567)Ramey, V. & Francis, N. (2009). «A Century of Work and Leisure» (AEJ: Macroeconomics 1(2):189-224.)Giattino, C. & Ortiz-Ospina, E. «Are we working more than ever?», (Our World in Data) Greenwood, J., Seshadri, A. & Yorukoglu, M. (2005). «Engines of Liberation» (Review of Economic Studies 72(1):109-133.) Prescott, E. (2004). «Why Do Americans Work So Much More Than Europeans?». Minneapolis Fed Quarterly Review 28(1). Alesina, A., Glaeser, E. & Sacerdote, B. (2005). «Work and Leisure in the US and Europe». NBER Macroeconomics Annual 20:1-64.Blanchard, O. (2004). «The Economic Future of Europe». Journal of Economic Perspectives 18(4):3-26. Russell, B. (1932). «Em Louvor do Ócio»;Skidelsky, R. & E. (2012). «How Much is Enough?» (Allen Lane). Reid, D. (1976). «The Decline of Saint Monday», 1766-1876». Past & Present 71:76-101. BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.  Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.  Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.
CIÊNCIA | Enfarte e AVC: sobreviver, recuperar e prevenir
2026/08/20
O que fazer em caso de enfarte? E de AVC? Até que ponto se pode recuperar de um destes episódios? À conversa com Filipa Galrão, a cardiologista Cristina Gavina explica o que acontece quando o coração e o cérebro falham - e como a vida pode continuar, mesmo depois de um evento agudo. Sabia que, há 30 anos, em Portugal, 30% dos casos de enfarte eram fatais e que hoje a mortalidade se situa abaixo dos 5%? Neste episódio, a cardiologista Cristina Gavina descodifica as várias dimensões da doença cardiovascular em Portugal, explica por que razão o país se destaca pela positiva no tratamento - mas não na prevenção -, e alerta para o que se deve fazer nos minutos que decidem tudo. Além de desmontar mitos recorrentes, a dupla esclarece qual a relação entre doença cardiovascular, depressão e ansiedade e como o código postal influencia o prognóstico. No fim, fica a mensagem: reconhecer (e não desvalorizar) os sintomas, ligar o 112 sem hesitar, não largar a medicação, cuidar do corpo e da mente, são gestos simples que mudam e salvam vidas. Um episódio [IN]Pertinente, a não perder, para ver e partilhar. Referências úteis Saver JL. «Time Is Brain – Quantified» (Stroke; 37(1):263-266, 2006) Anderson L, Thompson DR, Oldridge N, et al. «Exercise-Based Cardiac Rehabilitation for Coronary Heart Disease: Cochrane Systematic Review and Meta-Analysis» (J Am Coll Cardiol. 2016;67(1):1-12) Bansilal S, Castellano JM, Garrido E, et al. «Adherence Tradeoff to Multiple Preventive Therapies and All-Cause Mortality After Acute Myocardial Infarction» (J Am Coll Cardiol. 2017;70(15):1290-1301) Lichtman JH, Froelicher ES, Blumenthal JA, et al. «Depression as a Risk Factor for Poor Prognosis Among Patients With Acute Coronary Syndrome: Systematic Review and Recommendations - A Scientific Statement From the American Heart Association» (Circulation, 2014;129(12):1350-1369) Havranek EP, Mujahid MS, Barr DA, et al. «Social Determinants of Risk and Outcomes for Cardiovascular Disease: A Scientific Statement From the American Heart Association» (Circulation. 2015;132(9):873-898.)  Bios Cristina Gavina Cristina Gavina é cardiologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2025-2027) e diretora de Cardiologia do Hospital Pedro Hispano (ULS Matosinhos). Professora na Faculdade de Medicina do Porto, onde se doutorou, fez o Mestrado em Ensaios Clínicos em Oxford. Fellow da ESC e do ACC, é autora de mais de 80 artigos e investigadora principal em ensaios clínicos internacionais. Dedica-se à insuficiência cardíaca, à prevenção cardiovascular e à equidade no acesso aos cuidados. Filipa Galrão A Filipa vive no campo, mas é à cidade que vai quando precisa de euforia, seja em festivais de música ou no Estádio da Luz. Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Em pequena, gravava o diário em K7, em graúda agarrou-se aos microfones da Rádio. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - “Que Estranho!” - e 2 filhos.
SOCIEDADE | Como é que um jovem se torna violento?
