
Advertise on podcast: DozeCast - Cardiologia
Rating
5from
This podcast has
246 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
Doze Por OitoExplicit
No
Date created
2021/07/13
Latest episode
2026/10/15
Average duration
61 min.
Release period
8 days
Description
Sejam bem-vindos ao Podcast da Doze Por Oito! Destinado a esmiuçar as nuances da Cardiologia e Medicina! De forma descontraída e didática, relembraremos junto com você aquilo que ja é sedimentado em nossa especialidade, mas acima disso, debateremos tudo aquilo que ainda nao é consenso entre os especialistas!
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Resistência diurética: quando a furosemida não funciona mais - Ft. Dra. Ivna Girard (DozeCast 244)
2026/10/15
Você dobrou a dose de furosemida, trocou para endovenosa… e o paciente continua congesto. Ele é resistente ao diurético, ou é você que ainda não encontrou o mecanismo certo?
Neste episódio do DozeCast, Dr. Victor Bemfica e Dra. Thaysa Louzada recebem a Dra. Ivna Girard, especialista em insuficiência cardíaca, transplante cardíaco e assistência circulatória mecânica, doutora pela USP, médica do Núcleo de Insuficiência Cardíaca do InCor e do Hospital Sírio-Libanês. Ivna é autora de uma meta-análise que comparou as estratégias de bloqueio sequencial do néfron, e traz para a mesa um raciocínio fisiopatológico que transforma a resistência diurética de "receita de bolo" em decisão clínica.
O destaque do episódio é que dobrar a dose indefinidamente não é estratégia. Todo bloqueio sequencial aumenta a diurese, mas cobra seu preço em distúrbios eletrolíticos e injúria renal. A escolha do segundo diurético deve ser guiada pelos eletrólitos: sódio, bicarbonato, potássio e magnésio. Ivna mostra como o bicarbonato acima de 27 aponta para a acetazolamida, e por que o iSGLT2 deveria estar presente desde a internação.
👨⚕️ Para cardiologistas, emergencistas, intensivistas, residentes e estudantes que manejam insuficiência cardíaca descompensada no PS, na enfermaria ou no consultório.
⏱️ CAPÍTULOS
00:00 Abertura e apresentação da Dra. Ivna Girard
03:00 Congestão e prognóstico na insuficiência cardíaca
05:55 O que é resistência diurética? Definições e prevalência
13:08 Fisiologia do néfron: glomérulo e o "rim hemodinâmico"
19:34 Túbulos e reabsorção de sódio: a base do bloqueio sequencial
22:08 Paciente congesto no PS: por onde começar o raciocínio
23:51 Adesão, restrição hidrossalina e absorção da furosemida
27:38 Conversão VO → EV e o DOSE trial
31:09 Avaliando a resposta: diurese em 2h e natriurese
33:50 Fenômeno de braking e o PUSH-AHF
41:28 Dobrar a dose ou associar? A meta-análise do bloqueio sequencial
45:38 iSGLT2 na descongestão
46:54 Tolvaptano e salina hipertônica ("salgadão")
50:25 Hidroclorotiazida: quando e qual dose (CLOROTIC)
53:21 Acetazolamida: ADVOR e alcalose de contração
55:55 Algoritmo prático: como escolher o segundo diurético
58:41 Espironolactona descongestiona? (ATHENA-HF)
1:00:40 Ultrafiltração e diálise na congestão refratária
1:04:18 Furosemida em bomba x bolus
1:09:03 Como desmamar o diurético
1:13:54 Albumina com furosemida: faz sentido?
1:15:00 Mensagens finais
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Siga também a Dra. Ivna no Instagram: @cardiopro
#ResistenciaDiuretica #Furosemida #InsuficienciaCardiaca #ICDescompensada #Diureticos #Hidroclorotiazida #Acetazolamida #BloqueioSequencial #Cardiologia #Emergencia #DozeCast #PodcastMedico
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https://mevclinic.mevbrasil.com.br/dozecast-ep32
Diretriz ESC 2026 de Insuficiência Cardíaca (DozeCast 243)
2026/10/08
A fração de ejeção levemente reduzida deixou de existir. Se a nova diretriz europeia mudou um nome que você usa todo dia, o que mudou de verdade na conduta?
Com a dupla Mateus Prata e Plínio Wolff, esse episódio percorre a Diretriz ESC 2026 de insuficiência cardíaca, apresentada em 28 de agosto, em uma das sessões mais lotadas do congresso europeu. O foco é a IC crônica. A IC descompensada fica para o próximo episódio. A diretriz brasileira vem logo aí, e este é o melhor aquecimento para compará-las.
O que você vai aprender:
O ponto mais polêmico: a simplificação tem um preço. Ao juntar tudo em "FE 50%", a diretriz estende recomendações classe 1 para o grupo de 41–49%, onde a evidência é bem mais frágil (o IECA, por exemplo, nunca teve estudo robusto de desfecho nessa faixa).
O mesmo vale para os antagonistas mineralocorticoides, que viraram classe 1 como grupo, apesar de a evidência na FE preservada vir da finerenona (FINEARTS-HF). Plínio e Mateus discutem onde a simplificação ajuda e onde exige individualizar.
