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Memória Capixaba de Fábio Pirajá

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Country
United States
This podcast has
466 episodes
Explicit
No
Date created
2021/09/06
Latest episode
2024/02/27
Average duration
22 min.
Release period
3 days

Description

O Memória Capixaba é um repositório iconográfico e um grupo formado por historiadores, geógrafos, pesquisadores, acadêmicos e amantes do Espírito Santo, suas cidades, suas histórias e sua gente. Destina-se ao resgate de documentos, fotografias e filmes, a fim de que se possa elucidar dúvidas acerca de seus personagens, anônimos ou não, e de fatos importantes e do cotidiano dos capixabas. Esse resgate nos auxilia a fechar as lacunas da colcha histórica, na qual estamos inseridos, de forma que possamos traçar os melhores caminhos para o nosso futuro.

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Avenida Duarte Lemos na Vila Rubim
2024/02/27
A arquitetura moderna já tomou a maior parte do antigo bairroProgresso acaba com tradições navelha Vila RubimA Vila Rubim, numa demonstração de não imunidade ao progresso vai perdendo, de modo rápido, suas características de bairro surgido há mais de 60 anos.Muitos dos velhos prédioscederam - e outros vão cedendo -lugar a construções, num processo acelerado de modernização. Mas, embora modernizando-se, a Vila ainda guarda remanescentes de um passadoafinal não tão distante.Vistos, por exemplo, na arquitetura dos antigos edifícios, que a desafiar o tempo e a especulação imobiliária, e nos móveis ainda originais das primeiras casas comerciais, como a Andião, a Giacomin, a Ronchi, a Vicentini, a Mário Zardini, todas instaladas há 30, 40 ou 50 anos.Os comerciantes pioneiros convivem com a modernizaçao, com o desenvolvimento,mas sem aceitá-los de forma integral.Isto, motivados pela insegurança tipica de centros urbanos e, principalmente, pelo ruido provocado pelos veículos que trafegam nas avenidas Alexandre Buaiz, Elias Miguel e Duarte Lemos, respecivamente entradas e saida de Vitória.Um movimento que se inicia às 4 horas, com o tráfego dos coletivos, e que só termina 21 horas depois.TRADIÇÃOHá pouco tempo, uns tra anos, a Vila perdeu uma de suas tradições: o Bar Santos, fundado na década de 30. Nele, que funcionava das 2 às 5 da manhã, já estiveram, segundo relembra um de seus ex-proprietários,José Caseira, o presidente João Figueiredo, o governador de Minas, Tancredo Neves e, além de jornalistas, politicos, artistas, juizes e desembargadores, teve assíduos, como o Dr. Beleza, superintendente da Estrada de Ferro Vitória-Minas, que o frequentou durante 25 anos.O fogão de lenha, usado no preparo dos alimentos, as mesas em ferro e mármore e a maioria das prateleiras àfixadas nas paredes já não existem mais. Das prateleiras apenas uma, o espaço físico interior já sofreu várias reformas e, descaracterizado, é agora uma lanchonete.Embora ainda conserVe o nome, depois da primeira transferência, em 1980, o atual é seu terceiro proprietário.Há 42 anos, Antônio Pietro Giacomin é dono da primeira Casa Giacomin, e a da Duarte Lemos. E durante todo este tempo executa o mesmo trabalho: o conserto de máquinas de costura manuais. 1941 conta ele a— estou aqui consertando máquinas. E elas ficam melhores que novas".Em sua loja, estão à venda as mais variadas peças para decoração. São moinhos de café, imagens de santos, oratórios, máquinas manuais de costura...E ele vai falando sobre uma delas: "Esta máquina de costura em ferro tem 150 anos e foi fabricada ppr alemães. Os oratórios, todos foram feitos a facão e canivete, e têm de 50 a 150 anos. "0s preços também são os mais variados: a máquina de 150 anos custa CrS 10 mil, os oratórios de Cr$ 5 a Cr$ 50 mil e as imagens barroças de Cr$ 5 a Cr$ 25 mil.
