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This podcast has
28 episodes
Language
Portuguese (Brazil)Publisher
Marcos RobertoExplicit
No
Date created
2021/07/22
Latest episode
2022/04/21
Average duration
19 min.
Release period
17 days
Description
Marcos Roberto é Paraense, Licenciado, Bacharelado em História (UFPA) , com Especialização em História Contemporânea (FIBRA). O canal Você sabe TUDO SOBRE HISTÓRIA? MR é voltado para o Ensino de História (Revisão ENEM, Vestibular, Dicas de Livros, filmes), com o intuito de facilitar a aprendizagem de maneira rápida e divertida!
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As Revoltas Emancipacionistas
2022/04/21
Vamos analisar os motivos, reivindicações e as influências da Inconfidência Mineira e Conjuração Baiana. ***INSCREVA-SE NO MEU CANAL:*** https://youtu.be/4VIjPeOUCsU ***Redes Sociais*** ▶ Instagram: https://www.instagram.com/prof.marcos... ▶ Site: https://vocesabetudosobrehistoria.com... #InconfidênciaMineira #ConjuraçãoBaiana #Tiradentes
A Mitologia Grega: resumo
2022/01/14
A Mitologia Grega reúne um conjunto de lendas e mitos que foram criados pelos gregos na antiguidade. O objetivo principal era de explicar alguns fatos, como a origem da vida, a vida após a morte, ou até mesmo os fenômenos da natureza. Assim, a criação das narrativas fantásticas que englobam a mitologia grega foi a maneira encontrada pelos gregos para preservarem sua história. É importante ressaltar que a civilização grega estava baseada numa religião politeísta, ou seja, eles cultuavam diversos deuses.
#MITOLOGIAGREGA #ZEUS #POLITEÍSMO
Maus
2022/01/14
Clássico contemporâneo dos quadrinhos, Maus é um relato comovente sobre Auschwitz e um acerto de contas do artista com o pai. Única história em quadrinhos a receber o Prêmio Pulitzer.
Os "50 anos em 5" de Juscelino Kubitschek
2022/01/14
Progressista, desenvolvedor, sonhador e dinâmico - estamos falando de Juscelino Kubitschek ou JK. Um presidente que dinamizou a economia brasileira investindo como nenhum outro presidente até então nos setores da: energia, transporte e indústria que faziam parte do seu "plano de metas" que finalmente realizou um sonho antigo da nossa 1 Constituição do Período Republicano que era a construção de uma nova capital - Brasília. No final do ano de 1954, Juscelino e as lideranças do PSD decidiram lançar a candidatura dele à presidência do país. O suicídio de Getúlio Vargas havia causado transtornos na sucessão presidencial. O vice-presidente Café Filho assumiu o cargo e devido aos problemas de saúde precisou ser substituído. Primeiro foi sucedido pelo presidente da Câmara dos Deputados, Carlos Luz. No entanto, o ministro da Guerra, marechal Henrique Lott, destituiu-o, pois considerou Carlos Luz uma ameaça à sucessão presidencial de Juscelino. Desse modo, assumiu o cargo, Nereu Ramos, que tentou assegurar a Café Filho a restituição do cargo. Contudo, Lott inviabilizou o retorno de Café Filho. Nereu Ramos governou até a tomada de posse de Juscelino Kubitschek na presidência e João Goulart na vice-presidência da República, em 31 de janeiro de 1956.
