
Advertise on podcast: Facto Político
This podcast has
69 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
Diogo Teixeira PereiraExplicit
No
Date created
2024/11/09
Latest episode
2026/09/26
Average duration
36 min.
Release period
12 days
Description
Entre todos os factos que nos passam pelas mãos, os factos políticos são os nossos favoritos. Com o jornalista Diogo Teixeira Pereira, vamos tentar descobri-los nas entrelinhas dos discursos e nas conversas com os protagonistas da semana política. No final, fazemos uma previsão da meteorologia política para os dias seguintes que, se tudo correr como o previsto, vai falhar quase sempre. Facto Político, todos os sábados na SIC Notícias e em podcast.
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Guimarães Pinto: “Uma das maiores desilusões com o PSD é a continuação da cultura de boys”
2026/09/26
Carlos Guimarães Pinto foi o primeiro presidente da Iniciativa Liberal e, na altura, conseguiu atingir o principal objetivo do partido: entrar na Assembleia da República. O eleito acabaria por ser Cotrim Figueiredo e Guimarães Pinto decidiu afastar-se da liderança. Desde então nunca mais voltou aos congressos do partido numa estratégia que acredita ter contribuído para que Cotrim “conseguisse impor as suas ideias”.
A partir do lugar de deputado que conquistou nas eleições seguintes, defende a “redução da burocracia e sobre a fiscalidade” como principais bandeiras dos liberais. Mas também ataca o governo de que o partido até poderia ter feito parte: “Uma das maiores desilusões que temos em relação ao PSD é a forma como continuaram com a cultura de boys. A saúde é um bom exemplo”.
Nesta entrevista ao Facto Político não deixa de assinalar que a atual composição parlamentar “não ajuda” a pôr em prática um programa reformista, mas também tem dúvidas de que o governo as queira fazer.
Apesar da tentativa de equidistância face à liderança da IL, Carlos Guimarães Pinto não deixa de descrever o “choque” que sentiu quando percebeu que Mariana Leitão tinha retirado a palavra “Liberal” dos nos cartazes de propaganda espalhados pelo país. Apesar de tudo, olha para a estratégia comunicacional como “legítima”.
Sobre as sondagens lembra que partidos semelhantes à IL tiveram os seus melhores resultados eleitorais quando cumpriram uma década de existência. Olhando para os resultados das que têm saído recentemente assume não gostar da estagnação e pede ação: “Temos que começar a correr”.
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“As dores de crescimento do ministro Fernando Alexandre não são dele — são dos 200 mil alunos que ficaram para trás”
2026/09/19
Portugal acorda para uma semana em que o caos nas escolas rivaliza com a turbulência política: alunos sem sala, professores sem colocação e um ministro da Educação que tarda em reconhecer o incêndio que arde à sua porta. Fernando Alexandre opera uma revolução silenciosa no ministério — menos organismos, menos pessoas, menos proximidade —, mas os escombros da reforma já têm rosto e têm nome: são as crianças que, com o ano letivo aberto, aguardam em casa por uma cadeira numa sala de aula. A ex-secretária de Estado Alexandra Leitão desmonta o discurso das "dores de crescimento" e lembra que essas dores não são do ministro — são dos 200 mil alunos que as sentem na pele. Enquanto isso, o PS debate internamente quem lidera o partido para as próximas legislativas, os combustíveis continuam a pesar no bolso de quem já não tem bolso, e Lisboa assiste, perplexa, a um presidente de câmara que quer acabar com o sistema Volta porque vê nele um drama social — quando o verdadeiro drama, como sempre, estava à vista e ninguém quis ver.
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Ricardo Araújo Pereira sobre caso Seinfeld: “Se entrar naquele cartaz significa concordar com um massacre, aqueles humoristas concordaram durante quatro meses”
2026/09/12
Em entrevista no Facto Político, o humorista Ricardo Araújo Pereira fala sobre a recusa em convidar o líder do Chega para o seu programa com ironia: “Não posso deixar de achar interessante que a nossa sociedade se preocupe mais com o facto de eu não convidar André Ventura do que com o facto de os jornalistas estarem sempre a convidar André Ventura”.
