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4.5from
This podcast has
263 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
Filosofia PopExplicit
No
Date created
2015/05/02
Latest episode
2026/09/28
Average duration
85 min.
Release period
23 days
Description
filosofia como parte da cultura
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#253: Orixás, com Reginaldo Prandi
2026/09/28
No episódio #253 do Filosofia Pop, Marcos Carvalho Lopes conversa com o sociólogo e escritor Reginaldo Prandi a partir do livro Orixás: os deuses que habitam em nós.
Prandi conta como concilia a pesquisa acadêmica com o aprendizado nos terreiros, onde ouvir e observar são partes fundamentais da formação. A conversa explora os mitos iorubás como formas de interpretar a experiência humana e apresenta as noções de orixá, egum e orí para pensar as relações entre natureza, comunidade e individualidade.
O episódio aborda ainda o destino, a iniciação religiosa, a diversidade de gênero no candomblé e as histórias de Oxaguiã e Iemanjá. Ao falar de sua trajetória e de seus livros, Prandi também reflete sobre o que o estudo das religiões revela a respeito da sociedade brasileira — inclusive sobre as relações entre religião, política e Estado laico.
Resumo
Marcos Carvalho Lopes conversa com o sociólogo e escritor Reginaldo Prandi a partir de seu livro Orixás: os deuses que habitam em nós. Prandi fala sobre o desafio de conciliar a pesquisa acadêmica com os modos de aprender nos terreiros, baseados na escuta, na observação e na iniciação. A conversa explora os mitos iorubás como formas de interpretar a vida e apresenta as noções de orixá, egum e orí para pensar as relações entre natureza, comunidade e individualidade. O episódio aborda ainda o destino, a diversidade de gênero no candomblé, histórias de Oxaguiã e Iemanjá e as relações entre religião, política e Estado laico no Brasil.
Palavras-chave: Reginaldo Prandi; orixás; candomblé; religiões afro-brasileiras; mitologia iorubá; terreiros; orí; egum; diversidade de gênero; religião e política.
Indicações feitas ao final da conversa
Reginaldo Prandi: Orixás: deuses iorubás na África e no Novo Mundo, de Pierre Verger. O livro reúne textos e fotografias sobre os cultos aos orixás na África e nas Américas. lojapierreverger.org.br
Marcos Carvalho Lopes: Morte nos búzios, romance policial de Reginaldo Prandi. O título publicado é Morte nos búzios, sem o artigo “A” que aparece na transcrição. Grupo Companhia das Letras
Livros de Prandi apresentados ou comentados no episódio
Orixás: os deuses que habitam em nós — ponto de partida da entrevista. Grupo Companhia das Letras
Mitologia dos orixás — obra que Prandi revisita na conversa. Companhia das Letras
Brasil africano: orixás, sacerdotes, seguidores — coletânea de seus estudos sobre religiões afro-brasileiras. Pallas Editora
Histórias de terreiro que a gente não conta — relatos de acontecimentos vividos ou presenciados pelo autor em sua convivência com os terreiros.
Os mortos e os vivos: uma introdução ao espiritismo — retomado no encerramento da entrevista. Reginaldo Prandi – Página oficial
Pequena mitologia dos orixás — livro infantil mencionado por Prandi, com lançamento previsto para 17 de novembro de 2026.
O Filosofia Pop é um podcast que aborda a filosofia como parte da cultura. A cada 15 dias, sempre às segundas-feiras, a gente vai estar aqui pra continuar essa conversa com vocês. Intercalando com nossos episódios normais de quando em quando vamos apresentar episódios de entrevistas temáticas especiais. O episódio de hoje que é uma parceria com o projeto de extensão Filosofia, Cultura popular e Ética, desenvolvido na Universidade Federal de Jataí.
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#252 – Clarice Lispector, com Marcia Cavalcante
2026/09/14
O que acontece antes que o pensamento se transforme em conceito? Que experiência da linguagem se revela quando escrever deixa de ser apenas o registro de algo já pensado e se torna o próprio nascimento do pensar? São essas algumas das questões que atravessam o episódio #252 do podcast Filosofia Pop, dedicado à obra de Clarice Lispector.