Eles também discutem por que a espironolactona, com base no TOPCAT, é uma saída defensável no SUS.
Para quem é: cardiologistas, clínicos, residentes e estudantes que manejam IC e querem entender o que muda na prática antes da diretriz brasileira.
⏱️ Minutagem
00:00 Abertura
03:07 Impressões gerais
05:20 Níveis de evidência
08:18 Fração de ejeção: nova definição
12:06 IC descompensada e IC melhorada
17:09 Estágios A–D e prevenção
27:06 Diagnóstico e peptídeos por idade
31:21 Terapia médica fundamental: quarteto e dupla dinâmica
36:12 Antagonistas mineralocorticoides: finerenona x espironolactona
40:08 Titulação rápida e FE 41–49%
43:00 Terapia adicional: GLP-1 e tirzepatida
44:27 Digoxina e digitoxina
48:02 Ferro endovenoso
50:29 TRC, ablação de FA e TEER
54:36 Reabilitação e autocuidado
56:12 IC avançada
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Hashtags: #DozeCast #InsuficienciaCardiaca #DiretrizESC #ESC2026 #ICFEr #ICFEp #QuartetoFantastico #SGLT2 #Finerenona #Cardiologia #PodcastMedico #DozePorOito
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Quando a anticoagulação se torna um desafio - Ft. Dr. Guilherme Velho e Dr. Rodrigo Noronha (Especial Dia Mundial do Coração - DozeCast 242))
2026/09/29
Uma paciente com leucemia sangra, tem um AVC e mesmo assim precisa continuar protegida contra o próximo. Um militar cai do cavalo em vigência de anticoagulante e quase perde a perna.
Na teoria, a diretriz resolve. Na prática, o paciente não leu a diretriz.
Fechando com chave de ouro a série especial em parceria com a Boston Scientific pelo Dia Mundial do Coração (29/09), o DozeCast recebe o doutor Guilherme Velho, cardiologista e diretor científico da MedVox, e o doutor Rodrigo Noronha, cardiologista clínico, PhD pela USP e chefe do Serviço de Cardio-Oncologia da Beneficência Portuguesa.
A conversa parte de casos reais para discutir o que fazer quando a anticoagulação, que deveria proteger o paciente, se torna ela mesma um risco.
O que você vai aprender:
📌 Por que o HAS-BLED não captura riscos reais como invasão tumoral gastrointestinal, fragilidade e risco de queda
📌 Os limites da varfarina no Brasil — baixo TTR e falta de acesso aos DOACs por questão financeira
📌 O erro mais comum na prescrição de apixabana e o impacto disso na proteção do paciente
📌 O racional biológico por trás da oclusão do apêndice atrial esquerdo
📌 CLOSURE-AF vs. CHAMPION-AF: por que dois estudos do mesmo ano, com populações diferentes, chegaram a resultados opostos
📌 Como conduzir o pós-procedimento em pacientes oncológicos, plaquetopênicos e com angiopatia amiloide
📌 O que o InReach Trial muda na conduta após hemorragia intracraniana
📌 Por que individualizar — e não seguir a diretriz de forma populacional — é a mensagem central da discussão
O ponto mais provocativo do episódio vem quando os convidados trazem o InReach Trial: em pacientes que sangraram na cabeça, retornar à anticoagulação entre duas e quatro semanas, como a diretriz orienta, não reduziu o risco de AVC e ainda aumentou o sangramento.
Na prática, a minoria desses pacientes retorna mesmo à anticoagulação, ficando sem nenhuma proteção. É exatamente nesse gap entre diretriz e realidade que a oclusão do apêndice atrial pode aparecer como resposta.
Para quem é esse episódio: cardiologistas, residentes e estudantes que lidam com fibrilação atrial e precisam decidir o que fazer quando o paciente à frente não se encaixa em nenhum trial.
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Hashtags: #FibrilaçãoAtrial #Anticoagulação #Cardiologia #AVC #OclusãoDeApêndiceAtrial #DOAC #CardioOncologia #HASBLED #DiaMundialDoCoração #BostonScientific #DozeCast #Cardiologistas
Reta final para o TEC: os temas que mais caem e as atualizações de 2025 | (Especial DozeTEC)
2026/09/17
A prova do TEC está chegando, e estudar apenas o que você já viu pode não ser suficiente. Em 2025, novas atualizações mudaram pontos importantes de diretrizes que aparecem com frequência na prova de título de especialista em Cardiologia.
Neste episódio especial do DozeCast para o DozeTEC, Victor Bemfica e William Batah fazem uma revisão estratégica da reta final: passam por temas centrais e destacam as principais mudanças recentes, mostrando como esses assuntos costumam ser cobrados nas questões.
A proposta não é fazer uma revisão enciclopédica. É organizar o raciocínio para você identificar o que merece atenção máxima agora. Especialmente os conteúdos em que uma mudança de recomendação pode transformar uma alternativa aparentemente correta na pegadinha da prova.