#PLANODEMETAS #JK #CONSTRUÇÃODEBRASÍLIA
Neocolonialismo na África e Ásia - Parte 01
2021/12/23
Foi nesse contexto que, a partir do século XIX, essas nações buscaram explorar regiões na África e Ásia. Gradativamente, os governos europeus intervieram politicamente nessas regiões com o interesse de atender a demanda de seus grandes conglomerados industriais. Distinto do colonialismo do século XVI, essa nova modalidade de exploração pretendia fazer das áreas dominadas grandes mercados de consumo de seus bens industrializados e, ao mesmo tempo, pólos de fornecimento de matéria-prima. Além disso, o grande crescimento da população europeia fez da dominação afro-asiática uma alternativa frente ao excedente populacional da Europa que, no século XIX, abrigava mais de 400 milhões de pessoas. Apesar de contarem com grandes espaços de dominação, o controle das regiões alvo da prática neocolonial impulsionou um forte acirramento político entre as potências europeias. Os monopólios comerciais almejados pelas grandes potências industriais fizeram do século XIX um período marcado por fortes tensões políticas. Em consequência à intensa disputa dos países europeus, o século XX abriu suas portas para o primeiro conflito mundial da era contemporânea. Somado aos interesses de ordem político-econômica, a prática imperialista também buscou suas bases de sustentação ideológica. A teoria do darwinismo social, de Hebert Spencer, pregava que a Europa representava o ápice do desenvolvimento das sociedades humanas. Em contrapartida, a África e a Ásia eram um grande reduto de civilizações “infantis” e “primitivas”. Influenciado por esse mesmo conceito, o escritor britânico Rudyard Kipling defendia que o repasse dos “desenvolvidos” conceitos da cultura europeia aos afro-asiáticos representava “o fardo do homem branco” no mundo. Com relação à África, podemos destacar a realização da Conferência de Berlim (1884 – 1885) na qual várias potências europeias reuniram-se com o objetivo de dividir os territórios coloniais no continente africano. Nessa região podemos destacar o marcante processo de dominação britânica, que garantiu monopólio sob o Canal de Suez, no Norte da África. Fazendo ligação entre os mares Mediterrâneo e Vermelho, essa grande construção foi de grande importância para as demandas econômicas do Império Britânico. Na região sul, os britânicos empreenderam a formação da União Sul-Africana graças às conquistas militares obtidas na Guerra dos Bôeres (1899 – 1902).Na Índia, a presença britânica também figurava como uma das maiores potências coloniais da região. Após a vitória na Guerra dos Sete Anos (1756 – 1763), a Inglaterra conseguiu formar um vasto império marcado por uma pesada imposição de sua estrutura político-administrativa. A opressão inglesa foi alvo de uma revolta nativa que se deflagrou na Guerra dos Sipaios, ocorrida entre 1735 e 1741. Para contornar a situação, a Coroa Inglesa transformou a colônia indiana em parte do Império Britânico. Resistindo historicamente ao processo de ocupação, desde o século XVI, o Japão conseguiu impedir por séculos a dominação de seus territórios. Somente na segunda metade do século XIX, que as tropas militares estadunidenses conseguiram forçar a abertura econômica japonesa. Com a entrada dos valores e conceitos da cultura ocidental no Japão, ocorreu uma reforma político-econômica que industrializou a economia e as instituições do país. Tal fato ficou conhecido como a Revolução Meiji.
#Neocolonialismo #Imperialismo #DarwinismoSocial
As Histórias em Quadrinhos na Segunda Guerra Mundial
2021/12/23
Sete de dezembro de 1941 foi a data em que ocorreu o ataque japonês a Pearl Harbour, base militar norte-americana localizada no Havaí. Após esse ataque, os Estados Unidos entraram oficialmente na Segunda Guerra Mundial. Na vida real foi assim, mas nos quadrinhos norte-americanos, os super-heróis já estavam lutando contra as potências do Eixo (a aliança formada pela Alemanha nazista, a Itália fascista e o Japão) meses antes do ataque. O Capitão América O primeiro gibi do Capitão América, por exemplo, foi publicado em março de 1941. O Capitão América não foi o primeiro super-herói dos gibis norte-americanos (o Super-Homem já havia aparecido em 1938), mas ele foi um dos primeiros a trazer histórias mais engajadas na luta contra o nazismo e inspirou inúmeras imitações. Foi quando se tornaram comuns gibis que traziam capas com os heróis socando ou ridicularizando os ditadores do Eixo: Hitler e seus aliados, Mussolini, ditador italiano, Tojo, primeiro-ministro japonês na época do ataque a Pearl Harbor, e o então imperador japonês Hiroíto.O Caveira Vermelha, um supervilão nazista Criado pela dupla de desenhistas Jack Kirby e Joe Simon, o Capitão América tinha como seu principal inimigo o Caveira Vermelha, um supervilão nazista. No entanto, na aparência, o Capitão América era muito mais parecido com o ideal de "raça pura" dos nazistas do que o Caveira Vermelha: era alto, forte, tinha olhos azuis e, por debaixo da máscara, o seus cabelos eram loiros, ou seja, o padrão de beleza nórdica que Hitler tanto admirava. Na vida real, os nazistas jamais teriam como símbolo um soldado que usasse uma máscara em forma de caveira, até porque em suas peças de propaganda, os nazistas gostavam de retratar a si mesmos como belos e simpáticos, enquanto que os judeus eram retratados com aparência monstruosa. Quando foram lançados os primeiros gibis mostrando o Capitão América e outros super-heróis lutando contra o Eixo, uma boa parte da população norte-americana ainda defendia a ideia de que os Estados Unidos deveriam ficar afastados do conflito. Isso apesar do fato de que antes mesmo do ataque a Pearl Harbour, o governo norte-americano já apoiava indiretamente a Inglaterra, que estava em guerra com a Alemanha desde 1939.Roteiristas e desenhistas judeus Por que os criadores desses gibis tomaram partido e assumiram sua simpatia por um dos lados num momento em que muitos de seus compatriotas preferiam manter a neutralidade? Em primeiro lugar, porque os nazistas davam ótimos vilões para as histórias. Afinal, o que seria dos gibis de super-heróis sem os vilões? Em segundo, mas não menos importante, estava o fato de que boa parte dos criadores desses gibis tinha razões pessoais para fazer propaganda contra o nazismo: boa parte deles eram judeus, que eram as principais vítimas do ódio dos nazistas. Discriminação racial Para fugir da discriminação que os judeus também enfrentavam nos Estados Unidos, alguns desses criadores mudaram seus nomes ou adotaram pseudônimos que escondiam sua origem judaica, dentre eles, Bob Kane, cujo nome verdadeiro era Robert Kahn, e Jack Kirby, cujo nome verdadeiro era Jacob Kurtzberg. Duas boas dicas de leitura que retratam tanto a indústria dos gibis quanto a vida da comunidade judaica nos Estados Unidos daquela época são "No coração da tempestade", autobiografia em quadrinhos de Will Eisner, que chegou a ser publicada no Brasil pela Abril Jovem, e "As aventuras de Kavalier e Klay", romance do escritor norte-americano Michael Chabon, publica
#HISTÓRIASEMQUADRINHOS #SUPERHEROIS #SEGUNDAGUERRA
A Propaganda Na Segunda Guerra Mundial
2021/12/23
Durante os anos da II Guerra Mundial a melhor criatividade foi utilizada em benefício da propaganda e do recrutamento de jovens para as forças militares. Conheça aqui os melhores cartazes americanos e saiba como os aliados viam o mundo no início dos anos 40. Existem imagens mais institucionais que mostram jovens militares a olhar o horizonte com uma arma na mão, mas também imagens mais irreverentes, como aquela que mostra Hitler de boxers com a legenda "Apanhe-o desprevenido". De entre as mensagens veiculadas, destacam-se aquelas que incitavam à compra de vales de guerra (war bonds), que ajudavam ao financiamento das armas e ao sustento dos soldados. Há também diversos cartazes dirigidos ao público feminino, mensagens de contenção e de cuidados a ter com conversas em público. A propaganda era diversificada e, como em qualquer estratégica de marketing, eram usadas várias formas para apelar à população, incluindo o humor. Quando se estuda o Nazismo e o processo de instituição do Terceiro Reich por Adolf Hitler, uma das características mais evidentes é a retórica antissemita, isto é, o conjunto de discursos elaborados contra a população judaica europeia. Entretanto, é necessário ressaltar que a esses discursos estavam associados outros, que se referiam propriamente ao “sequestro” da consciência da própria população alemã, que foi progressivamente “inflamada” pela linguagem do nazismo, ou, como dizem alguns autores, a linguagem do Terceiro Reich. A função da propaganda e o uso dos meios de comunicação de massa foram cruciais nesse processo. Antes de tudo, é necessário compreender que não apenas o nazismo, mas também o Fascismo e as demais variações políticas totalitárias do início do século XX só foram possíveis em face da formação da sociedade