Victoria (Revista Vida Domestica - 1935)
2024/02/23
VITÓRIA RETRATADA NA REVISTA VIDA DOMESTICA EM OUTUBRO DE 1935. VICTORIA... A LINDA CAPITAL DO ESTADO DO ESPIRITO SANTO. Vista de uma das ruas centraes em Victoria, onde se observa o movimento diario dessa formosa cidade e o denso aspecto de sua, modernas edificações commerciaes. Entrada da barra de Victoria, notando-se o ccnfortavel navio do Lloyd Brasileiro, "Almirante Jaceguay", quando levava ao Norte os primeiros excursionistas, portadores do fraterno abraço de seus irmãos do Sul, que foram conhecer de perto aquella interessante região brasileira. VICTORIA é uma linda cidade que se modernisa e se veste condizendo com a ultima palavra da civilisação. Vemos nesta pagina alguns aspectos da encantadora capital da terra de Domingos Martins: — urna das suas arterias mais movimentadas, numa linda recta, de construcção moderna entre o porto e collinas de uma belleza surprehendente; um trecho do caes em construcção; o historico convento da Penha, onde se ouviu a palavra de Mont'Alverne, a dominar a entrada da bahia, e um panorama do ancoradouro, em que a natureza pôz caprichos de fada, numa moldura de penedos e recortes magnificos. Deslumbrante aspecto de Victoria, vendo-se em toda a sua extensão a avenida Capichaba, a principal arteria da linda metropole espirito-santense. O historico convento da Penha, em Victoria, preciosa recordação da nossa vida colonial; construido sobre a rocha viva é um attestado imperecivel do espirito religioso dos primeiros habitantes que se fixaram no Brasil. Trecho do moderno cães de Victoria, dotado de amplos armazeno e machinismos completos. E' desse ido que se escôa para o resto do undo café do mais fino e saboroso, produzido na fecunda terra capichaba. Monumental entrada de Victoria, vendo-se o celebre penedo, rocha de impressionante altura, dominando o scenario, qual invencivel atalaia dessa maravilhosa região que é o Espirito Santo.
Vitória, um beijo dos céus na glória verde das ondas (1942)
2024/02/23
Texto de CIRO VIEIRA DA CUNHA.... A praça Oito é um homem de negócios. Sempre apressado. Não conversa. Monossilaba. Olha o bonde que tarda. E o relógio que corre. Pensa em letras a pagar.Em preços de café. E lá se vai, quase. correndo...A avenida Capichaba é um cavalheiro severo que gosta de silêncio e sai pouco de casa. Quando muito, à noitinha, para fazer a digestão.A praça da Catedral é uma senhora, toda de preto e de mantilha, eternamente ajoelhada, lábios balbuciantes em fervorosa oração.A praia Comprida é um moço que nasceu rico. Usa casaca. Não perde concertos. Tem automovel. E não compreende o mundo sem rádio e "frigidaire".A praça da Independência é uma garota casadoira. Gosta de "vitrines" com vestidos modernos, pulseiras de fantasia e material de "maquillage".O largo do Carmo é o "entreaberto botão, entre fechada rosa" do velho poeta. E' a menina que estuda geografia preocupada com a conjugação do verbo amar, que decora os limites das capitanias hereditárias, pensando nos galanteios a que assistiu na última "soirée" do Glória.O morro da Fonte Frande é o brasileiro da gema, resistindo heroicamente à avalanche estranha à terra. Absorvido por uma fé extremada, procura, com os acordes do violão em acompanha-mento de modinhas caboclas, abafar os compassos bizarros dos "fox-trots" e dos tangos argentinos...E o parque Moscoso... Ah! o parque Moscoso... E' uma enfermeira bondosa, de gestos mansos e longos, que acarinha e cura o coração da gente com o olhar esverdeado dos lagos e o sorriso macio das árvores...João do Rio tinha razão. As ruas teem alma. Porque vivem, sofrem, odeiam e querem bem...