📌 Hipertensão arterial sistêmica: a nova meta de 130/80 mmHg e a pegadinha clássica das metas em pacientes idosos e de diferentes categorias de risco.
📌 Dislipidemias: o escore PREVENT, as metas de LDL-colesterol e colesterol não-HDL e a importância de dosar Lp(a) pelo menos uma vez na vida.
📌 Fibrilação atrial: o CHA₂DS₂-VA, a retirada do sexo feminino como fator de risco isolado, a nova janela para cardioversão e as principais decisões envolvendo anticoagulação.
📌 Anticoagulação na fibrilação atrial: situações especiais, ajuste de dose dos anticoagulantes orais diretos, próteses valvares, terapia antitrombótica após síndrome coronariana aguda ou angioplastia e anticoagulação após ablação.
📌 Dor torácica e síndrome coronariana aguda: protocolo de 0–1 hora com troponina ultrassensível, escore HEART, ADD-RS, PERC, critérios de Sgarbossa modificados por Smith e padrões eletrocardiográficos de oclusão coronariana sem supradesnivelamento clássico.
📌 Insuficiência cardíaca: classificação por fração de ejeção e os quatro pilares do tratamento da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida — um dos assuntos mais recorrentes no TEC.
📌 Arritmias geneticamente determinadas: síndrome do QT longo, critérios de Schwartz, diferenças entre os principais genótipos, drogas a evitar e o papel dos betabloqueadores, com destaque para propranolol, nadolol e mexiletina em situações específicas.
📌 Estenose mitral: os pontos de avaliação clínica, ecocardiográfica e terapêutica que podem aparecer em um caso de valvopatia.
📌 Estenose aórtica e TAVI: como organizar a avaliação da gravidade, da indicação de intervenção e da escolha da estratégia terapêutica.
📌 Propedêutica cardiovascular: os dados do exame clínico e dos métodos complementares que ajudam a resolver questões de diagnóstico e gravidade.
📌 Miocardiopatias: o diferencial entre fenocópias, o tratamento sintomático, a prevenção de morte súbita e os red flags que devem levantar a suspeita de amiloidose cardíaca.
📌 Cardiopatias congênitas — comunicação interatrial: o tipo mais comum de CIA, a associação com drenagem anômala de veias pulmonares e os critérios de abordagem.
Cardiologistas, residentes, pós-graduandos e candidatos à prova de título de especialista em Cardiologia que estão na reta final de preparação para o TEC-SBC de 2026 e precisam priorizar os temas mais recorrentes, revisar as atualizações de 2025 e transformar diretrizes em raciocínio de prova.
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Arritmia Ventricular: o que fazer quando o Holter acusa extrassístoles - Ft. Dr. Hugo Bellotti (DozeCast 240)
2026/09/10
Metade de todas as mortes cardiovasculares do mundo é morte súbita por arritmia ventricular.
E boa parte delas começa com um achado que você recebe toda semana no consultório: uma extrassístole ventricular no Holter.
A pergunta que separa o inofensivo do fatal não está na extrassístole, está no que você olha antes dela.
Neste episódio, Diandro Mota e Fernanda Justo recebem o Dr. Hugo Bellotti, eletrofisiologista formado no Dante Pazzanese e no InCor e hoje responsável pelo setor de eletrofisiologia invasiva do Dante Pazzanese.
Um dos maiores nomes brasileiros em ablação de taquicardia ventricular, ele constrói aqui o raciocínio completo, da anamnese ao teste genético, do beta-bloqueador à punção epicárdica, com foco na realidade brasileira, incluindo o paciente chagásico.
O ponto que derruba um hábito consolidado: "via de saída de VD" não é sinônimo de extrassístole benigna.
O Dr. Hugo é direto ao dizer que extrassístoles capazes de deflagrar fibrilação ventricular podem sair de qualquer lugar, inclusive de lá.
E traz o caso de uma paciente com apenas 1% de densidade, todas isoladas, que evoluiu para morte súbita abortada e hoje vive com CDI.
O que a condenava não era a quantidade: era o acoplamento ultracurto caindo sobre o pico da onda T.
Densidade tranquiliza, morfologia decide.
Para quem é esse episódio Cardiologistas, arritmologistas, residentes e estudantes que recebem laudos de Holter com extrassístoles ventriculares e precisam decidir entre observar, medicar ou encaminhar para ablação.
⏱️ Capítulos
00:00 — Abertura e quem é o Dr. Hugo Bellotti
02:08 — MEV Global 2026: desconto para ouvintes do DozeCast
04:01 — Metade das mortes cardiovasculares é súbita
07:57 — Os três pilares diante de uma extrassístole
11:53 — O eletro antes do Holter: V1, plano frontal e repolarização
13:30 — Acoplamento curto, R sobre T e o caso da paciente com CDI
17:57 — Localizando o foco pelo ECG e o mito da via de saída de VD
21:21 — Quantificação: 10%, 21% e por que o Holter oscila
25:21 — Eco, ressonância, ergométrico, PET e teste genético
30:15 — Quando tratar: fármacos, magnésio e a eficácia real
34:13 — Ablação: sucesso, complicações e decisão compartilhada
40:41 — Cardiopatia estrutural: isquêmico x não isquêmico
43:37 — Chagas e a técnica brasileira de punção epicárdica
53:43 — Mapeamento eletroanatômico e o atraso tecnológico do SUS
01:05:49 — Mensagens finais do Dr. Hugo
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#ExtrassistoleVentricular #ArritmiaVentricular #MorteSubita #Eletrofisiologia #AblacaoCardiaca #TaquicardiaVentricular #DoencaDeChagas #Holter #Eletrocardiograma #Cardiologia #DozeCast #PodcastMedico
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O MEV Global 2026 é voltado a cardiologistas e demais médicos que querem entender, com rigor científico, como fatores de estilo de vida impactam risco cardiovascular na prática clínica.
