O programa discute temas ambientais e sociais, analisa questões de sustentabilidade por meio de entrevistas com especialistas e pesquisadores da área no âmbito do município, do Estado, do País e do planeta.
Apresentação:
Produção: José Marcelino de Rezende Pinto e Marcelo Pereira de Souza (FFCLRP) e Daniela Sudan (USP Recicla), colaboradores - FFCLRP: Everton Macedo de Held, Vanessa Oliveira Souza, Franciele Santos Amorim, Reinaldo Romero (colaborador), Luis Antônio Fontana (operador de áudio), Centro de Informática de Ribeirão Preto (produção técnica)
E-mail: [email protected]
Horário: Horário: quartas, às 13h, com reprise aos domingos, às 17h30
Duração: 30 minutos
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Ambiente é o Meio #241: Demanda comercial coloca em risco de extinção os jumentos
2026/09/30
Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, a bióloga Patrícia Tatemoto, representante da The Donkey Sanctuary (uma organização de caridade britânica dedicada ao bem-estar dos burros) na América do Sul, fala sobre os riscos de extinção dos jumentos no Brasil.
A bióloga informa que a atual crise da espécie é impulsionada por uma forte demanda asiática, especialmente da medicina tradicional chinesa, pelo elijao (produto feito a partir do colágeno extraído do couro do jumento). A demanda, segundo ela, consome cerca de 5,9 milhões de peles por ano. Hoje, a Bahia concentra os três únicos abatedouros do país com Serviço de Inspeção Federal (SIF) autorizados a exportar esses animais, tendo contabilizado o abate de mais de 230 mil jumentos nos últimos anos.
Além do valor cultural, os jumentos desempenham funções ecológicas vitais. Em ecossistemas nativos, eles são capazes de cavar poços para encontrar água, beneficiando outras espécies, além de atuarem como dispersores de sementes e consumidores de plantas invasoras que outros animais rejeitam.
Para solucionar o impasse comercial sem dizimar a espécie, cientistas brasileiros apontam para a biotecnologia como uma alternativa. A técnica consiste em identificar a sequência genética responsável pela produção do colágeno no jumento e inserir em fungos ou bactérias, que passam a produzir a substância em biorreatores, de forma limpa, sem a necessidade de abater o animal. Trata-se do mesmo princípio tecnológico utilizado há anos para a produção de insulina.
Ao adotar essa alternativa, o Brasil poderia se posicionar na vanguarda tecnológica, gerando empregos qualificados e arrecadando impostos, ao mesmo tempo em que preserva um patrimônio genético único no mundo. Assim, Patrícia resume citando o conceito da Economia Donut: “Para fazer com que algumas práticas parem de existir, a gente tem que trazer novos produtos que tornem essas práticas obsoletas.”
Ouça o episódio completo no player acima.
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Ambiente é o Meio
Ambiente é o Meio vai ao ar toda quarta-feira às 13h. Você pode acompanhar pela Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz. Ouça também pelo link ou pelos agregadores de podcasts à disposição.
Ambiente é o Meio #240: Fronteiras agrícolas mudam de acordo com a pauta exportadora agropecuária
2026/09/23
Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, o geógrafo e pesquisador da Embrapa André Farias fala sobre como os produtos agrícolas ganham novas regiões de concentração da produção brasileira.
Segundo Farias, a dinâmica da agricultura no Brasil é marcada por uma velocidade de transformação superior à de outros setores econômicos, como a indústria e os serviços. Em poucos meses, ou anos, a configuração produtiva de uma região pode ser completamente reorganizada. Para compreender essas rápidas mudanças territoriais, a Embrapa realizou um estudo sobre a concentração espacial das principais cadeias produtivas do País. Entre os produtos mais analisados, estão a laranja e a cana-de-açúcar.
Para o pesquisador, cana-de-açúcar e a laranja são exemplos claros da determinação espacial. Altamente concentrada, a cana precisa ser cultivada em um raio de 300 a 400 quilômetros das usinas de processamento e, pela alta demanda, o cultivo se expandiu de São Paulo para o sul de Goiás, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, com áreas planas que viabilizam a colheita mecanizada.
Enquanto isso, a laranja está concentrada no interior paulista, migrando para o centro e o sul do Estado. Farias afirma que o principal motor dessa migração é o greening, uma doença bacteriana altamente contagiosa e sem cura que reduz drasticamente a produção dos pomares.