2026/08/13
Quando falamos de violência entre jovens, a tendência é procurar culpados. Mas a resposta não é linear. Depois de um raio-x ao que se sabe sobre a violência entre os jovens, o psicólogo Ricardo Barroso olha para os possíveis fatores de risco - sejam individuais, familiares, grupais ou culturais –, e como muitas vezes se conjugam. Pelo caminho, também se destacam os «fatores protetores», e a diferença que um adulto de referência pode fazer na vida de um jovem em risco. A dupla aborda ainda as inseguranças, confusões e revoltas que se forjam na adolescência - uma fase com propensão para o conflito, mas extremamente sensível à ideia de ‘grupo’, à necessidade de validação e ao impacto da humilhação.   Da violência em contexto escolar às suas manifestações no mundo digital, levantam-se outras questões: porque é que a violência online pode ser tão devastadora? E o que torna a «masculinidade tóxica» tão apelativa para alguns adolescentes? Para compreender melhor um fenómeno (ainda) rodeado de preconceitos, este é um episódio [IN]Pertinente a não perder. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Lösel, Friedrich, Farrington, David P., (2012) «Direct Protective and Buffering Protective Factors in the Development of Youth Violence»  Reynolds, Jason  «Olha para os Dois Lados» (Fábula, 2021)  Série «This Is England»  Filme «Inside Out»  Canal YouTube «School of Life» «Adolescência não é assim tão simples», com Lisa Damour (FFMS) BIOS Ricardo Barroso Psicólogo, especialista em Psicologia da Justiça e em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. É professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigador integrado no Centro de Psicologia da Universidade do Porto.  Hugo van der Ding  Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
POLÍTICA | Como se faz uma lei em Portugal?
2026/08/06
Da ideia inicial à entrada em vigor, fazer uma lei em Portugal é um caminho longo e complexo. Quem pode propor uma lei? Quem decide se ela avança ou se fica pelo caminho? E onde entra o cidadão comum neste labirinto? Neste episódio, a politóloga Sofia Serra-Silva e a humorista Luana do Bem percorrem os bastidores do processo legislativo português e explicam o papel – e competências – dos seus três grandes protagonistas: o Parlamento, o Governo e o Presidente da República. Mas não só. Esclarecem que também as Assembleias Legislativas Regionais e os cidadãos podem intervir no processo. Pelo caminho, ficamos também a saber para que servem as comissões parlamentares e porque é que uma proposta legislativa pode demorar até dois anos a transformar-se em lei. Para descobrir quem manda nas leis que mandam em nós, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Assembleia da República. (2005) «Constituição da República Portuguesa: VII revisão constitucional»  Assembleia da República. (n.d.). «Regimento da Assembleia da República»  Becker, R., & Saalfeld, T. (2004). «The life and times of bills» (In H. Döring & M. Hallerberg (Eds.), Patterns of parliamentary behaviour: Passage of legislation across Western Europe (pp. 57–90). Ashgate) Direção de Informação Legislativa e Parlamentar. (2022). «Tempo médio de aprovação» (N.º 44). Assembleia da República Governo de Portugal. (2019). Decreto-Lei n.º 169-B/2019, de 3 de dezembro: Lei orgânica do XXII Governo Constitucional Parlamento. (n.d.). «Como funciona o Parlamento» (Assembleia da República) Serra-Silva, S., & Gaio e Silva, J. (2025). «Empowering the people: The evolution and impact of Portugal's citizens' legislative initiatives in a comparative perspective» (Parliamentary Affairs, 78(4), 741–766)  Serra-Silva, S. (2024) «Parlamento de portas abertas? A relação da Assembleia da República com os cidadãos» (Assembleia da República) BIOS Sofia Serra-Silva Cientista política, doutorada em Política Comparada pela Universidade de Lisboa, estuda a forma como as instituições políticas e os cidadãos interagem na nova era digital.  Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».
ECONOMIA | Produtividade e IA: risco ou oportunidade?