O humorista afasta ainda a ideia de que a sátira ao Chega seja muito comum: “A frequência com que elementos do Chega são satirizados no nosso programa é muito inflacionada por uma espécie de impressão. O que se passa é que sempre que falamos do Chega, o Chega faz uma choradeira”.
Numa semana em que vários humoristas decidiram cancelar a presença num espetáculo de humor por causa da participação de Jerry Seinfeld (conhecido apoiante do governo Israelita de Benjamin Netanyahu), Ricardo Araújo Pereira critica essa posição por considerar que “ninguém foi surpreendido pelas opiniões do Seinfeld” e acrescentando que “se participar naquele cartaz é concordar com um massacre, aqueles humoristas concordaram durante quatro meses”.
Politicamente, assume que continua “a ser de esquerda” e não vê nenhuma razão para deixar de ser” garantindo que nunca votou à direita: “Sou social-democrata porque considero que o capitalismo deve ser regulado”.
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Castro Almeida admite que crescimento de 3,4% “é muito difícil”. Guerra e tempestades são entraves
2026/07/11
3,4% era o valor de crescimento a que a economia iria chegar em 2028 nas contas de Luís Montenegro quando se candidatou à liderança do governo. Ainda faltam dois anos, mas as metas definidas para 2024 e 2025 borregaram e o Ministro da Economia já começa a preparar os eleitores para a tarefa “muito difícil” que é cumprir esta promessa. Em entrevista ao Facto Político da SIC Notícias, Manuel Castro Almeida olha para o copo meio cheio: “É verdade que Portugal está a crescer pouco, mas está a crescer bastante acima da média europeia”.
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Eduardo Cabrita: Número de imigrantes é “sinal de sucesso do país”
2026/07/04
Foi o ministro do governo de António Costa que iniciou o processo de desmantelamento do SEF. Agora, na sequência do debate levantado pela atualização dos números da população residente em Portugal, Eduardo Cabrita vem ao Facto Político defender a reforma socialista: “O país ganhou com o fim do SEF. Não há greves nos aeroportos”.
A entrada de estrangeiros em Portugal nos últimos três anos, fez a população disparar para mais de 11 milhões de pessoas, um “sinal de sucesso do país”, defende o antigo Ministro da Administração Interna.
Numa entrevista onde pediu a Montenegro que “apresente contas pelo abrandamento da atividade económica”, guardou elogios para dois ministros da AD: Luís Neves e Graça Carvalho que, no entender do socialista, “são exceções num governo perigoso para o país”.
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Secretário de Estado da Imigração: “Não está excluído voltarmos a aprovar perda de nacionalidade”
2026/06/27
Na semana em que o Instituto Nacional de Estatística atualiza os números da população portuguesa, o Secretário de Estado com a tutela da imigração vem ao Facto Político acusar o Partido de Socialista de ter criado um “embuste económico” com a “desregulação da imigração. “O PS é responsável por ter montado a narrativa do milagre económico que afinal era uma economia de fantasmas”, atira Rui Armindo Freitas.
Frisando que “é altamente positivo o contributo dos nossos imigrantes para o sistema social”, o Secretário de Estado de António Leitão Amaro assume o compromisso da integração com a aprendizagem da Língua Portuguesa como uma prioridade.
A poucos dias de a perda de nacionalidade para quem comete crimes graves regressar ao Parlamento, Rui Armindo Freitas explica que “não está excluída” uma nova aprovação, depois do chumbo do Tribunal Constitucional.
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Francisco Louçã: “Dizer que pessoas vivem de subsídios é racismo social”
2026/06/13
Na semana em que o país discute a simplificação dos apoios sociais através da criação da Prestação Social Única, Francisco Louçã vem ao Facto Político criticar o caminho seguido pelo Governo. O antigo coordenador do Bloco de Esquerda acusa quem alimenta a ideia de que há pessoas a viver de subsídios de “racismo social” e fala do trabalho voluntário a que os beneficiários podem ser obrigados como uma ideia introduzida para “contentar o Chega”. A entrevista deste sábado, passou também pela lei laboral. Francisco Louçã diz que está tudo nas mãos do Chega e o partido de André Ventura “tem muita vontade de a viabilizar”.