Nossa convidada é a filósofa Márcia Sá Cavalcante Schuback, que retorna ao podcast para sua terceira conversa, depois dos episódios sobre Heidegger e Descartes. Desta vez, o ponto de partida é seu livro Atrás do pensamento: a filosofia de Clarice Lispector, escrito durante o “silêncio em pânico” da pandemia. Para Márcia, Clarice não é simplesmente uma escritora que ilustra conceitos filosóficos: sua escrita realiza uma forma própria de pensamento, ligada ao “estar sendo”, ao pensar-sentir, à experiência da noite e àquilo que permanece ainda sem nome.
A conversa percorre as relações entre filosofia, literatura, linguagem, corpo e existência, mostrando como Clarice desafia as divisões entre razão e sensibilidade, sujeito e objeto, pensamento e experiência.
O episódio também celebra o lançamento do Catálogo dos 250 primeiros episódios do Filosofia Pop: um mapa de mais de onze anos de entrevistas, ideias e encontros com diferentes maneiras de fazer e viver a filosofia.
Veja o catálogo aqui: https://filosofiapop.com.br/texto/catalogo/
Resumo: Neste episódio, Marcos Carvalho Lopes conversa com a filósofa Márcia Sá Cavalcante Schuback sobre seu livro Atrás do pensamento: a filosofia de Clarice Lispector. Márcia relata como a suspensão e o “silêncio em pânico” da pandemia contribuíram para a escrita da obra e descreve seu encontro com Clarice como a descoberta de um pensamento do “estar sendo”. A conversa aborda as relações entre filosofia, literatura e escrita; a linguagem como acontecimento; o pensar-sentir; a crítica à separação entre razão e sensibilidade; a entrega ao não saber; e Clarice como pensadora da noite, do corpo e da existência. Também são discutidas a dimensão política de sua literatura, a singularidade da língua portuguesa e a escrita como experiência capaz de alcançar aquilo que permanece “atrás do pensamento”.
Palavras-chave: Clarice Lispector; Márcia Sá Cavalcante Schuback; Atrás do pensamento; filosofia e literatura; filosofia brasileira; escrita; linguagem; existência; estar sendo; pensamento do gerúndio; pensar-sentir; razão e sensibilidade; pensamento da noite; A paixão segundo G.H.; experiência.
Indicações de leitura
Márcia Sá Cavalcante Schuback — Atrás do pensamento: a filosofia de Clarice Lispector.
Hélène Cixous — A hora de Clarice Lispector.
Christian Dunker — A arte de amar.
Carmélia Aragão — Eu vou esquecer você em Paris.
Joel Rufino dos Santos — Quem ama literatura não estuda literatura: ensaios indisciplinados.
Gilles Deleuze e Félix Guattari — O que é a filosofia?
Friedrich Nietzsche — Além do bem e do mal.
Jean-Luc Nancy — indicado por Márcia como um pensador importante para pensar desde a experiência.
Estudos sobre Clarice Lispector de Judith Rosenbaum, João Camillo Penna e Flávia Trocoli.
Obras de Clarice Lispector mencionadas
A paixão segundo G.H.
Água viva
Um sopro de vida
Perto do coração selvagem
A maçã no escuro
Uma aprendizagem ou O livro dos prazeres
A hora da estrela
“Mineirinho”
“A bela e a fera”
Indicações musicais
Caetano Veloso
Chico Buarque
Gilberto Gil
Johann Sebastian Bach
Franz Schubert
Giacomo Puccini
Nina Simone
Elza Soares
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#251 – IA e Semiótica, com Lúcia Santaella
2026/09/02
A inteligência artificial é realmente inteligente? Para responder a essa pergunta, talvez seja necessário primeiro abandonar a inteligência humana como medida de todas as formas possíveis de inteligência.
No episódio 251 do Filosofia Pop, Marcos Carvalho Lopes conversa com Lúcia Santaella, referência brasileira nos estudos de semiótica, comunicação e cultura digital. A partir da semiótica filosófica de Charles Sanders Peirce, Santaella questiona algumas das afirmações mais recorrentes sobre a inteligência artificial e propõe ampliar nossa compreensão de pensamento, cognição e linguagem para além do antropocentrismo.
A conversa passa pela ideia do computador como máquina semiótica, pelas diferenças entre inteligência, consciência e sentimento, pelo problema da antropomorfização das IAs e pelo papel da abdução no pensamento humano. Santaella também discute os vieses presentes nos sistemas de inteligência artificial, a responsabilidade humana por seus usos e a transformação que essas tecnologias impõem à educação.