Acontece nos dias 18, 19 e 20 de setembro, em São Paulo, e reúne mais de 500 médicos com palestrantes de referência nacional e internacional. É o maior evento de Medicina do Estilo de Vida fora dos EUA.
Condição especial de inscrição para quem ouve este podcast:
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Cardiopatia na gestação: do risco materno ao que você pode ou não pode prescrever - Ft. Dr Fábio Bruno (DozeCast 239)
2026/09/03
27% das mortes maternas têm causa cardiovascular. E, mesmo assim, boa parte de nós, cardiologistas, ainda patina quando o pedido de parecer vem de uma gestante.
Nesse episódio, Plínio Wolff e Fernanda Justo recebem o Dr. Fábio Bruno, chefe do serviço de cardiopatia e gravidez do Instituto Dante Pazzanese, que também atua no Samaritano e na BP e é mestre pela USP.
São 26 anos dedicados a esse tema, e o resultado é uma aula prática sobre um assunto que a maioria dos cardiologistas só encontra na hora H, sem estar preparado.
O ponto mais delicado da conversa é quando o Dr. Fábio expõe a realidade das pacientes classificadas como risco 4 pela OMS — mortalidade materna acima de 30% — e explica por que essa decisão nunca deveria ser tomada sozinho, mas em heart team e junto com a paciente.
Ele também relembra o caso de uma cardiomiopatia periparto que precisou de ECMO e transplante no mês passado, reforçando que sintomas banais de fim de gestação podem, na verdade, ser o início de uma descompensação grave.
Para quem é esse episódio: cardiologistas, residentes e estudantes que já ficaram inseguros diante de um parecer de gestante cardiopata — e querem parar de patinar nesse assunto.
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#CardiopatiaEGestação #CardiologiaObstétrica #GravidezDeAltoRisco #CardiomiopatiaPeriparto #AnticoagulaçãoNaGestação #InsuficiênciaCardíaca #Cardiologia #Obstetrícia #ResidênciaMédica #DozeCast
📍 Minutagem:
00:00 – Abertura e apresentação do Dr. Fábio Bruno
02:40 – Por que cardiopatia na gestação é o "calcanhar de Aquiles" do cardiologista
04:26 – Alterações fisiológicas e hemodinâmicas da gravidez
09:18 – Dispneia fisiológica x sinal de alerta: o desafio diagnóstico
11:20 – Tomografia, ressonância e contraste na gestante: pode ou não pode?
15:16 – Estratificação de risco materno: score da OMS e CARPREG II
19:57 – Risco 4 e a discussão sobre interrupção da gestação
25:56 – Anti-hipertensivos: o que usar e o que evitar
33:14 – Tratamento da IC sem o "quarteto fantástico"
38:52 – Anticoagulantes: varfarina, heparina e prótese mecânica
48:09 – Cardiomiopatia periparto: diagnóstico, bromocriptina e o estudo REBIRTH
59:19 – Planejamento pré-concepcional e anticoncepção na cardiopata
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Acontece nos dias 18, 19 e 20 de setembro, em São Paulo, e reúne mais de 500 médicos com palestrantes de referência nacional e internacional. É o maior evento de Medicina do Estilo de Vida fora dos EUA.
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Forame oval patente: do achado acidental até a causa do AVC (DozeCast 238)
2026/08/27
Duas em cada dez pessoas carregam essa comunicação no coração sem nunca saber, e boa parte só descobre quando um AVC aparece do nada.
O forame oval patente é o verdadeiro culpado? Ou só um espectador inocente no ecocardiograma?
Para destrinchar um dos temas mais comuns (e mais mal compreendidos) da prática cardiológica, o Mateus Prata e William Batah somam forças.
O motivo desse papo ser essencial agora: a angiotomografia tem aumentado muito o diagnóstico incidental de FOP, e cada vez mais colegas ficam na dúvida sobre o que fazer com esse achado.