Ouça o episódio completo no player acima.
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Ambiente é o Meio #239: Nanotecnologia e ciência pós-colheita estendem vida útil dos alimentos
2026/09/16
Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, o engenheiro agrônomo e pesquisador da Embrapa Marcos Ferreira fala sobre como a tecnologia pós-colheita e a nanotecnologia têm sido aplicadas para prolongar a vida útil de frutas e hortaliças.
Ferreira comenta que, embora o Brasil seja o terceiro maior produtor de frutas do mundo e autossuficiente em diversas hortaliças, o País enfrenta um cenário preocupante: as perdas e o desperdício ao longo da cadeia produtiva. Segundo dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, destacados pelo pesquisador, as perdas (do campo ao varejo) somadas ao desperdício (do varejo ao consumidor) podem atingir de 30% a 40% do total produzido, dependendo do produto.
Desta forma, o pesquisador informa que uma das soluções mais bem-sucedidas desenvolvidas pela Embrapa em parceria com a iniciativa privada é o uso de revestimentos comestíveis, popularmente conhecidos como ceras. Atualmente, a legislação brasileira (Instrução Normativa 211) permite a aplicação dessa tecnologia em seis frutas específicas: cítricos (como laranja e limão), melão, mamão, manga, abacate e abacaxi.
Ferreira afirma que, para disseminar o conhecimento acumulado sobre o tema, a Embrapa disponibiliza a plataforma gratuita e-Campo, que conta com a trilha de aprendizagem em tecnologia pós-colheita. O curso, que já recebeu premiações nacionais e internacionais, “possui sete módulos assíncronos que abordam desde rastreabilidade, beneficiamento e nanotecnologia até o uso racional da água na produção”, acrescenta.
Ouça o episódio completo no player acima.
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Ambiente é o Meio #238: Drone desenvolvido pela USP auxilia no monitoramento ambiental e na detecção de incêndios
2026/09/09
Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, o engenheiro mecânico Glauco Carin fala sobre o novo drone que está sendo desenvolvido na USP de São Carlos, seus benefícios e inovações.
Sob a coordenação do professor Caurin, pesquisadores criaram um drone inovador, projetado para o monitoramento ambiental, detecção de incêndios e combate a práticas de greenwashing (a prática de divulgar informações enganosas para fazer uma empresa, produto ou serviço parecer ambientalmente sustentável). O projeto, que une aeronáutica brasileira à inteligência artificial, propõe o conceito de um computador com asas capaz de atuar de forma autônoma em áreas críticas, como a floresta amazônica e o Cerrado.
Atualmente, o projeto conta com dois protótipos funcionais. Contudo, para viabilizar uma escala comercial e cobrir municípios inteiros, o objetivo da pesquisa é avançar para a tecnologia de enxames, frotas de drones coordenados operando de forma conjunta.
Ouça o episódio completo no player acima.
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Ambiente é o Meio #237: Agronegócio brasileiro recebe inovação tecnológica para a produção de bioinsumos
2026/09/02
Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, a engenheira biotecnológica Fabíola de Oliveira, graduada pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp), fala sobre a produção de bioinsumos agrícolas à base de fungos.
A engenheira conta que a união da biologia com a engenharia está gerando soluções inovadoras para o agronegócio brasileiro, entre elas o desenvolvimento de um biorreator automatizado voltado para a produção de bioinsumos agrícolas à base de fungos. A tecnologia, detalha Fabíola, é fruto de uma parceria entre a academia e o setor privado que promete otimizar processos, reduzir custos e tornar a agricultura mais sustentável.
A inovação deve resolver desafios logísticos, adianta Fabíola, uma vez que, para a produção industrial de fungos, a fermentação em estado sólido exige condições de aeração e controle de calor e massa. O método tradicional utiliza milhares de pequenos sacos ou bandejas, já que grandes volumes dificultam a passagem de oxigênio. Assim, para produzir até duas toneladas por dia, são necessários muito espaço físico e grande quantidade de mão de obra.
Assim, pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) se juntaram à startup Ikove Agro para desenvolver um biorreator automatizado para a produção de fungos. O equipamento integra esterilização, inoculação e cultivo em um sistema fechado, reduzindo contaminações e a necessidade de mão de obra. A tecnologia também otimiza o espaço das fábricas e, apesar do maior investimento inicial, pode diminuir os custos operacionais e tornar o produto mais acessível aos agricultores.
Ouça o episódio completo no player acima.