2026/07/30
A inteligência artificial promete transformar a forma como trabalhamos, mas os seus efeitos não são iguais para todos. O economista João Duarte explica quais são as profissões que se tornaram mais produtivas com a IA, quais as funções que estão mais expostas à automação e porque é que o uso destes sistemas pode beneficiar mais um trabalhador menos qualificado do que um especialista. Partindo da evidência de que a IA permite produzir mais com menos pessoas, levantam-se outras questões: como gerir o risco de concentração de riqueza e o aumento das desigualdades? Teremos no futuro empresas multimilionárias geridas por uma única pessoa — ou essa realidade já começou? A dupla explica ainda por que motivos o uso da IA se mantém invisível na economia e debruça-se sobre o cenário (provável) de a produtividade descer antes de subir verticalmente. Por fim, olhamos para Portugal. Que riscos e oportunidades se colocam ao crescimento e à competitividade do país? Será que a IA nos vai permitir dar um salto produtivo? Para saber se a IA é uma aliada ou uma ameaça à nossa produtividade, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Arlindo Oliveira, «A Inteligência Artificial Generativa» (Ensaios da Fundação n.º 146, FFMS, 2025).  Ethan Mollick, «Co-inteligência» (Ideias de Ler, 2024; original Co-Intelligence, Portfolio/Penguin, 2024) Daron Acemoglu & Simon Johnson, «Poder e Progresso» (Temas e Debates, 2024; original Power and Progress, 2023) Stanford HAI, «AI Index Report» (edição 2026) BIOS João Duarte Professor associado com agregação na Nova School of Business and Economics. A sua investigação foca-se na produtividade, em particular nas razões pelas quais a Europa tem crescido menos do que os Estados Unidos — tema do seu artigo publicado no Journal of International Economics.  Manel Rosa Humorista. Estreou-se no stand up comedy em 2019, quando tinha 15 anos.  Em 2023, lançou «Mais isto do que aquilo», o seu primeiro espetáculo em nome próprio. No mesmo ano, criou «DISNARRATIVO», uma espécie de vlog no Youtube, que manteve até 2025. Juntou-se ao leque de apresentadores do Curto Circuito, um programa da SIC Radical, em 2024.
CIÊNCIA | Entre riscos e pressão: aguenta, coração!
2026/07/23
Sabia que a doença cardíaca pode ser silenciosa durante anos? No primeiro episódio dedicado à saúde cardiovascular, a cardiologista Cristina Gavina e Filipa Galrão entram no coração da ciência para descodificar este órgão vital: como funciona, o que o põe em risco e como o devemos proteger.  A doença cardiovascular continua a ser a principal causa de morte no mundo, e Portugal não é exceção. Embora a evolução da doença não dê sinais evidentes, a boa notícia é que grande parte das patologias é evitável. Neste episódio, ficamos a saber como funciona o aparelho cardiovascular e quais são as doenças que afetam o coração, tais como o enfarte do miocárdio ou o AVC. Para apostar na prevenção, sabia que há três números mágicos que importa conhecer - o da tensão, o do colesterol e o da glicemia? A conversa não termina sem uma viagem pelos efeitos da ansiedade na saúde cardiovascular e pela derradeira pergunta: é verdade que podemos morrer de «coração partido»? Porque um coração saudável exige escolhas conscientes, e informadas ao longo da vida, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Yusuf S, et al. «Effect of potentially modifiable risk factors associated with myocardial infarction in 52 countries» (the INTERHEART study). Lancet. 2004;364(9438):937–52)  Nordestgaard BG, et al. «Fasting is not routinely required for determination of a lipid profile» (EAS/EFLM joint consensus. Eur Heart J. 2016;37(25):1944–58)  Ference BA, et al. «Low-density lipoproteins cause atherosclerotic cardiovascular disease» (EAS Consensus Statement. Eur Heart J. 2017;38(32):2459–72)  SCORE2 working group and ESC Cardiovascular Risk Collaboration. «SCORE2 risk prediction algorithms: new models to estimate 10-year risk of cardiovascular disease in Europe». Eur Heart J. 2021;42(25):2439–54.  Visseren FLJ, et al. «Guidelines on cardiovascular disease prevention in clinical practice» Eur Heart J. ESC 2021;42(34):3227–3337)  Vogel B, et al. «The Lancet women and cardiovascular disease Commission: reducing the global burden by 2030» (Lancet. 2021;397(10292):2385–2438)  Howard JP, Wood FA, Francis DP, et al. «Side Effect Patterns in a Crossover Trial of Statin, Placebo, and No Treatment» (SAMSON). J Am Coll Cardiol. 2021;78(12):1210–22.  BIOS Cristina Gavina Cardiologista, presidente da Sociedade Portuguesa de Cardiologia (2025-2027) e diretora de Cardiologia do Hospital Pedro Hispano (ULS Matosinhos). É professora na Faculdade de Medicina do Porto. Filipa Galrão  Estudou Comunicação Social e Cultural na Universidade Católica. Depois da Mega Hits e da Renascença, é agora uma das novas vozes da Rádio Comercial. Já deu à luz 1 livro infantil - Que Estranho! - e 2 filhos.