Duas semanas depois de a SIC e o Expresso terem publicado uma sondagem que mostra o Bloco de Esquerda em último lugar e apenas com 1% das intenções de voto, Louçã admite que “a esquerda está à rasca” e “precisa de reconquistar discurso de orgulho pelo país”.
Ouça aqui o programa Facto Político em podcast, emitido na SIC Notícias a 13 de junho.
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Paulo Núncio: “Requerimento do PSD e Chega para adiar revisão constitucional não faz sentido”
2026/06/06
Chega e PSD entenderam-se para pedir um adiamento dos prazos para iniciar o processo de revisão constitucional. O acordo entre os dois partido foi formalizado através de um requerimento que, na opinião do líder parlamentar do CDS “não faz sentido”.
Em entrevista ao Facto Político, da SIC Notícias, Paulo Núncio falou sobre as propostas do CDS relacionadas com a identidade de género e defendeu a proibição das terapias de mudança de sexo que o partido fez aprovar no Parlamento: “CDS teve coragem de enfrentar os wokistas”.
Em resposta às críticas frequentes de Passos Coelho, Núncio pede apenas que se avalie do governo no final da legislatura, reforçando que Montenegro lidera uma equipa “reformista”.
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João Soares: “É natural o PS votar ao lado do Chega. Estamos ambos na oposição, mas não há afinidades”
2026/05/30
João Soares foi uma das vozes mais duras contra a justiça na sequência das buscas feitas na sede do Partido Socialista na quinta-feira. Agora, em entrevista ao Facto Político lamenta o “mau gosto” de se fazer “uma operação deste género no 28 de maio” e diz que é possível “pensar que houve motivações políticas”.
Sobre José Luís Carneiro, elogia-lhe o percurso político, garantido que as boas sondagens não o farão derrubar o Governo de Montenegro: “O PS não cria crises políticas”.
Questionado sobre o alinhamento de PS e Chega em várias votações na Assembleia da República, diz que “é natural o PS votar ao lado do Chega. Estamos ambos na oposição, mas não há afinidades”.
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Pedro Siza Vieira defende fim do visto prévio: “É resquício salazarista”
2026/05/23
Com o governo a avançar para uma mudança na lei que regula a atuação do Tribunal de Contas, Pedro Siza Vieira é o segundo ex-ministro socialista a defender o alargamento do visto prévio a que muitos contratos públicos estão sujeitos.
Em entrevista ao Facto Político, o antigo ministro de António Costa olha para esta decisão do governo de Montenegro como uma “peça essencial” sem a qual é “muito difícil fazer mudanças”.
Lembrando que o visto prévio é “um resquício salazarista”, Pedro Siza Vieira acusa o Tribunal de Contas de, muitas vezes, “transformar a fiscalização da legalidade em decisão sobre bondade” dos contratos em avaliação.
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Alexandre Poço sobre lei laboral: “Espero que o PS não se comporte como uma lapa presa a uma rocha nem o Chega como uma enguia política”
2026/05/16
Depois de ter visto a lei laboral esbarrar na Concertação Social, o maior partido da coligação que suporta o governo ainda acredita que é possível por o projeto a andar, mas pede aos socialistas que não se comportem “como uma lapa presa a uma rocha” e ao Chega que não se comporte como uma “enguia política”.
Depois de o Constitucional ter mandado para trás a norma que previa a alteração do Código Penal para que passasse a contemplar a perda de nacionalidade para quem comete crimes graves, o vice-presidente do PSD, Alexandre Poço, garante que esta não foi uma forma de ludibriar André Ventura: “Sabendo, o PSD não aprova leis inconstitucionais”.
Sem confirmar se o partido vai voltar a insistir nesta lei, nesta entrevista ao Facto Político da SIC Notícias, diz apenas que os juízes do Palácio Ratton deixaram a “porta aberta a que alguns crimes permitam perda de nacionalidade”.