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Ambiente é o Meio #236: Pantanal aquece acima da média nacional e perde 60% de suas áreas alagadas
2026/08/26
Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, a física Luciana Rizzo, graduada e mestre pela USP, fala sobre a grave crise climática enfrentada no Pantanal.
Segundo Luciana, o bioma está aquecendo a uma taxa de aproximadamente 0,5 °C por década, um ritmo superior ao registrado na Amazônia e no Cerrado. Por estar localizado no centro geográfico da América do Sul, distante do litoral, o Pantanal já possui temperaturas naturalmente elevadas, o que torna a aceleração desse aquecimento ainda mais grave.
Entre os impactos notados estão seca prolongada, perda de água e incêndios devastadores.
A pesquisadora explica que a transformação do Pantanal não decorre apenas do aquecimento global, mas também de fatores locais e regionais de mudança no uso da terra. A substituição da vegetação nativa por pastagens altera as trocas de calor e umidade com a atmosfera, reduzindo a retenção de água no solo.
Ouça o episódio completo no player acima.
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Ambiente é o Meio #235: Desequilíbrio climático causa fragilização nos corais
2026/08/19
Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, a bióloga Giovanna Destri, graduada pela Universidade Federal de Santa Catarina, fala sobre a importância da restauração dos recifes de coral dizimados por ondas de calor.
Segundo Giovanna, os corais vivem em simbiose (relação de benefício mútuo) com microalgas que vivem dentro de suas células. Essa parceria permite que os corais obtenham nutrientes tanto da água quanto da fotossíntese das algas, que também são responsáveis por suas cores vibrantes. Quando há estresse térmico, essa relação é rompida e o coral expulsa as microalgas, provocando o branqueamento.
A perda dos corais reduz a biodiversidade dos recifes, levando a iniciativas de restauração. Porém, Giovanna alerta que a recuperação é complexa, diante da frequência crescente de eventos de estresse térmico que pode comprometer os investimentos realizados. Por isso, a pesquisadora defende que a restauração seja acompanhada de medidas de prevenção e combate às mudanças climáticas.
Ela afirma que atitudes cotidianas, como a redução do uso de plásticos descartáveis e a separação correta do lixo, somam-se ao esforço coletivo de preservação.
Ouça o episódio completo no player acima.
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Ambiente é o Meio
Ambiente é o Meio vai ao ar toda quarta-feira às 13h. Você pode acompanhar pela Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz. Ouça também pelo link ou pelos agregadores de podcasts à disposição.
Ambiente é o Meio #234: Fantasmas de Mariana e Brumadinho podem rondar extração de lítio
2026/08/12
Nesta edição do podcast Ambiente é o Meio, confira a entrevista com o professor e pesquisador da Universidade Federal dos Vales de Jequitinhonha e Mucuri Alexandre Silvio Costa sobre a exploração de lítio, o “mineral da vez”, no Vale do Jequitinhonha (MG).
Conta o professor Costa que a Companhia Brasileira de Lítio (CBL) extrai o mineral há cerca de 40 anos, em mina subterrânea, com impacto ambiental relativamente contido. Cenário que mudou com a Sigma Lithium, que opera a céu aberto e extrai cinco vezes mais minério, gerando muito mais rejeito, liberando alumínio, ferro e manganês nos cursos d’água.
Segundo o professor, a ideia de que veículos elétricos resolvem sozinhos a crise climática não procede, já que a energia que carrega as baterias muitas vezes vem de fontes sujas, o descarte das baterias ainda é um problema em aberto e o próprio modelo de transporte individual segue intocado.
Costa alerta ainda quanto aos riscos à saúde pública e aos desastres ambientais que a legislação deve e pode evitar. Também cita o lado positivo, com a pesquisa que sua universidade desenvolve em parceria com a CBL para transformar rejeitos industriais em fertilizantes para produtores locais.
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Ambiente é o Meio
Ambiente é o Meio vai ao ar toda quarta-feira às 13h. Você pode acompanhar pela Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz. Ouça também pelo link ou pelos agregadores de podcasts à disposição.
Ambiente é o Meio #233: Trajetória de geógrafo é marcada pela literatura
2026/08/05
Nesta edição do podcast Ambiente é o Meio, acompanhe entrevista com o professor da Unifesp (campus zona leste de São Paulo), geógrafo e escritor Ricardo Barbosa da Silva sobre sua trajetória de vida que transita entre a geografia e a literatura.