Neste episódio você vai aprender:
📌 O que realmente é o forame oval patente e por que 25% dos adultos (2 bilhões de pessoas no mundo) mantêm essa "válvula" aberta
📌 Os dois achados ecocardiográficos que mais aumentam o risco de AVC pelo FOP: mais de 20 microbolhas e aneurisma do septo interatrial
📌 Como usar o RoPE Score e a classificação PASCAL para saber se aquele FOP é mesmo o responsável pelo AVC
📌 O fluxograma completo de investigação (eco transtorácico, transesofágico, doppler transcraniano e angiotomografia) e quando pedir cada exame
📌 Os números reais dos grandes estudos (CLOSURE, RESPECT, CLOSE, REDUCE, DEFENSE-PFO): o que a redução relativa de 60% no risco de AVC significa na prática
📌 Como é feito o fechamento percutâneo com a prótese tipo duplo-disco (Amplatzer), passo a passo
📌 As complicações que todo cardiologista precisa discutir antes de indicar o procedimento, da fibrilação atrial à embolização do dispositivo
📌 Platipneia-ortodeoxia, mergulho e viagens de avião: os cenários menos óbvios em que o FOP faz toda a diferença
Minutagem:
00:00 Abertura e convite para o MEV Global
01:07 O que é o forame oval patente e evidências da associação com AVC
07:09 Achados de alto risco no eco e mecanismos de embolização
08:07 Doenças associadas: migrânia, platipneia-ortodeoxia, mergulho e astronautas
14:58 Investigação do AVC: cardioembólico, criptogênico e ESUS
20:44 Fluxograma diagnóstico do FOP
24:26 RoPE Score e classificação PASCAL
28:44 Os estudos que mudaram a prática e quem deve fechar o FOP
32:44 O procedimento e suas complicações
38:00 Recapitulação, direções futuras e encerramento
O ponto mais provocador do episódio: mesmo com redução relativa de até 60% no risco de AVC recorrente, o benefício absoluto do fechamento é pequeno. O NNT varia de 32 a 200 dependendo do estudo.
Ou seja, a decisão de fechar (ou não) um FOP passa muito mais pela seleção certa do paciente, via RoPE Score e critérios PASCAL, do que por indicação em massa.
E pra quem encontra um FOP "de passagem" num exame de rotina, sem AVC nem sintoma nenhum: hoje, ainda não existe evidência para fechar.
Para quem é esse episódio: cardiologistas, neurologistas, clínicos e residentes que atendem pacientes jovens com AVC criptogênico, ou que já ficaram na dúvida na frente de um FOP achado "sem querer" no eco.
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Microplástico: o novo fator de risco cardiovascular? - Ft. Fernanda Batista, PhD (DozeCast 237)
2026/08/20
Microplástico já foi encontrado na placenta, no sêmen, no cérebro e até dentro da placa de ateroma da carótida.
A dúvida que fica: isso é causa de doença cardiovascular ou só um espectador que estava passando por ali?
Para destrinchar esse tema, o DozeCast recebeu Fernanda Batista, farmacêutica pela USP Ribeirão Preto, com mestrado, doutorado e pós-doutorado pela USP São Carlos e coordenadora do Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Dante Pazzanese.
Fernanda lidera pesquisas próprias sobre microplásticos em pacientes cardiopatas e traz uma leitura rigorosa, sem sensacionalismo, sobre um assunto que virou febre nas redes sociais.
O dado que mais chama atenção no episódio: num estudo com pacientes de cateterismo, microplástico no sangue apareceu em 84% dos casos de infarto com supra de ST.
Mas quando tabagismo e poluição do ar entraram na conta, esse número foi pra 100%. Ou seja, antes de acusar o pote de plástico da cozinha, talvez o fator de risco de sempre ainda seja o verdadeiro responsável pela história.
Episódio para cardiologistas, residentes e estudantes que já foram questionados por um paciente sobre microplástico e não sabiam bem o que responder.
⏱️ Minutagem:
00:00 Abertura do episódio
01:45 Apresentação da convidada Fernanda Batista
02:38 O estudo que colocou o microplástico no radar da cardiologia
03:37 Devo me preocupar com plástico no dia a dia?
07:03 O que é microplástico e nanoplástico, na prática
10:01 Por que aquecer comida em plástico acelera a exposição 11:50 As três vias de absorção: pele, inalação e ingestão
13:40 Bioacumulação na cadeia alimentar
16:01 Cosméticos, garrafa de água e poluição do ar como fontes
19:19 Como o plástico é formado, na prática
20:38 Em quais tecidos do corpo já se encontrou plástico
22:26 Dentro do estudo da carótida: placa, macrófago e hazard ratio 5
23:28 O estudo de julho com pacientes de cateterismo
27:34 Por que ainda não existe padronização pra medir microplástico
29:08 Os fatores confundidores que todo estudo precisa descartar
31:01 Tabagismo e poluição do ar: o verdadeiro fator por trás dos números
35:11 Os dois estudos do Instituto Dante Pazzanese
41:22 O mito dos 5 gramas de plástico por semana
44:41 O que o cardiologista deve (e não deve) fazer no consultório
46:52 "Detox de microplástico": por que essa promessa não existe
51:50 Os números globais da produção de plástico
56:40 Recado final: confie na ciência
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Acontece nos dias 18, 19 e 20 de setembro, em São Paulo, e reúne mais de 500 médicos com palestrantes de referência nacional e internacional. É o maior evento de Medicina do Estilo de Vida fora dos EUA.
