
Advertise on podcast: Yuri Moraes
Rating
5from
This podcast has
579 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
Yuri MoraesExplicit
Yes
Date created
2021/04/25
Latest episode
2026/09/07
Average duration
90 min.
Release period
6 days
Description
Yuri Moraes Live. Rush Hush. O canal é uma incursão audiovisual na mente do artista multimídia e apresentador por trás de Turma do YUR, Ben-Yur, TV Churrasco 3D e do projeto musical YU. Um espaço onde cultura pop, filosofia e teoria da arte colidem, operando deliberadamente fora das demandas do algoritmo.
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Podcast episodes
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a gente parou de saber o que é arte? | 8 bit bros
2026/09/07
Finalmente o primeiro episódio do 8 BIT BROS com Yuri Moraes & Marco Antônio Machado tá no ar. esse é um formato inédito que a gente vem cozinhando há um tempo e, sendo honesto, deu um trabalho absurdo pra sair do papel. o maior desafio não foi nem a estética, mas a edição exaustiva pra fazer o áudio desse papo entre eu e o marco antonio machado casar com esse cenário de videogame clássico. eu e o marco somos amigos desde os 8 anos, e essa intimidade é a base de tudo. a ideia foi criar uma jornada visual onde a gente flutua no espaço enquanto tenta entender o que sobrou da "alma" da criação agora que a inteligência artificial domina a técnica. a gente fala sobre o medo de perder a magia ao estudar demais a arte e sobre o que realmente nos torna humanos nesse processo. o visual é de game, mas o programa é pra ser uma ponte. não é só pra quem é "cabeçudo" ou só pra quem é gamer; é pra qualquer um que queira uma conversa honesta sobre como é criar nesse mundo digital. como esse é o primeiro episódio de um formato que exigiu tanto esforço na edição, sua opinião é o que faz o trabalho valer a pena. comenta aí o que achou dessa experiência.
louis eugênio (escriba garimpeiro) | as máquinas de escrever em pleno século 21
2026/09/04
Louis Eugênio é o "Escriba Garimpeiro". Em um mundo que não para de digitar em telas, ele decidiu voltar para o metal e para a fita. Mas este não é um papo apenas sobre nostalgia ou mecânica: é sobre a beleza do objeto, a obsessão pela escrita e a trajetória de quem encontrou nas máquinas de escrever uma forma de enfrentar a depressão e a pobreza. De tradutor de médico nigeriano a entusiasta da cultura russa, Louis abre o estojo de uma vida tão analógica quanto fascinante.
joey ponzi (não é um talk show) | a conversa mais estranha que tivemos até agora
2026/08/17
Hoje o Joey apareceu.
Eu conheço o Joey há tempo suficiente para achar que sei para onde uma conversa com ele vai.
E quase sempre estou errado.
Muita gente conheceu o Joey recentemente pelo Não É Um Talk Show, da Jovem Pan, ao lado do Carioca.
Outros lembram dele do Broxada Sinistra.
Outros do TV Churrasco 3D.
E talvez isso explique parte do problema.
Outro dia fiquei pensando que existem pessoas que carregam uma quantidade anormal de histórias na cabeça.
Você pergunta sobre trabalho e acaba ouvindo sobre um playboy dos anos cinquenta. Pergunta sobre internet e acaba numa conversa sobre a Guerra de Suez. Tenta falar de carreira e, sem perceber, está discutindo lobisomens.
O Joey Ponzi é um pouco assim.
A gente começou falando dos amigos em comum, dos tempos de TV Churrasco 3D, dos projetos que quase aconteceram e daquela fase em que todo mundo parecia estar improvisando a própria vida. Em algum momento a conversa foi parar na geografia do Rio de Janeiro, na Tijuca, em figuras esquecidas da cidade e num filme que o Joey ainda quer fazer chamado O Lobisomem Tijucano em Botafogo.
Depois as coisas seguiram o caminho natural de qualquer conversa normal entre adultos responsáveis.
Terra Oca. Lua artificial. Sacis. Catolicismo. Umbanda. Experiências psicodélicas. Mercado imobiliário. Algoritmos. Paternidade. João Kléber.
O curioso é que nada disso parece desconectado quando vem dele.
Também falamos sobre envelhecer, criar um filho, ganhar dinheiro sem depender completamente da internet e aquela sensação de que algumas plataformas entendem melhor o que fazemos do que outras.
Não sei exatamente sobre o que foi esse episódio.