Nascido e criado no bairro paulistano de Itaquera, Silva conta que sua infância foi dividida entre brincadeiras de rua e visitas à biblioteca do bairro. Fala também da adolescência e início da vida no mercado de trabalho; na faculdade, enfatiza sua inspiração para a carreira acadêmica no geógrafo Milton Santos.
Já a entrada na literatura, apesar de ter consumido e escrito de forma reservada por mais de 20 anos, a leitura pública de um poema ocorreu apenas em 2020, numa aula on-line durante a pandemia. Somente em 2022, incentivado por alunos e motivado por um problema pessoal, decidiu buscar uma editora e começar oficialmente a publicação de suas obras assinadas com o nome literário “Ricardo da Paz”.
Ouça o episódio completo no player acima.
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Ambiente é o Meio
Ambiente é o Meio vai ao ar toda quarta-feira às 13h. Você pode acompanhar pela Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz. Ouça também pelo link ou pelos agregadores de podcasts à disposição.
Ambiente é o Meio #232: Pesquisadores da Unicamp desenvolvem método de conversão eletroquímica sustentável
2026/07/29
Neste episódio do Ambiente é o Meio, o professor Raphael Nagao, livre-docente do Instituto de Química da Unicamp, fala sobre o desenvolvimento de um processo eletroquímico sustentável para a produção de amônia.
Segundo Nagao, a produção global de alimentos depende diretamente da amônia. Utilizada em larga escala como base para fertilizantes nitrogenados, ela revolucionou a agricultura no século 20, mas causou um impacto negativo no meio ambiente. Hoje, o método tradicional de fabricação de amônia consome cerca de 2% de toda a energia do planeta e gera milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2).
Para romper com esse ciclo poluente, o grupo de pesquisa liderado pelo professor desenvolveu uma alternativa sustentável: um processo eletroquímico capaz de produzir amônia verde a temperatura ambiente e com zero emissão de carbono.
Ouça o episódio completo no player acima.
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Ambiente é o Meio
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Ambiente é o Meio #231: Estudo geográfico expõe redesenho do mapa físico brasileiro
2026/07/22
Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, a geógrafa Rosângela Botelho, geógrafa do IBGE e doutora pela USP, fala sobre como o Brasil está redesenhando o seu mapa físico. Segundo Rosângela, um esforço científico recente, liderado por pesquisadores de todo o País, vem desmistificando e resgatando a presença das montanhas no território nacional.
Rosângela conta que a mudança conceitual está diretamente ligada à criação do Sistema Brasileiro de Classificação de Relevo (SBCR), idealizado em 2019 durante um fórum de cartografia geomorfológica organizado pela União da Geomorfologia Brasileira (UGB) em Fortaleza. O sistema, informa, nasceu da necessidade de padronizar a linguagem geomorfológica no Brasil.
Assim, o SBCR estabeleceu que as macroformas de relevo deveriam ocupar o primeiro nível taxonômico (o topo da classificação), facilitando a absorção dessas informações por escolas e atlas. Nesse processo, o comitê científico chegou ao consenso de que o Brasil possui, sim, montanhas, e que era necessário mapeá-las formalmente.
A entrevista reforça a importância ecológica das montanhas no País, desempenhando um papel ecológico e social fundamental. Devido à variação de altitude, elas apresentam uma biodiversidade escalonada e diferenciada, influenciada por mudanças de temperatura e umidade ao longo de suas vertentes verticais.
Ouça o episódio completo no player acima.
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Ambiente é o Meio
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Ambiente é o Meio #230: Jornalismo científico é ferramenta contra abismos intelectuais, afirma biólogo
2026/07/15
Neste episódio do Ambiente é o Meio, o biólogo e diretor de produtora multimídia especializada em comunicação ambiental José Sabino fala sobre os desafios relacionados ao jornalismo científico na atualidade.
Segundo Sabino, os tempos de abismos intelectuais vividos atualmente tornam a popularização da ciência um esforço acadêmico necessário e uma ferramenta indispensável de cidadania. Sabino destaca o papel do divulgador científico como tradutor da linguagem hermética e especializada da academia em termos precisos e compreensíveis para o cidadão comum.