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Anabolizantes e a saúde cardiovascular - Ft. Dra. Luciana Oliveira (DozeCast 236)
2026/08/13
Seu paciente treina pesado, tem exames "impecáveis" e quase nunca fala sobre uso de atalhos químicos.
Até o dia em que chega ao pronto-socorro. Quanto você
realmente sabe sobre o paciente que usa anabolizantes?
Neste episódio, William Batah e Fernanda Justo recebem a Dra. Luciana Oliveira, endocrinologista pela UFPR, mestre pela UNIFESP e preceptora do ambulatório de endocrinologia do exercício, para destrinchar um tema que a cardiologia não pode mais ignorar.
Luciana também lidera uma plataforma de notificação de complicações do uso indevido de hormônios e implantes no Brasil, o que dá ao episódio uma visão rara de quem lida com as consequências reais desse uso na prática.
📌 O que você vai aprender:
A epidemiologia real do uso de anabolizantes no Brasil, da academia às escolas, e por que os números são sempre subestimados
A diferença entre hormônio androgênico e anabolizante, e por que isso muda a forma como você pergunta sobre o assunto
Como funcionam os ciclos de bulking e cutting, os principais ésteres de testosterona e suas meias-vidas
O que é a TPC (terapia pós-ciclo) e por que ela importa para quem trata esses pacientes depois
Como interpretar dosagem de testosterona corretamente. variação circadiana, SHBG, e os erros mais comuns de coleta
O que os estudos TRAVERSE (NEJM 2023), a coorte dinamarquesa (Circulation 2025) e o Lancet 2026 realmente mostram sobre risco cardiovascular
As comorbidades psiquiátricas associadas, de transtorno de humor a maior risco de comportamento criminoso
Como conduzir a anamnese e o manejo desse paciente sem julgamento, incluindo desmame e uso de inibidores de aromatase e hCG
O ponto mais provocador do episódio: o TRAVERSE, muitas vezes citado como "prova" de que a testosterona é segura, estudou uma população doente, com metade já com doença cardiovascular estabelecida, usando doses fisiológicas sob monitorização rigorosa, o oposto do que acontece nos ciclos suprafisiológicos do mundo real. Já a coorte dinamarquesa mostrou até 3x mais risco de infarto e 9x mais risco de cardiomiopatia em usuários, e o Lancet 2026 reforça: um terço de toda testosterona prescrita é off-label, com mais risco de eventos cardiovasculares maiores e mortalidade geral.
Esse episódio é para todo cardiologista, residente e estudante que já se deparou, ou vai se deparar, com um paciente que nunca contou que usa hormônios, até o exame ou o evento revelar.
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Betabloqueadores na prática (DozeCast 235)
2026/08/06
Qual o melhor betabloqueador? A resposta clássica é "depende", mas dessa vez ela realmente faz sentido.
Neste episódio, Thaysa Louzada e William Batah destrincham por que existem tantos betabloqueadores diferentes e como escolher o certo para cada paciente.
Um dos fármacos mais prescritos na cardiologia também é um dos que mais geram dúvida na hora H: trocar carvedilol por metoprolol no plantão, decidir entre tartarato e succinato na emergência, ou simplesmente lembrar "quanto eu começo mesmo?".
Neste episódio 235 do DozeCast, a dupla constrói um raciocínio clínico para você olhar para o paciente e saber exatamente qual betabloqueador faz sentido para ele.
📌 O que você vai aprender:
A diferença real entre bloqueio β1, β2 e α1, e por que isso muda a escolha do fármaco
Por que carvedilol costuma controlar melhor a pressão em pacientes hipertensos
As três gerações de betabloqueadores e o papel do perfil metabólico do nebivolol
Lipofilicidade vs hidrofilicidade: o que isso significa na prática renal e hepática
Qual betabloqueador escolher em ICFER, FA, angina estável, QT longo, hipertireoidismo e tremor essencial
Tartarato x succinato de metoprolol: qual usar na emergência e por quê
Se existe (ou não) uma tabela oficial de equivalência de dose entre betabloqueadores
O ponto mais provocador do episódio: não existe tabela oficial validada de equivalência entre betabloqueadores, apenas aproximações de potência.
E mais: trocar pela "dose equivalente" pode ser o maior erro na prática, porque na maioria das vezes a troca acontece justamente por causa de um efeito colateral (hipotensão, bradicardia, broncoespasmo), o que exige começar abaixo da equivalência e titular.
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Segunda Definição Universal de Insuficiência Cardíaca (DozeCast 234)
2026/07/30
Uma FEVE de 39% é IC com fração reduzida.
Uma de 41%, não. Você já parou para pensar em que evidência fisiopatológica esse corte se apoia? A resposta incomoda: nenhuma. Ele é arbitrário e a 2ª Definição Universal de Insuficiência Cardíaca finalmente assume isso.
Neste episódio, Dr. William Batah e Dr. Plínio Wolf destrincham o documento que reorganiza o modo como diagnosticamos, classificamos e acompanhamos IC. Não é um episódio sobre tratamento. É sobre o alicerce conceitual em cima do qual todo o tratamento é construído e que acabou de mudar.