Diante da IA, sua proposta é cultivar duas disposições complementares: a arte do cuidado e a arte da suspeita. Em vez de simplesmente recusar as novas tecnologias ou atribuir-lhes capacidades humanas que elas não possuem, é preciso aprender a utilizá-las criticamente, compreender seus limites e assumir responsabilidade pelas formas como são incorporadas à vida social.
Resumo
Neste episódio do Filosofia Pop, Lúcia Santaella discute as relações entre inteligência artificial e semiótica a partir, sobretudo, da filosofia de Charles Sanders Peirce. A conversa problematiza a definição de inteligência e critica a tendência de tomar a cognição humana como seu único paradigma. Santaella distingue inteligência de consciência, sentimento e responsabilidade moral, caracterizando os atuais sistemas de IA como máquinas fundamentalmente linguísticas e semióticas.
O diálogo aborda ainda o conceito peirceano de abdução, as relações entre linguagem, cognição e realidade, os riscos da antropomorfização da IA, os vieses inscritos nos dados humanos e a responsabilidade dos desenvolvedores e usuários. Também são discutidos os impactos das tecnologias digitais sobre a educação e a necessidade de formação crítica para professores e estudantes. Para Santaella, a utilização da inteligência artificial exige simultaneamente uma arte do cuidado e uma arte da suspeita, capazes de combinar abertura às possibilidades tecnológicas com avaliação crítica de seus resultados.
Palavras-chave
Inteligência artificial; Semiótica; Charles Sanders Peirce; Lúcia Santaella; Cognição; Linguagem; Abdução; Antropocentrismo; Educação; Ética; Filosofia da tecnologia; Inteligência; Pragmatismo.
Indicações do episódio
Indicações de Marcos Carvalho Lopes
Ian McEwan — Máquinas como euRomance indicado como uma possibilidade de reflexão literária sobre inteligência artificial, máquinas e humanidade.
“O sertão semiótico de Tom Zé” — Marcos Carvalho LopesTexto mencionado na conversa a propósito das relações entre Tom Zé, semiótica, Peirce, Tropicália e a experiência cultural do Recôncavo baiano.
Indicações de Lúcia Santaella
Tatiana Roque — A máquina em nósSantaella destaca o livro como uma leitura breve e acessível, mas intelectualmente cuidadosa, sobre as transformações tecnológicas contemporâneas.
Yuk Hui — obra sobre arte e cosmotécnicaSantaella menciona uma obra que aparece na transcrição como “Arte Cosmo técnica”, observando que ainda não estaria traduzida para o português. A transcrição não permite estabelecer com segurança a grafia exata do título.
Yuk Hui — TecnodiversidadeMencionado em conexão com a ideia de cosmotécnica e com a necessidade de pensar formas plurais de relação entre tecnologia, cultura e mundo.
Isabelle Stengers — cosmopolíticaAparece como referência para a defesa de uma perspectiva cosmopolítica capaz de ultrapassar formas antropocêntricas e fechadas de pensar a tecnologia e a vida planetária.
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#250 – Autismo e Filosofia, com Claudio Costa
2026/08/17
No episódio número 250 do Podcast Filosofia Pop, conversamos com o filósofo Claudio Ferreira Costa sobre autismo e filosofia.
Cláudio Ferreira Costa construiu sua trajetória acadêmica no Departamento de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), desenvolvendo pesquisas principalmente no campo da filosofia analítica contemporânea, com trabalhos em áreas como filosofia da linguagem, filosofia da mente e metafísica analítica.
Realizou seu mestrado em Filosofia no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), no Rio de Janeiro, e seu doutorado na Universität Konstanz, na Alemanha. Sua formação inclui ainda períodos de pós-doutorado na Hochschule für Philosophie, em Munique, na University of California, Berkeley, na University of Oxford e novamente na Universität Konstanz.
Nesta conversa, partimos de seu texto sobre Síndrome de Asperger e filosofia para discutir sua experiência pessoal com o autismo, o diagnóstico tardio e questões relacionadas à linguagem, empatia, sociabilidade e vida acadêmica. O diálogo também passa pelas possíveis relações entre determinadas características do espectro autista e o trabalho filosófico, pelos limites das tentativas de diagnosticar filósofos do passado e pela própria maneira como Cláudio Costa compreende a atividade filosófica.