O biólogo também fala da interferência das redes sociais, para quem os algoritmos isolam as pessoas em bolhas, dificultando debates abertos e saudáveis, especialmente entre os jovens. Sabino aponta que as big techs lucram financeiramente com o engajamento gerado por polêmicas e desinformação, independentemente da qualidade do conteúdo. Ele defende que regular as redes sociais não é censura, mas uma medida de segurança pública necessária para remover conteúdos nocivos que colocam vidas em risco, como as fake news.
Ouça o episódio completo no player acima.
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Ambiente é o Meio #229: Especialista analisa a atualidade das ideias do economista Celso Furtado
2026/07/08
Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, o professor Alexandre Macchione Saes, docente do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) e do Programa de Pós-Graduação em História Econômica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), ambas da USP, continua o bate-papo sobre seu livro Celso Furtado – A Busca de um Novo Horizonte Utópico editado em parceria com o professor Alexandre de Freitas Barbosa do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP.
Esta segunda parte da entrevista aprofunda a discussão sobre a forma como as questões ambientais passaram a integrar as reflexões do intelectual brasileiro a partir da década de 1970. Saes explora as maneiras como Furtado revisitou suas concepções sobre desenvolvimento diante dos limites impostos pela exploração dos recursos naturais e pelas desigualdades entre países centrais e periféricos.
Ao longo da conversa, o professor analisa a atualidade das ideias de Celso Furtado ao abordar temas como consumo, preservação ambiental, justiça social e desenvolvimento sustentável. Saes também discute a necessidade de construir novos modelos de crescimento econômico capazes de conciliar bem-estar coletivo, uso responsável dos recursos naturais e redução das desigualdades, questões que permanecem centrais diante dos desafios ambientais do século XXI.
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Ambiente é o Meio #228: Professores resgatam atualidade de Celso Furtado em nova obra literária
2026/07/01
Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, o professor Alexandre Macchione Saes, docente do Departamento de Economia da Faculdade de Economia, Administração, Contabilidade e Atuária (FEA) e do Programa de Pós-Graduação em História Econômica da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), ambas da USP, fala sobre seu livro Celso Furtado – A Busca de um Novo Horizonte Utópico editado em parceria com o professor Alexandre de Freitas Barbosa do Instituto de Estudos Brasileiros (IEB) da USP.
Segundo Saes, o título do livro faz referência direta a uma provocação do próprio Celso Furtado, em seus últimos anos de vida, de era urgente que as novas gerações assumissem a vanguarda para descortinar novos caminhos. Para Furtado, o horizonte utópico representava a necessidade de romper com a rotina macroeconômica tradicional para pensar em transformações estruturais profundas, que incorporassem a criatividade, a questão ambiental e a inclusão da grande massa da população marginalizada.
A entrevista reforça que a atualidade de Furtado reside justamente na sua capacidade de expandir as fronteiras da economia, mostrando que o verdadeiro desenvolvimento é inseparável da preservação ambiental, da justiça social e da valorização da cultura nacional.
Ouça o episódio completo no player acima.
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Ambiente é o Meio
Ambiente é o Meio vai ao ar toda quarta-feira às 13h. Você pode acompanhar pela Rádio USP SP 93,7 MHz e Ribeirão Preto 107,9 MHz. Ouça também pelo link ou pelos agregadores de podcasts à disposição.
Ambiente é o Meio #227: Microplásticos e poluentes tóxicos ameaçam ecossistemas marinhos na Bacia de Santos
2026/06/24
Neste episódio do podcast Ambiente é o Meio, o biólogo Gabriel Stefanelli, mestre em ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e doutor em oceanografia pela USP, fala sobre a presença de microplásticos e Poluentes Orgânicos Persistentes (POPs) em águas profundas da Bacia de Santos – bacia sedimentar marítima que se estende do estado do Rio de Janeiro a Santa Catarina, sendo a principal região petrolífera do país, abrigando alguns dos maiores campos do pré-sal.
Stefanelli conta que suas pesquisas identificaram a presença de POPs em sedimentos e peixes da região. Essas substâncias tóxicas, segundo ele, não são produzidas localmente, mas chegam ao fundo do mar transportadas por correntes atmosféricas e oceânicas. Conhecidos por atuarem como disruptores endócrinos, os POPs comprometem o sistema hormonal e afetam a reprodução de diversas espécies, inclusive a humana.
O pesquisador também explica como os plásticos se fragmentam no ambiente marinho, dando origem aos microplásticos e nanoplásticos, partículas que permanecem nos oceanos e ampliam os impactos da poluição.
Ouça o episódio completo no player acima.
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Ambiente é o Meio
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