de massas, advinda do processo de industrialização da Europa, completado no século XIX. Meios de comunicação como o rádio tornaram-se muito populares nesse contexto e sua utilização para transmissão de discursos políticos de líderes como Hitler foi peça chave para a cooptação das massas que viam em tal líder uma figura “redentora”, “messiânica”. O pesquisador Luiz Sérgio Krausz assinalou que: “A gradativa entrega ao fanatismo que se observa na Alemanha dos anos 1933-1945 revela-se como o triunfo de uma retórica e de uma língua cujo objetivo é conduzir à criação de hordas e não de um corpo de consciências individuais. (KRAUSZ, Luis Sérgio. Consciência e inconsciência do nazismo. Pandaemonium ger., São Paulo. n. 15, 2010. p 194.) No caso específico da propaganda nazista, a máquina de fabricação de discursos políticos que enalteciam os feitos do Terceiro Reich, a figura do Füher e a figura da raça ariana e, ao mesmo tempo, demonizavam os judeus, os poloneses, os comunistas, os cristãos, ciganos, deficientes físicos, etc., era habilmente controlada por Joseph Goebbels (1897-1945), ministro da propaganda de Hitler. Goebbels ficou conhecido pela frase “uma mentira dita cem vezes torna-se verdade”, que sintetiza a proposta de implicação psicológica da propaganda nazista. A elaboração da máquina de propaganda nazista contava com a instrumentalização de intelectuais e pessoas ligadas às artes (arquitetos, escultores, pintores, músicos, cineastas etc.).Um dos exemplos mais notórios foi o da cineasta Leni Riefenstahl (1902-2003), que produziu o famoso documentário O Triunfo da Vontade, em 1934. Nesse filme, Riefenstal buscou retratar a formação da sociedade disciplinada e militarizada criada pelo III Reich. Dessa forma, além da gravação dos discursos de Hitler e seus ministros proferidos para centenas de milhares de pessoas em praça pública, em O Triunfo da Vontade, pode-se observar ainda soldados em treinamento exibindo os corpos atléticos que, segundo a linguagem visual do nazismo, encarnavam a essência da raça ariana.
A Fase do Terror Na Revolução Francesa
2021/12/23
O período do Terror (1792-1794) durante a Revolução Francesa, foi marcado pela perseguição religiosa e política, guerras civis, e execuções na guilhotina. Naquele momento, a França estava sendo liderada pelos jacobinos, considerados os mais radicais entre os revolucionários e, por isso, este período também é conhecido como "Terror Jacobino".
#RevoluçãoFrancesa #FaseDoTerror #LuísXVI
Guerra do Paraguai: Dica de livro (Historiador Francisco Doratioto)
2021/12/11
O livro Maldita Guerra de Francisco Doratioto tem com o eixo central a narrativa sequencial das batalhas da Guerra do Paraguai, precedida de uma avisada exposição sobre suas motivações imediata se mesmo de remotas origens coloniais. Assim descrito pode parecer que nada de novo nos reserva esse livro com 485 páginas de texto corrido. No entanto, ele é surpreendente e inovador, pelo menos dentro da bibliografia sobre o tema. ***INSCREVA-SE NO MEU CANAL:*** https://www.youtube.com/channel/UCb6V... ***Redes Sociais*** ▶ Instagram: prof.marcosroberto #FranciscoDoratioto #MalditaGuerra #DPedroII
A República no Pará
2021/11/05
Conheça os motivos para o fim do Império de D.Pedro II e a importância do Monumento criado em Belém do Pará na Praça da República e descubra como temos uma grande influência francesa. Vídeo aula gravada direto da Praça da República no dia 15 de novembro em 2019. ***INSCREVA-SE NO MEU CANAL:*** https://youtu.be/4VIjPeOUCsU ***Redes Sociais*** ▶ Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?...▶ Twitter: https://twitter.com/MarcosEnem17▶ Instagram: https://www.instagram.com/vocesabetud... ▶ Site: https://vocesabetudosobrehistoria.com... #ProclamaçãoDaRepública #PraçaDaRepública #Pará
O Tatuador de Auschwitz: Dica de Livro
2021/11/04