Glycia Serrano (Miss Espírito Santo 1929)
2024/02/20
MISS ESPIRITO SANTO 1929.Terça-feira, 2 de abril de, 1929Foi eleita Miss Espirito Santo a formosa senhorita Glycia Serrano, representante de Villa Velha no certamen de belleza feminina. Glycia Serrano, a linda capixaba Miss Espírito Santo do ano de 1929. Uma foto rara de Glycia Nascimento Serrano, de Vila Velha, a primeira Miss Espírito Santo da história. Ela tinha 18 anos e 1,72 m de altura e foi eleita em 1929, no maior concurso de beleza já realizado no Estado. Mais de 230 moças concorreram. Só de Cachoeiro de Itapemirim foram 53 e de lá saiu a classificada em 2º lugar, Violeta Costa. Mercedes Nicolussi, de Vitória ficou em 3º lugar. Srta. Glycia Serrano, de Vila Velha, a primeira Miss Espírito Santo da história, numa rara foto de maiô. Ela foi capa de O Cruzeiro, Vida Capixaba e tema de diversas reportagens nos principais jornais e revistas da época, talvez, até mais do que a própria vencedora, a carioca Olga Bergamini de Sá. Era alta (1,70 m), bonita, elegante, inteligente, comunicativa, com corpo escultural e apontada por muitos críticos especializados como uma das prováveis vencedoras do Miss Brasil 1929.
Naufrágio do Navio Holandês Altair (17/04/1956)
2024/02/16
Era Abril de 1956 e o navio holandês Altair se aproximava do porto de Vitória, vindo do Rio de Janeiro. Estas duas cidades eram escalas de uma viagem entre Buenos Aires e Rotterdam.Sob o comando do capitão Kop e carregado com 6.500 toneladas de carga variada, 43 tripulantes e 14 passageiros, o Altair ao se aproximar de Vitória, navegava com tempo bom, boa visibilidada e brisa amena. Ao avistar a bóia de recife do Cavallo, o capitão ordenou a parada das máquinas e aguardou a chegada do piloto para que fosse feita a correta aproximação ao porto.Como não havia piloto disponível, o capitão jogou âncoras e neste processo quase houve colisão com um navio japonês que já havia ancorado nas redondezas. Para evitar o choque, foram feitas algumas manobras e o navio acabou se chocando com o recife da Borborema. Após algumas tentativas de salvar o navio, ochefe de máquinas informou ao Capitão Kop que a sala de máquinas estava sendo inundada e que nem os motores nem as bombas poderiam mais ser utilizadas. Navio Altair afunda em Vitória - 28 de Abril de 1956. NA CABINE CENTRAL O COM. KOP FICOU VÁRIOS DIAS, SEGUNDO ELE PRÓPRIO DECLAROU, PASSANDO A BISCOITO E ÁGUA.O COMANDANTE KOP QUER MORRER. REPORTAGEM DE JOSÉ L. PESSOA FOTOGRAFIAS DE FlORINO PETROCCHI. COM 43 tripulantes e 14 passageiros a bordo, o navio holandês "Altair" bateu numa pedra, na entrada do pôrto de Vitória, e está, há mais de uma semana, afunda-não-afunda, ameaçado de partir-se ao meio. Seu comandante, o holandês Pieter Kop, de 33 anos, que nos primeiros dias recusava-se a abandonar o navio, continua, agora de bordo de um escaler, a poucos metros, vivendo a tragédia do barco. Duas versões surgiram para explicar o acidente : a primeira, dando como culpado o comandante Kop, que teria 'tentado aportar sem auxilio do Serviço de Praticagem da Capitania dos Portos de Vitória; a outra, responsabiliza, diretamente, a Capitania por não haver comunicado ao navio que a bóia existente no local da pedra estava deslocada. Na opinião do comandante Kop, a fatalidade foi que decidiu tudo, pois estava habituado a entrar no porto de Vitória, manobrando com segurança. Dessa vez, porém, não sabendo falar português, não entendeu o clássico "Aviso aos Navegantes", da Agência Nacional, advertindo sôbre a irregularidade no balisamento da barra. A atitude do comandante Kop, de aparente serenidade diante da tragédia, parece ser a do homem que prepara o seu próprio destino. A êsse respeito, aliás, é bem clara sua declaração: "Se o meu navio fôr a pique, saberei o que fazer; tornarei a decisão de uni homem do mar". Após várias tentativas de salvar o navio, o chefe de máquinas informou ao Capitão Kop que a sala de máquinas estava inundada, tornando impossível o uso dos motores e bombas. Um pedido de socorro, um "MAYDAY", foi emitido e um rebocador foi requisitado. Felizmente, tanto a tripulação quanto os passageiros conseguiram abandonar o navio em segurança, e não houve vítimas no acidente. Pouco tempo depois, com grande parte do casco submerso, o "Altair" foi abandonado e declarado como perda total.Atualmente, o "Altair" repousa na profundidade da entrada da Baía de Vitória, bastante desmantelado devido à ação do tempo e demolição, que visava evitar riscos à navegação.