Mas acho que foi uma boa conversa.
os filmes de tribunal que provam que a verdade não importa
2026/08/14
No episódio de hoje, Adriano trouxe uma lista de filmes de tribunal e a conversa foi para lugares inesperados.
Falamos sobre Anatomia de uma Queda, O Veredicto, 12 Homens e uma Sentença, ...And Justice for All, Argentina, 1985 e vários outros filmes que usam julgamentos para falar de algo maior: poder, mentira, dinheiro, culpa e natureza humana.
Também passamos por Michael Mann, Tarantino filmando no iPhone, corporações destruindo cidades, Clint Eastwood e algumas obras-primas esquecidas que quase ninguém assistiu.
Porque no fim das contas os melhores filmes de tribunal raramente são sobre justiça.
São sobre pessoas.
notas cosplay
2026/08/10
Neste episódio do NOTAS, o programa onde Affonso Solano (Inteligência LTDA, MRG, Bunker X), Yuri Moraes (Ben-Yur, Furo MTV, Hermes e Renato, The Noite com Danilo Gentili) e Joey Ponzi (Isso Não é um Talk Show", Jovem Pan, Encaçapados) dão NOTAS para tudo, o trio dá suas NOTAS para o cosplay. As perucas impossíveis. As armaduras feitas de EVA que sobreviveram a guerras imaginárias. As fotos tiradas em corredores de evento. Os personagens obscuros que ninguém reconhece. Os que gastaram meses produzindo uma fantasia perfeita. E os que decidiram aparecer vestidos de Sailor Moon sem qualquer explicação plausível.
esses diretores tinham 20 anos
2026/08/07
o cinema não espera a maturidade chegar. neste episódio, mergulhamos no fenômeno dos diretores que, aos 20 anos, já estavam entregando obras-primas que muitos veteranos levam a vida inteira para tentar alcançar. como é possível ter esse nível de visão tão cedo?
além dos prodígios, o papo vai para lugares mais sombrios: discutimos a estética e o vazio das backrooms, e como a obsessão pode ser o motor (ou a ruína) de um criador.
no final, como sempre, tem aquela lista de indicações de filmes para quem quer ir além do óbvio.
o que você vai ver: • diretores prodígios: gênios aos 20 anos • backrooms e o medo do vazio • a psicologia da obsessão na arte • indicações de filmes (lista completa no final)
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franco fanti e por que ele abandonou tudo para morar na natureza
2026/07/27
O Franco Fanti esteve aqui no Coffee & Cigacasts. A gente começou falando sobre café que a gente nem gosta tanto e sobre a loucura burocrática de ter que justificar um centavo em editais de cinema.
Mas a conversa foi para um lugar bem diferente.
Ele me contou uma história sobre regressão e alienígenas que me pegou completamente desprevenido. É o tipo de relato que você não espera ouvir, mas que faz sentido quando alguém conta com honestidade.
Falamos também sobre coisas muito mais pesadas. Sobre o irmão dele, o Fausto. Sobre o meu pai. Sobre o que a gente faz com as ausências e como seguimos carregando as lembranças de quem já foi.
No fim, eu acabei dividindo com ele a minha experiência com meditação Vipassana. Aquele momento em que eu estava tentando encontrar silêncio absoluto e tudo simplesmente borrou de olho aberto.
Foi uma conversa vulnerável, estranha em alguns momentos e muito humana.
O episódio está inteiro aí.
Espero que esse papo faça algum sentido para vocês.
paula febbe, fantasmas familiares, bloqueio criativo
2026/07/24
Recebi a Paula Febbe para conversar um pouco. A gente tentou desvendar o mistério do carro da pamonha que roda São Paulo inteira. Ela acha que é uma família passando a gravação de geração em geração. Depois a conversa foi para lugares um pouco mais escuros. A Paula escreve livros de terror psicológico e atende como psicanalista. Falamos sobre Lacan e Freud e sobre como as pessoas mais perigosas são aquelas que têm certeza de que não têm problema nenhum para resolver.
Discutimos alguns filmes recentes que causam desconforto e como é muito assustador você descobrir que não conhece de verdade a pessoa que dorme do seu lado. Também lembramos de umas histórias bizarras de espíritos e daquela risada inexplicável que vazou no áudio quando a Sara Não Tem Nome gravou aqui. Foi uma conversa que foi para muitos lugares e não tentou concluir quase nada. O Coffee & Cigacasts é um pouco sobre isso. Ouve aí enquanto você lava a louça ou tenta pegar no sono.
descobrimos qual quentin tem a melhor filmografia
2026/07/17
Chegamos no CineYur 40 e decidimos transformar dois diretores chamados Quentin num campeonato de filmografia.