Texto Sindrome de Aperger e Filosofia de Claudio F. Costa
Site de Claudio Ferreira Costa
Textos de Claudio Costa no Academia.edu
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#249 – Futebol, com Sepp Gumbrecht
2026/08/03
No episódio 249 do podcast Filosofia Pop, Marcos Carvalho Lopes conversa com Hans Ulrich “Sepp” Gumbrecht sobre futebol.
Professor emérito de Literatura Comparada, Francês e Italiano da Universidade Stanford, Gumbrecht desenvolveu uma obra que atravessa a teoria literária, a filosofia, a estética e a reflexão sobre os esportes. Uma de suas preocupações centrais é compreender experiências que não podem ser inteiramente reduzidas à interpretação ou à procura de significados: a presença dos corpos, a intensidade dos acontecimentos, a atmosfera dos espaços e o aparecimento inesperado de formas.
Essas questões encontram no futebol um campo privilegiado. Uma partida não nos afeta apenas pelo resultado ou pelas histórias que contamos sobre ela. Também somos atingidos pela velocidade de uma jogada, pela abertura repentina de um espaço, pela coordenação dos movimentos, pelo confronto entre os corpos e pela atmosfera produzida dentro de um estádio.
Esta não é a primeira participação de Hans Ulrich Gumbrecht no Filosofia Pop.
Em 2021, ele esteve presente em dois episódios do podcast. No episódio #116 – Vale do Silício, publicado em 22 de fevereiro daquele ano, conversamos sobre as transformações culturais e tecnológicas associadas ao Vale do Silício, partindo de seu livro O espírito do mundo no Vale do Silício: viver e pensar o futuro.
No episódio #117 – Humanidades etc., publicado em 1º de março de 2021, continuamos a conversa tratando das Humanidades, da universidade, do ambiente acadêmico brasileiro e norte-americano, da obra de Luiz Costa Lima e dos projetos intelectuais de Gumbrecht. As duas conversas haviam sido gravadas nos dias 30 e 31 de dezembro de 2020.
Agora, cinco anos depois daqueles episódios, voltamos a conversar. Desta vez, tendo o futebol como ponto de partida para pensar a estética, a cultura e as formas contemporâneas de viver experiências coletivas.
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#248 – Cosmopoética da Justiça, com Renan Porto
2026/06/02
No episódio #247 do Podcast Filosofia Pop, conversamos com o professor Renan Porto sobre sua trajetória intelectual e sobre o livro Nas Brechas dos Futuros Cancelados: do Pesadelo Ciborgue à Queda do Céu. Da experiência de crescer em uma comunidade produtora de cacau no sul da Bahia às reflexões sobre cosmologias indígenas, Guimarães Rosa, justiça, ecologia e transformação social, a conversa explora caminhos para pensar o presente para além das promessas esgotadas da modernidade. Uma reflexão sobre território, memória, imaginação e as brechas pelas quais outros futuros ainda podem emergir.
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#247 – Ciganos, com Phillipe Cupertino
2026/05/20
Este é nosso epísódio 247, nele ecebemos o professor Philippe Cupertino para uma conversa sobre os povos ciganos, identidade, racismo, resistencia e luta por justiça .
Phillipe Cupertino Salloum e Silva é professor Adjunto de Teoria Geral do Processo e Direito Processual Civil, Coordenador do Curso de Graduação em Direito (2022-2026) e docente permanente do Mestrado em Direito da Universidade Federal de Jataí. Doutor em Direito pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, onde integra o grupo de pesquisa “Luta por direitos e justiça e práticas estatais: uma perspectiva etnográfica”. Mestre em Ciências Jurídicas pela Universidade Federal da Paraíba (2015). Bacharel em Direito pela Universidade Estadual de Santa Cruz (2013). Atuação em coordenação e parceria com projetos de assessoria jurídica universitária popular, com foco em povos e comunidades tradicionais. Secretário de Articulação Política do Instituto de Pesquisa, Direitos e Movimentos Sociais – IPDMS (2023-2025). Experiência com pesquisas empíricas com abordagem etnográfica intercalando Antropologia, Direitos Humanos e os estudos sobre as instituições jurídicas e o Estado.