Banda de Música da Policia do Espírito Santo (1850)
2024/02/14
Banda da Polícia Militar do Estado. Criada pela Lei nº 4 de 13 de setembro 1850, no governo do Presidente da Província Capitão-Tenente Felipe Pereira Leal.Compunha-se de elementos civis. Coube ao Presidente. Moniz Freire, 1902, dar-lhe caráter militar, sugestão do então Comandante Cel. Orozimbo Correia. Em 1921, o Presidente Nestor Gomes convidou o maestro Álvaro Coutinho de Freitas para reorganizá-la, comissionando no posto de 2º Tenente.O Governador Jones Santos Neves pela Lei de 24 de dezembro 1951, por sugestão do então Comandante-Geral da Polícia, Coronel Mauricio Leal da Silva (do Exército), deu-lhe a estrutura atual.Fonte de estudo: “Pequena História da Banda da Policia Militar do Estado” pelo Coronel Dr. Alfredo Pacheco Barroca. Vitória. Agosto de 1964. “Almanaque da Policia Militar”. Publicação oficial. Vitória. 1956._________Inicialmente formada por músicos civis fardados, recrutados por ocasião de demanda de tocatas nas forças de segurança capixabas, é considerada a data de 13 de setembro de 1840 como o dia de sua criação. Porém somente em 13 de julho de 1892, no governo de José Melo Carvalho Muniz Freire, a Banda de Música da Polícia Militar do ES foi oficialmente institucionalizada, passando a compor o efetivo da força policial capixaba.
Concurso de Fealdade (O Rapaz Mais Feio de Vitória - 1929)
2024/02/14
O concorrido Concurso de Fealdade, realizado por Jairo Leão para eleger o rapaz mais feio de Vitória entre abril e setembro de 1929.Concurso jocoso e irônico realizado pela Revista Vida Capichaba, que movimentou a sociedade vitoriense no ano de 1929.______Concurso de fealdadeOs concursos estão em moda. Isto sempre estiveram. Em todas as naçoes civilizadas se realizaram sempre certamens de belleza para coroamento daquella que reunisse maior numero de encantos.Depois, prestigiando-se tambem o espirito, foram creados os concursos de intelligencia, como meio de se render culto aquelles, que mais brilhassem nas letras. Muito bem. Eu não sou apologista dos concursos. Muito principalmente dos concursos de belleza. Porque a belleza está em relação ao ponto de vista de cada um. Acho, por exemplo, absurdo se querer proclamar a mulher mais bonita do Brasil, da França ou doutro pais qualquer.Há mesmo um ditado que diz que a muitos o feio bonito parece. Ditado verdadeiro.Entretanto, como a humanidade ainda não se convence dessa verdade a moda continua a ser senhora imperante, vou chamar a attenção das minhas gentis leitoras para um concurso que tenho vontade de fazer por intermedio da «Vida Capichaba».Desejo que seja eleito o rapaz mais feio de Victoria. Para isso espero contar com o concurso amavel das gentis senhoritas da minha terra a quem exclusivamente será conferido o direito de votar. A "Vida Capichaba", na apuração final, fará entrega áquelle que vencer de um premio bastante compensador. Se for possivel mesmo far-se-á uma solennidade publica para a coroação do que reunir maior numero de votos.O concurso durará tres mezes, sahindo os respectivos coupons, semanalnente, na "Vida Capichaba".As moças para que deem o seu voto, de consciencia, deverão ser maiores de 16 anos, casadeiras, em edade de bem poderem avaliar a desgraça dos menos favorecidos. Os coupons deverão ser enviados á redacção da "Vida Capichaba", que guardará a respeito o devido sigillo. De ante-mão eu lembro, com pesar, para serem votados, os nomes de Antonio Feu Rosa, (o mais feio para mim), Garcia de Resende, Vieira da Cunha, Walter Siqueira, Plinio Bruzzi, Domingos Rabello, Paulo de Freitas, Nuno Santos Neves, Jair Dessaune e respectivos irmaos, Julio Pinto, Paulo Vasconcellos, Roberto Ribeiro de Souza, Olympio Brasiliense e outros muitos.Os casados, devido tão somente ao seu estado civil, serão perdoados, o que constituirá para elles umaa obra de rara misericordia. Quanto a mim, seria o cumulo se me incluisse, voluntariamente, na relação acima ...Estão, pois, lançadas as bases do novo concurso. Rogo mais uma vez ás distinctas leitoras o obsequio de o ampararem, dando o seu voto e o enviando á redacção.Que, ao menos, a minha idea sirva para esclarecer questão tão duvidosa entre nós.Jairo LeãoNOTA : Todos os coupons votados deverao ser remettidos á Vicia Capichaba - Caixa Postal, 3853 - Victoria.