Quentin Tarantino vs Quentin Dupieux.
O episódio inteiro funciona assim.
Criamos 3 rounds.
No primeiro, os filmes se enfrentam por ordem cronológica. Primeiro filme contra primeiro filme, segundo contra segundo e por aí vai. Então vira coisas como Reservoir Dogs vs Steak, Pulp Fiction vs Rubber, Jackie Brown vs Wrong.
No segundo round, os filmes são comparados pela função dentro da carreira de cada diretor. O filme que consolidou a identidade do autor. O mais agressivo visualmente. O mais obcecado por identidade. O mais autoconsciente. O mais claustrofóbico.
E em algum momento a gente percebeu que estava discutindo The Hateful Eight vs Yannick como se isso fosse completamente normal.
No terceiro round a conversa vira quase uma discussão sobre o que realmente importa no cinema.
Melhor filme absoluto. Melhor roteiro. Originalidade. Personagens. Técnica. Impacto. Reassistibilidade.
Cada categoria vale ponto. Vitória vale um. Empate vale meio.
Só que depois de um tempo o placar começa a importar menos que a diferença entre os dois diretores.
O Tarantino parece alguém tentando transformar cinema em mito moderno.
O Dupieux parece alguém tentando descobrir até onde ainda dá pra brincar com um filme.
E talvez o episódio tenha acabado ficando exatamente sobre isso.
luiz thunderbird, a mtv e o pc siqueira
2026/07/13
luiz thunderbird no coffee & cigacasts.
eu conheço o luiz thunderbird faz muito tempo. a gente já conversou bastante ao longo dos anos. mas esse episódio ficou diferente dos outros. menos personagem. menos televisão. menos história sendo contada de forma organizada.
teve uma hora em que eu senti que a conversa simplesmente desistiu de tentar ser “um programa” e virou outra coisa. meio memória confusa. meio conversa cansada de madrugada. meio duas pessoas tentando entender o que aconteceu com a cultura, com a internet e talvez com elas mesmas no meio disso tudo.
o thunder fala da mtv brasil como alguém descrevendo um acidente que durou anos. e talvez tenha sido exatamente isso mesmo. uma emissora feita por gente que ainda não parecia totalmente treinada para existir na televisão.
a conversa passou por tv colosso, programas de madrugada, internet antiga, burnout, rock brasileiro e a sensação estranha de sobreviver tempo suficiente para ver certas coisas virarem arquivo histórico enquanto você ainda está aqui.
tem episódios que parecem entrevista. esse aqui ficou com cara de conversa que normalmente aconteceria depois que as câmeras fossem desligadas. talvez por isso eu tenha gostado tanto dele.
c4bal, o ódio do rap e o beat da senhorita
2026/07/06
Eu sempre acho estranho quando conheço alguém que, de algum jeito, já parecia existir na minha cabeça há muito tempo.
Foi meio isso com o C4BAL.
A gente tinha trocado algumas mensagens outro dia. Mas conversar mesmo foi aqui. E a conversa foi indo para uns lugares que eu honestamente não estava esperando.
Tem uma hora em que ele fala do Kanye West gravando no Brasil e parece quase uma memória inventada por alguém num fórum antigo da internet. Tem outra em que o assunto vira o cansaço de tentar continuar fazendo música quando a música deixa de parecer música e começa a parecer uma coisa industrial. Meio pesada. Meio burocrática. Meio triste.
Também tem uma história ótima sobre ganhar um Grammy com Chitãozinho & Xororó sem exatamente tratar aquilo como “o grande momento da vida”. O que eu acho mais interessante do que se ele tratasse.
E tem o Disco D. Talvez a parte mais estranha da conversa inteira. Porque algumas pessoas parecem ficar pairando na cultura mesmo depois que desaparecem.
Eu gosto quando os episódios daqui parecem menos entrevista e mais aquela situação em que duas pessoas continuam conversando mesmo depois de perceberem que o assunto já desviou completamente.
Talvez esse seja um desses.
Enfim. Tá aí.