📌 O que você vai aprender:
Por que clínica isolada nunca foi suficiente para diagnosticar IC, e o que a nova definição exige além dos sinais e sintomas
O que significa tratar pré-IC: SOLVD mostrou 29% de redução de morte em assintomáticos com FEVE35%, e o STOP-HF reduziu disfunção ventricular em 45% rastreando BNP
Por que IC é filme, e não foto, e o que muda quando você passa a enxergar estágios A a D como uma linha contínua
IC com FEVE melhorada: 26 a 46% de prevalência, mas metade recai em 3,5 anos. Quem melhora de verdade, e como prever
Os preditores de remodelamento reverso que valem mais que a FEVE: ausência de realce tardio (11x), etiologia não isquêmica (4,7x), ganho de strain
Por que a nova classificação etiológica em 17 causas não é preciosismo acadêmico, mas mudança de conduta
Worsening heart failure: o conceito que não é IC descompensada nem IC avançada, e carrega 40% de morte ou hospitalização em um ano
Por que a etiologia da IC no Brasil não é a mesma da Europa, e o custo de generalizar diretrizes
O destaque do episódio: mesmo com o Quarteto Fantástico reduzindo 64% da morbimortalidade na ICFEr, o risco residual permanece em 16 eventos cardiovasculares por 100 pacientes-ano.
A nova definição existe justamente para nomear o que esse número esconde, e para orientar o que fazer com os pacientes que continuam piorando apesar do tratamento máximo.
Para cardiologistas, residentes e estudantes que querem entender IC pela lógica, não pela decoreba de cortes numéricos.
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#InsuficiênciaCardíaca #DefiniçãoUniversalIC #FEVE #ICFEr #ICFEp #FEVEMelhorada #RemodelamentoReverso #WorseningHeartFailure #Cardiologia #Medicina #DozeCast #CardiologiaClínica
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Estresse realmente mata? O que a cardiologia sabe (e o paciente não) - Ft. Dra. Regina Chamon (DozeCast 233)
2026/07/23
Você já deve ter dito pro paciente "você precisa cuidar desse estresse" e parou por aí. Mas o que a ciência realmente sabe sobre o elo entre estresse e coração vai muito além do óbvio.
Neste episódio, Mateus Prata e Victor Bemfica recebem a Dra. Regina Chamon, hematologista, especialista em Medicina do Estilo de Vida e uma das maiores referências em gerenciamento de estresse do Brasil: host do podcast Desestresse e autora do livro "Desestresse: Ciência e prática para uma vida mais leve e saudável". Um bate-papo direto sobre como transformar esse "fator de risco invisível" em conduta prática de consultório.
Você pode acompanhar a Dra. Regina em usas redes sociais (@drasanguebom). Caso tenha interesse na capacitação dela em gerenciamento de estresse, segue o link: https://desestresse.com/capacitacao
📌 O que você vai aprender:
Por que o estresse psicossocial aparece em terceiro lugar entre os fatores de risco cardiovascular no estudo INTERHEART, atrás só de tabagismo e colesterol
Os mecanismos biológicos que ligam estresse crônico a hipertensão, aterosclerose e trombose
Quais ferramentas realmente medem estresse na prática (e por que cortisol salivar costuma mais confundir do que ajudar)
O ranking de evidência das intervenções que funcionam, do sono à técnicas de meditação
O ponto que mais provoca é simples: estresse não é só mais um item na lista de fatores de risco.
Ele piora todos os outros: sono, alimentação, sedentarismo, tabagismo, álcool. Ao mesmo tempo. Ignorar isso na consulta é deixar de tratar a causa que alimenta as demais.
Para quem já sente que trata o estresse do paciente "de orelhada" e quer finalmente saber o que fazer com essa informação.
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Maconha, Álcool e Coração (DozeCast 232)
2026/07/16
Um paciente jovem, sem fator de risco clássico, chega com infarto. Ele não fumou, não tem colesterol alto, não é diabético. Mas relata uso frequente de maconha e bebidas alcoólicas.
Neste episódio do DozeCast, Diandro e Thaysa mergulham em duas substâncias que acompanham a humanidade há milênios e que colocam o cardiologista moderno diante de decisões clínicas que exigem evidência, não moralismo.
Da cerveja de 13 mil anos encontrada em rituais funerários à cannabis usada em cerimônias no Pamir há 2.500 anos, o episódio começa pela história para depois destrinchar, bloco a bloco, o que a ciência cardiovascular mais recente realmente mostra.
📌 O que você vai aprender:
Por que uma metanálise de 2025 no Heart associou cannabis a risco quase dobrado de morte cardiovascular
Como um estudo do JAMA encontrou risco de infarto até 6 vezes maior em usuários jovens e sem comorbidades
Por que fumar maconha entra na lista dos principais gatilhos agudos de infarto, ao lado de cocaína e refeição pesada
Os mecanismos fisiopatológicos que conectam THC a vasoespasmo coronariano e disfunção endotelial
Por que a randomização mendeliana derrubou o mito do "paradoxo francês" e do álcool cardioprotetor
O motivo pelo qual o binge drinking é mais perigoso que o consumo distribuído mesmo com a mesma quantidade total
Como perguntar sobre uso de substâncias na anamnese sem gerar julgamento
Recomendações práticas de redução de danos para pacientes que não pretendem parar
O ponto que mais provoca debate no episódio: o estudo CARDIA, que acompanhou adultos por 25 anos, não encontrou associação entre cannabis e doença cardiovascular. Um contraponto que os próprios apresentadores fazem questão de discutir com honestidade científica, mostrando que a evidência ainda está em construção, mesmo com o peso geral apontando para cautela.