SOCIEDADE | Os jovens estão mais violentos?
2026/07/16
Será que os jovens estão mais agressivos ou os seus comportamentos é que se tornaram mais visíveis? Que tipo de violência predomina entre os adolescentes? No primeiro episódio dedicado ao tema, o psicólogo Ricardo Barroso e Hugo van der Ding traçam o mapa e os desafios da violência juvenil em Portugal. A ideia de que «a juventude está perdida» repete-se de geração em geração. No entanto, a evidência científica mostra que os jovens de hoje têm mais competências para identificar comportamentos abusivos do que no passado. Ainda assim, há dados inquietantes. Embora a violência física tenha diminuído, outras formas de agressão ganharam visibilidade e assumiram novas expressões, sobretudo no contexto digital e nas relações interpessoais. Da violência relacional (a mais frequente) à psicológica, da sexual à digital, o especialista explica os efeitos nas vítimas e os fatores associados aos comportamentos dos agressores. A dupla aborda ainda outras questões: qual o papel dos pais? Como, e quando, se promove a autorregulação emocional? E onde termina um conflito próprio do crescimento e começa um quadro de bullying? Para saber distinguir a perceção social dos dados científicos, não perca este [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS MOFFITT, Terrie E., «Adolescence-Limited and Life-Course-Persistent Antisocial Behavior» (Psychological Review,1993) «O que Se Passa na Infância Não Fica na Infância», Coord. Paulo Guerra e João Pedro Gaspar (Editora d’Ideias, 2024) Filme «Close» (2022), de Lukas Dhont «Risk and Protective Factors for Youth Violence» (U.S. Centers for Disease Control and Prevention) APAV para Jovens Escola Sem Bullying | Escola Sem Violência BIOS Ricardo Barroso Psicólogo, especialista em Psicologia da Justiça e em Psicologia Clínica pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. É professor na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade do Porto e investigador integrado no Centro de Psicologia da Universidade do Porto.  Hugo van der Ding  Locutor, criativo e desenhador acidental. Criador de personagens digitais de sucesso como a «Criada Malcriada» e «Cavaca a Presidenta», autor de um dos podcasts mais ouvidos em Portugal, «Vamos Todos Morrer», também escreve para teatro e, atualmente, apresenta o programa «Duas Pessoas a Fazer Televisão», na RTP, com Martim Sousa Tavares.
POLÍTICA | O mundo está menos democrático?
2026/07/09
Sabia que a democracia só ganhou a conotação positiva que hoje lhe atribuímos a partir da Segunda Guerra Mundial? Atualmente, cerca de 60% dos países vivem em regimes democráticos, mas será mesmo assim?  No último episódio de Pedro Magalhães, o politólogo analisa as origens, os significados e o estado de saúde da democracia contemporânea. Embora a definição de democracia continue a não ser universal, existem condições mínimas a reunir para que um regime seja considerado democrático: eleições livres e competitivas, sufrágio universal e alternância de poder.  Para muitos especialistas, há outros aspetos a ter em conta - tribunais independentes, liberdade de imprensa, direitos e liberdades de grupos minoritários são alguns deles. Neste episódio, abordam-se ainda outras questões: para que servem as eleições em regimes autoritários? E de que forma a polarização ou a desigualdade económica podem contribuir para o fim deste regime? Porque é importante estarmos atentos aos sinais de erosão democrática, e aos desafios que enfrentamos, não perca este episódio [IN]Pertinente. LINKS E REFERÊNCIAS ÚTEIS Møller, J., & Skaaning, S. E. «Seven Myths about Democracy» (Abingdon: Taylor & Francis, 2026)  Nord, M., Altman, D., Fernandes, T., God, A. G., & Lindberg, S. I. «Democracy Report 2026: Unraveling The Democratic Era» (University of Gothenburg: V-Dem Institute, 2026)  Dahl, R. A. «On democracy» (New Haven: Yale University Press, 1998)  BIOS Pedro Magalhães Investigador do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa. Doutorado em Ciência Política pela Ohio State University, estuda e tem publicado livros e artigos sobre temas como a opinião pública e eleições, entre outros.  Luana do Bem Humorista, já lançou o seu primeiro solo de Stand-Up no Youtube: «Crente». Autora do podcast "Contraluz", Luana do Bem faz também parte do painel do programa «Irritações».

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