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#246 – Filosofia no Direito, com Lenio Streck
2026/05/04
No episódio 246 do Filosofia Pop, recebemos o jurista Lenio Streck para uma conversa sobre filosofia no direito, a importância da hermenêutica jurídica e os riscos do decisionismo. A conversa aborda os limites da interpretação, o papel crítico da doutrina e a necessidade de fundamentação teórica para fortalecer práticas jurídicas mais democráticas.
Palavras-chave:
Este episódio também marca os 11 anos do podcast.
Ao final, você ouve a canção “Não Cabem em uma Kombi”, do acervo de Pedro Ivo, do canal Ateu Informa.
Aproveitamos para indicar também o canal Esquerda Goiana, Uai!, de Murilo Ferraz e Analu Oliveira, além do curta-metragem Você Não Vai Me Entender, lançado por Murilo em novembro passado.
Lenio Luiz Streck, Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS)
Mestre e Doutor em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina. Pós-doutor pela Universidade de Lisboa. Professor titular do Programa de Pós-Graduação em Direito (Mestrado e Doutorado) da UNISINOS, na área de concentração em Direito Público. Professor permanente e pesquisador da UNESA-RJ, Professor visitante da Universidade Javeriana – CO. 3 Jurista mais citado na América Latina e 4 nos países do BRICS – conforme Índice Científico Alper-Döğer) (AD). Membro catedrático da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDConst. Presidente de Honra do Instituto de Hermenêutica Jurídica IHJ (RS-MG). Membro da comissão permanente de Direito Constitucional do Instituto dos Advogados Brasileiros – IAB, do Observatório da Jurisdição Constitucional do Instituto Brasiliense de Direito Público – IDP, da Revista Direitos Fundamentais e Justiça, da Revista Novos Estudos Jurídicos, entre outros. Coordenador do DASEIN Núcleo de Estudos Hermenêuticos. Ex-Procurador de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul. Autor, entre outras obras, de Jurisdição Constitucional e Decisão Jurídica (6. ed.); Hermenêutica Jurídica e(m) Crise (11. ed.); Verdade e Consenso (6. ed.), Dicionário de Hermenêutica, 2a. edição, além dos livros, em espanhol: Verdad y Consenso, Hermenéutica y Decisión Judicial, e Hermenéutica Jurídica: estudios de teoría del derecho, Dicionario de Hermenéutica, Lla llamada conciencia de los jueces. Tem experiência na área do Direito, com ênfase em Direito Constitucional, Hermenêutica Jurídica e Filosofia do Direito.Vem lecionando disciplinas de direito em cursos de pós-graduação lato sensu EAD desde 2017: Pós Graduação UNISC EAD, da Universidade de Santa Cruz do Sul, 2018; Direito Eleitoral EAD, da Fundação Escola do Ministério Público, Porto Alegre/RS), 2017; Curso de Pós-Graduação em Direito Constitucional EaD, da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDCONST, 2018-2019; e Curso de Pós-Graduação em Direito e Processo Penal EaD, da Academia Brasileira de Direito Constitucional ABDCONST, 2019 (a lecionar).
Temas tratados na entrevista (em tópicos)
Diferença entre “filosofia no direito” e “filosofia do direito”Defesa da ideia de que a filosofia não deve ser mero ornamento externo ao campo jurídico, mas condição de possibilidade para compreender conceitos, práticas e decisões jurídicas.
A filosofia como modo de ser no mundoInfluência de Martin Heidegger: a filosofia aparece como forma de existência e de compreensão prévia do mundo, não apenas disciplina acadêmica.
Linguagem, nomes e realidadeDebate sobre como se dão nome às coisas, relação entre palavras e mundo, usando referências como Crátilo e Vidas Secas.
Crítica ao positivismo jurídico e ao cientificismoDiscussão sobre o século XIX, quando a filosofia teria sido afastada como “metafísica”, deixando o direito empobrecido teoricamente.
Contradições filosóficas nas decisões judiciaisExemplo de juízes que invocam ao mesmo tempo “livre convencimento” (subjetivismo) e “verdade real” (objetivismo), misturando paradigmas incompatíveis.
Crítica ao decisionismo judicial brasileiroRejeição da ideia de que “direito é aquilo que os tribunais dizem que é”, vista como destruição da autonomia do direito.