Esse episódio é para o cardiologista, residente ou estudante que atende no pronto-socorro, no ambulatório ou na enfermaria e que precisa saber, na prática, o que perguntar e como orientar pacientes que usam álcool e cannabis.
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Síndrome Aórtica Aguda 2.0 - Ft. Dr. Vinícius Correia (DozeCast 231)
2026/07/02
Dor torácica em rasgando, início súbito, irradiando para o dorso. É isso que os livros ensinam, mas não é só isso que você vê na vida real. E o tempo, nesse caso, é o seu maior inimigo: a mortalidade pode chegar a 1 a 2% por hora nas primeiras 24 a 48 horas.
Neste episódio, recebemos o Dr. Vinícius Correia, cardiologista do Incor-SP e do Hospital Sírio-Libanês, para destrinchar o manejo das Síndromes Aórticas Agudas com base nas diretrizes mais recentes da ESC 2024 e ACC/AHA 2022. Um tema subdiagnosticado, extremamente letal, e que exige raciocínio rápido à beira-leito.
📌 O que você vai aprender:
Por que as doenças da aorta são tão subnotificadas e por que isso é perigoso
As diferenças entre dissecção, hematoma intramural e úlcera aterosclerótica penetrante
Os triggers e fatores de risco que todo cardiologista precisa ter no radar
Como usar o escore ADD-RS combinado ao D-dímero para não deixar o diagnóstico passar
O papel do ECO point of care (FoCUS) na suspeita de SAA
O protocolo de controle de dor, FC e PA na fase aguda e como prescrever esmolol e nitroprussiato na prática
Quando indicar cirurgia de emergência x tratamento clínico no Stanford B
As particularidades do hematoma intramural e da úlcera penetrante, que não seguem as mesmas regras da dissecção clássica
Esse episódio é para quem atua em emergência, UTI ou ambulatório de cardiologia e precisa decidir rápido diante de uma possível catástrofe aórtica.
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#SíndromeAórticaAguda #DissecçãoDeAorta #HematomaIntramural #ÚlceraPenetranteDeAorta #ADDRS #Cardiologia #EmergênciaCardiológica #UTICardiológica #ESCGuidelines #PenseAorta #DozeCast #CardiologiaNaPrática
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Morte súbita no Esporte - Ft. Dra. Luciana Janot (DozeCast 230)
2026/06/25
O coração estava perfeito na autópsia. E mesmo assim foi a causa de óbito do atleta. Como isso é possível e por que isso muda tudo o que achávamos saber sobre morte súbita no esporte?
Neste episódio, Fernanda Justo e Mateus Prata recebem a Dra. Luciana Janot para desmontar, ponto a ponto, o que há de mais atual sobre emergências cardiovasculares no esporte, unindo ACC/AHA 2025, ESC 2020, SBC/SBMEE 2019 e o novo Posicionamento SBC de Emergências em Eventos Esportivos (2026).
📌 O que você vai aprender:
Por que a morte súbita inexplicada (coração normal à autópsia) já supera a MCH como achado mais frequente em atletas jovens
Onde está hoje o debate ECG-para-todos: modelo americano vs. europeu vs. brasileiro, e por que a pergunta certa não é "qual exame" e sim "que infraestrutura sustenta a triagem"
Quando pedir teste de esforço, teste cardiopulmonar e eco avaliação cardiovascular do esportista
A regra de ouro que mais salva vidas: por que todo atleta caído e não responsivo deve ser tratado como PCR até prova em contrário
Por que o DEA é "o antibiótico da emergência cardiovascular" e o que os números de sobrevida em ≤3 minutos mostram na prática
Como funciona o novo Posicionamento SBC: do conceito de "cobertura médica" ao de "sistema organizado de resposta"
O ponto mais provocador do episódio: dados como o LIVE-HCM e o ICD Sports Registry estão derrubando restrições que pareciam definitivas, incluindo a possibilidade real de atletas com CPVT, portadores de CDI e até alguns com MCH voltarem a competir, sob decisão compartilhada.
A cardiologia do esporte está deixando de ser a especialidade que afasta pessoas do esporte para se tornar a que prepara o esporte para protegê-las.
Para quem é esse episódio: cardiologistas, residentes e médicos do esporte que avaliam atletas (do amador ao profissional) e querem atualizar a triagem pré-participação e a resposta a emergências em campo.
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Podcast reviews
Read DozeCast - Cardiologia podcast reviews
MedMogi! 2021/10/02
Excelente Podcast!
Inovador e sucinto, o que precisamos para estar por dentro da cardiologia!
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