Um amor que os cruéis muros de Auschwitz não foram capazes de impedir Sinopse de O tatuador de Auschwitz: Nesse romance histórico, um testemunho da coragem daqueles que ousaram enfrentar o sistema da Alemanha nazista, o leitor será conduzido pelos horrores vividos dentro dos campos de concentração nazistas e verá que o amor não pode ser limitado por muros e cercas. Lale Sokolov e Gita Fuhrmannova, dois judeus eslovacos, se conheceram em um dos mais terríveis lugares que a humanidade já viu: o campo de concentração e extermínio de Auschwitz, durante a Segunda Guerra Mundial. No campo, Lale foi incumbido de tatuar os números de série dos prisioneiros que chegavam trazidos pelos nazistas – literalmente marcando na pele das vítimas o que se tornaria um grande símbolo do Holocausto. Ainda que fosse acusado de compactuar com os carcereiros, Lale, no entanto, aproveitava sua posição privilegiada para ajudar outros prisioneiros, trocando joias e dinheiro por comida para mantê-los vivos e designando funções administrativas para poupar seus companheiros do trabalho braçal do campo. Nesse ambiente, feito para destruir tudo o que tocasse, Lale e Gita viveram um amor proibido, permitindo-se viver mesmo sabendo que a morte era iminente. ***INSCREVA-SE NO MEU CANAL:*** https://youtu.be/4VIjPeOUCsU ***Redes Sociais*** ▶ Facebook: https://www.facebook.com/profile.php?... ▶ Twitter: https://twitter.com/MarcosEnem17▶ Instagram: https://www.instagram.com/vocesabetud... ▶ Site: https://vocesabetudosobrehistoria.com... #Tatuador #DicaDeLivro #Nazismo
O Fim da Política do Café com Leite
2021/10/19
A política do café com leite foi um grande acordo nacional, político e econômico que regulou a lógica de poder durante quase toda a Primeira República, também conhecida como República Velha (1889-1930). O acordo que envolvia as oligarquias estaduais e o governo federal funcionava para manter o controle e o poder nas mãos das elites, grandes proprietários de terras do Brasil. Na política do café com leite os políticos paulistas e mineiros alternavam-se na cadeira de Presidente da República, por isso o nome do acordo. As economias paulista e mineira eram o café e o leite respectivamente, mantinha-se assim a ordem política e econômica favoráveis à esses Estados mas principalmente aos oligarcas locais. Outro acordo garantia o funcionamento eficaz da política do café com leite. Mantendo suas autonomias locais os Governadores de Províncias (Estados) mantinham seu apoio ao presidente da República, em troca o Presidente não interferiria no poder provinciano do Governador. A lógica dos dois acordos eram complementares para a manutenção da ordem política e econômica nacional onde apenas as elites agrárias alcançavam o poder político que continuaria girando a favor da manutenção dessas elites políticas no poder. Oficialmente a política café com leite só tem seu inicio após o período da República da Espada quando dois presidentes militares comandaram as decisões políticas do Brasil. Com o Governo de Campos Sales (1898) considera-se o principio da alternância paulista-mineira na Presidência. Seu antecessor Prudente de Morais (o primeiro presidente civil do Brasil) deixa uma grande crise política e econômica para o paulista Campos Sales que enfrentará a tarefa de estabilizar as relações do Governo Federal com as elites políticas e econômicas das províncias. Depois de 6 mandatos de presidentes paulistas sucedidos por 3 presidentes mineiros, durando mais de 30 anos esse grande acordo é findado em 1930. Porém mesmo durante o período de vigor do acordo o mesmo passou por momentos de grande tensão, com a cisão momentânea e a entrada de presidentes que não eram do eixo central Minas-São Paulo. Aconteceu essa cisão com a eleição de Hermes da Fonseca (Gaúcho) e Epitácio Pessoa (Paraibano). Em 1909 a candidatura de Hermes da Fonseca é lançada por Pinheiro Machado, grande liderança política do Rio Grande do Sul diante de divergências entre as lideranças mineiras. Já em 1919 a entrada de Epitácio Pessoa é resposta ao afastamento de Delfim Moreira devido a crise econômica e política desdobrada no Brasil em circunstanciais da Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918). As disputas e crises políticas se agravariam demonstrando o interesse de Províncias menores em participar da lógica de poder até então restrita aos paulistas e mineiros. Do agravamento dessas disputas nasce o movimento revolucionário de 1930 que liderado pela oligarquia do Rio Grande do Sul derruba a República Velha. Em uma ação de rompimento com o acordo, Minas Gerais retira seu apoio ao candidato Julio Prestes indicado pelo então Presidente Washington Luís, ambos paulistas. As oligarquias mineiras passam a apoiar o candidato da oposição Getúlio Vargas, um gaúcho. Julio Prestes, no entanto sai vitorioso do pleito, mas não chega a tomar posse. Getúlio Vargas não convencido com os resultados marcha para o Rio de Janeiro e toma posse da presidência dando início a um governo provisório. #CaféComLeite #PolíticaDosGovernadores #RepúblicaVelha
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