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Francisco César sobre promulgação da Lei da Nacionalidade: “Presidente terá quota de responsabilidade”
2026/05/09
Agora que a reforma laboral do governo está na Assembleia da República, o Partido Socialista quer esperar para perceber que versão das negociações vai chegar, mas não se exclui do processo negocial. Em entrevista ao Facto Político, o deputado do PS Francisco César diz que “é normal que o PS faça propostas de alteração”, mas a “reforma laboral está condenada à partida”.Nesta entrevista na SIC Notícias, o socialista olhou ainda para o desempenho do Presidente da República, sem apontar grandes reparos, mas assumindo uma divergência quanto à promulgação da Lei da Nacionalidade. Vincando que “é uma má lei”, associa António José Seguro a eventuais consequências negativas: “Presidente terá quota de responsabilidade”.
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Manuel Monteiro: “O Chega não é um partido de direita. Só tem uma pessoa de direita: Diogo Pacheco Amorim”
2026/05/03
Há quase 20 anos, Manuel Monteiro fez uma declaração que haveria de lhe ficar colada à pele: “A maioria da classe política está à cabeça de um imenso polvo que faz leis anticorrupção para esconder a origem do património acumulado”, acusou para logo a seguir usar a palavra “sanguessugas” caracterizando os deputados da Assembleia da República.
A entrevista ao Facto Político surge numa semana que acabaria por ficar marcada pelos ecos do discurso do Presidente da Assembleia da República no 25 de Abril onde lamentou o “reality show” em que se transformou a vida política portuguesa. Manuel Monteiro contextualiza as declarações de 2008, mas não recua na ideia de que “um país que necessita permanentemente de leis e de regulamentos para decretar a ética, é um país doente. A ética, a seriedade e a honra não se decretam. Ou se têm ou não se têm”.
Manuel Monteiro já tinha revelado que o Chega o tinha sondado para a possibilidade de vir a ser candidato com o apoio do partido às eleições presidenciais. A ideia não se concretizou e, apesar de dizer abertamente que votou AD nas Legislativas, não responde quando a pergunta é sobre qual foi o quadradinho em que pôs a cruz na segunda volta das presidenciais. Mas fica a análise: “O Chega não é um partido de direita. Só tem uma pessoa de direita: Diogo Pacheco Amorim”
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Pedro Pinto: “Não podemos perseguir pessoas por serem doadores do Chega”
2026/04/18
Pedro Pinto chega à entrevista no Facto Político com a polémica em torno da lei de financiamento dos partidos a fazer manchetes. O líder parlamentar do Chega garante que quer que “o processo seja mais transparente e evitar sanções aos partidos”, mas também deixa fugir um desabafo: “Não podemos perseguir pessoas por serem doadores do Chega”. Com uma semana sem que o governo consiga encontrar uma luz ao fundo do túnel para o pacote laboral, o Chega coloca-se já na posição da frente para dar a mão a Luís Montenegro. Avisa que “o governo ou fala com o PS ou fala com o Chega” para logo acrescentar que está “disponível para viabilizar o pacote laboral. Certamente que, como fizemos na Lei da Nacionalidade, iremos chegar a um consenso”. Na atualidade nacional, o Chega começa a marcar diferenças para os seus aliados. Primeiro, o derrotado Viktor Orbán: “As decisões de Orbán são decisões de Orbán, não são de André Ventura. O importante das eleições húngaras é que a esquerda desapareceu do Parlamento”. Segundo, o presidente americano: “Reconhecemos que Trump tem cometido erros”.
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Pedro Mota Soares: “Estou confiante de que pode haver um acordo. Quero elogiar o Presidente da República: Já uma vez conseguiu, pelo poder da sua palavra, sentar os parceiros sociais à mesa”+
2026/04/11
Foi Ministro do Trabalho num dos períodos mais conturbados do país, com uma intervenção externa que justificou medidas de austeridade. Agora, em entrevista ao Facto Político, defende as reformas que foram feitas na vigência da governação de Passos Coelho, mas explica que prefere fazê-las quando os ciclos económicos são positivos.
Apesar do chumbo da UGT, Pedro Mota Soares mantém-se confiante na viabilização do acordo laboral desenhado por Maria do Rosário Palma Ramalho e até elogia António José Seguro: “Estou confiante de que pode haver um acordo. Quero elogiar o Presidente da República: Já uma vez conseguiu, pelo poder da sua palavra, sentar os parceiros sociais à mesa”.
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