Hermenêutica jurídica e limites da interpretaçãoDefesa de limites interpretativos contra arbitrariedades e superinterpretações. A interpretação jurídica deve ser constrangida por tradição, linguagem e institucionalidade.
Conceito de “constrangimento epistemológico”Tese de Lenio Streck de que a doutrina e a teoria jurídica devem limitar interpretações arbitrárias e impor padrões racionais ao direito.
Direito e literaturaA literatura como fonte privilegiada para compreender dilemas jurídicos e políticos. Exemplos usados: Orestéia, As Viagens de Gulliver, William Shakespeare.
Superinterpretação e relativismoDiscussão do debate entre Umberto Eco e Richard Rorty sobre limites da interpretação e riscos do relativismo.
Crítica à cultura digital e redes sociaisReflexão sobre banalização do conhecimento, culto à superficialidade e perda da vergonha pública na era das redes.
Inteligência artificial e atalhos cognitivosPreocupação com IA como instrumento de simplificação excessiva, respostas prontas e fuga da angústia do pensamento.
Hierarquia, autoridade e educaçãoDebate sobre a importância de hierarquias legítimas na formação intelectual e no aprendizado, contrapondo-se ao igualitarismo simplificador.
Filosofia brasileira e reconhecimento de Ernildo SteinStreck aponta Ernildo Stein como o filósofo brasileiro que mais o impressionou.
Filósofos preferidosDeclara preferência por Hans-Georg Gadamer, com forte referência também a Heidegger.
Referências citadas na entrevista
Filósofos / Teóricos
Martin Heidegger
Hans-Georg Gadamer
Ernildo Stein
Richard Rorty
Umberto Eco
Charles Sanders Peirce
William James
Ludwig Wittgenstein (implícito no tema linguagem privada)
Søren Kierkegaard
Gaston Bachelard
Thomas Hobbes
William of Ockham
Marcílio de Pádua
Dante Alighieri
Obras literárias / Livros
Crátilo
Vidas Secas
As Viagens de Gulliver
Dom Casmurro
O Nome da Rosa
O Pêndulo de Foucault
O Pato Selvagem
A Festa da Insignificância
A Brincadeira
Autores literários
William Shakespeare
Jonathan Swift
Graciliano Ramos
Machado de Assis
Henrik Ibsen
Milan Kundera
Obras de Lenio Streck mencionadas
Dicionário de Hermenêutica
Dicionário de Senso Comum
Ensino Jurídico em Crise
Robô Não Desce Escada
Hermenêutica, Jurisdição e Decisão
“Fatos, relatos e interpretações”. In:Trindade, André Karam. e Karan, Henrieta. (ed.). Por dentro da Lei. Direito, narrativa e ficção. (na entrevista erroneamente atribui esse texto a Ernildo Stein, quando queria enfatizar que funciona como um resumo da perspectiva de Lenio Streck)
Obras de Ernildo Stein mencionadas:
Aproximações sobre Hermenêutica
Anamnese: a Filosofia e o Retorno do Reprimido
Pensar é Errar: um Ajuste com Heidegger
Diferença e Metafísica
Racionalidade e Existência: uma Introdução à Filosofia
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#245 – Zumbis, com Stefany Stettler
2026/04/20
Este é nosso episódio 245 e nele conversamos com Stefany Stettler sobre zumbis.
O debate gira em torno do zumbi como figura interdisciplinar, que ultrapassa o terror e se torna um conceito útil para pensar questões filosóficas, históricas e políticas.
Parte-se de sua origem no Haiti, ligada ao vodu e à experiência da escravidão, em que o zumbi simboliza a perda total de autonomia. Em seguida, discute-se sua transformação na cultura pop, especialmente no cinema, onde passa a representar medos contemporâneos como epidemias, colapso social e desumanização.
A entrevista também explora o zumbi na filosofia da mente, como experimento para pensar a consciência (o “zumbi filosófico”), e na teoria social, como metáfora de alienação e massificação.
Em síntese, o zumbi aparece como uma figura que permite refletir sobre o que é estar vivo, ter consciência e manter autonomia em contextos históricos e sociais diversos.