A Colonização Alemã no Espírito Santo (Wagemann, Ernst - 1910)
2024/02/07
DescriçãoEm maio de 1910, a Verein für Sozialpolitik (Associação para a Política Social), uma organização influente de economistas alemães radicados em Berlim, decidiu encomendar uma série de estudos sobre a colonização e assentamento de regiões tropicais pelos europeus, com o objetivo de determinar se e em que condições tal colonização era economicamente e socialmente sustentável. Os estudos foram para ajudar no desenvolvimento do império ultramarino alemão e África Oriental Alemã, em particular. Cada estudo foi incluir uma visão geral de uma determinada região de liquidação; análises de sua economia, as relações económicas entre os povos nativos e colonos, e de saúde pública e da prevalência de doenças entre as populações de colonos; e uma avaliação das perspectivas de liquidação e colonização européia. Os estudos deveriam ser escrito estar levando acadêmicos de Jena, Munique, Berlim e outras universidades alemãs, e foram para cobrir britânicos, holandeses, alemães e colônias americanas na África, América Latina, Sudeste da Ásia e do Pacífico. Este volume, publicado em 1915, é dedicado à colonização alemã no estado do Espirito Santo, no sudeste do Brasil.Em preparação para a conferência de paz que era esperado para seguir a Primeira Guerra Mundial, na primavera de 1917, o Ministério do Exterior britânico estabeleceu uma secção especial encarregada de preparar a informação de fundo para uso pelos delegados britânicos para a conferência. Colonização alemã é o número 42 de uma série de mais de 160 estudos produzidos pela seção, a maioria dos quais foram publicados após a conclusão da Conferência de Paz de Paris 1919.A primeira secção do livro discute os antecedentes ao moderno colonização alemã, incluindo a história das migrações alemãs na Europa, a emigração para o Brasil, os Estados Unidos e outros países do Novo Mundo, e o papel dos missionários, exploradores, sociedades científicas e outros em gravetos alemão interesse na colonização. Seção dois trata do debate do final do século 19 na Alemanha sobre a colonização, abrangendo tanto a relutância da chanceler Otto von Bismarck de se envolver em empresas coloniais e os contra-argumentos feitos por defensores de uma política colonial.Seção três discute o papel da Alemanha na "partilha da África" europeu e tais desenvolvimentos como o Tratado Anglo-Português de 1884 e do 1884-85 Congresso de Berlim. Seção quatro lida com a aquisição da Alemanha das colónias de África do Sudoeste, Togo e Camarões, África Oriental Alemã, Nova Guiné e algumas ilhas do Pacífico, bem como a aquisição do protetorado de Kiaochow na China. A seção final cobre a administração desses territórios, a princípio sob o Ministério do Exterior alemão (1890-1907) e, posteriormente, no âmbito do Escritório Colonial (1907-1914). O livro, um dos maiores volumes da série, oferece uma introdução sucinta, mas completa para o assunto. A Alemanha perdeu todas as suas colônias no acordo de paz que se seguiu a Primeira Guerra Mundial.