E eu continuo escrevendo no Rush Hush também. Para quem gosta desse tipo de pensamento meio atravessado de madrugada.
por que os filmes de aventura de hoje são um lixo
2026/07/03
Eu estava tentando fazer uma lista sobre filmes de aventura com o Adriano. O problema de fazer lista é que você sempre acaba tendo que justificar para si mesmo o motivo de não colocar o filme que todo mundo esperava que você colocasse. A gente falou sobre o que faz uma jornada valer a pena no cinema, sobre como é sair de casa e voltar um pouco diferente.
Acabou entrando Jodorowsky, irmãos Coen e bastante Miyazaki. E a gente também falou sobre Don's Plum. Aquele filme do Leonardo DiCaprio com o Tobey Maguire que eles processaram o diretor para não sair, provavelmente porque perceberam que estavam parecendo os idiotas que eles realmente eram nos anos 90. É um filme estranho.
O episódio já está disponível.
thiago guimarães e por que friends é uma farsa
2026/06/29
Boa noite. Ou bom dia. Depende muito da hora que você resolveu abrir a internet hoje. Sentei para conversar com o Thiago Guimarães ( @OraThiago ) nesse episódio. Ele é uma das poucas pessoas que consegue analisar a cultura pop sem fazer a gente se sentir exausto. Falamos sobre coisas que talvez não tenham tanta importância no grande esquema do universo, mas que importam para quem gosta de ficar olhando para telas. Conversamos sobre como a internet mudou o jeito de assistir filmes e sobre aquela mentira muito bem contada chamada Friends. A gente cresce achando que a vida adulta vai ser um apartamento em Nova York cheio de amigos, e a verdade é bem menos interessante. Discutimos também a estética da fumaça no cinema, o porquê de não gostarmos tanto dos filmes do Christopher Nolan e como a inteligência artificial não parece estar democratizando nada, apenas acelerando coisas que já estavam ruins. Tem uma parte longa sobre cinema brasileiro e como a distribuição de filmes no nosso país é uma tristeza absurda. Espero que você encontre algum conforto nisso. Se quiser deixar tocando enquanto lava a louça, funciona muito bem.
você não usa a internet, você existe nela
2026/06/26
O Nick Farewell apareceu com a ideia de ligar a câmera e trazer o Jucelio para a mesa. O Jucelio é um advogado que escreve e pensa muito sobre como a internet está mudando a gente. É engraçado como uma simples observação sobre pessoas paradas no metrô pode puxar um fio tão longo na cabeça humana.
A conversa foi passando por essa ideia de que a gente não apenas entra na internet hoje em dia. A gente existe nela. O Jucelio chama isso de segunda alma. Ele diz que os nossos telefones são praticamente órgãos externos agora.
O Nick trouxe uns pontos muito bons e nós entramos nessa viagem sobre o que acontece quando uma inteligência artificial escreve um processo judicial com letras brancas só para enganar a máquina do outro advogado. É um negócio completamente surreal.
Também falamos bastante sobre o peso de ser cancelado em um lugar que simplesmente não tem um botão de apagar. A internet não perdoa e a gente ainda não sabe como lidar com isso do ponto de vista da lei.
No fim a conversa foi parar em implantes neurais, singularidade e nessa sensação estranha de que talvez o futuro já tenha começado faz tempo.
Eu realmente não tenho as respostas para nada disso.
o filme de terror que as pessoas têm medo de ver
2026/06/15
Eu e o Adriano sentamos de novo naquele estúdio que ainda cheira a carpete novo para falar sobre uma coisa que, se você parar para pensar, é meio doentia: filmes onde pessoas morrem de formas criativas.
O Adriano trouxe uma lista com dez filmes slasher. Eu percebi, enquanto ele falava, que o que me atrai nesses filmes não é a perfeição técnica. Na verdade, é quase o contrário. São as falhas, o baixo orçamento e aquela sensação de que o diretor estava tentando dizer algo muito sério com muito pouco dinheiro.
Falamos sobre John Carpenter e Wes Craven, que são os nomes óbvios, mas também sobre Michael Haneke, que fez um filme que eu não sei se quero ver de novo, mas fico feliz que exista.
No final, a gente ainda gastou um tempo considerável discutindo se Stanley Kubrick estava tentando nos avisar de algo em seu último filme antes de partir. E tem uma série polonesa sobre mandamentos bíblicos que o Adriano indicou e que parece ser a coisa mais triste e bonita que você vai ver este ano.
Enfim. É só uma conversa. Se você tiver um tempo livre e quiser ouvir dois caras falando sobre o que faz um filme resistir ao tempo, o vídeo está aí. Se não tiver, eu entendo perfeitamente. A vida anda bem ocupada para todo mundo.
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