Stefany S. Stettler é doutoranda em Filosofia (UnB), mestra em Filosofia (PUCSP), especialista em Linguagem Cinematográfica e Audiovisual, Tanatologia, Imunologia e Microbiologia, bacharela e licenciada em Filosofia (UFPR). Trabalha profissionalmente com revisão, tradução, diagramação e formatação de textos acadêmicos e literários. Além disso, atua como editora executiva da revista Cadernos de Subjetividade (do Núcleo de Pesquisas em Subjetividade do Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia Clínica da PUC-SP) e do Jornal do CAFIL-UFPR: Devir.
Site: https://stefstett.com/
O Filosofia Pop é um podcast que aborda a filosofia como parte da cultura. A cada 15 dias, sempre às segundas-feiras, a gente vai estar aqui pra continuar essa conversa com vocês. Intercalando com nossos episódios normais de quando em quando vamos apresentar episódios de entrevistas temáticas especiais. O episódio de hoje que é uma parceria com o projeto de extensão Filosofia, Cultura popular e Ética, desenvolvido na Universidade Federal de Jataí.
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#244 – Novo desenvolvimentismo, com Bresser-Pereira
2026/03/30
Este é o nosso episódio de número 244 e recebemos o professor Luis Carlos Bresser-Pereira para uma conversa sobre Novo desenvolvimentismo, fim do neoliberalismo, sentido do vida, metodologia das ciências sociais e muito mais
Economista, professor e ex-ministro, Bresser-Pereira atravessa décadas de debate sobre o desenvolvimento brasileiro, articulando teoria econômica, experiência de governo e intervenção pública.
Luiz Carlos Bresser-Pereira é professor Emérito da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP). Autor, entre outros livros, de Em busca do desenvolvimento perdido: um projeto novo-desenvolvimentista para o Brasil (Editora FGV) [https://amzn.to/4c1Nadj]
Site: https://www.bresserpereira.org.br/
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#243 – De Wittgenstein às Redes de Sentido, com Laurenio Sombra
2026/03/16
Neste episódio do podcast Filosofia Pop, Marcos Carvalho Lopes conversa com Laurenio Sombra sobre a filosofia de Ludwig Wittgenstein e as transformações de seu pensamento entre o Tractatus Logico-Philosophicus e as Investigações Filosóficas. A conversa explora a passagem de uma concepção lógica e formal da linguagem para uma visão pragmática e plural, marcada pelas formas de vida, pelos jogos de linguagem e pelas redes de sentido que estruturam a comunicação humana. O episódio discute como essa virada influencia a filosofia contemporânea e oferece caminhos para pensar linguagem, significado e filosofia fora de sistemas rígidos, aproximando Wittgenstein de perspectivas mais abertas e relacionais. Leia mais →
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#242 – Além do Princípio do Pudor, com Jurandir Freire Costa
2026/03/02
Neste episódio que abre a 11ª temporada do Filosofia Pop, Marcos Carvalho Lopes conversa com Jurandir Freire Costa sobre o livro Além do Princípio do Pudor. A partir de Freud e da tradição psicanalítica, o diálogo aborda a formação das massas, o papel das paixões na vida política, experiências de desenraizamento social e os desafios contemporâneos da democracia. Uma reflexão sobre cultura, subjetividade e vida pública no presente. Episódio realizado em parceria com o projeto de extensão Filosofia, Cultura Popular e Ética (UFJ). Leia mais →
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#241 – Esperança Ativa, com Luiz Eduardo Soares
2025/12/22
No episódio 241 do Filosofia Pop, intitulado ‘Esperança Ativa’, Marcos Carvalho Lopes recebe novamente o antropólogo, cientista político e escritor Luiz Eduardo Soares para uma conversa que parte do contexto sombrio do final de 2025 – com o avanço da… Leia mais →
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#240 – Avesso de Marx, com Crisóstomo de Souza
2025/12/01
Este é o nosso episódio de número 240 e hoje recebemos o filósofo José Crisóstomo de Souza para uma conversa sobre o livro O avesso de Marx. A proposta de Crisóstomo é descentralizar Marx, afastando-se tanto do comunismo especulativo, quanto… Leia mais →
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#239 – Kojin Karatani, com Maikel da Silveira
2025/11/24
Este é o nosso episódio de número 239 e hoje recebemos o filósofo e editor Maikel da Silveira para uma conversa longa e extremamente rica sobre o pensador japonês Kōjin Karatani. No episódio de hoje do Filosofia Pop, Maikel (que… Leia mais →
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