Clube Bohemios Carnavalescos, antigo "Filhos Unidos" (1892)
2024/02/05
O famoso e concorrido Clube Bohemios Carnavalescos no Parque Moscoso, fundado em 1892.1893/94:A sociedade ultimamente fundada nesta capital com o título "Filhos Unidos", adotou definitivamente o nome de "Bohêmios Carnavalescos" por deliberação em assembleia geral no dia 11 do corrente.Foi também postada a diretoria efetiva composta do cidadãos sócios:Wenceslau Prado, presidente.Antônio Rosa vice-presidente.Domingos Santos, primeiro secretário.Arthur batalha, segundo secretário.Antônio Mosso, tesoureiro.1895/96Está eleita nova diretoria do Clube Bohemios Carnavalescos para o ano de 1896.Ficou assim constituída:Antônio Manoel de Albuquerque Rosa, vice-presidente.Alexandre Muniz Freire, primeiro secretário.Domingos da Silva Santos, reeleito, segundo secretário.Francisco de Assis Goulart, tesoureiro.Antônio Ribeiro moço, reeleito.1894Comunico a todos os sócios da sociedade "Filhos Unidos" que por deliberação havida em Assembleia geralizada a 11 do corrente, foi adotado definitivamente o título "Bohemios Carnavalescos", em lugar do primitivo título provisório "Filhos Unidos".Secretaria dos bohemios canal 11 de março de 1894 - o secretário, Domingos da Silva Santos.
Carta Corográfica da Província do Espírito Santo (1861)
2024/02/05
Carta Chorographica da Província do Espírito Santo.Organisada por ordem do Exmo. Snr. Dor. Antonio Alves de Souza Carvalho, presidente da mesma província.Feita pelo Engenheiro E. de La Martiniére.Fevereiro de 1861.
Quintas Júnior e a Viagem de Pedro Álvares Cabral (1500 / 1973)
2024/02/05
O fotógrafo capixaba Francisco Quintas Júnior e a construção do Barco Tubarão II, de Crz 80.000,00, montado na Ponta da Passagem, para a rota do Descobrimento do Brasil.O gosto pelo mar herdado de seu pai, um comerciante português, levou Quintas Júnior a construir seu próprio barco para fazer a rota do descobrimento. Ele zarpará em breve tempo.O CRUZEIRO, 17-10-1973Revista o Cruzeiro de (1973).Sem medo de enfrentar os perigos do mar ou sofrer ataques de tribos nativas da América Central, Francisco Quintas Júnior, o fotógrafo mais velho de Vitória, no Espírito Santo, vai fazer, 473 anos depois, num barco que construiu sozinho, o mesmo percurso feito por Pedro Alvares Cabral, alterando a rota apenas para uma rápida passagem por Nova Iorque.Há três anos, trabalhando inicialmente aos sábados e domingos, mas depois em ritmo diário, aproveitando uma folga em seu estúdio fotográfico, Quintas Júnior concluiu seu trabalho e só espera a chegada de um aparelho de medir a profundidade, que mandou buscar na Alemanha, para lançar o Tubarão II nas águas do Atlântico. A princípio, julgado louco pelos que não acreditavam na sua obstinada força criativa, ele não tentou o impossível para conseguir o maior sonho de sua vida, navegar num barco construído com seu próprio esforço.Na construção ele gastou até agora 80 mil cruzeiros, mas Quintas Júnior sabe que as despesas aumentarão com a alimentação da tripulação e se quebrar um mastro ou rasgar uma vela durante a viagem. O gosto pela navegação e o desejo de fazer propaganda do Brasil no exterior o animaram a terminar a obra, porque, segundo ele próprio admite, nunca se meteu num negócio para não chegar ao fim.O BARCOO Tubarão II foi construído num pequeno estaleiro localizado no quintal da residência de um irmão do fotógrafo capixaba, na Ponta da Passagem, em Vitória. Tem 12 metros de comprimento, 4 de largura, 1 metro e 60 centímetros de calado e pontal de 3 metros e meio. Desloca 18 toneladas e pode levar cinco tripulantes. Possui dois mastros e um motor de 30 HP, que só será utilizado em manobras nos portos.O material usado na construção é de primeira qualidade, destacando-se a peroba emprega-da na estrutura do casco e o cedro e louro, no interior das cabines. Suas partes foram divididas em dois setores, para permitir que, se uma for invadida pelas águas, a outra fique inteiramente, vedada.Em seu interior cinco beliches, cozinha completa, depósito de mantimentos, banheiro, dois depósitos de água potável para 600 litros. O barco não tem a quilha arredondada, como é comum em tais casos, e sim pontiaguda, para permitir melhor velejar. Apesar de gostar do mar desde pequeno, Quintas Júnior, quando começou a construir o barco, dividiu seu tempo entre o estúdio, o estaleiro e a sede da Capitania dos Portos de Vitória, onde fez um curso intensivo de navegação. Só a vontade de viajar não era o suficiente para a aventura. Seria necessário a carta de navegação e agora pouca coisa falta para o início da viagem.
O Assassinato da menina Isabela Cassani (1999)
2024/02/02
Jornal ES Hoje - 2019.Matheus Passos A Polícia Civil do Espirito Santo (PCES) informou, na tarde desta quinta-feira (24) que pediu o arquivamento do inquérito sobre a morte da jovem Isabela Cassini, de 15 anos na época, ocorrido no dia 25 de outubro de 1999. O assassinato completa, nesta sexta-feira (25), 20 anos.A PCES aproveitou a ocasião e realizou um balanço do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 20 anos, exames colhidos e diligências realizadas.Isabela morava em Jardim da Penha e, no dia anterior à descoberta de seu corpo, saiu para ir ao Centro de Vitória, visitar uma amiga. A estudante saiu do bairro de ônibus e acabou se perdendo. Suas últimas imagens, registradas pelas câmeras do circuito interno de um posto de combustível, na Avenida Beira-Mar, quando perguntava como chegar ao bairro.O corpo de Isabela foi encontrado na baía de Vitória, próximo a uma ilha entre a Capital e Cariacica, com marcas de estrangulamento, violência sexual, pancadas na cabeça, mordida em um dos ombros e hematomas em um dos seios. Exames realizados pela polícia mostraram que a vítima teria sido jogada na água ainda com vida.Perito Oficial Criminal, Fabrício Pelição ressalta que no período do crime não havia no Espirito Santo um laboratório de DNA forense, no âmbito da Polícia Civil.“O crime ocorreu no ano de 1999 e desde então foi encontrado um perfil positivo de sexo masculino no corpo da vítima, possivelmente de um abuso sexual. A partir daí, toda investigação foi feito comparando o material genético de possíveis suspeitos com o encontrado no corpo da vítima”, esclareceu. De acordo com o Delegado Geral da Policia Civil, José Darcy Arruda, é angustiante não conseguir chegar ao autor, mas também inocentes não foram presos.“Infelizmente naquela ocasião os recursos eram os mínimos possíveis, não tendo o que temos hoje, que são tecnologias avançadas, câmeras de videomonitoramento, computadores, notebooks. Foram feitas durante esses 20 anos todas as diligências e comunicamos hoje, infelizmente, que ocorreu a prescrição da pretensão punitiva do caso, e o Estado perdeu o direito de punir”, contou Arruda. Diversos fatores influenciaram na prescrição do caso, como boatos por meio de denúncias que também trouxeram empecilhos às investigações. Segundo o delegado que está a frente do caso, o chefe da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), José Lopes, tudo era difícil naquela época, inclusive a quantidade efetivo. “Dentro do inquérito nós temos datilografia, ou seja, maquina de escrever. Hoje com as ferramentas que temos nós saímos com 60% das investigações encaminhadas. Foram mais de 61 testemunhas ouvidas e 48 exames de DNA feitos que deram negativo. Infelizmente a época era ruim para a investigação” ressaltou. Denúncia anônimaO deputado estadual Capitão Assumção (PSL) disse, no último dia 7 de outubro, na tribuna da Assembleia Legislativa (Ales), que entregou ao Ministério Público Estadual (MPES) e a Secretaria Estadual de Segurança Pública (Sesp), denúncia com o nome de um ex-policial civil que teria matado a estudante Isabela Cassani.

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